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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Caso Bruno = espetáculo próximo do fim

Buscas pelo corpo vão continuar mesmo com fim do inquérito

Depois de um trabalho de quase quarenta dias a Polícia Civil divulgou os detalhes do inquérito que o delegado Wagner Pinto chamou de “trama criminosa”. Segundo o delegado Edson Moeira as buscas pelo corpo de Eliza Samudio vão continuar mesmo com o encerramento do inquérito e decretação de prisão dos acusados. Todos os envolvidos foram indiciados por ocultação de cadáver, entre outros crimes. Segundo o chefe do Departamento de Investigações, a modelo foi morta por asfixia pelo ex-policial Marcos Aparecido, o Bola, dentro da casa em Vespasiano, na Região Metropolitana de BH. O delegado ainda afirmou que mais investigações serão feitas para levantar provas adicionais.

Durante o mês de junho e julho a Polícia Civil, em conjunto com o Corpo de Bombeiros, realizou buscas pelo corpo da modelo parananense. A procura por Eliza começou no sítio do goleiro Bruno, no Residencial Turmalina, em Esmeraldas. Depois de uma denúncia anônima, de que haveria um corpo no local, a equipe começou os trabalhos. Lá peritos recolheram materiais com presença de sangue, fraldas, vestidos, passagens aéreas outros elementos que comprovaram a estadia da moça no local.

Outro foco de buscas foi a Lagoa Suja, no Bairro Liberdade II, em Ribeirão das Neves. Um cão farejador foi usado para vasculhar a mata que circunda a represa. Dez bombeiros fizeram as buscas nas águas usando um barco para agitar a água e um bastão para procurar pistas no fundo da lagoa.

O terceiro local de buscas foi a casa de Bola, no Bairro Santa Clara, em Vespasiano, onde os policiais acreditavam estarem enterrados os restos mortais de Eliza. Deste local foram retirados 10 cães que, segundo o adolescente envolvido no crime, comeram partes do corpo da modelo.

O sítio alugado por Bola, em Esmeraldas, também foi alvo de buscas. No local também não foi encontrado o corpo da modelo. A polícia ainda apura as informações de que o terreno teria sido usado para treinamento de policiais do Grupo de Resposta Especial (GRE), em 2007.

Por: Luana Cruz – Estado de Minas

[vale lembrar – a reportagem omite – que o menor retirou a afirmação de que assistiu a morte da modelo, tendo alegado que fez o depoimento sob pressão da polícia;

outro aspecto interessante é que o chefe do GRE na época dos alegados treinamentos realizados no sitio alugado por Bola era um irmão do delegado Edson Moreira.

Clique aqui, para ler sobre mais uma ‘eficiente’ atuação do delegado Edson Moreira.- Delegado do caso Bruno forjou provas para incriminar inocente.]


Caso Bruno: inquérito conclui que jogador aproveitou intervalo da Copa do Mundo para assassinato de Eliza

O goleiro Bruno premeditou o assassinato de Eliza Samudio, aproveitando a suspensão dos campeonatos durante a Copa do Mundo, quando as atenções estariam voltadas para a África do Sul, para executar o plano. Essa foi uma das conclusões do inquérito apresentadas, nesta sexta-feira, pelo delegado Edson Moreira, em entrevista coletiva para explicar as conclusões do inquérito que a Polícia Civil mineira apresentou hoje ao Ministério Público sobre o caso de Eliza. Moreira pediu a transformação da prisão temporária de todos os envolvidos em prisão preventiva, ou seja, até o julgamento do caso.

Segundo o delegado, os vestígios de sangue de homem encontrados na Range Rover do goleiro Bruno - dirigida por seu amigo e braço direito, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, quando Eliza Samudio foi levada do hotel em que estava hospedada, na Barra, na noite do dia 4 de junho, para Minas Gerais - é do menor de 17 anos, primo do jogador. O fato, segundo o delegado comprova que o menor e Eliza estavam no carro e tiveram a briga relatada por ele em seu primeiro depoimento à polícia, no inquérito que trata do desaparecimento da ex-amante de Bruno. Para identificar o sangue na Range Rover, a polícia usou a saliva contida em um copo de água bebido pelo menor e fez a confrontação com o DNA do sangue no veículo.

Moreira afirmou que, apesar de o menor ter mudado a versão para o caso várias vezes, o primeiro depoimento do adolescente foi confirmado cientificamente, tanto pelo DNA, quanto pelo GPS do veículo, que mostra que o carro percorreu o mesmo caminho declarado pelo menor na sua primeira versão. - No dia 10, o derradeiro, por volta das 19h, Macarrão e o menor colocaram Eliza no interior do Eco Sport com a criança e uma mala vermelha. Eles a levaram para a Região da Pampulha para encontrar com Bola, já contactado desde fevereiro, o que mostra premeditação. Os telefones celulares dos três estavam nesta área: o do menor, o do Macarrão e o do Bola - disse o delegado, acrescentando que, de lá, Eliza foi levada ao sítio de bola, onde foi executada por asfixia.

Ainda segundo o delegado, foi encontrado no computador de Macarrão um contrato preparado para que Eliza assinasse, aceitando o acordo de receber R$ 3.500 de pensão mensal - valor considerado baixo anteriormente por ela.

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