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domingo, 21 de março de 2010

UM PERIGO CHAMADO SAMUEL

A destrambelhada política externa brasileira tem o seu animador circense: o Megalonanico Celso Amorim.

E tem o seu Cérbero:, Marco Aurélio Top Top Garcia, o Rei do Tártaro. Mas o Cérebro é Samuel Pinheiro Guimarães, ex-número 2 do Itamaraty e sucessor de Mangabeira Unger na Sealopra. Ele é o homem que planejou a guinada do Itamaraty para a esquerda.

Em última instância, é o autor intelectual daquela patetice a que todos assistimos no Oriente Médio: Lulinha, filho de mãe que nasceu analfabeta e contaminado desde o nascimento pelo vírus da paz, levou a israelenses e palestinos o seu plano de paz. Teve uma idéia genial: “Por que todos não se sentam à volta de uma mesa e fazem a paz ‘que nem quando’ eu era sindicalista?” Mais um pouco, sugeriria aos convivas algumas rodadas de Black Label, “que nem quando” ele negociava duro com o Grupo 14 da Fiesp…

Em sua mesa ecumênica — desde que Israel fosse condenado —, Lula propôs meter, calculem!, o Irã. Mahamoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina, teve outra idéia: “Lula, peça a Ahmadinejad que pare de financiar os terroristas do Hamas…” Foi um vexame sensacional!

Mas me desviei um pouco! Volto a Samuel. Poucos se dão conta de que este senhor vociferou quando o Brasil aderiu ao TNP, Tratado de Não-Proliferação Nuclear. O homem não gosta desse negócio. Quando vemos o Brasil no apoio obstinado ao Irã, é preciso pensar que estamos sob a influência daquele que não nos queria assinar o TNP. Sim, vocês entenderam: se o Irã chega à sua bomba, outros se sentirão compelidos a fazer o mesmo. E tenho cá para mim que Samuel pode se perguntar: “Por que não a gente?”.

O Estadão deste domingo traz uma entrevista de Pinheiro Guimarães a Roberto Simão. Seguem trechos. Volto depois:
*
Ex-número 2 do Itamaraty e sucessor do ministro Mangabeira Unger na Secretaria de Assuntos Estratégicos, Samuel Pinheiro Guimarães ataca “potências nucleares que não cumprem o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP)”, mas exigem de países desarmados, como Brasil e Irã, “o estrito respeito de suas obrigações”.

A dois meses de duas grandes cúpulas sobre a questão nuclear, uma em Washington, outra em Nova York, o ideólogo da política externa do governo Luiz Inácio Lula da Silva questionou ao Estado a decisão brasileira de aderir ao TNP, em 1998, e afirmou que nem um compromisso dos poderosos em reduzir significativamente seus arsenais poderá fazer o Brasil assinar o chamado “protocolo adicional” do tratado. Guimarães coordena atualmente o esforço interministerial para conduzir o programa nuclear brasileiro. Tentando se esquivar de questões sobre política externa (”Não me ocupo mais disso”), o ministro deu sua opinião sobre a suposta “partidarização” do Itamaraty e negou acusações de envolvimento na crise hondurenha.

Por que o Brasil não assina o protocolo adicional do TNP?
O Brasil tem a sexta maior reserva de urânio do mundo e o conhecimento completo do ciclo de enriquecimento. Nossa Constituição obriga o uso de tecnologia nuclear somente para fins pacíficos e é preciso lembrar que o TNP, do qual somos signatários, tem duas partes. De um lado, o compromisso dos países nucleares de promover seu próprio desarmamento - e completo. De outro, países não nuclearmente armados se comprometem a não desenvolver a bomba, mas têm o direito a programas para fins pacíficos, incluindo com enriquecimento de urânio. A primeira parte do TNP não foi cumprida, mas os desenvolvidos exigem dos outros o cumprimento estrito de suas obrigações.

O presidente Barack Obama prometeu cortes drásticos nos arsenais americanos. EUA e Rússia estão prestes a concluir um acordo que substituirá o START e terá reduções significativas, e nos próximos meses haverá duas cúpulas sobre o tema. Há sinais claros de desarmamento. Isso não pode mudar a posição brasileira?
Mas existe ainda outro problema, a da redução de ogivas e de aperfeiçoamento da letalidade do armamento. Deveríamos ter um protocolo adicional para países que continuam a desenvolver armamento nuclear e não cumprem suas obrigações. Quem não cumpre o TNP não tem moral para cobrar os outros. Sem contar que há países armados dos quais não se exige nada, muitos nem signatários do TNP são.

O sr. se refere a Israel?
Tire suas conclusões.
(…)
O ex-chanceler mexicano Jorge Castañeda afirmou que foi o sr. quem arquitetou a volta do presidente deposto Manuel Zelaya a Honduras.
Não conheço o ex-chanceler. Nunca o vi na minha vida e não tenho a menor ideia de onde ele tirou isso. Se me lembro bem do texto, ele diz algo como “isso (a volta de Zelaya) é algo que só pode ter saído da cabeça de Pinheiro Guimarães”.

E o sr. avalia que o retorno de Zelaya foi bom para Honduras?
Não falo de política externa.

Comento
Dois mais dois são quatro. A fala de Guimarães sugere o óbvio: o apoio do Brasil à “negociação com o Irã” é apoio à bomba do Irã. O diplomata usa o TNP, que despreza, para igualar moralmente Israel e Irã. É mesmo? Um não ameaça destruir ninguém; o outro PROMETE destruir. Um se defende de ataques terroristas; o outro financia e pratica terrorismo em três países; um é uma democracia; o outro, uma ditadura teocrática.

E ANTES QUE ME TORREM A PACIÊNCIA: Israel ocupa territórios que conquistou quando reagiu a uma aliança que buscava destruí-lo. Nem por isso eu acho que não deva negociar a devolução.

Eu escrevi: “NEGOCIAR” — vale dizer, COM CONDIÇÕES! E o fim do terror é uma delas. Sem isso, nada feito. Sem isso, Israel não tem de trocar território por paz coisa nenhuma porque seria o mesmo que trocar território por terrorismo. Quem quiser maiores explicações que veja o que aconteceu na Faixa de Gaza… Israel deixou a região, e o Hamas tomou conta. Acaboui expulsando até a Fatah de lá.

Pinheiro Guimarães explicita a “boa-vontade” de Lula no Oriente Médio e sua aguda visão sobre a “paz”. Segundo o seu raciocínio, com a bomba, fica tudo mais fácil. Ah, sim: referindo-se aos EUA, afirma que “quem invadiu o Iraque não tem moral para cobrar o Irã”. É a fala que foi parar na machete da página. Digamos que os EUA tenham cometido um erro (não acho, já escrevi!!!), isso implica que não se deve impor limites ao Irã? Mais: desta feita, nem Rússia nem China estão com o Brasil…

É a esta gente que está entregue a política externa.

Fonte: Blog de Reinaldo Azevedo

[ninguém contesta que a política externa do Apedeuta tem sido um desastre: afinal é comandada por um chanceller de araque, o Celso Amorim, que na excelente definição do Reinaldo Azevedo é um animador circense; tem como CÉRBERO o 'aspone' do Marco Aurélio TOP TOP Garcia, outro desorientado a 'orientar' o Lula e ao qual se deve a vergonha imposta ao Brasil pela histriônica intervenção em Honduras; e, fechando com 'chave de ouro' o 'triunvirato' da incompetência' e do 'desrespeito ao Brasil' o tal de Samuel Pinheiro, que consegue ser o 'aspone' do 'aspone'.

Mas, alguma verdade há: qual a razão de Israel ter liberdade para possuir seu arsenal nuclear, não sujeito a limites e ao Irã ser negado direito idêntico?

Além do mais, não há provas indiscutíveis de que as intenções do Irã no desenvolvimento da tecnologia nuclear não sejam pacíficas. Recentemente o Iraque foi invadido, ainda está sofrendo os efeitos danosos da desastrada invasão, também a pretexto de estar desenvolvendo armas químicas e nada foi provado que fundamente aquele pretexto.

Vale lembrar que o estado de Israel não vacila, quando conveniente aos seus interesses, em se valer do terrorismo. Uma rápida pesquisa mostra ações terroristas patrocinadas por Israel: ação terrorista no Hotel King David, contra os britânicos, afundamento de navios.

Para melhor orientar os que prestigiam o Blog da UNR, transcrevo pequena parte de matéria do próprio Reinaldo sobre o assunto e indico o LINK.

Na matéria há um evidente favorecimento ao estado de Israel - uma concessão ao direito de Israel ser terrorista, digamos, algo como o terrorismo hebreu ser aceitável - mas mostra que os grandes líderes israelenses comandavam grupos terroristas, chegando a haver ações de um grupo terrorista judeu contra outro grupo terrorista também judeu, tanto eram os grupos terroristas hebreus.

Os que defendem Israel chegam ao ponto de dividir o terrorismo em TERRORISMO DO MAL - o nos moldes do qual o Irã é acusado de patrocinar - e o TERRORISMO DO BEM - tipo o efetuado por Israel contra os britânicos e de agora quando usando armas ultramodernas e grande poder aéreo bombardeia civis indefesos.]

O caso Altalena: a democracia tem de ter coragem de bombardear o navio do terror

Como sabem, as pessoas costumam “amanhecer”. Eu entardeço. E hoje entardeci generoso, disposto a guiar, qual Virgílio, alguns leitores pela selva escura do pensamento. Aí me escreve um deles, tentando relativizar que Lamarca fosse um terrorista e, segundo entendo, o terrorismo como um todo:

Rótulo complicado esse, de terrorista.O Irgun e o Lehi eram terroristas quando explodiam bombas (91 mortos no atentado ao Hotel King David) na luta pela constituição do Estado de Israel? Qualquer um que faça parte de luta armada é um terrorista, mesmo que do outro lado esteja uma ditadura?

segue......

Para ler a íntegra, clique aqui

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