O candidato a vice presidente de Serra, Índio da Costa, declarou que há um envolvimento das FARC com o PT. Boa parte da imprensa caiu de porrete (Josias de Souza, da UOL, por exemplo). Cinismo, pois o fato é sabido e velho. E tentativa de suicídio. Isso só mostra o comprometimento da imprensa com o partido que tem em seu programa a corda para enforcá-la. Não é verdade então que o PT e as FARC são sócios na fundação do Foro de São Paulo? Não é verdade que Marco Aurélio TOP TOP Garcia declarou que o governo é neutro em relação às FARC?
Não é verdade que o “padre” Olivério Medina, das FARC, circula sem peias pelos círculos petistas, a ponto de a mulher ser alta funcionária do governo federal, por ação de Dilma Roussef? A verdade precisa ser dita. O Le Monde do dia 18 deste mês traz reportagem justamente sobre o envolvimento de governos da America Latina com o tráfico de drogas. Parabéns ao Índio.
Dilma Roussef é a mais veraz, justa e representativa da figura que Lula quer fazer, a bastonadas de populismo e ilegalidade, a mais importante e poderosa do Brasil. A imagem é a da Dilma garota, aluna do colégio chique, que ao abrir a porta de casa e deparar com um garoto de rua, num gesto de pretensa grandeza, rasga ao meio a única cédula de dinheiro que tem, dá ao pedinte uma metade, e conserva a outra. Não sei se ocorreu mesmo. Tenho minhas dúvidas. O compromisso com a verdade não é o forte da candidata. Tampouco é ela conhecida pela gentileza, pela delicadeza. Mas, se inventado, é “bene trovato”, como diriam os italianos.
Porquê é um gesto típico do comunismo (ou “socialismo”, para usar palavra mais elegante) que ela professou com fervor, e talvez professe ainda. Porque praticar o “socialismo” é como fazer o que Dilma diz ter feito, só que milhões de vezes ampliado: um gesto vazio, estulto, que não beneficia quem recebe e prejudica quem dá. Que alegando dividir, diminui. Que toma alguma coisa que representa esforço e trabalho e o reduz a nada. Que promete e não cumpre. Que acena com um benefício que logo se consubstancia numa decepção. Uma grandeza que não existe e que apequena a outra parte. Só na roupagem uma bondade. No fundo, uma crueldade e um escárnio. Os marqueteiros acertaram em cheio. Até na figura de retórica de rasgar dinheiro como sinônimo de insanidade.
É como fala uma das mais belas músicas do cancioneiro interiorano, o Mágoa de Boiadeiro: “Mas hoje em, dia, tudo é muito diferente/ Do progresso minha gente/ Nem sequer faz uma idéia”. A Dilma de hoje – que progresso - é milionária, e se antes tinha, como João Gilberto, uma nota só, além de um respeitável patrimônio tem agora cento e tantas mil notas só embaixo do colchão. O que não deve atrapalhar seu sono, já que, como foi revelado por ela mesma, em seus tempos de terrorismo, dormiu com fuzis e metralhadoras escondidos ali.
Por: Irapuan Costa Junior - Jornal Opção


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