Muito sol, bastante calor, falta de chuva e, logo, de água.
A cada dia o nível do rio Guri baixa mais causando racionamento de energia elétrica e de água nas cidades e também na capital. A situação crítica faz com que locais de trabalho, de lazer e residenciais reduzam ao máximo o consumo de energia. Por exemplo, quem vai ao Sambil, um dos maiores shoppings de Caracas, em busca de um refúgio, sai de lá suando em bicas. Com o ar condicionado desligado são poucos os que insistem em circular pelo local por mais de meia hora.
As galerias desligaram as escada
s rolantes e os edif'icios comerciais restringem os uso de elevadores. Uma famosa rede fast food mantém ligado apenas o maquinário para conservar e preparar seus alimentos. Não bastasse, o fornecimento de água também está sendo
racionado. Ou seja, é preciso conviver com o calorão e dar um jeito de usar pouca água.
Seca
O drama da seca afeta boa parte do país. No trajeto Caracas – San Juan de los Morros, no estado Guárico, a cor predominante na paisagem é o marrom em destaque ao pouco de verde que ainda resiste na vegetação. Muitos focos de incêndio começam a brotar. Tem sido comum ver o Cerro Ávila, em Caracas, arder em chamas.
O reflexo da seca chegou ao Salto Angel, maior queda d’água do mundo. Os jornais locais publicaram fotos mostrando o que antes era abundante e agora deu vez a um tímido fio de água que cai dos 979 metros de altura.

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