Remédio, vestuário, carros e alimentos pressionam IPCA
Alta da inflação é a maior para abril desde 2005
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou a maior alta para um mês de abril em cinco anos, pressionado pelo reajuste dos medicamentos, pelo fim do alívio tributário do setor automotivo, por vestuário e pela persistência da elevação dos alimentos.
O indicador subiu 0,57 por cento em abril, seguindo a alta de 0,52 por cento em março e a variação positiva de 0,48 por cento em igual mês de 2009, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.
Analistas previam, segundo pesquisa da Reuters, alta de 0,54 por cento, de acordo com a mediana de 30 estimativas que variaram de 0,37 a 0,60 por cento. A média dos três núcleos do IPCA, calculada pelo mercado, subiu 0,45 por cento em abril, após alta de 0,43 por cento em março.
"Apesar da desaceleração verificada em parte dos grupos de produtos e serviços, o reajuste dos remédios, o aumento da alíquota do IPI sobre a compra de automóveis e a entrada no mercado dos novos artigos de vestuário foram os responsáveis pela alta do IPCA de um mês para o outro", afirmou o IBGE em nota.
Assim, os preços do grupo Saúde avançaram 0,84 por cento em abril, após elevação de 0,27 por cento em março. Os de Vestuário aumentaram 1,28 por cento no mês passado, ante 0,66 por cento no anterior.
ALIMENTOS SEGUEM FORTES
Os custos de Alimentação tiveram a maior variação percentual do mês, para 1,45 por cento em abril, maior taxa para um mês de abril desde 2001, ante 1,55 por cento em março. "De uma maneira geral os números da inflação estão num patamar bem mais alto que o do ano passado", disse a jornalistas a economista do IBGE Eulina Nunes do Santos.
Há uma extensa lista de produtos alimentícios com tendência de alta, encabeçada pelo feijão. Constam nessa lista também cebola, farinha, carne seca e frango. "O feijão tem um problema de redução de oferta esse ano que veio associado a problemas de clima", disse Eulina. Segundo ela, não dá, por enquanto, para separar o impacto do clima e da demanda mais forte sobre os alimentos. "A avaliação do aquecimento da demanda sobre os preços em geral está nebulosa pelo forte choque climático esse ano."
Nos quatro primeiros meses do ano o IPCA acumulou alta de 2,65 por cento e nos últimos 12 meses, de 5,26 por cento.

1 comentários:
O preço do feijão disparou depois de esse produto ter se tornado "commoditie" na Bovespa.
Para abaixar o preço, façam o feijão voltar a ser COMIDA para o do povo pobre!!!!
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