Pesquisa personalizada

terça-feira, 30 de março de 2010

Terceiro Julgamento

Mandante da morte de Dorothy Stang vai a novo julgamento
Está marcado para esta quarta o terceiro julgamento do homem acusado de ser um dos mandantes do assassinato da freira americana Dorothy Stang, morta em 2005 no Pará

Está marcado para esta quarta-feira em Belém o terceiro julgamento do fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura. Ele é acusado de ser um dos mandantes do assassinato da freira americana Dorothy Stang, morta com seis tiros em fevereiro de 2005 aos 73 anos na zona rural do município de Anapu, sudeste do Pará. A religiosa foi assassinada a queima roupa pelo agricultor Rayfran das Neves, já condenado a 27 anos de prisão em dois julgamentos. Também foram condenados pelo crime os agricultores Amair Feijoli da Cunha, conhecido como Tato, e Clodoaldo Batista, acusados como comparsas de Rayfran.

Na última segunda-feira Rayfran deixou a penitenciária de Belém para passar o feriado da Páscoa com a família. Ao deixar a prisão, concedeu entrevista e voltou a sustentar a tese de que matou a freira depois de ser ameaçado por ela e um grupo de jagunços. A promotoria estranhou as declarações de Rayfran, já que ele tinha confessado o crime nas duas vezes em que foi julgado. Amair Feijoli também foi passar a páscoa em casa.

O fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura foi condenado a 30 anos de prisão em 2007. Em maio do ano seguinte um novo júri o inocentou ao aceitar a tese da defesa de que Bida, como é conhecido, não teria participado do crime. Em abril do ano passado o Tribunal de Justiça do Pará anulou o julgamento que inocentou o fazendeiro alegando que houve utilização de prova ilícita pela defesa.

O outro fazendeiro acusado de ser o segundo mandante do assassinato de Dorothy Stang, Regivaldo Pereira Galvão, será julgado no dia 30 de abril. Conhecido como Taradão, ele já passou um ano e meio preso, mas desde o ano passado aguarda o julgamento em liberdade. A principal testemunha de acusação contra Regivaldo Galvão, Ronieri Bezerra Lopes, antigo gerente da fazenda de Taradão, levou cinco tiros em novembro do ano passado, mas conseguiu sobreviver. A polícia não sabe quem atirou ou qual a motivação.

Mesmo denunciado como um dos mandantes do crime, ele voltou a se envolver com a tentativa de negociar a mesma gleba de terra, motivo de disputa com a freira. O fazendeiro também impetrou habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a suspensão do julgamento até a apreciação de todos os recursos impetrados pela defesa alegando falhas processuais. Mas até ontem à noite o ministro Cezar Peluso, encarregado do caso, não tinha se manifestado sobre o pedido. A religiosa tentava implantar na área um projeto coletivista de reforma agrária quando passou a ser perseguida e terminou assassinada.

[a análise isenta do assunto deixa claro que uma estrangeira se envolvia, aqui no Brasil, em assuntos que não dizem respeito a estrangeiros e sim as autoridades policiais do Brasil.
Por razões até hoje desconhecidas a freira foi assassinada e simplesmente os ditos 'movimentos sociais' - não é policitamente correto falar mal de tais organizações, embora muitas delas sejam valhacoutos de bandidos - decidiram que alguém tem que ser acusado.
Os sucessivos julgamentos dos supostos mandantes e as contradições dos condenados pelo assassinato só deixam dúvidas sobre a correção, lisura das investigações.]

0 comentários: