A turma do dinheiro no colchão
Aplicar em ações, na caderneta de poupança ou no Tesouro Nacional. Nada disso. Em uma época em que o dinheiro virtual rende mais do que o guardado debaixo no colchão, vários candidatos preferem continuar à moda antiga. E declararam à Justiça eleitoral terem maços das verdinhas escondidos dentro de casa. Apesar de legal, a atitude é, no mínimo, estranha. Afinal, guardar dinheiro vivo é o mesmo que jogar fora todos os dividendos que ele poderia render. Candidatos à Presidência, a governos estaduais e ao Senado foram procurados por VEJA.com para explicar o motivo de tal atitude. E as respostas foram estas:
Dilma Rousseff (candidata à Presidência pelo PT) – 100 000 reais - “É uma decisão minha. Não há nada de ilegal nisso. Eles estavam guardados. Agora vão tomar outro rumo”.
Nilo Coelho (candidato a vice do governo da Bahia pelo PSDB) – 912 000 reais –“Você pode ter um cheque que você não sacou, pode ter mil coisas. Eu não sei detalhes disso aí, só o contador para poder saber como é que ele fez. Deve representar 3% do patrimônio, sei lá. E tem gente que tem, em dinheiro, 15% do patrimônio. Eu tenho atividade de revenda de veículos, pecuária, agricultura de café e de algodão e na atividade rural você movimenta recursos”.
Orestes Quércia (candidato ao Senado pelo PMDB/SP) – 220 000 dólares em seu nome e 95 000 dólares em nome de sua esposa. Ele diz, por meio de sua assessoria, que recebeu, em 2002, o dinheiro do lucro de suas empresas e resolveu aplicar em dólares. São companhias de setores como o imobiliário, de pecuária e de comunicação
Vicentinho Alves (candidato ao Senado pelo PR/TO) – 100 000 reais – “Sempre tive, não vejo nenhum problema nesse sentido. Embora declarado, né? É melhor ter declarado do que não, né? Nunca tive um problema com a Receita em mais de 40 anos que eu declaro”.

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