O goleiro Bruno, do Flamengo, e seu amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, chegaram no início da noite desta quarta-feira à Divisão de Homicídios (DH) da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, onde irão prestar depoimento ao longo da noite e, em seguida, passar por exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal. No fim da tarde, o titular da DH do Rio, Felipe Ettore, informara que o goleiro será indiciado como mandante do sequestro de sua ex-amante, Eliza Samudio, Macarrão e o adolescente de 17 anos, que depôs confessando participação no criem, assim como amigos do jogador, serão indiciados como executores do sequestro.
Ainda nesta quarta-feira, o Ministério Público do Rio também denunciou os dois à Vara Criminal de Jacarepaguá por sequestro/cárcere privado e lesão corporal. A denúncia - acompanhada de um novo pedido de prisão preventiva contra ambos - diz respeito à ação ocorrida em outubro de 2009, quando eles teriam sequestrado Eliza e tentado forçá-la a abortar. Segundo o MP, o crime pode ser agravado pelos maus-tratos cometidos contra a vítima, o que pode gerar uma condenação de dois e a oito anos de reclusão. Se forem condenados por lesão corporal, a pena será de três meses a um ano.

Bruno e Macarrão se apresentaram por volta das 17h na Polinter do Andaraí, na Zona Norte da cidade. Na saída para a DH, o jogador foi intensamente hostilizado por manifestantes, que o chamaram de "assassino". Quanto ao menor, ele está voltando de Belo Horizonte para o Rio, onde indicou o local exato onde estariam enterrados os restos mortais de Eliza. O adolescente deverá passar por uma acareação com Macarrão e o goleiro do Flamengo até quinta-feira. [notícias mais recentes dão conta de que até o presente momento foram infrutíferas as meticulosas buscas realizadas na casa indicada pelo menor.]
Os mandados de prisão contra Bruno e Macarrão pelo sequestro da jovem foram expedidos pela juíza Fabelisa Gomes de Souza, da Justiça do Rio, na madrugada desta quarta-feira. Ela atendeu pedido do Ministério Público, que nesta terça-feira solicitou a prisão temporária, por cinco dias, do goleiro do Flamengo, acusado de ser mandante do sequestro da ex-amante. O advogado do goleiro, Michel Assef Filho, esteve no Fórum do Rio nesta manhã e disse que vai entrar com pedido de habeas corpus para o atleta.
- No meu entender, não há motivo para a prisão do Bruno - disse.
- O menor precisava ter um parente com ele, um representante legal junto no depoimento - falou ao RJTV.
A Justiça mineira, por meio da juíza Marixa Lopes Rodrigues, do 1º Tribunal do Júri de Contagem, também expediu oito mandados de prisão temporária relacionados ao desaparecimento de Eliza; Bruno, sua mulher e Macarrão também fazem parte desta lista. Todos são acusados de tentar forjar provas na investigação. A mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, foi presa na madrugada desta quarta-feira, em casa, em Belo Horizonte. Também já foram presos Elenilson Vitor da Silva, caseiro do sítio de Bruno, e mais três amigos do atleta: Flávio Caetano de Araújo, Sérgio Rosa Sales Camilo e Wemerson Marques de Souza, o Coxinha. O adolescente de 17 anos teve a internação provisória decretada pela juíza. Quatro mandados de busca e apreensão foram expedidos ainda em Minas Gerais.
Delegado critica divulgação das prisões no site do Ministério Público
Edson Moreira, delegado de Minas Gerais que coordena as investigações sobre o caso, considerou "conveniente" um adolescente assumir participação no crime, já que menores podem receber no máximo três ano de medida sócio-educativa.
- É claro que esse menor teve uma participação, mas não daquele jeito que foi falado. O que me causa estranheza é que, justamente quando eu faço contato com os advogados e intimo o Bruno a comparecer, junto com o Macarrão, para prestar declarações, esse menor aparece - disse.
Em entrevista coletiva, ele criticou a divulgação do pedido de prisão dos envolvidos feito pelo Ministério Público, nesta terça-feira. Disse que tem 30 anos de polícia e que nunca viu caso semelhante:
- Não entendo porque que foi publicado num site o pedido do Ministério Público do Rio. Nunca vi isso. É a primeira vez. É comum no Rio? - indagou aos jornalistas.
Ele explicou que a prisão dos envolvidos visa também a preservar as provas do crime. O delegado não quis comentar detalhes da investigação, pois ainda há interrogatórios previstos.
- Os investigadores têm total domínio sobre o que aconteceu e como. Quem contar uma versão tem que ser coerente com a investigação - declarou.
Eliza está desaparecida desde o início do mês de junho, quando teria sido levada para o sítio de Bruno, em Minas Gerais. Ela afirmara que Bruno era pai de seu filho, um bebê batizado com o nome do jogador.
[vindo a ser provada a culpa do goleiro Bruno nada justifica o ato criminoso e o mesmo deve ser severamente punido; agora tem um detalhe interessante e que não está sendo devidamente destacado: o pai da Eliza, que está com a guarda provisória do único comprovadamente inocente nesta história - Bruninho, de quatro meses - responde pelo crime de estupro de uma garota de dez anos.
É bom a Justiça ficar atenta pois pode ter colocado a criança nas mãos de um bandido pior do que os que mataram Eliza - caso a mesmo esteja morta, já que até agora não foi encontrado seu corpo ou provas de que ocorreu o assassinato.]

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