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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Major do exército alemão é morto covardemente

"Tribunal revolucionário" mata por engano

Major do exército alemão Edward Ernest Tito Otto Maximilian von Westernhagen

Em 1968, o capitão do exército boliviano Gary Prado fazia o Curso de Estado-Maior, na Praia Vermelha, Rio de Janeiro. Ele ficara conhecido internacionalmente como o oficial que teria participado da perseguição e morte, nas matas da Bolívia, do guerrilheiro Che Guevara. Sabedoras de sua presença no Rio de Janeiro, organizações terroristas se inquietaram. O “Tribunal Revolucionário” foi convocado e o oficial boliviano condenado à morte.

Para a ação ter êxito, o levantamento começou nas saídas da Escola de Estado-maior (ECEME), seguindo o oficial até a sua residência, na Gávea, bairro pacato do Rio de Janeiro. Conhecido o trajeto e escolhido o melhor local para o assassinato, partiram os carrascos para executar a sentença.

No dia 1º de julho de 1968, João Lucas Alves, Severino Viana Collon e mais um terceiro militante, todos do Comando de Libertação Nacional (COLINA), em um Fusca, ficaram à espreita na Rua Engenheiro Duarte, na Gávea.

Ali, naquela rua tranqüila, ao avistarem o oficial executaram-no, fria e covardemente, com dez tiros. Depois de verificarem que o militar estava morto, levaram sua pasta para simular um assalto.

Mais tarde, ao abrirem a pasta, verificando os documentos do “justiçado”, constataram o terrível engano. Gary Prado fora salvo por um levantamento malfeito. Desconheciam os uniformes. Em seu lugar, haviam assassinado o major alemão Edward Ernest Tito Otto Maximilian von Westernahagen, colega de Gary Prado que também . fazia o Curso de Estado-Maior. Para as autoridades policiais da época o crime teria sido cometido por assaltantes.

Fonte: "A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça " - Carlos Alberto Brilhante Ustra


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