Amorim tenta convencer países a darem uma chance à acordo assinado em Teerã; França diz que sanções têm apoio de 12 dos 15 membros
Às voltas com o maior desafio da política externa do governo Lula e em confronto direto com os Estados Unidos devido à questão nuclear iraniana, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, enfrenta uma maratona de conversas com chanceleres dos países-membros do Conselho de Segurança da ONU. Os contatos começaram na terça-feira, quando Brasil e Turquia foram atropelados pelo rascunho de resolução de sanções ao Irã, apresentado um dia após a assinatura da Declaração de Teerã. Até agora, Amorim já falou com representantes de Rússia, China, Áustria, Bósnia, Japão, Reino Unido, Uganda e Turquia.O diálogo com os EUA está suspenso desde segunda-feira, quando Amorim fez um relato à secretária de Estado, Hillary Clinton, sobre as negociações feitas em Teerã. Diante do embate, Amorim recorre a todos integrantes do Conselho de Segurança para deixar clara a posição brasileira de que a possibilidade de sanções não é definitiva e que o melhor é "dar tempo ao tempo", antes de se tomar qualquer atitude precipitada.
O chanceler brasileiro trabalha em duas frentes. De um lado, ele estaria preocupado com novas reações iranianas. Nesta quinta-feira, o vice-presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Reza Bahonar, disse que, caso sejam aprovadas novas sanções contra o país, o acordo assinado com Brasil e Turquia para a troca de urânio pouco enriquecido por combustível nuclear poderá ser cancelado . O parlamentar considerou "bem possível" que seja posta em prática a quarta rodada de sanções ao país negociada na Organização das Nações Unidas.Se o Ocidente emitir nova resolução contra o Irã, não nos comprometeremos com a declaração de Teerã e o envio de combustível ao exterior será cancelado - ameaçou Bahonar, citado pela agência "Mehr".
O teor da conversa entre Amorim e o chanceler iraniano, Manouchehr Mottaki, não foi revelado. O Brasil, no entanto, está empenhado para que o Irã ignore ameaças e envie, o quanto antes, a carta com os termos da declaração à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) - postura semelhante à adotada pelo governo russo. - Pedimos ao Irã que envie sua proposta à AIEA o mais rápido possível para que a troca possa ser acordada - afirmou, em Moscou, o chanceler russo, Sergei Lavrov.
Amorim tenta ainda convencer os países a analisarem melhor os termos do acordo de Teerã. Ele está convencido de que o rascunho da resolução divulgado pelos EUA fora fechado com o grupo P 5 + 1 - os cinco membros permanentes do conselho, mais a Alemanha - antes do presidente Mahmoud Ahmadinejad concordar, por escrito, com o sistema de troca de urânio por combustível. Segundo um alto funcionário do governo brasileiro, o apoio dos membros permanentes do Conselho de Segurança aos EUA surgiu num clima de ceticismo que não se confirmou.
Apesar da maratona diplomática, o chanceler da França, Bernard Kouchner, se mostrou otimista. Em Paris, ele destacou que, dos 15 membros do conselho, só Brasil, Turquia e Líbano - que ocupa a presidência rotativa até junho - se opõem às sanções: - Não posso ter certeza. Ninguém pode ter certeza, mas acho que o texto será aprovado.
Internamente, o governo discute o que pode ter levado Hillary Clinton a anunciar que seu país não abre mão de sanções. Uma das conclusões a que se chegou é que o presidente democrata Barack Obama, pressionado pela opinião pública, teme perder votos para os republicanos nas eleições legislativas de novembro.
Lula: 'Tem gente que não sabe fazer política se não tiver inimigo'Nesta quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu nesta quinta-feira que a comunidade internacional se sente à mesa de negociações sobre o programa nuclear do Irã e criticou as potências que continuam perseguindo sanções ao país islâmico mesmo depois de Brasil e Turquia terem assinado com Teerã esta semana um acordo para troca de combustível nuclear. Segundo o presidente, "tem gente que não sabe fazer política se não tiver inimigo". Com cooperação de China, Rússia, Reino Unido, França e Alemanha, os EUA submeteram ao Conselho de Segurança da ONU um esboço de resolução contra o Irã.
- Há quantos anos vocês ouvem essa briga entre Estados Unidos e Irã? Eles queriam colocar o Irã na mesa para negociar, que assumisse compromisso com a agência nuclear. Fomos ao Irã e conseguimos, depois de 18 horas de reunião, depois de duas viagens do Celso Amorim, aquilo que o Conselho de Segurança queria que fosse feito há seis meses. É muito engraçado porque algumas pessoas não gostaram. Tem gente que não sabe fazer política se não tiver um inimigo e sou daqueles que só sei fazer política construindo amigos - disse o presidente no no encerramento da Marcha dos Prefeitos, em Brasília.
Na quarta-feira, Lula criticou a possibilidade de punir o Irã, afirmando que, se a comunidade internacional não negociar com Teerã, a crise nuclear voltará à "estaca zero" .
Segundo Lula, "a elite brasileira que escreve colunas" criticou a participação do Brasil no acordo, dizendo que o assunto não é da competência do Brasil.
- Quem é que disse que é coisa dos Estados Unidos, onde foi aprovado? Nós temos uma contribuição ao multilateralismo que deveria ser levada em conta. Esse é o jeito de o Brasil fazer as coisas - disse.
Lula disse ter educado seus cinco filhos "sem nunca ter dado um tapa na bunda deles, porque, se bater resolvesse, a gente não tinha tantos bandidos por aí".
[por favor, alguém mande o Lula calar a boca; está falando besteira demais para tão pouco tempo. Entenda senhor Lula que sua opinião é nada, nadica de nada. Veja o senhor que todas as asneiras que o senhor fez durante a crise de Honduras, ameaças, bateu com o pé no chão, nada valeu.
O Zé da Laia dançou, o presidente eleito tomou posse - simplesmente o Brasil, a Venezuela, Equador e outros países cujos presidentes são marionetes do ChaveS - entre eles o Brasil e o senhor - foram simplesmente ignorados.
Sua liderança senhor Lula é NADA, é algo que só existe nos deus devaneios. Pede pra sair.]

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