Lula só não afasta Tuma Jr da Secretaria Nacional de Justiça porque teme reação do bem informado Tuma pai
O chefão $talinácio só não exonera Romeu Tuma Júnior da Secretaria Nacional de Justiça porque teme uma reação, nos bastidores políticos do poderoso pai dele, o senador Romeu Tuma, que é o fiel guardião da chamada “Lenda do Boi”. Lula tem relações umbilicais com Tuma desde os tempos em que o hoje senador comandava a área de inteligência do DOPS. Quando Lula foi preso por liderar uma greve do Sindicato dos Metalúrgicos, Tuma permitiu que Lula deixasse a cadeia para comparecer ao enterro da mãe.
Tuminha também tem relações de amizade com Lula. São tão próximos que o toque de campainha do telefone do secretário Tuma teria uma gravação que imita a voz do presidente. Tuma Júnior também torce pelo Timão do chefão – o Corinthians. O caso Tuma Júnior, suspeito de ligações com a máfia chinesa, deixa Lula com a cabeça tão cheia que ontem o presidente cometeu uma gafe. Chamou o técnico da seleção brasileira de Tuma, no lançamento da Autoridade Pública Olímpica e da estatal Brasil-2016. Pelo visto, Dunga está tão “prestigiado” quanto Tuma.
Ontem, em entrevista ao Jornal do SBT, Lula demonstrou que não pode mesmo mexer com Tuminha e ainda fez um teatrinho sobre o caso: “"Nós temos que ter clareza que o Tuma tem serviços prestados de forma extraordinária à polícia de São Paulo e à polícia brasileira. Há indícios de conversas dele com pessoas que são suspeitas, mas não há nenhuma prova concreta de que ele cometeu qualquer ilícito. Nessa situação, eu prefiro que haja o afastamento dele e uma apuração correta. Se o ministro entendeu que as férias dariam tempo para fazer a investigação, eu acho que o ministro tomou a atitude certa".
Além do poder de influência pessoal de seu pai sobre Lula, Tuminha se salva porque não existe uma regra na administração federal que exija o afastamento de ocupantes de cargos públicos acusados ou suspeitos de irregularidades.
Também não cai
Tão estável quanto Romeu Tuma Júnior é a situação do ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional.
O General Jorge Armando Félix também não será saído do cargo, apesar da grave, e pouco repercutida, denúncia de que o GSI mandou a área de inteligência da Receita Federal quebrar o sigilo fiscal de seis oficiais do Exército – todos não muito queridos do Palhaço do Planalto.
Até porque existem indícios de que a ordem para a violação realmente não partiu de Félix, e pode ter sido realizada à revelia do militar.
Abafando
A ordem para investigar os oficiais foi assinada eletronicamente, em 18 de janeiro passado, pelo coronel Fernando Lima Santos, chefe de gabinete do general Jorge Félix.
Os alvos foram quatro generais, três da ativa, e dois coronéis
Agora, a ordem oficial no Poder Maior do Detrito Federal é abafar o caso e tentar deixar tudo como dantes nos quartéis do Abrantes...
Fonte: Jorge Serrão - Blog Alerta Total

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