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domingo, 25 de julho de 2010

O fantasma de Raúl Reyz e sua influência no conflito Uribe x ChaveS

Chavez x Uribe. O fantasma de Raúl Reyz e a herança do disco rígido

A União Européia (EU), pelo ministério de relações exteriores, foi pega de surpresa e hoje mobilizou-se em busca de informações. Até porque as fanfarronices de Hugo Chávez e o pavio-curto de Álvaro Uribe, respectivamente presidentes da Venezuela e da Colômbia, são conhecidos. Em Bruxelas, sede da UE, sabe-se que o foro adequado para essa questão, além da Organização das Nações Unidas (ONU), é o da Organização dos Estados Americanos (OEA). Pode-se cogitar, até, do novo Unasul, que, pela posição topográfica, exclui a participação dos Estados Unidos (EUA).

Mas, à União Européia, que luta para vencer crises econômicas internas, interessa, diante do litígio, os reflexos econômicos desse conflito em face da globalização das economias. Não se deve esquecer que Venezuela e Colômbia têm petróleo. A primeira, Venezuela, com crescimento econômico negativo e, a segunda, Colômbia, com positivo e sabendo sempre contar com aportes norte-americanos, quer oficial, quer das empresas estrangeiras que exploram o seu petróleo.

No âmbito da UE, cautela foi a palavra de ordem, pois Uribe está a esvaziar as gavetas do seu gabinete em razão do final de mandato e com o seu sucessor já eleito. Do outro lado, Chávez parece, com o anunciado rompimento e manobras de tropas, querer desviar o foco de uma questão delicada, ou seja, a presença constante de acampamentos das Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (FARC) e da maoísta Exército de Libertação Nacional (ELN) em território venezuelano.

A questão não é nova. No disco-rígido do computador do dinamitado comandante Reys,– ele era o segundo homem na hierarquia das FARC quando surpreendido por ataque de forças regulares colombianas–, existiam muitas informações sobre movimentações das frentes e os estacionamentos delas fora das fronteiras da Colômbia. A propósito, o comandante Reyz, quando morto, estava, com o seu grupo, acampado no Equador. Entre os 007 dos serviços secretos, nformações inéditas do disco rígido do comandante Reyz serão revelados em breve.

Com base em informações que teriam sido encontradas no computador de Reyz, é que se difundiu, principalmente pelos tucanos, o discursos de ligações do Partido dos Trabalhadores (PT) com as FARC.

Chávez e Uribe são espécies diversas do gênero populista. Um atua internamente e outro, Chávez, buscou notoriedade internacional, como um futuro herdeiro de Fidel Castro. Na Europa ocidental, de Chávez não conseguiu conquistar imagem diversa, o seja, é visto como folclórico e muito semelhante a antigos ditadores latino-americano.

No caso em questão, a Colômbia agiu corretamente ao levar ao foro competente, Organização dos Estados Americanos (OEA), documentos (fotografias, vídeos e escritos) a caracterizar violação da sua soberania. A esse fato, Chávez promoveu reação desproporcional. Ao invés de apresentar defesa no foro adequado, optou pela pirotecnia. Anunciou ruptura de relações diplomáticas, marcou prazo para a saída do embaixador da Colômbia, convocou o Conselho nacional de defesa, determinou alerta máximo e já fala em risco de agressões iminentes por parte colombiana.

Chávez dá, de bandeja, argumentos para os opositores do governo Lula voltarem aos temas atinentes às ligações Chávez-PT-FARC. No mesmo pacote entrarão as questões de Honduras e do Irã. De quebra, Chávez usa, como laranja e no permanente papel de provocador, Maradona, este presente quando do aviso do rompimento diplomático.

Já dá para imaginar como esse tema vai render. Fora, rios de tinta, toneladas de papel e aumento de tráfico nas info-vias.

Fonte: Terra Magazine

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