domingo, 18 de julho de 2010
Copa 2014 = muito a fazer até janeiro 2013
Tudo atrasado
Restando dois anos e cinco meses até o limite imposto pela Fifa para o término das obras, Brasília não tem nenhum de seus projetos com o cronograma em dia
Fim da festa na África do Sul, início do trabalho no Brasil. Ao contrário do que se pensa, o país tem que entregar tudo o que prometeu em janeiro de 2013, um ano e meio antes de a Copa do Mundo voltar a ser disputada oficialmente. Ou seja, há meros dois anos e cinco meses para demolir estádios e reconstruí-los, como é o caso de Brasília, reformar aeroportos, reparar estradas, melhorar a rede de comunicações, expandir a hotelaria, montar o gigantesco esquema de segurança e treinar os responsáveis por executá-lo. Há, portanto, uma infinidade de tarefas a cumprir e pouquíssimo tempo disponível.
Como Brasília é candidata a receber o jogo de abertura e, dentre as subsedes concorrentes tem a melhor infraestrutura, o Correio foi ver o andamento do dever de casa.
Para abrigar os jogos, está sendo construído o Estádio Nacional de Brasília, no lugar onde hoje fica o Mané Garrincha. Da estrutura original, nada será aproveitado. Com um projeto caro e ambicioso, a arena abrigará até 71 mil pessoas, capacidade recomendada pela Fifa para uma partida de abertura. Para isso, serão desembolsados R$ 696,6 milhões. A arena, projetada pelo arquiteto Eduardo de Castro Mello, filho do autor do projeto original, Ícaro de Castro Mello, será a segunda maior do país na Copa, perdendo apenas para o Maracanã, no Rio de Janeiro, que será palco da final do campeonato, com mais de 76 mil lugares.
Beneficiado pelo planejamento de Brasília, o estádio fica numa área ampla e aberta. É vizinho ao Centro de Convenções Ulysses Guimarães — candidato a receber o centro de mídia internacional — e, de tão próximo dos setores hoteleiros Sul e Norte, pode ser visitado numa viagem a pé. “Também será construído um túnel entre o estádio e o Centro de Convenções”, prevê Graça.
Porém, a licitação das obras do estádio foi finalizada só no início deste mês, e as empresas vencedoras ainda não iniciaram os trabalhos. Devido ao atraso no processo, a Novacap começou à demolir a estrutura atual em maio, um dia antes de a comissão de estádios do Comitê Organizador Local (COL) vistoriar o andamento das obras. Desde os primeiros dias de junho, o estádio está intocado, aguardando as obras.
Apesar de o projeto ter sido elaborado prevendo um prazo de construção de 36 meses, as empresas vencedoras da licitação tiveram de se adequar à data-limite da Fifa. “Elas têm que entregar até janeiro de 2013. Está no contrato”, afirma Graça. Mesmo com o menor prazo, ele jura que não haverá aumento nos custos. “Pelo contrário, o preço final será menor do que o combinado, pois a Novacap já queimou algumas etapas da obra. Como o contrato é por preço unitário, tudo que já foi feito será abatido do preço final.”
Elefante branco?
O que ainda não está definido, entretanto, é a utilização da arena depois do Mundial. O ministro do Esporte, Orlando Silva, deu uma declaração indo contra a construção de um estádio dessas proporções em Brasília. “Para uma cidade que tem uma média de público inferior a 10% nos estádios, não faz sentido construir um que tenha 70 mil lugares”, disse. Sérgio Graça retruca, mas não convence. “Será uma arena multiuso, que poderá abrigar shows, eventos. Pode ter algum time interessado, isso ainda vai ser resolvido.”
Parada obrigatória
O processo licitatório da reforma do Mané Garrincha estava previsto para ser concluído em janeiro deste ano. No entanto, em meio aos escândalos políticos da cidade, o Tribunal de Contas do DF (TCDF) embargou a licitação por mais de dois meses, alegando irregularidades no projeto e superfaturamento na obra. Após mais duas liberações e embargos seguidos, a licitação, enfim, foi concluída no dia 7 de julho, quando o consórcio Andrade Gutierrez/Via Engenharia foi definido vencedor, apresentando o menor preço para a obra.
Passagens e hotéis
O Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek sofrerá uma grande obra de reforma e ampliação, a segunda maior do país nesse sentido — só Guarulhos (SP) receberá intervenção maior. Com ampliação no terminal de passageiros e do pátio de aeronaves, a obra terá um custo total de R$ 736,4 milhões e conclusão prevista para junho de 2013. “Em 2014 deveremos ter cerca de 18 milhões de passageiros por ano em Brasília e vamos ampliar de 13 para 32 pontos de embarque e desembarque, o que acreditamos que atenderá a demanda prevista para junho e julho de 2014”, disse o superintendente de projetos da Infraero, Jonas Lopes.
Até agora, só uma pequena etapa da reforma começou. A maior parte está em fase de licitação. Segundo a Infraero, terminal e pátio do aeroporto já operam nos respectivos limites. Será construído também um hotel junto ao aeroporto, cuja licitação já foi publicada. O projeto está orçado em R$ 13,5 milhões e deverá ser concluído até junho de 2012.
Brasília conta, hoje, com 22 mil leitos para hospedagem. Porém, estima-se que seja necessária a construção de mais 10 mil até a Copa. “Estamos tranquilos quanto a isso”, diz Sérgio Graça. Não devia. A taxa de ociosidade dos leitos, que hoje já é alta, poderá chegar a 42%. “Ninguém vai querer investir em um empreendimento desse porte para, depois da Copa, ter dois, três dias de ocupação garantidos”, preocupa-se Clayton Machado, presidente do Sindicato de Restaurantes, Hotéis, Bares e Similares do DF (Sindhobar).
Transporte
A principal obra da área de transporte público para a Copa de 2014 em Brasília será a implantação do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), a um custo aproximado de R$ 364 milhões. O sistema, semelhante a um metrô de superfície, ligará o aeroporto aos setores hoteleiros Sul e Norte, interligando também linhas de ônibus e metrô. A capacidade do VLT está estimada em 12 mil passageiros por hora, nos picos do dia, e sua extensão será de 22,6 quilômetros. Atualmente, apenas o trecho II do percurso, que liga o terminal Sul ao início da Asa Sul, pela Via W3, está em andamento.
Porém, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) embargou a obra para estudar os seus impactos nos traços urbanísticos da cidade, tombada como Patrimônio Cultural da Humanidade. As outras etapas serão licitadas a partir do ano que vem, de acordo com o GDF.
Fonte: Correio Braziliense
Restando dois anos e cinco meses até o limite imposto pela Fifa para o término das obras, Brasília não tem nenhum de seus projetos com o cronograma em dia
Fim da festa na África do Sul, início do trabalho no Brasil. Ao contrário do que se pensa, o país tem que entregar tudo o que prometeu em janeiro de 2013, um ano e meio antes de a Copa do Mundo voltar a ser disputada oficialmente. Ou seja, há meros dois anos e cinco meses para demolir estádios e reconstruí-los, como é o caso de Brasília, reformar aeroportos, reparar estradas, melhorar a rede de comunicações, expandir a hotelaria, montar o gigantesco esquema de segurança e treinar os responsáveis por executá-lo. Há, portanto, uma infinidade de tarefas a cumprir e pouquíssimo tempo disponível.
Como Brasília é candidata a receber o jogo de abertura e, dentre as subsedes concorrentes tem a melhor infraestrutura, o Correio foi ver o andamento do dever de casa.
Para abrigar os jogos, está sendo construído o Estádio Nacional de Brasília, no lugar onde hoje fica o Mané Garrincha. Da estrutura original, nada será aproveitado. Com um projeto caro e ambicioso, a arena abrigará até 71 mil pessoas, capacidade recomendada pela Fifa para uma partida de abertura. Para isso, serão desembolsados R$ 696,6 milhões. A arena, projetada pelo arquiteto Eduardo de Castro Mello, filho do autor do projeto original, Ícaro de Castro Mello, será a segunda maior do país na Copa, perdendo apenas para o Maracanã, no Rio de Janeiro, que será palco da final do campeonato, com mais de 76 mil lugares.
Beneficiado pelo planejamento de Brasília, o estádio fica numa área ampla e aberta. É vizinho ao Centro de Convenções Ulysses Guimarães — candidato a receber o centro de mídia internacional — e, de tão próximo dos setores hoteleiros Sul e Norte, pode ser visitado numa viagem a pé. “Também será construído um túnel entre o estádio e o Centro de Convenções”, prevê Graça.
Porém, a licitação das obras do estádio foi finalizada só no início deste mês, e as empresas vencedoras ainda não iniciaram os trabalhos. Devido ao atraso no processo, a Novacap começou à demolir a estrutura atual em maio, um dia antes de a comissão de estádios do Comitê Organizador Local (COL) vistoriar o andamento das obras. Desde os primeiros dias de junho, o estádio está intocado, aguardando as obras.
Apesar de o projeto ter sido elaborado prevendo um prazo de construção de 36 meses, as empresas vencedoras da licitação tiveram de se adequar à data-limite da Fifa. “Elas têm que entregar até janeiro de 2013. Está no contrato”, afirma Graça. Mesmo com o menor prazo, ele jura que não haverá aumento nos custos. “Pelo contrário, o preço final será menor do que o combinado, pois a Novacap já queimou algumas etapas da obra. Como o contrato é por preço unitário, tudo que já foi feito será abatido do preço final.”
Elefante branco?
O que ainda não está definido, entretanto, é a utilização da arena depois do Mundial. O ministro do Esporte, Orlando Silva, deu uma declaração indo contra a construção de um estádio dessas proporções em Brasília. “Para uma cidade que tem uma média de público inferior a 10% nos estádios, não faz sentido construir um que tenha 70 mil lugares”, disse. Sérgio Graça retruca, mas não convence. “Será uma arena multiuso, que poderá abrigar shows, eventos. Pode ter algum time interessado, isso ainda vai ser resolvido.”
Parada obrigatória
O processo licitatório da reforma do Mané Garrincha estava previsto para ser concluído em janeiro deste ano. No entanto, em meio aos escândalos políticos da cidade, o Tribunal de Contas do DF (TCDF) embargou a licitação por mais de dois meses, alegando irregularidades no projeto e superfaturamento na obra. Após mais duas liberações e embargos seguidos, a licitação, enfim, foi concluída no dia 7 de julho, quando o consórcio Andrade Gutierrez/Via Engenharia foi definido vencedor, apresentando o menor preço para a obra.
Passagens e hotéis
O Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek sofrerá uma grande obra de reforma e ampliação, a segunda maior do país nesse sentido — só Guarulhos (SP) receberá intervenção maior. Com ampliação no terminal de passageiros e do pátio de aeronaves, a obra terá um custo total de R$ 736,4 milhões e conclusão prevista para junho de 2013. “Em 2014 deveremos ter cerca de 18 milhões de passageiros por ano em Brasília e vamos ampliar de 13 para 32 pontos de embarque e desembarque, o que acreditamos que atenderá a demanda prevista para junho e julho de 2014”, disse o superintendente de projetos da Infraero, Jonas Lopes.
Até agora, só uma pequena etapa da reforma começou. A maior parte está em fase de licitação. Segundo a Infraero, terminal e pátio do aeroporto já operam nos respectivos limites. Será construído também um hotel junto ao aeroporto, cuja licitação já foi publicada. O projeto está orçado em R$ 13,5 milhões e deverá ser concluído até junho de 2012.
Brasília conta, hoje, com 22 mil leitos para hospedagem. Porém, estima-se que seja necessária a construção de mais 10 mil até a Copa. “Estamos tranquilos quanto a isso”, diz Sérgio Graça. Não devia. A taxa de ociosidade dos leitos, que hoje já é alta, poderá chegar a 42%. “Ninguém vai querer investir em um empreendimento desse porte para, depois da Copa, ter dois, três dias de ocupação garantidos”, preocupa-se Clayton Machado, presidente do Sindicato de Restaurantes, Hotéis, Bares e Similares do DF (Sindhobar).
Transporte
A principal obra da área de transporte público para a Copa de 2014 em Brasília será a implantação do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), a um custo aproximado de R$ 364 milhões. O sistema, semelhante a um metrô de superfície, ligará o aeroporto aos setores hoteleiros Sul e Norte, interligando também linhas de ônibus e metrô. A capacidade do VLT está estimada em 12 mil passageiros por hora, nos picos do dia, e sua extensão será de 22,6 quilômetros. Atualmente, apenas o trecho II do percurso, que liga o terminal Sul ao início da Asa Sul, pela Via W3, está em andamento.
Porém, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) embargou a obra para estudar os seus impactos nos traços urbanísticos da cidade, tombada como Patrimônio Cultural da Humanidade. As outras etapas serão licitadas a partir do ano que vem, de acordo com o GDF.
Fonte: Correio Braziliense
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1 comentários:
Os oficiais generais hoje não pensam como antes
Antigamente o pensamento era a união dos militares em uma única luta, hoje eles pensam como políticos: "se o meu salário melhora o resto que se dane" essa PEC 245 só favorece a eles, e sabem disso, jogam o engodo para os desesperados que tem os agiotas como sócios majoritários do seu salário e que não vêem que ficarão pior que estão.
Passaram 20 anos no poder e o sentimento de honestidade que faz parte da cultura do militar, não permitiu que criassem uma ferramenta que protegessem o pão de cada dia digno.
Hoje ele ver o filho do presidente LULA da noite para o dia tornasse em milionário, sem herança declarada. Assiste também um subtenente do exercito morrer por esse novo milionário chocado no puder, e seus filhos e esposa passarem por sufoco com o salário por ele deixado.
Tomemos vergonha, se vai morrer que seja lutando e não como cordeirinho manso ou covarde amedrontados.
A DILMA QUE MATOU E TORTUROU, se diz vítima e os senhores conhecem bem está historia,vai morre de rir de vê-los impecavelmente uniformizados, prestando continência e a obedecendo. Há esqueci: mas seus salários estarão equiparados ao dos ministro do STM, quem vai passar fome serão seu subalternos.
Acordem e lutem.
A revolta que eles querem é que seja interna, olhem a historia da guerra das Malvinas, "quando a guerra começou os oficiais em sua maioria, foram mortos pelos seus subalternos, exatamente pela distancia que separava um do outro, como agora os políticos querem fazer.
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