Novas denúncias complicam situação de Tuma Jr.
As novas denúncias de envolvimento com Li Kwok Kwen - preso como um dos chefes da máfia chinesa no Brasil e acusado de contrabando pelo Ministério Público Federal - complicaram a situação do secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Jr., dentro do governo. Depois que o presidente Lula disse, no sábado, que Tuma Jr. terá de ser punido "como qualquer brasileiro", se as denúncias forem comprovadas, o Palácio do Planalto já admite que ele precisará dar explicações plausíveis se quiser se manter no cargo e estancar o estrago causado pelo escândalo.O governo avalia que a situação de Tuma Jr. piora à medida que são reveladas novas conversas interceptadas pela PF demonstrando a intimidade do secretário com Kwen . O líder do governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse ontem neste domingo que Tuma Jr. precisa dar mais explicações para afastar as dúvidas sobre sua conduta à frente da Secretaria Nacional de Justiça.
- Se não tiver uma explicação plausível, não tem alternativa senão afastar o servidor. Neste caso, essa é uma decisão que deve ser avaliada pelo ministro da Justiça - afirmou.
No último sábado, o jornal "O Estado de S. Paulo" revelou trechos de conversas telefônicas que indicam outra ação de Tuma Jr., desta vez para tentar amenizar o flagrante de uma apreensão de US$ 160 mil, no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP). O dinheiro estava na bagagem da deputada estadual Haifa Madi (PDT). Durante a operação, que interceptou a remessa ilegal de dinheiro para Dubai, nos Emirados Árabes, sete pessoas foram presas.
Na avaliação de auxiliares, o presidente Lula está insatisfeito com os argumentos apresentados até agora por Tuma Jr., especialmente a respeito das conversas em que trata da compra de produtos, como telefones celulares supostamente contrabandeados.
- A questão é mais ética do que criminal. Não há, de fato, processo contra o Tuma Jr. O problema é que o cargo dele é totalmente incompatível com esse tipo de atividade - disse um interlocutor do presidente.
O secretário acumula a função de presidente do Conselho Nacional de Combate à Pirataria desde o dia 23 de abril. Na posse de Tuma Jr. no Conselho, o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, destacou seu mérito para assumir o posto. - Não existe máfia no mundo que o Tuma não conheça. Sua indicação agrega um valor substantivo ao trabalho do órgão - disse o ministro referindo-se à atuação de Tuma como delegado da Polícia Civil de São Paulo.
Nesta segunda-feira, a situação de Tuma Jr. será discutida entre o presidente Lula, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e outros ministros durante a reunião de coordenação de governo. O presidente também recebe relatos periódicos sobre o caso do ministro da Justiça.
No sábado, em São Bernardo do Campo (SP), durante o lançamento da campanha nacional de vacinação, Lula admitiu que a permanência de Tuma no governo não está assegurada , embora tenha lembrado sua história como delegado e filho de um homem "de muito respeito em São Paulo", o senador Romeu Tuma (PTB-SP).
- Se for verdadeiro, certamente terá que ser punido, como qualquer brasileiro tem que ser punido quando comete um ato ilícito - disse.
[tudo bem que o Tuma Jr. , merece ser rigorosamente punido, inclusive na esfera criminal. Sua função dentro do governo é totalmente incompatível com a manutenção de qualquer tipo de relacionamento com contrabandistas e chefe de máfia da pirataria. E o fato de ser filho do Romeu Tuma - grande amigo do Lula na época em que o Lula era agitador sindical - não o isenta de ser responsabilizado tanto na esfera administrativa quanto na penal.
Agora convenhamos que o senhor Lula também aprecia produtos piratas; lembram do DVD 'os filhos de Francisco' que o senhor Lula assistiu em cópia pirata ?
Falando em DVD pirata acho que o único que não foi pirateado é o 'Lula, o filho do ....' por não valer a pena assistir nem o resumo.']

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