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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Delegado quer indiciar Bruno como mandante do sequestro e assassinato de Eliza

Polícia vai indiciar goleiro Bruno como mandante do sequestro e assassinato de Eliza

A Polícia Civil de Minas informou nesta sexta-feira que vai indiciar o goleiro Bruno Fernandes das Dores Souza como mandante do sequestro e assassinato de sua ex-amante Eliza Samudio, de 25 anos. Apesar de o corpo da vítima não ter sido encontrado, a polícia afirma que não tem mais nenhuma dúvida de que ela tenha sido morta a mando do goleiro e que tem provas suficientes para indiciá-lo pelo crime.

A polícia, porém, não revelou se vai indiciar todas as pessoas que estão presas por ordem da Justiça, suspeitas de envolvimento no crime, bem como qual seria a participação de cada uma delas. Além de Bruno, estão atrás das grades sua ex-mulher Dayanne Rodrigues do Carmo Souza; dois primos do goleiro - um adolescente de 17 anos e Sérgio Rosa Sales -; Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão; Flavio Caetano de Araújo; Wemerson Marques do Carmo, o Coxinha; Elenílson Vitor da Silva e o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, suspeito de ter executado Eliza.

Nesta sexta-feira, o chefe do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP) da polícia mineira, delegado Edson Moreira, afirmou que o depoimento de outra amante de Bruno, Fernanda Gomes de Castro, "só corroborou" as investigações. Segundo o delegado, ela assumiu que cobriu o rosto com uma camisa ao se encontrar com Eliza na casa de Bruno no Recreio dos Bandeirantes para não ser reconhecida.

- Vamos analisar mais profundamente, mas possivelmente será indiciada. Ela encontrou com a Eliza na casa do Bruno. Ela colocou a camiseta na cara para não ser reconhecida pela jovem.

Também nesta sexta, o desembargador Doorgal Andrada, da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas (TJMG) negou mais três pedidos de habeas corpus para Bruno. Dois deles foram encaminhados à Justiça por João Carlos Augusto Melo Moreira, de Fortaleza (CE), que alegou que o goleiro "é jovem bem sucedido, renomado atleta, sem antecedentes, com residência fixa e ocupação lícita, além de ter se apresentado espontaneamente na Polinter do Rio de Janeiro, demonstrando interesse em colaborar com as investigações acerca do desaparecimento da jovem Eliza Samudio".

Argumentação semelhante foi usada por Márcio Moutinho Gonçalves Ramos, de Alagoinhas (BA), autor de outro pedido de habeas corpus em favor do jogador - pela lei, qualquer pessoa pode entrar com pedidos de habeas corpus. Segundo Doorgal Andrada, os pedidos foram negados porque já existe um habeas corpus sendo analisado pela Justiça, cuja liminar foi negada, e "pela ausência de documentos que não informam se houve alteração da espécie da prisão cautelar que o paciente está sofrendo, ou se ocorreu fato novo". Ao todo, já deram entrada no TJMG oito pedidos de habeas corpus para o goleiro, sendo que dois ainda não foram analisados.

Fonte: O Globo

[reiteramos o entendimento de que se o goleiro Bruno cometeu qualquer tipo de crime deve ser punido na forma da Lei.

O que é inaceitável é que a 'paixão por holofotes', quem tem sido a tônica no caso Bruno, leve uma autoridade policial a proceder a um indiciamento por homicidio sem que o corpo da 'vítima' tenha sido encontrado.

A legislação penal permite o indiciamento por homícidio mesmo na ausência de prova material - artigo 167 do Código de Processo Penal - desde que outras provas confirmem a materialidade do crime.

No caso não há nenhuma prova com consistência e credibilidade que supra a ausência do cadáver. A única 'prova' que a polícia possui e que pode sustentar eventual indiciamento é o depoimento de um 'dimenor' que muda ao sabor dos ventos.

Vale lembrar que o delegado Edson Moreira é irmão do ex-comandante do GRE da Polícia Civil de MG e foi sob seu comando que aquele Grupo de Resposta Especial foi treinado pelo ex-policial civil Bola, que já havia sido expulso da corporação.

Para conhecerem melhor o delegado Edson Moreira, cliquem aqui:Delegado do “caso Bruno” forjou provas para incriminar inocente ]

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