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sábado, 29 de maio de 2010

A política externa do Lula deve ser radicalmente revista. com uma guinada de 180º em relação aos demais países do FORO de SÃO PAULO

Eleição e política externa

Não é apenas em política interna que José Serra diverge do governo Lula. Talvez seja onde menos divirja. É na política externa que o antagonismo parece maior. Já se posicionou criticamente à condução do comércio externo, mencionando seus déficits constantes, sobretudo em relação à China.

Mostrou-se cético em relação à intermediação diplomática no Irã, não hesitando em classificar seu presidente, Mahmoud Ahmadinejad, como ditador, comparando-o a Hitler e Stalin. Mas é no âmbito estrito do continente sul-americano que Serra exibe maiores divergências. Em relação a Hugo Chavez, da Venezuela, disse não nutrir “simpatia e admiração”, e não considera que se trate de uma democracia, como sustenta o governo Lula.

Chavez, por sua vez, veio ao Brasil e pediu votos para Dilma, gesto que fere o protocolo diplomático, mas que, no caso, configura também reciprocidade, já que Lula, em território venezuelano, já o fizera antes. Idem em relação a Evo Morales, na Bolívia. E foi justamente contra o governo de Evo Morales que Serra investiu esta semana, em entrevista a uma rádio, no Rio. Acusou-o de cúmplice no processo de exportação de cocaína para o Brasil. Não disse nenhuma novidade; a novidade foi tê-lo dito.

Disse que 90% da cocaína que o Brasil consome vêm da Bolívia e que isso não seria possível sem a cumplicidade do governo boliviano. Nenhuma novidade nisso também.

O narcotráfico está por trás do crime organizado brasileiro, que mata cerca de 50 mil pessoas por ano, a maioria jovens e pobres. É cem vezes mais do que os que tombaram nos 21 anos de ditadura militar brasileira – e mais ou menos o número total dos que foram mortos nos sete anos da ditadura da Argentina, uma das mais violentas do continente.

Há uma vasta rede envolvendo toda essa ação criminosa, tendo nas Farcs (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) seu eixo de sustentação. O governo Lula mantém distância do assunto. O presidente até aqui limitou-se a condenar o recurso das Farcs à luta armada, sugerindo que se transformasse num partido político.

Mas o Itamaraty jamais reconheceu, como o fizeram a União Européia e os Estados Unidos, o caráter terrorista daquele grupo armado, que tem no seqüestro, roubo de gado e venda de drogas sua principal fonte de subsistência, mantendo campos de concentração na selva amazônica.

O assessor especial de Lula, Marco Aurélio TOP TOP Garcia, disse apenas que as Farcs são um “grupo insurgente”, jamais terrorista. E o governo brasileiro concedeu refúgio político a diversos membros das Farcs foragidos do país.

As Farcs são acusadas de trocar droga por armas com organizações criminosas brasileiras, como Comando Vermelho e PCC. Não se conhece nenhuma investigação do governo brasileiro para apurar essa denúncia, obtida, entre outras fontes, no laptop de Raúl Reyes, segundo na hierarquia das Farcs, morto em 2008, no Equador. Serra, ao falar da Bolívia, puxou um fio de meada que conduz a uma rede bem mais vasta. Mais que isso, sinalizou que, se eleito, dará uma guinada na política externa da região.

Já criticara antes o Mercosul, sustentando que tem sido comercialmente desvantajoso para o Brasil. Não apenas disse, como mencionou números, destacando sobretudo a relação desigual com a Argentina, que já está de orelhas em pé. A diplomacia, embora não seja tema de domínio da média dos eleitores brasileiros – o que se traduz em linguagem eleitoral por “não dá votos” -, entrou definitivamente na agenda política do país.

Será – está sendo -, sem dúvida, uma das peças de campanha, já que o futuro do país, para o mal ou para o bem, atrelou-se ao que o Itamaraty semeou (e ao que deixou de semear) nos últimos anos.

Por: Ruy Fabiano - jornalista

[repetimos: o importante não é quem seja eleito. O que realmente importa, o que torna justificável qualquer medida que permita sua concretização, é que o PT, a Dilmona, o Lula e toda a corja lulo-petista-esquerdista perdam as próximas eleições.

Sendo o Serra o eleito, esperamos que adote medidas que coloquem Venezuela, Bolívia, Argentina e Equador - para começar - no lugar secundário que sempre ocuparam e que só agora, seguindo orientação do Foro de São Paulo {organização com ligações com o PT, PCC, CV e FARCs e que tem entre seus fundadores o senhor Lula da Silva} estão tendo a pretensão de subjugarem o Brasil em nome de uma porcaria chamada UNASUL - na realidade uma URSAL latente; a idéia era ser União das Repúblicas Socialistas da América Latina e que seria a substituta da URSS. O que contrariou é que a Rússia, ainda que de forma disfarçada, está se reerguendo o que na realidade representa o ressurgimento da URSS sob outro nome.

Então a solução foi deixar o nome de UNASUL por mais algum tempo, sob a presidência de fato do triunvirato presidido por ChaveS e completado pelos irmãos Castro.]

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