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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Empreiteira contratada pela PETROBRAS, quando Dilma era conselheira da estatal, é a maior doadora do PT - SP

Empreiteira que fechou contrato de R$ 114 milhões com a Petrobrás é doadora de R$ 1,2 milhão aos petistas em SP

O mensalão existe e ganha até ares de legalidade oficial, com a vista grossa da pouco rigorosa fiscalização da Justiça Eleitoral. A Folha de S. Paulo denuncia hoje que a empreiteira UTC Engenharia começou a pagar uma "mesada" ao diretório estadual do PT de São Paulo, em abril do ano passado. A grana começou a entrar nos cofres petralhas dois dias antes de a empresa fechar um contrato com a Petrobras no valor de R$ 114 milhões.


O curioso é que a
UTC foi escolhida por convite no contrato com a “estatal” (de economia mista), cuja presidente do Conselho de Administração era Dilma Rousseff, agora presidenciável petista. Mais curioso ainda é que o PT alega que as doações mensais de R$ 150 mil, que totalizaram R$ 1,2 milhão, foram todas declaradas ao Tribunal Regional Eleitoral em São Paulo. O probleminha é que o partido informou ao TRE um outro nome de empresa: "VTC Engenharia".

O pequeno erro dos petistas nada consegue esconder. O número do CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) indicou ser a UTC a verdadeira doadora. A Folha revela que o diretório petista obteve receitas de R$ 3,7 milhões em 2009. Desse total, R$ 2,15 milhões vieram de empreiteiras. A UTC foi a campeã: doou 55,6% do bolo total das construtoras. Além dela, doaram a Santa Bárbara Engenharia (R$ 300 mil), a Queiroz Galvão (R$ 265 mil) e a OAS (R$ 160 mil).

Sobrou para o Tuminha
O Estadão de hoje
denuncia que gravações telefônicas e e-mails interceptados pela Polícia Federal (PF) durante investigação sobre contrabando ligam o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, ao principal alvo da operação, Li Kwok Kwen, apontado como um dos chefes da máfia chinesa em São Paulo.

A relação de Tuma Júnior com Kwen, também conhecido como Paulo Li, foi mapeada ao longo dos seis meses da investigação que deu origem à Operação Wei Jin, deflagrada em setembro de 2009. Paulo Li foi preso com mais 13 pessoas, sob a acusação de comandar uma quadrilha especializada no contrabando de telefones celulares falsificados, importados ilegalmente da China.

Ligação direta
Ao ser preso, Paulo Li telefonou para Tuma Júnior na frente dos agentes federais que cumpriam o mandado. Dias após a prisão, ao saber que seu nome poderia ter aparecido no inquérito, Tuma Júnior telefonou para a Superintendência da PF em São Paulo, onde corria a investigação, e pediu para ser ouvido. O depoimento foi tomado num sábado, para evitar exposição. Tuma declarou que não sabia de atividades ilegais de Li.

Por: Jorge Serrão – Blog Alerta Total

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