O goleiro Bruno Fernandes das Dores Souza, seu amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, e o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos não permitiram a coleta de material para a realização de exames de DNA. Eles são acusados de envolvimento na morte de Eliza Samudio, ex-amante de Bruno. Os responsáveis pelas investigações do caso em Belo Horizonte perguntaram se eles permitiriam espontaneamente a coleta do material, mas os três se recusaram por orientação da defesa. Por lei, eles não são obrigados a fazer o exame, pois não precisam produzir provas contra si mesmos.
O chefe do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP) da Polícia Civil mineira, delegado Edson Moreira, afirmou, em entrevista coletiva realizada na manhã desta sexta, que os policiais também tentaram uma entrevista espontânea com os acusados, mas, também por orientação do advogado Ércio Quaresma, eles permaneceram calados. 
O advogado do jogador disse que Bruno não irá depor enquanto ele - o advogado - não tiver em mãos a cópia do depoimento do menor de 17 anos que confirmou o sequestro de Eliza Samudio.
Moreira afirmou que é importante a realização do exame de DNA porque, de acordo com ele, a principal motivação para o assassinato de Eliza - cujo corpo continua desaparecido - seria o reconhecimento da paternidade do bebê que ela afirmava ser de Bruno. A polícia também quer comparar o material com o sangue de homem encontrado na Range Rover do goleiro na qual foram encontradas manchas de sangue da jovem. O veículo foi usado para transportar Eliza do Rio até o sítio de Bruno em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Foi no carro, apreendido em 8 de junho em uma blitz, que ela foi agredida com coronhadas.
Agora, a polícia também faz a perícia em um Citroen apreendido na casa do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, acusado de ser o executor da jovem. A polícia encontrou manchas no porta-malas do veículo e acredita que possam ser do sangue de Eliza. Também nesta sexta serão realizados exames em um laptop de Eliza Samudio. O resultado dos testes deverá sair na próxima semana.
Buscas pelo corpo de Eliza são retomadas
Bruno, Macarrão e Bola chegaram nesta manhã ao Departamento de Investigação (DI), em Belo Horizonte. Eles estavam algemados e usando macacões vermelhos, que são uniformes da penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, onde passaram a noite, em celas separadas.
Um comboio de carros da Polícia Civil acompanhou os envolvidos na morte de Eliza até o DI. Bruno entrou de cabeça erguida e não falou com a imprensa. Populares xingaram eles de assassinos e covardes.
As buscas pelo corpo da ex-amante do goleiro Bruno, Eliza Samudio, foram retomadas na manhã desta sexta. Os policiais estão em um sítio que pertenceria ao ex-policial. Segundo o delegado do DI Frederico Abelha, no sítio, que fica em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, há três cisternas e uma fossa. No local, foram encontradas ossadas de cachorros. O mato alto dificulta o trabalho dos bombeiros e policiais. As buscas devem se estender ao longo do dia.
Bruno e Macarrão chegaram pouco antes da meia-noite ao Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Minas Gerais, no bairro da Lagoinha, em Belo Horizonte. O avião da Polícia Civil de Minas Gerais decolou às 21h47m de quinta-feira do Aeroporto Santos Dumont, no Rio, e chegou ao seu destino, em Belo Horizonte, às 23h05m. A transferência foi determinada pela 38ª Vara Criminal do Rio, porque o estado de Minas concentra as investigações do caso.
Por volta de 1h40m, Bruno, Macarrão e Bola foram levados para fazer exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte. De lá, o Bruno e Macarrão seguiram para Penintenciária Nelson Hungria, em Contagem. Bola também foi preso na noite de quinta-feira.
Fonte: CBN
[um detalhe: o artigo 167 do Código de Processo Penal permite o julgamento de um acusado por homicídio sem que o corpo seja encontrado, desde que tal ausência possa ser suprida por provas – incluindo, sem limitar, a testemunhal. A única prova, representada por uma única testemunha, até agora conhecida é o depoimento de um menor, que dizem ter descrito com minúcias o local onde Eliza foi, segundo a mesma testemunha, assassinada e o corpo desovado, incluindo a concretagem dos ossos.
Só que nada toi encontrado naquele local o que abala fortemente a credibilidade da prova.]
Destacamos nossa posição de defesa radical a que nenhum crime fique impune e se Eliza foi assassinada que os autores sejam identificados e severamente punidos.]

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