Mossad suspeito
Reino Unido expulsará diplomata israelense em resposta à falsificação de passaportes usados na morte de líder do Hamas
O Reino Unido expulsará um diplomata israelense em resposta à falsificação de passaportes usados por suspeitos de matar um líder do Hamas, em Dubai, em janeiro deste ano, segundo informam nesta terça-feira diversos jornais britânicos. Autoridades do emirado árabe listaram ao menos 27 acusados de participar da morte de Mahmoud al-Mabhouh, assassinado num hotel de luxo. Para entrar em Dubai, os suspeitos teriam usado passaportes falsos de cidadãos do Reino Unido, da Irlanda, da França, da Alemanha e da Austrália, o que, somado à complexidade do crime, teria levantado suspeitas de envolvimento do Mossad, o serviço secreto israelense.O ministério de Relações Exteriores inglês se negou a comentar as notícias - veiculadas por meios como "Telegraph", BBC e a TV Sky News -, mas afirmou que o ministro David Miliband fará um pronunciamento sobre o assunto ao Parlamento às 15h30m (12h30m no horário de Brasília). O ministério de Israel disse que não tem qualquer comentário a fazer sobre o caso até o momento.
O nome do diplomata não foi divulgado. De acordo com o "Telegraph", o embaixador de Israel no Reino Unido, Ron Proser, foi chamado ao ministério de Relações Exteriores britânico na segunda-feira, para ser informado sobre os resultados de uma investigação acerca do assassinato do líder do Hamas. Seu corpo foi encontrado num quarto de hotel de luxo no dia 20 de janeiro, mas o caso só ganhou os jornais na Europa dias depois, diante das informações sobre o uso de passaportes falsos.
Documentos teriam sido clonados de passaportes retidos em aeroportosOs documentos teriam sido falsificados a partir de dados de estrangeiros que, ao entrarem em Israel, tiveram os passaportes retidos no aeroporto por cerca de 20 minutos. O discurso do ministro britânico no Parlamento deverá apontar o serviço secreto israelense como responsável pela clonagem, mas dirá que é impossível provar a ligação com o Mossad. Há suspeitas de que o caso envolva o Diretório de Inteligência Militar. Desde o início da polêmica, Israel manteve sua política de não negar nem confirmar a acusação.
Diplomatas britânicos estariam frustrados por não poderem fazer mais para punir Israel, segundo o "Telegraph". Parte dos 15 passaportes britânicos usados na operação pertencia a cidadãos com nacionalidade britânica e israelense. Alguns deles são Gabriella Barney, de 23 anos, e seu pai, Michael, de 54, Daniel Marc Schnur, de 32, Roy Allan Cannon, de 62, Stephen Keith Drake, de 54, Mark Daniel Sklar, de 30, e Philip Carr, de 35.
Os suspeitos de participar do assassinato de al-Mabhouh foram filmados pelo circuito interno do hotel usando disfarces de turistas e jogadores de tênis. Eles seguiram o líder palestino até seu quarto, onde ele foi sufocado.
Fonte: BBC e The Telegraph

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