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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre o massacre perpetrado por Israel. Já sabemos o resultado: EUA vetará qualquer medida contra Israel

Conselho de Segurança terá reunião de urgência sobre ataque israelense

O Conselho de Segurança das Nações Unidas fará uma reunião hoje com caráter de urgência para tratar o ataque do Exército israelense contra a frota de ajuda humanitária com destino a Faixa de Gaza, informou o órgão. O órgão da ONU se reunirá a partir das 14h (horário de Brasília), a pedido de Turquia e Líbano, país que ocupa a Presidência temporária do Conselho.

Esta reunião ocorre depois de o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pedir a Israel "uma explicação urgente" e "uma investigação completa" sobre o ocorrido em frente ao litoral de Gaza. O Exército israelense atacou hoje o comboio de seis navios liderado pela ONG turca IHH, com mais de 750 pessoas a bordo. Segundo informações do Exército, pelo menos catorze pessoas morreram.

Além disso, 38 pessoas estão hospitalizadas de acordo com hospitais israelenses. O ataque foi realizado por membros de uma unidade de elite do Exército israelense, a cerca de 20 milhas da faixa palestina. Ban condenou hoje esse ataque e declarou se sentir "chocado com os relatórios sobre os mortos e feridos nos navios enquanto levavam suprimentos a Gaza, aparentemente em águas internacionais. Condeno essa violência".

O secretário-geral da ONU, que hoje se encontra em Campala (Uganda) participando da conferência de revisão do Tribunal Penal Internacional, considerou "vital que se realize uma investigação completa para determinar como se produziu esse derramamento de sangue". "Acho que Israel deve viabilizar com urgência uma explicação total sobre o ocorrido", opinou Ban.

Ban pediu ao coordenador especial da ONU para o Oriente Médio, Robert Serry, e ao responsável da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (UNRWA), Filippo Grandi, que "de forma ativa peçam a contenção e assegurem que não ocorram mais danos, além de se coordenar com todas as partes relevantes" no conflito entre israelenses e palestinos.

Ban assinalou também que "ainda não estão claras" as causas do incidente. Em Israel, a porta-voz de seu Exército, a comandante Avital Leibovitz, assegurou que os tripulantes da frota abriram fogo, tentaram apunhalar e lançaram pedras contra os soldados.[mais uma vez fica evidente a desproporção de força que Israel utilizou contra embarcações civis em missão humanitária = é pacífico que o ataque foi realizado por uma unidade de elite do exército hebreu (não é preciso grande conhecimento militar para saber o que uma unidade de elite de qualquer exército possui em capacidade de destruição; agora, tenhamos em conta que não é uma unidade de elite de um exército qualquer e sim do exército hebreu com algo grau de treinamento, equipada com armas de grande poder de destruição e que enfrentou civis mal treinados e que no desespero usaram como armas facas e pedras.

Pelo que o exército hebreu fez na Faixa de Gaza no final de 2008, sabemos que Israel não vacila em utilizar modernos aviões, caças de última geração, contra civis armados com pedras, tanto que o resultado daquele conflito foi mais de 1.300 civis palestinos mortos contra 13 soldados de Israel.] As autoridades israelenses sustentam que no navio se transportava armamento. [os navios foram devidamente escoltados pela marinha de guerra israelense para um porto hebreu e não foi, não está sendo, e nem será adotada nenhuma medida para preservar os navios no estado em que foram apresados; quando for feito uma vistoria por organismos independentes vão encontrar tudo que Israel desejar que encontrem, especialmente armas e munições – afinal os navios estão em porto israelense sob vigilância das forças armadas de Israel.]

O Governo do primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, que cancelou uma viagem à América Latina por causa deste incidente, anunciou que o ataque terá "consequências" e pediu uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU.

Fonte: Agência EFE

[mais uma reunião da ONU que não adotará nenhuma medida prática para combater o ímpeto genocida de Israel. Vão discutir muito, preparam o esboço de sanções a serem impostas ao estado hebreu e na hora da aprovação o EUA usa o poder de veto e nada é implantado – isto já ocorreu centenas de vezes e é vai continuar ocorrendo. Enquanto os EUA vetarem qualquer medida punitiva contra Israel, aquele país se sentirá dono da vida dos civis palestinos.]

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