Exército nega, mas Cláudio Humberto afirma ter provas de que GSI pediu para quebrar sigilo fiscal de 6 oficiais
O jornalista Cláudio Humberto avisa ter documento que comprova a ilegal investigação sobre a vida fiscal de seis oficiais do Exército, três deles generais da ativa. Mas o Ministério da Defesa e o Comandante do Exército Brasileiro, General Enzo Martins Peri, negam oficialmente “o crime” que Humberto atribui à Coordenação-Geral de Pesquisa e Investigação da Receita Federal a pedido do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.
Cláudio Humberto informa hoje que o General Jorge Félix telefonou aos oficiais que tiveram o sigilo quebrado para jurar que isso não era verdade, mas ninguém acreditou nele. Ontem, o Exército recebeu e divulgou o Ofício Nº 387/2010/GSIPR-CH, alegando que “a matéria carece de total fundamento” e que “não há qualquer ligação com fatos pretéritos ou presentes”. Mas hoje Cláudio Humberto revela que a Receita informou à Fazenda o resultado da sua apuração às 9h11 de 17 de março. Às 18h56 de 23 de março o Ministério da Fazenda enviou ao GSI, pelo sistema “Note”, o veredicto coletivo da quebra de sigilo dos militares com um: “nada consta”.
Cláudio Humberto acrescenta que a ordem do Gabinete de Segurança Institucional ao Ministério da Fazenda tinha assinatura eletrônica do coronel Luiz Fernando Lima Santos, chefe de gabinete no GSI. O coronel Santos é subordinado do general Jorge Félix, ministro-chefe do GSI, que ontem desmentiu a violação do sigilo. Diante da revelação e da negação do crime fiscal, será que o governo vai processar o jornalista Claudio Humberto, ou fica o dito pelo não dito? Eis a questão. [o (des)governo é avesso a processar quem faz acusações a figuras do mesmo; afinal, durante um processo pode ser provado o dito e negado e até mesmo mais denúncias serem feitas. Então o melhor é deixar quieto: sabe como é... ‘quem tem rabo preso’. Lembram do tal de Cezar Benjamim que acusou o senhor Lula de tentativa de estupro de um colega de cela e nada foi feito contra o mesmo.]
Os alvos da quebra de sigilo foram Oficiais que criticaram o governo $talinácio ou seriam indicados a cargos. Na lista do GSI, estava o General de Exército Maynard Santa Rosa, que era o chefe Pessoal EB e fez críticas à “Comissão da Verdade”. Também estava o General de Exército Raymundo Cerqueira Filho, hoje no STM, critico de gays na tropa. Outro visado foi o General Francisco Albuquerque, ex-Comandante EB no atual governo, que é membro do Conselho de Administração da Petrobras.
O General Marius Luiz Carvalho Teixeira Neto, atual comandante Logístico EB, também teve seu sigilo fiscal quebrado. Outros alvos da investigação do Leão da Receita para o GSI os Coronéis Cid Canuzzo Ferreira, morto em dezembro de 2008 durante um assalto no RJ, e o Coronel da Reserva Carlos Alberto Brilhante Ustra, autor do livro "A Verdade Sufocada" e crítico direto da petralhada no poder.
Sobre o Tuma Júnior
Pede pra sair
O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, deu ontem uma de “Capitão Nascimento” – famoso herói do filme Tropa de Elite 1. Sugeriu ao secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, que peça um afastamento temporário do cargo, enquanto correm as investigações sobre suas ligações com um acusado de pertencer à Máfia Chinesa.
Tuma Júnior não aceitou a sugestão de “pede para sair”, alegando que não cometeu crime. Para ele, se desligar do ministério agora, em meio ao escândalo, seria uma punição antecipada e injusta.
Balançando
A situação de Tuma deveria ser decidida em reunião, ontem à noite, entre Barreto e o presidente Lula, em Brasília. Tuma está na corda bamba porque a Corregedoria Geral da Polícia Federal determinou a abertura de um inquérito específico para apurar as supostas ligações de Tuma com o “chinês” Paulo Li.
A corregedoria decidiu abrir o inquérito depois de analisar o conteúdo de HDs apreendidos com Paulo Li. Até então, o Tuma não era considerado alvo da Operação Wei Ji (Perigo e Oportunidade, no I ching).
Crise formada
Antes do primeiro encontro com Tuma, Barreto teve uma reunião com Gilberto Carvalho e com o diretor da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, que fez histórico das denúncias contra Tuma Jr. e avisou sobre o inquérito que seria aberto a partir da sugestão da Corregedoria Geral.
Foi no encontro que Barreto sugeriu a licença temporária de Tuma, que não gostou da idéia. Pela proposta de Barreto, Tuma Júnior voltaria ao cargo, depois de provada sua inocência.
Fonte: Blog Alerta Total

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