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sábado, 17 de julho de 2010

Fracassa comício do Lula e Dilma. Irritado Lula ataca Ministério Público Eleitoral

Comício faz água; palanque para Dilma e Cabral no Rio, com Lula presente, acaba esvaziado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou na noite desta sexta-feira do primeiro comício oficial da campanha de Dilma Rousseff à Presidência da República. O evento começou com uma caminhada, da qual nem Lula nem Cabral estiveram presentes, da Candelária em direção à Cinelândia. A candidata petista percorreu o trecho da Avenida Rio Branco em cima do "Dilmamóvel" ao lado de políticos da coligação.

Lula chegou ao local do comício por volta das 19h, sob forte chuva, acompanhado do governador Sérgio Cabral e, já no palanque, atacou a vice-procuradora geral eleitoral, Sandra Cureau, sem citá-la. Nesta quinta-feira, ela anunciara que estuda uma ação de investigação sobre o presidente, que enalteceu a candidata Dilma em duas cerimônias de governo esta semana, uma delas no lançamento do edital do trem-bala.

"Uma procuradora qualquer aí..."

O presidente disse que há uma tentativa de impedir que ele participe das eleições e ajude a eleger a candidata do PT à Presidência. Ele foi o penúltimo a discursar para cerca de mil pessoas.

- Há uma premeditação de me tirarem da campanha política para não permitir que eu não ajude a companheira Dilma a ser a presidenta da República deste país. Na verdade, o que eles querem é me inibir para fingir que eu não conheço a Dilma. É como se eu pudesse passar perto dela....tem uma procuradora qualquer aí...e eu passar de costas virada e fingir que não a conheço. Mas eu não sou homem de duas caras. Eu passo perto dela e digo para vocês é a minha companheira Dilma - afirmou Lula.

O presidente ainda aproveitou para comparar o seu governo com o do PSDB, citando o montante de empréstimos feitos pela Caixa Econômica e o número de empregos formais criados nos últimos anos. Numa referência indireta ao candidato do PSDB à Presidência, José Serra, Lula afirmou ainda que o adversário de Dilma "não tem o que debater".

Metade do discurso do presidente foi dedicado a críticas aos tucanos e elogios ao seu governo e à gestão do governador Cabral.

Dilma, Lindberg e Picciani em carro aberto

Dilma chegou à Avenida Rio Branco por volta das 17h45m, pela Rua da Assembleia, surpreendendo muitos militantes. Ela estava num carro aberto ao lado dos candidatos ao Senado em sua chapa, Lindberg Faria (PT) e Jorge Picciani (PMDB); do presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra; do presidente regional do PT, Luiz Sergio; do vice-governador Luiz Fernando Pezão; e do prefeito Eduardo Paes. Na Cinelândia, Dilma foi a última a discursar. Ela pediu o apoio do público:

- Eu não posso errar. A primeira mulher presidente da República tem que honrar todas as mulheres (...) O nosso povo sabe que vamos governar para eles. Porque nos não somos aqueles que acreditam que vão governar sozinhos.

Ao lado do seu candidato a vice, Michel Temer, Dilma aproveitou o discurso para atacar o vice na chapa tucana:

- O meu vice não caiu do céu, não é um vice improvisado.

A caminhada foi organizada pela campanha de Cabral. O evento começou por volta de 17h, na Candelária. De lá, os militantes seguiram pela Rio Branco até a Cinelândia. Vans e ônibus foram utilizados para levar os militantes até o Centro. Havia muitos cabos eleitorais com bandeiras do PMDB sobrando, sem ter para quem distribuir.

Cabral citou em seu discurso programas de governo e os projetos realizados em parceria com o governo federal. Disse estar orgulhoso de os militantes terem ficado na Cinelândia apesar da chuva e atacou indiretamente os outros candidatos ao governo.

De acordo com estimativa da PM, cerca de 15 mil pessoas participaram do início da caminhada, mas apenas mil permaneceram na Cinelândia durante a fala de Dilma e do presidente, por causa da forte chuva. O esquema de segurança na Cinelância foi reforçado. Para chegar próximo ao palco, os militantes tiveram que passar por uma das cinco portas com detectores de metal, além de ter a bolsa revistada.

Fonte: Eleições 2010

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