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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Execuções no Irã

Irã: ONGs exigem que Lula leve questão dos direitos humanos para mesa de negociação

Representantes de grupos de direitos humanos cobraram nesta quinta-feira, em um ato público na Assembleia Legislativa de São Paulo, uma posição mais firme do governo brasileiro em relação às violações das liberdades no Irã. As Organizações Não Governamentais querem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que fará neste fim de semana uma viagem de dois dias ao Teerã, exija do presidente iraniano Ahmadinejad explicações sobre a execução de prisioneiros políticos e de pessoas que pertencem a um grupo de minoria curda. Oficialmente, a visita de Lula ao Irã servirá para discutir a troca de urânio pouco enriquecido por combustível enriquecido no Brasil. O Brasil é um dos poucos países que defendem o direito dos iranianos de desenvolver um programa nuclear com fins pacíficos. [o Irã é um País soberano e não cabe ao Apedeuta interferir nos assuntos internos do Irã; quanto essas ONGs a praxe dela é se preocupar com os direitos humanos dos manos e esquecer os direitos humanos dos HUMANOS DIREITOS.]

Fotos mostram execuções no Irã - Marcos Alves
[as tais ONGs não se preocupam em divulgar os crimes cometidos pelo condenado]

Muitas pessoas veem a questão iraniana pelo prisma político-partidário e tentam desvalorizar os esforços do governo brasileiro em negociar com Mahmud Ahmadinejad. Essa, definitivamente, não é a nossa postura - frisou Flávio Rassekh, da Fr ente pela Liberdade no Irã (FLI). - Não somos contra a aproximação com o Irã, mas exigimos que Lula leve a questão dos direitos humanos para a mesa de negociação. Devemos deixar claro que o Brasil não faz vista grossa para os abusos cometidos pelo governo de Teerã.

Filho de iranianos, Rassekh já sentiu na pele o preconceito. Ele pertence

à Comunidade Bahá'í do Brasil, que tem mais de 57 mil membros. O grupo é perseguido no Irã desde 1979 por não seguir o islamismo. O regime do Irã não reconhece a existência da religião Baha´i no país. A seus seguidores são impedidos o acesso a empregos e ao ensino superior. Eles também são vítimas freqüentes de execuções sumárias. Desde 1979, cerca de 250 Baha´is foram mortos no Irã.

Manifestação contra os abusos aos direitos humanos cometidos pelo governo iraniano - Marcos Alves
[a sentença fopi cumprida; novamente é omitido o crime, ou crimes, que a fundamentaram]
Atualmente, sete líderes Baha´is estão presos na prisão de Evin em Teerã. Eles são acusados de "disseminação da corrupção na terra", punível com a pena de morte, no que se configura em clara violação ao preceito fundamental da liberdade religiosa .

- O Brasil precisa ajudar a salvar essas vidas. Não há justificativa para prender e executar pessoas indiscriminadamente - disse.

Outro grupo que sofre com as perseguições é a minoria curda. Há poucos dias, cinco prisioneiros foram executados simplesmente por pertencer a este grupo. E outros 18 foram condenados à morte. A denúncia foi feita pela prêmio Nobel da Paz, a iraniana Shirin Ebadi. Em entrevista ao GLOBO, ela pediu ao presidente Lula que cobrasse explicações de Ahmadinejad sobre as violações. [na China as execuções são superiores em dezenas de vezes as que ocorrem no Irã e não se ver nenhum país querendo explicações. Medo da China? certeza que serão ignorados? quando o suposto violador é uma potência atômica as execuções se tornam legais? justas? convenhamos que o Ahmadinejad está certo quando diz que as resoluções da ONU não valem um centavo. Quantas resoluções da ONU sáo ignoradas por Israel e tudo fica como está? quantas resoluções, ou melhor, projetos de resoluções da ONU, criticando a Rússia ou China são vetados nas discussões iniciais ?]

Segundo Rassekh, as leis no Irã permitem diferentes interpretações que desfavorecem qualquer opositor ao atual regime.

Há desrespeito total aos jornalistas, homossexuais, mulheres e a qualquer tipo de opositor. Não há liberdade de imprensa e mais de 100 jornais foram fechados de julho do ano passado até agora. Não é a toa que existe um grande número de blogueiros no país - disse Rassekh. - Queremos dar corpo a essas denúncias, dar voz ativa a esses grupos. [qualquer país tem o direito de no exercício da soberania ser contra o homossexualismo; é assunto interno do Irã e pronto. Aqui mesmo no Brail não apoiar o homossexualismo está prestes a virar crime. Fica a pergunta: ao ser obrigado a aceitas o homossexualismo, em nome da liberdade de escolha sexual, os direitos dos contrários ao homossexualismo estão sendo ciolados. Certo?]

Com esse intuito, os manifestantes entregaram, na última segunda-feira, uma carta ao ministro da Secretaria de Direitos Humanos, Paulo Vanucci, sugerindo não apenas que o governo brasileiro se manifeste diante das graves violações que vem sendo perpetradas naquele país, como estimule discussões sobre a importância e o respeito à liberdade de pensamento e expressão, às diferenças religiosas e à diversidade étnica e sexual no mundo. O documento seria entregue ao chanceler Celso Amorim, que integra a comitiva de Lula que vai a Teerã.

EUA veem visita de Lula como última chance para o Irã

Nesta quinta-feira, uma autoridade de primeiro escalão do Departamento de Estado dos EUA disse que a visita de Lula ao Irã pode ser a última chance de alcançar um compromisso com Teerã no que diz respeito ao seu programa nuclear, antes de uma nova rodada de sanções da ONU. Teerã acena com a possibilidade de um acordo trilateral com Brasil e Turquia para troca de urânio.

Apesar de toda a polêmica que envolve o assunto, a Frente pela Liberdade no Irã evita comentar o programa nuclear de Ahmadinejad:

Não podemos ser inocentes. A questão nuclear envolve uma série de acordo e interesses. Infelizmente, não dá para saber onde está a verdade - avalia Flávio. - Só posso dizer que o Irã perde credibilidade quando não cumpre nenhum dos acordos firmados com os órgãos internacionais e mostra completo descompromisso com as questões de direitos humanos.

O Brasil, que atualmente ocupa um assento rotativo no Conselho de Segurança da ONU, se opõe a novas sanções contra o Irã por conta das atividades de enriquecimento de urânio da República Islâmica, afirmando que tais medidas prejudicariam os mais pobres e poderiam levar a uma radicalização maior do país.

[a PENA DE MORTE é uma necessidade para conter a criminalidade ou pelo menos impedir a reincidência; deve ser mantida no Irã e nos países que aplicam a pena capital e implantada urgentemente no Brasil - pena de morte e prisão perpétua para certos crimes. Afinal, o artigo 5º da Constituição Federal que protege os criminosos, pode perfeitamente ser modificado - é Cláusula Pétrea mas pode ser modificado por uma Constituinte não pode é ser emendado.]

Por: Ângela Góes e Wagner Gomes - O Globo

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