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terça-feira, 18 de maio de 2010

China elogia acordo com o Irã

China elogia e Irã tem esperanças de que potências internacionais 'aceitem' acordo

[1º - não há necessidade de que as potências internacionais aceitem o acordo; a China como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU tem PODER DE VETO o que permite que qualquer proposta de sanção contra o Irã seja vetada no nascedouro - aqui está sendo considerado que os elogios da China representam aprovação e aceitação do acordo;
2º - estão atribuindo ao 'Nosso guia" um mérito que ele não tem: afinal o acordo é apenas a versão atualizada de um outro firmado com a ingerência da Rússia e que acusam o Irã de não ter cumprido. Com isso o Apedeuta não obteve nada de concreto, apenas um acordo que, segundo dizem, já foi descumprido em outras ocasiões pelo Irã.]

Apesar do ceticismo demonstrado por países como EUA, Rússia, Reino Unido e França, o Irã mantém esperanças de que a comunidade internacional "aceite" o acordo assinado na segunda-feira em Teerã, em que o país se compromete a enviar urânio levemente enriquecido ao exterior em troca de combustível nuclear. O porta-voz do ministério das Relações Exteriores iraniano, Ramin Mehmanparast, disse nesta terça-feira que estava otimista sobre a aceitação do acordo após novas considerações. Até agora, a única grande potência que não questionou o acordo foi a China, que só se pronunciou publicamente nesta terça.

A China observou as informações relevantes e manifesta suas boas-vindas e seu apreço pelos esforços diplomáticos feitos por todas as partes para, positivamente, buscar uma solução apropriada para a questão nuclear iraniana - disse o chanceler chinês, Yang Jiechi, segundo o site do Ministério das Relações Exteriores do país.

O porta-voz do chanceler, Ma Zhaoxu, acrescentou depois que o governo chinês esperava que o acordo de troca de combustível "beneficiará o processo de resolução pacífica da questão nuclear iraniana por meio de diálogo e negociações". Apesar do otimismo, nem o ministro nem seu porta-voz disseram se acreditam que as potências ocidentais que lutam pela aprovação de novas sanções na Organização das Nações Unidas (ONU) devem agora rever sua posição. Eles apenas reafirmaram a posição anterior de que a China prefere soluções negociadas.

Premier de Israel reúne assessores para discutir acordo

A Casa Branca anunciou na segunda-feira que o governo americano continuará buscando sanções contra o Irã, afirmando que as intenções do país de continuar enriquecendo urânio no seu território viola resoluções da ONU. Reino Unido, França e Rússia, que junto com os EUA e a China formam os cinco membros permanentes com direito a veto no Conselho de Segurança da ONU, também se mostraram céticos quanto os resultados do acordo assinado em Teerã.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que na segunda-feira não se pronunciou publicamente sobre o assunto, convocou uma reunião nesta terça com seus principais assessores para discutir o acordo. No país, principal adversário do governo iraniano na região, uma das autoridades mais graduadas a se pronunciar até o momento foi o ministro do Comércio, Benjamin Ben-Eliezer. Segundo ele, apenas o tempo vai mostrar se o Irã "continua brincando com o mundo todo" ou se está aberto a frear o enriquecimento de urânio.

Para o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, o anúncio por parte do Irã de que o país continuará enriquecendo urânio a 20% mesmo depois da assinatura do acordo não foi um "balde de água fria" . Segundo ele, poderia ter como objetivo acalmar setores mais "linha dura" dentro do Irã. O resultado das negociações mediadas por Brasil e Turquia em Teerã ainda precisa da aprovação da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) antes de ser posto em prática.

Fonte: Reuters

[curioso em todo esse imbroglio é o fato da não aceitação pelas potências ocidentais de que o Irã desenvolva tecnologia que possa permitir no futuro que aquele país tenha tecnologia nuclear.
Surge então a pergunta que não quer calar: por que o Irã não pode possuir armas atômicas?
Afinal India e Paquistão possuem armamento nuclear; Israel também.
Dirão os adversários da liberdade do Irã que aquele país apóia o terrorismo e isso o torna não confiávelo.
Outra pergunta: qual a confiabilidade da Índia? qual o nível de confiabilidade do Paquistão? qual a confiabilidade de Israel que promoveu verdadeiro genocídio contra civis palestinos na Faixa de Gaza ? um país que utilizando caças a jato ultramodernos e com grande poder de fogo ataca civis desarmados está praticando terrorismo de estado. O recente morticinio promovido por Israel contra CIVIS PALESTINOS resultou na morte de 13 soldados hebreus e mais de 1.300 CIVIS PALESTINOS, incluindo mulheres e crianças.
Só resta ao mundo se conformar que enquanto a tecnologia nuclear estava restrita aos EUA - isso ainda nos anos 40 - poderíamos ter alguma segurança. Depois passou para a França, Inglaterra, Rússia, China, Israel, Paquistão, Índia, portanto o Irã ter ou não ter pouca segurança trará ao mundo.
O Zé Alencar só em ser vice do Lula já merece repúdio, mas ele não está totalmente errado quando defende que ARMAS NUCLEARES são necessárias pelo 'efeito dissuasório' .
O ideal era que nenhum país as tivesse, mas já que existe, porque limita-las a um clube seleto - seletoe confiável não são sinônimos nem na gramática nem na política.
E, sinceramente, qual o mérito do Lula em 'promover' um acordo que já houve e dizem que não foi cumprido?]

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