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sexta-feira, 12 de março de 2010

Rocinha tem policiamento reforçado para evitar protestos

Patrulhamento é reforçado no interior e no entorno da Rocinha

No dia seguinte à ação que terminou com sete homens mortos e uma adolescente ferida, o patrulhamento está reforçado no entorno e na favela da Rocinha, na manhã desta sexta-feira. O objetivo da Polícia Militar é evitar protestos devido a morte dos traficantes. Policiais do 23º BPM (Leblon) e do Batalhão de Choque também estão de prontidão no cemitério São João Batista para acompanhar o enterro dos bandidos, que ainda não tem horário confirmado.

De acordo com a polícia, entre os mortos na operação estão os traficantes conhecidos como Cabeção e Fiel, que na hierarquia do tráfico na Rocinha ocupariam postos logo abaixo do líder Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem.

Segundo informou o site G1, o major Ricardo Arlem, do 23º BPM (Leblon) disse que durante toda a madrugada patrulhas circularam pela Avenida Niemeyer, Estrada da Gávea e Autoestrada Lagoa-Barra. Ele afirmou ainda que o reforço no policiamento será mantido por tempo indeterminado. O policiamento também foi reforçado no entorno dos morros de São Carlos e Macacos, cujo tráfico pertence à mesma facção da Rocinha. A polícia suspeita que o traficante Nem tenha se abrigado nessas favelas.[o ideal é que a polícia aproveite a situação, mantenha o cerco sobre a Rocinha - afinal vai ter que ficar em prontidão por vários dias, sendo o melhor aproveitar a prontidão forçada para consolidar o domínio sobre a Rocinha - desloque mais efetivos para a região e instale uma UPP. Será uma forma de aproveitar a concentração de efetivos que vai ter que fazer na área, para assumir o controle de mais uma favela.

No caso da Rocinha a ocupação será uma das mais dificieis pelo tamanho da área a ser ocupada.]

Apesar da fuga do chefe do tráfico da Rocinha, a operação dessa quinta-feira foi cuidadosamente planejada para evitar o vazamento de informações. Os policiais foram selecionados levando em conta o seu nível técnico e a confiança neles depositada por três delegados. A medida deve virar rotina, se depender do delegado Allan Turnowski, chefe de Polícia Civil. Ele disse ao GLOBO que muitas vezes os bandidos fogem porque vêem a movimentação dos policiais.

- Os vazamentos também ocorrem porque o "olheiro" do traficante percebe o deslocamento dos policiais. Na operação de ontem (quinta-feira), resolvemos usar apenas 40 homens para entrar na favela. Os traficantes foram surpreendidos - afirmou Turnowski.

Tiroteio na Rocinha mata traficantes, fere adolescente e leva pânico a motoristas
Sete homens morreram e uma menina de 13 anos foi ferida por estilhaços em um tiroteio entre bandidos e policiais que contece na Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul do Rio, na tarde desta quinta-feira. Segundo a polícia, todos os mortos eram traficantes. A intensa troca de tiros assustou moradores do bairro e motoristas que trafegavam por ali.

Desde as 14h, cerca de 200 policiais civis da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e da Polinter fizeram uma operação na região. Três helicópteros e dois blindados participaram da operação, que visava a encontrar um paiol de armas e drogas, e capturar o chefe do tráfico na região, Antônio Francisco Lopes, o Nem. Foram apreendidos três fuzis e quatro pistolas, mas o traficante consegiu fugir. A jovem ferida foi atendida no Hospital Municipal Miguel Couto e liberada. Entre os supostos traficantes mortos - todos apontados pela polícia como seguranças de Nem - estaria o segundo homem no comando da venda de drogas na favela.

Ainda segundo o relato de moradores, o tiroteio interditou o trânsito na Autoestrada Lagoa-Barra. Motoristas precisaram dar marcha a ré para se afastar da favela e descer pelas rampas de acesso à autoestrada na contramão, a fim de seguir pela Avenida Niemeyer até o Leblon. O trânsito nas imediações ficou congestionado.

- Foi uma cena de filme. Eram três helicópteros dando rasantes e os traficantes atirando para valer - disse uma moradora do bairro de São Conrado, que acompanhou o confronto da janela de casa. - Já estamos acostumados. É a realidade da região - acrescentou.

A ação policial acontece apenas três dias depois de uma visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outras autoridades à comunidade para inauguração de obras do PACo.

Fonte: O Globo e G 1

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