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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Lula continua a zombar da Justiça Eleitoral

Lula não fala em Dilma, mas passa microfone para repentista elogiar petista em favela

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já foi multado diversas vezes pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por mencionar em eventos oficiais o nome da candidata petista à sucessão, Dilma Rousseff, ganhou uma mãozinha do repentista João Bernardo durante a entrega de 240 moradias na favela de Paraisópolis, zona sul de São Paulo, na tarde desta terça-feira. Ao inaugurar a obra, ao lado do governador tucano Alberto Goldman e do prefeito Gilberto Kassab (DEM), Lula cedeu o microfone para duas pessoas que queriam recitar uma poesia e cantar um repente, no meio do público.

O repentista João Bernardo começou elogiando Lula, mas encerrou sua música dizendo:

- Dilma vai à frente e você (Lula) vem novamente - cantou o repentista, referindo-se às eleições de outubro.

O presidente riu, mas despediu-se rapidamente do público e deixou o local. João Bernardo afirmou à imprensa que não havia combinado com nenhum organizador do evento sua participação.

- Eu vim fazer uma cortesia. Foi a primeira vez que vi ele (Lula) - disse ele, que vive em São Paulo desde 1969, mas não conseguiu uma casa própria na cidade: Sou mais visitante aqui. Tenho casa no Nordeste. Não tenho a Bolsa Família. Mas eu gosto dele só por uma coisa: ele é humilde e gosta dos humildes.

Perguntado se achava que tinha "resolvido o problema" de Lula, que está impossibilitado de fazer a campanha, o músico respondeu:

- Eu resolvi! Falei um pouquinho nela e acho que esses versos vão sair (na imprensa) por causa disso. E ele gostou, porque sentiu na alma- disse ele, que completou:- Mas não tinha nada combinado antes. Eu não estou ganhando nada.

Mais cedo, o músico Carlos Marona, que animava o público enquanto o presidente não chegava, afirmou à plateia, formada por moradores da favela que seguravam cartazes elogiosos ao presidente:

- Não precisa nem dizer em quem vocês vão votar.

Faixas de boas-vindas a Lula foram colocadas em grades ao redor do pátio do evento. Além do nome do presidente, uma imensa bandeira do Corinthians ocupava um paredão de um dos edifícios vizinhos à obra inaugurada. O presidente, no entanto, notou outros cartazes: os de moradores que reivindicavam mais postos de saúde e creches.

- A gente não pode achar ruim. Cada vez que a gente vê uma placa dessas, vai dormir pensando que tem de fazer mais.

Carcereiros de Sakineh mandam que ela faça testamento

ONG afirma que iraniana sofre tortura psicológica
Ativistas de ONGs humanitárias afirmaram ontem que a iraniana Sakineh Ashtiani, condenada à morte “por adultério e participação no assassinato do marido”, sofre tortura psicológica na prisão.

Segundo reportagem do Estadão, no sábado ela teria sido informada de sua sentença e as autoridades teriam sugerido que a iraniana escrevesse seu testamento. A Justiça iraniana confirmou a pena de morte contra Sakineh por adultério e participação na morte do marido, mas a execução da sentença foi adiada, pois aguarda uma decisão final da Corte Suprema, sem data para ocorrer.

Sakineh sofre tortura psicológica, diz ONG

Carcereiros teriam alertado iraniana sobre execução iminente e sugerido que ela fizesse seu testamento

Ativistas e advogados da iraniana Sakineh Ashtiani - condenada à morte "por adultério e participação no assassinato do marido" - acusaram ontem o regime iraniano de torturá-la psicologicamente. No sábado, ela teria sido informada de sua sentença e as autoridades teriam sugerido que a iraniana escrevesse seu testamento.

No domingo, a Justiça iraniana confirmou a pena de morte contra Sakineh por adultério e participação na morte do marido. Mas a execução da sentença foi adiada, pois aguarda uma decisão final da Corte Suprema, sem data para ocorrer. Mas o Conselho indicou que a decisão de executá-la - seja por apedrejamento ou enforcamento - ainda não havia sido tomada e um eventual cumprimento da sentença de morte somente ocorrerá após o dia 9, quando termina o Ramadã, o mês sagrado dos muçulmanos.

"No sábado, Sakineh foi informada de que seria executada na manhã do dia seguinte", disse Mina Ahani, ativista iraniana que atua na Europa pela libertação de Sakineh. "Ela foi orientada a escrever seu testamento se assim desejasse", contou.

Segundo a ativista iraniana, Sakineh entrou em desespero e de fato escreveu seu testamento e ficou aguardando toda a noite por sua execução. "Ela esperava o momento em que os policiais a chamariam para ser executada", disse, contando que outras mulheres que também estavam na prisão tentaram acalmá-la.

Prática é comum no Irã
Recentemente, outra iraniana acusada de adultério, Azar Bagheri, foi levada ao local da execução e enterrada para o apedrejamento, mas foi liberada, denunciou a ONG que defende Sakineh

"Barbie" é preso no México

'Barbie' colocava na internet vídeos com execuções de rivais

O traficante Edgar Valdés Villareal, preso na segunda-feira no México, é um dos responsáveis pela onda de violência nos últimos anos entre grupos que disputam o controle da venda de drogas na região do Golfo do México.

Conhecido como "Barbie", por causa de seu cabelo loiro, pele clara e olhos azuis, Villareal liderou um grupo conhecido por postar na internet vídeos mostrando execuções de membros de cartéis rivais, uma forma de intimidação que acabou se tornando comum na guerra do tráfico no país.

Há quatro anos, o traficante publicou um anúncio em jornais de Monterrey, no nordeste do México, para pedir ao governo do país que aplicasse o “estado de direito” no país. “Não pretendo me fazer de pomba da paz, nem tampouco limpar minha imagem”, dizia o texto, no qual também se queixava: “Fui acossado e perseguido pelos Zetas (cartel rival)”.

A propaganda parecia uma contradição para quem havia anos era um dos criminosos mais procurados no México e nos Estados Unidos, e um dos responsáveis, segundo as autoridades, pela espiral de violência que causou a morte, desde então, de mais de 28 mil pessoas. Mas Villareal, nascido no Texas, nos Estados Unidos, e radicado no México desde os 15 anos de idade, se apresentava como um próspero homem de negócios.

Reunião

“Barbie” disputava o controle do cartel fundado por seu ex-chefe, Arturo Beltrán Leyva, o “Barba”, morto em dezembro do ano passado. Em 2003, já recrutado para o cartel de Beltrán Leyva, ele enfrentou um processo judicial nos Estados Unidos por tráfico de droga. Ao lado de Beltrán Leyva, fundador e líder do cartel de mesmo nome, Villareal participou da reunião com líderes do cartel de Sinaloa, em Cuernavaca, ao sul da capital mexicana, em que ambos os grupos decidiram se juntar para disputar o controle do mercado de drogas com o Cartel do Golfo.

Esse foi o início de uma escalada de violência que parece não ter fim. "Barbie" criou um grupo de sicários (matadores de aluguel) conhecidos como Los Pelones, que tinham treinamento militar e cuja função era atacar outros cartéis. Uma das primeiras ações do grupo liderado por Villareal foi um vídeo publicado na internet mostrando o interrogatório de quatro pessoas supostamente vinculadas ao cartel Los Zetas. Ao final da gravação, um dos interrogados é assassinado diante da câmera. Depois desse vídeo houve outros, que segundo os analistas abriram uma nova frente de batalha entre os carteis mexicanos através da internet.

Casas noturnas

O traficante era cliente e proprietário de casas noturnas no balneário de Acapulco. Ela era aficionado por roupas caras e carros de luxo. Um de seus capangas, Jorge Balderas, é acusado pelas autoridades de estar envolvido no ataque ao jogador paraguaio Salvador Cabañas, que atua no América do México, baleado na cabeça em uma casa noturna na Cidade do México. Recentemente, Villareal foi acusado de ligação com um cemitério clandestino numa vala em Taxco, no Estado de Guerrero, onde foram descobertos 55 cadáveres.

Desde dezembro, quando "Barba" morreu em uma ação da Marinha, "Barbie" matinha uma intensa disputa para manter o controle do cartel dos irmão Beltrán Leyva. Essa disputa deixou dezenas de pessoas mortas nos Estados de Morelos, Guerreiro e México. O secretário-técnico do Gabinete de Segurança Nacional, Alejandro Poiré, disse que a captura de Villareal é "um golpe de alto impacto contra o crime organizado" no país.

Fonte: BBC Brasil

Dilma pede uma rápida condenação de Zé Dirceu

Dilma rebate Serra e diz que dá "azar" sentar na cadeira do presidente e pede a rápida condenação do Zé Dirceu

Irritada com a recente safra de críticas políticas e especulações sobre seu eventual governo, a candidata Dilma Rousseff (PT), convocou uma entrevista ontem para rebater seu adversário, José Serra (PSDB) a respeito de investimentos feitos em favelas paulistanas e negar que esteja "sentada" na cadeira de presidente de forma antecipada.

Dilma também aproveitou para defender seu antecessor na Casa Civil, José Dirceu, de uma condenação ao "banimento social" - mas negou que ele seja cotado para assumir um cargo caso o PT se mantenha no Planalto. Para a presidenciável, todas as reportagens que apuram os bastidores de negociações políticas para a composição de governo são "factóides" e "especulação".

- Eu lamento muito que exista esse nível de distorção a respeito dessa obra de Paraisópolis e de Heliópolis, que é feita com o orçamento geral da União, porque, naquele momento, a prefeitura não tinha condições de se endividar - disse Dilma, que convocou a imprensa para recitar cifras do PACo nas duas favelas. A petista, geralmente, é poupada de bate-bocas com o adversário, demonstrou impaciência e irritação.

- Eu recebi uma crítica e estou respondendo, geralmente não respondo. Está em todos os jornais: que nós não poderíamos ir em Heliópolis porque nada fizemos lá. Segundo ela, existem três contratos do PACo para construção e reforma de moradias, além de implantação de infra-estrutura nesses locais, firmados em 2007 e seguindo critérios "republicanos".

Procurada, a assessoria de imprensa do governo de São Paulo informou que investe mais de R$ 290 milhões em Heliópolis, em ações de saúde, educação, transporte e retirada de famílias de situação de risco. Em Paraisópolis, afirmam que os investimentos estaduais e municipais somam R$ 480 milhões desde 2005, comparado com R$ 140 milhões do governo federal.

Sobre a eventual participação de José Dirceu em seu governo, hipótese que é apresentada na campanha adversária, Dilma afirmou: - Eu não acho muito provável, porque ele não está participando hoje diretamente da atividade do governo. Agora não estou aqui fazendo uma condenação de José Dirceu.

Dilma, ao defender um julgamento mais rápido do processo do mensalão, cometeu um gafe, e acabou pedindo uma rápida "condenação". - Acho que, no Brasil, é importante que as pessoas que estejam na situação de José Dirceu sejam condenadas (sic) rapidamente. Para a gente não aplicar aqui uma espécie de banimento social da pessoa. Eu não concordo que seja assim, não está previsto na legislação brasileira a condenação ao banimento. Eu repudio integralmente isso.

A petista depois argumentou que não irá discutir a composição de um eventual governo porque "jamais" coloca o carro na frente dos bois. Dilma chamou de "factóides" todas as notícias sobre seu eventual governo e pediu que os jornais deixassem claro que as reportagens são "especulação".

A respeito da crítica recebida de José Serra, sobre estar sentada precocemente na cadeira presidencial, rebateu: - Não só é injusto, como ele está passando para mim uma característica do PSDB. Quem literalmente sentou na cadeira foi o o ex presidente FHC, que ele esconde sistematicamente.

Dilma afirmou que o salto alto dá "um azar absurdo". - Não só não sento na cadeira porque acho um desrespeito com o eleitor como também acho que dá azar. E eu não quero ser azarado como certos lideres políticos que governaram este país – retrucou.

Fonte: Eleições 2010 – O Globo

[Dilma! Você não só é azarada, quanto é malvada, maquiavélica, desumana, despreza a vida humana – tanto no passado quando participou de ações terroristas que ceifaram vidas inocentes quanto agora quando defendo o aborto.

Você representa tudo que as pessoas de BEM abominam.]

Fernando Henrique também sentou-se na cadeira do Jânio

Festa na véspera

Então é isso? Uma eleição cuja campanha começou antes da hora acabou antes que os votos sejam depositados na urna? A vencedora de véspera já estendeu a mão, magnânima, à oposição; seus dois maiores caciques começaram uma briga intestina; cargos são distribuídos entre os partidos da base e os assessores já preparam os planos e projetos. Fala-se do futuro como inexorável.

O quadro está amplamente favorável a Dilma Rousseff, mas é preciso ter respeito pelo processo eleitoral. Se pesquisa fosse voto, era bem mais simples e barato escolher o governante. Imagina o tempo e o dinheiro poupado se pesquisas, 30 dias antes do pleito, fossem suficientes para o processo de escolha?

A estrutura da Justiça Eleitoral, as urnas distribuídas num país continental, mesários trabalhando o dia inteiro, computadores contando votos; nada disso seria necessário. Mas como eleição é a democracia num momento supremo, respeitá-la é essencial. Os que estão em vantagem, e os que estão em desvantagem, não podem considerar o processo terminado porque isso amputa a melhor parte da democracia, encerra prematuramente o precioso tempo do debate e das escolhas.

Dilma já sabe até o que fará depois de ser eleita, como disse na sexta-feira: "A gente desarma o palanque e estende a mão para quem for pessoa de boa vontade e quiser partilhar desse processo de transformação do Brasil." Os jornalistas insistiram, ela ficou no mesmo tom: "Estendo a mão para quem quiser partilhar. Eu não sei se ele (Serra) quer. Você pergunta para ele, se ele quiser, perfeitamente."

Avisou que se alguém recusasse, não haveria problema: "Pode ficar sem estender a mão, como oposição numa boa que vai ter dinheiro." Já está até distribuindo o dinheiro público. Feio, muito feio. Por mais animador que seja para Dilma os resultados da pesquisa — e deve ser difícil segurar a ansiedade — ela deveria pensar em algumas coisas antes.

Primeiro, que falta o principal para ela ganhar: o voto na urna. Segundo, que o eleitor muda de ideia na hora que quer, porque para isso é livre. Terceiro, que, novata em eleição, deve seu sucesso a fatores externos a ela: o presidente Lula, o momento econômico e a eficiência dos seus marqueteiros. Aliás, o marketing de Dilma tem sido tão eficiente em aparar todas as arestas de sua personalidade que criou uma pessoa que nem ela deve conhecer.

O salto alto não é só dela, a bem da verdade. A síndrome das favas contadas se espalha por todo o seu entorno, cada vez mais desenvolto. Por isso já começaram a brigar os generais de cada uma das bandas: Antonio Palocci e José Dirceu.

Da última vez que brigaram, os dois caíram. A disputa dos partidos da base de apoio pelos cargos públicos, como se fossem os despojos da guerra já vencida, é um espetáculo que informa muito sobre valores, critérios e métodos do grupo. A desenvoltura do já ganhou é tanta que até o presidente Lula, dono da escolha autocrática de Dilma, parece meio enciumado e reclamou que já falam dele no passado. E avisou: "Ainda tenho caneta para fazer muita miséria."

A declaração inteira é reveladora: "Tem gente que fica falando aqui como se eu já tivesse ido embora, mas ainda tenho quatro meses e alguns dias de governo. Alguns falam como se eu já tivesse ido. Tem gente que se mata para ser presidente por um dia e ainda tenho quatro meses e alguns dias. Ainda tenho a caneta para fazer muita miséria nesse país."

O sentimento é um perigo. O presidente Lula já está fazendo miséria. Atropelou o calendário eleitoral, zombou das multas na Justiça, pôs o governo que dirige para trabalhar pela sua candidata como se a máquina pública fosse um partido político.

Por: Miriam Leitão

Lula perde no Senado

Disputa por espaço

O presidente Lula está utilizando sua força eleitoral para transferir aos estados a mesma expectativa de poder que conseguiu no plano nacional, no qual, antes mesmo de sua candidata oficial aparecer na frente das pesquisas, já havia uma percepção generalizada entre os eleitores de que ela acabaria sendo a vencedora.

A estratégia eleitoral do presidente Lula, que vem sendo vitoriosa em relação à campanha presidencial — com sua candidata se colocando com folga à frente do candidato oposicionista —, se desdobra agora na fase regional, onde o objetivo não é fazer a maioria dos governadores, mas, sim, garantir uma maioria sólida no Senado. Um senador vale por três governadores, avisava bem antes da reta final da eleição o próprio Lula, justificando ter aberto mão de disputar muitos governos estaduais em favor de aliados em melhores condições. [afinal foi o Senado da República que sepultou a maldita CPMF, será o Senado da República que vai bloquear a aprovação da reforma da Previdência Social que a Dilma encomendou e pretende, se eleita, impor nos primeiros dias de janeiro 2011.

Por isso, Lula quer o controle do Senado Federal a qualquer custo, mas não vai ter. A maior parte da imprensa e os institutos de pesquisas já elegeram a Dilma, mas, felizmente, em eleições o resultado é sempre revelado APÓS A VOTAÇÃO.]

Até o momento, no entanto, as pesquisas indicam que, além de mais governadores, a oposição e os independentes dos partidos aliados estão conseguindo manter um equilíbrio de forças dentro do Senado.

O PSDB hoje aparece com possibilidade de eleger nada menos que dez governadores, sendo que está na liderança das pesquisas do Ibope nos dois maiores colégios eleitorais, São Paulo, com Geraldo Alckmin, e Minas Gerais, com Antonio Anastasia.

Pode vencer ainda em Goiás, com Marconi Perillo; no Paraná, com Beto Richa; no Piauí, com Sílvio Mendes; em Rondônia, com Expedito Júnior.

Além disso, tem boas chances no Amapá, com Jorge Amanajás; no Mato Grosso, com Wilson Santos; em Roraima, com José Anchieta Júnior; e em Tocantins, com Siqueira Campos.

O DEM lidera no Rio Grande do Norte, com Rosalba Ciarlini, e tem chance de vencer em Santa Catarina, com Raimundo Colombo, e em Sergipe, com João Alves. No Distrito Federal, por enquanto, a liderança está com Joaquim Roriz, do PSC.

No Senado, das 27 cadeiras que estão fora da disputa, por seus detentores terem mais quatro anos de mandato, nada menos que 14 são de oposicionistas ou de independentes: Marconi Perillo (Goiás) — que pode se eleger governador e colocará seu suplente Ciro Miranda Junior, também do PSDB —; Elizeu Rezende (DEM); Marisa Serrano (PSDB); Jaime Campos (DEM); Mario Couto (PSDB); Cícero Lucena (PSDB); Jarbas Vasconcellos (PMDB); Álvaro Dias (PSDB); Francisco Dornelles (PP) — que terá seu caráter independente reforçado pela chegada ao Senado de Aécio Neves; Rosalba Ciarlini, do DEM — que deve ser eleita governadora do Rio Grande do Norte e colocará em seu lugar o pai do senador Garibaldi Alves ou Ivonete Alves da Silva; Mozarildo Cavalcanti (PTB); Pedro Simon (PMDB); Raimundo Colombo (DEM) — que pode ser eleito governador de Santa Catarina e colocará em seu lugar o suplente Casildo Maldaner, do PMDB independente; Maria do Carmo Alves (PSDB); Katia Abreu (DEM).[Kátia Abreu, a heroína da erradicação da CPMF.]

Na nova safra de senadores a serem eleitos este ano, são os seguintes os senadores da oposição ou independentes que podem se eleger: Heloisa Helena (PSOL); Arthur Virgílio (PSDB) — que disputa a segunda vaga com Vanessa Grazziotin, do PCdoB —; Cesar Borges (PR); Tasso Jereissati (PSDB); Cristovam Buarque (PDT); Maria Abadia (PSDB) — que disputa a segunda vaga do Distrito Federal com Rodrigo Rollemberg, do PSB —; Demóstenes Torres (DEM); Lucia Vanbia (PSDB); Aécio Neves (PSDB); Itamar Franco (PPS); Valéria Pires (DEM); Antero Paes e Barros (PSDB).

Outros prováveis futuros senadores são Cassio Cunha Lima (PSDB da Paraíba; é o favorito, mas luta no Supremo para não ser considerado "ficha-suja"), Efraim de Moraes (DEM) — que disputa uma vaga com Vital do Rego Filho, do PMDB —; Marco Maciel (DEM) — que disputa a vaga com Armando Monteiro Filho, do PTB —; Mão Santa (PSC); Cesar Maia (DEM); José Agripino Maia (DEM); Ivo Cassol (PP); Ana Amélia Lemos (PP); Germano Rigotto (PMDB); Luiz Henrique (PMDB); Albano Franco (PSDB); e Orestes Quércia (PMDB) — que disputa uma vaga com Netinho, do PCdoB.

Como se vê, o equilíbrio real de forças no Senado continuará sendo grande, com uma pequena vantagem governista, que não garante a aprovação de questões polêmicas, e, muito menos, mudanças constitucionais que exigem quórum de 3/5 dos senadores.

Ao mesmo tempo, a presumível força eleitoral com que o PMDB sairá das urnas — deve eleger a maior bancada da Câmara e do Senado e grande número de governadores — está fazendo com que tanto governo quanto oposição comecem a negociar alianças para neutralizá-lo. O PMDB pode eleger até nove governadores, sendo que dois deles — André Pucinelli, do Mato Grosso do Sul, e José Fogaça, do Rio Grande do Sul — são independentes e não estão envolvidos na campanha de Dilma Rousseff. O partido deve eleger ainda Roseana Sarney no Maranhão, Sinval Barbosa no Mato Grosso, José Maranhão na Paraíba, Sérgio Cabral no Rio de Janeiro e Carlos Gaguim em Tocantins. E tem chances também em Minas Gerais, com Hélio Costa, e em Rondônia, com Confúcio Moura.

Esse poder todo está movimentando não apenas a base petista, que sabe que vai ter que dividir realmente o poder, inclusive a distribuição de cargos, com o PMDB, mas também a base governista mais ampla, que teme que não sobrará espaço para mais ninguém com a disputa entre PT e PMDB. O PSB, que deve eleger pelo menos três governadores — Cid Gomes no Ceará, Eduardo Campos em Pernambuco e Renato Casagrande no Espírito Santo —, é o mais preocupado em ganhar espaço para negociar e já propõe uma união entre PT, PSDB e PSB para se contrapor ao PMDB.

O ex-governador Aécio Neves — que terá sua liderança reforçada se conseguir eleger seu candidato Antonio Anastasia — prevê que a polarização com o PT continuará, e pretende fazer uma aliança do PSDB com PDT, PSB, PPS, DEM e mais PP, PTB e parte do PMDB, para disputar com o PMDB oficial e o PT o comando do Senado. Pode ser que uma onda governista altere esse quadro, mas até o momento isso não aconteceu.

Por: Merval Pereira – O Globo

A reforma da Previdência planejada por Dilma - que felizmente, vazou - será a mãe de todas as reformas = a pior de todas

Planalto, que teme prejuízo eleitoral, tenta esvaziar discussão na campanha de Dilma sobre Previdência

Era para ser feita na surdina e promulgada no dia 2 de janeiro
- se Dilma, fosse eleita; plagiando Saddam Hussein seria a 'mãe' de todas as reformas = abrangendo todos os trabalhadores e reduzindo beneficios

Para evitar prejuízos eleitorais, o Palácio do Planalto entrou em campo nesta segunda-feira tentando esvaziar o debate sobre a provável reforma da Previdência no eventual governo Dilma Rousseff (PT), tema impopular e que atinge todos os trabalhadores. Integrantes do governo e da campanha da petista negaram haver discussão interna sobre o assunto. De forma reservada, no entanto, assessores do governo e parlamentares do PT reconhecem que essa é a mais urgente das reformas, e que terá que ser encarada pelo futuro presidente. Os petistas dizem que pôr o tema em debate neste momento, a um mês das eleições, pode ser grande armadilha para Dilma.[por isso o assunto estava sendo tratado na surdina, mas o que Lula não conseguiu retirar de beneficios nas reformas que realizou a da Dilma pretende conseguir.]

Comigo vocês todos vão SIFU ...

O GLOBO revelou nesta segunda-feira que, caso seja eleita, Dilma deverá apresentar ao Congresso uma proposta de reforma no sistema previdenciário, com mudanças nas regras de aposentadorias apenas para os futuros trabalhadores, tanto da iniciativa privada quanto do setor público.

Para esvaziar o debate, o Ministério da Fazenda negou que esteja elaborando proposta de reforma da Previdência. [a reforma está elaborada no âmbito do Ministério da Previdência sob a coordenação de Nelson Barbosa.] Disse que "não há qualquer projeto neste sentido sendo desenvolvido na Secretaria de Política Econômica ou em qualquer órgão do Ministério da Fazenda". Mas fontes do governo confirmam que o estudo foi feito Nelson Barbosa.

Presidente do PT é a favor da reforma

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, negou que a campanha de Dilma esteja estudando propostas sobre o tema. Disse que discussões sobre mudanças no sistemas previdenciários público e privado são constantes no governo. Ressaltou ainda que, pessoalmente, defende uma reforma da Previdência com vigência apenas para os novos trabalhadores.

- Essa proposta existe há muito tempo e continua em estudo, mas não faz parte do programa de governo de Dilma. Só vamos discuti-la após a manifestação das urnas - disse Dutra.

Para o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), trata-se de uma "conversa deslocada":

- A reforma da Previdência não está na pauta da política e a coordenação de campanha nunca tratou do assunto. Temos que esperar a eleição para conversar sobre o tema.

Para o líder do DEM na Câmara, Paulo Bornhausen (SC), discutir a proposta apenas nos bastidores é tentativa dos petistas de antecipar o resultado da eleição presidencial:

É importante trazer essa proposta para discutir na campanha. Ninguém pode ser contra a reforma, mas esse parece um movimento antecipatório de resultado.

O senador Paulo Paim (PT-RS), que defende os aposentados no Congresso, acha que não é o momento de tratar do assunto.

- É temerário tratar desse tema no período eleitoral. Até porque num assunto como esse é preciso grande diálogo com a sociedade. Envolve a vida de todos os brasileiros.

Fonte: Eleições 2010

[a reforma mexe com toda o elenco de beneficios da Previdência Social merecendo destaque que a idade para aposentadoria será 70 anos para homens e 65 para mulheres; para o alcance do beneficio além da idade acima será necessário que a idade somada ao tempo de contribuição atinha 105 anos para homens e 100 para mulheres. As pensões também serão modificadas.
A idéia é reduzir ao máximo o tempo de USO = DESFRUTE da aposentadoria:Ç^tipo aposentar e morrer logo depois.]

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Dilma quer para já a aposentadoria para homens somente aos 70 anos. E para as mulheres aos 65.

Dilma ganhando as eleições, já no dia seguinte fará mudanças na Previdência Social - aumentando a idade para aposentadoria e reduzindo o valor das pensões

Ex-presidente do INSS é o responsável pelo projeto de mudanças

Uma grande equipe do aparelhado Ipea, Instituto de Pesquisas Aplicadas, já está finalizando o pacote para a aposentadoria, a ser implantado no primeiro minuto de um eventual governo de Dilma Rousseff. Além da manutenção do fator previdenciário, o homem terá que somar 105 anos e a mulher 100 anos entre tempo de trabalho e idade.
Acaba a aposentadoria proporcional.
Inicialmente, o governo mandará o projeto como se fosse apenas para os trabalhadores novos, mas já existe uma emenda pronta, a ser aprovada por uma eventual maioria no Congresso, que incluirá 100% dos trabalhadores.

A avaliação política é que a medida deverá ser tomada nos primeiros dias de governo, pelo desgaste que causará. Para os pensionistas, haverá um novo fator redutor, que considerará a idade da viúva e o número de filhos, atingindo em cheio os militares.

Fonte: O Globo

Marinha não aprova escolha de Jobim. STM esconde processo de Dilma

Marinha fica descontente com nomeação de General de Exército para Estado Maior Conjunto das Forças Armadas

Mal o chefão-em-comando Stalinácio da Silva acabou de instituir a Lei Complementar da Nova Defesa, e as Legiões já endurecem as críticas nos bastidores. O Comando da Marinha ficou insatisfeito com a indicação do General-de-Exército José Carlos De Nardi para comandar o Estado Maior Conjunto das Forças Armadas. Lula e o Genérico Nelson Jobim emplacam a Estratégia Nacional de Defesa preparando o terreno para a [talvez] futura chefona-em-comando Dilma Rousseff da Silva.

A bronca tem motivo. Os Comandantes de Força perdem poder. Ficam responsáveis pelo adestramento das tropas. Já o Chefe do EMCFA se torna o responsável pelo emprego dessas tropas. Ex-Comandante Militar do Sul, o General De Nardi, que já foi secretário do Ministério da Defesa na gestão de Nelson Jobim, é o intermediário entre o Ministro da Defesa e os Comandantes da Aeronáutica, Exército e Marinha. De Nardi tem ascendência sobre todos os militares de qualquer Força, exceto sobre os próprios comandantes.

Os Altos-Comandos das três Forças perdem poder. O Ministro da Defesa agora está oficial e legalmente inserido na cadeia de Comando das Forças Armadas, abaixo do Comandante Supremo, o Presidente da República. O Ministro da Defesa é quem indicará os Comandantes de Força, para decisão do Presidente. Antes a indicação era das Forças, ouvido o ministro. O Ministro da Defesa também escolherá livremente os seus secretários, inclusive os militares. Até então, as próprias Forças indicavam os militares que deveriam ocupar secretarias militares na Defesa.

Para neutralizar a insatisfação militar com a END, o governo tenta ganhar os militares pelo bolso. Criou 227 cargos e 251 gratificações, no total de 488, ao custo anual de R$ 18,95 milhões . São os meios necessários para que o Ministério da Defesa implemente a Estratégia Nacional de Defesa (END) e aumente sua capacidade de coordenar a ação das Forças Armadas na execução das funções planejamento, orçamento, aquisição de produtos de defesa, preparação do pessoal militar, dentre outros objetivos.

O Ministério da Defesa salta de 1.187 servidores (609 civis e 578 militares) para 1.675 servidores ( 864 civis e 813 militares). São 225 cargos em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores – DAS, assim distribuídos: 10 DAS-5, 40 DAS-4, 76 DAS-3, 67 DAS-2 e 32 DAS-1. Também se somam 24 gratificações GR-IV; 4 GR-III; 5 Gratificações de Exercício em Cargo em Confiança do Grupo A; 106 do Grupo B e 23 do Grupo E; 32 Gratificações de Exercício de Cargo de Confiança devida a militares do nível V - Supervisor e 69 do nível II - Especialista.

A nova estrutura da Defesa foi tão importante para Lula que, ao sancionar a nova lei, semana passada, ele aproveitou para fazer uma gozaçãozinha com os militares: “Com essa lei, eu poderia ter mandado uma emendinha para mais alguns anos de mandato”.

Fora do tema, mas oportuna:

Censura hedionda

Será que a Justiça fará com que a Folha de S. Paulo tenha acesso ao processo militar que levou a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, à prisão na ditadura militar (1964-85).
Na semana passada, o jornal protocolou na presidência do tribunal petição requerendo acesso e possível cópia da documentação, mas o pedido foi negado pelo ministro presidente do Superior Tribunal Militar, Carlos Alberto Marques Soares.
O processo sobre Dilma está trancado, desde março, num cofre da presidência do STM.

Por: Jorge Serrão – editor do Blog Alerta Total

[- há procedência na insatisfação do Comando da Marinha; o cargo de chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas deve ser ocupado por oficial-general quatro estrelas, da ativa, sendo adotado o rodízio entre as três forças, podendo ser adotado como critério para a primeira força fornecer o comandante daquele Estado Maior Conjunto um dos seguintes critérios:

Força mais antiga: Marinha de Guerra; ou então,

Força com maior efetivo: Exército Brasileiro.

Deixar o comando com um oficial da reserva é desprestigiar MAIS AINDA os militares.

- Quanto à censura hedionda é oportuno que o jornal ingresse com uma ação junto ao Superior Tribunal de Justiça, haja vista que a censura estabelecida de forma monocrática e arbitrária pelo presidente do STM não pode prosperar e deve ser combatida.]

Autoajuda entre comparsas

Ação entre companheiros = os comparsas trabalham em prol da causa suja e nojenta que o Foro de São Paulo estabeleceu

[sempre temos a sensação de que o termo COMPARSA é mais adequado para uso quando se refere a indivíduos que pertençam ao lulo-petismo.]

No ambiente de insurgência em que vivemos, os desmiolados culturais são mobilizados para agitar bandeiras vermelhas nas esquinas, prenunciando o reinado dos narcotraficantes das farc colombianas, que já se transferem para as fronteiras e para as periferias e atuam na distribuição e comércio de drogas e armas em toda a América Latina.

Na Colômbia continuam matando e sequestrando sob o disfarce de "defensores do povo". Certamente não o são do povo que trabalha, nem do povo que chora a perda de seus filhos e esperanças de vida pacífica. Armaram um atentado contra o Presidente Juan Manuel Santos: cinco mísseis tinham como alvo o palanque a céu aberto no momento da transmissão de posse do cargo pelo Presidente Uribe.

A inteligência do exército colombiano agiu com a competência necessária para fazer abortar o ataque. A Venezuela ajuda e protege as Farc. O Brasil, a Bolívia, a Argentina, o Uruguai, ajudam e protegem, acolhem as Farc. O Foro de São Paulo abriga aqueles contrabandistas de armas e drogas, sequestradores e assassinos, como companheiros.

Um grupo que atua desde os anos 1960, como queriam que fosse aqui no Brasil a ALN, VPR e outras "organizações" em que atuaram os atuais governantes e candidatos, que insistem na enganação do povo brasileiro. Os ideólogos enganam e lideram estudantes, professores, mst dos invasores, camponeses pobres da guerrilha de Rondônia e quem sabe, retomando as práticas do passado, lideram os assaltantes de bancos.

Do mesmo modo lideram outras quadrilhas nas altas esferas, onde mandam, comandam, determinam, dão ordens aos militantes, úteis buchas de canhão, os petistas do Foro de São Paulo, os ex-sindicalistas novos ricos que abrem as portas para falcatruas esquecidas, lixo varrido pra baixo do tapete:

Por: Arlindo Montenegro – apicultor

México – Guerra perdida contra as drogas

Drogas. Guerra perdida. Governos dos EUA-México admitem que só conseguem bloquear 1% da movimentação financeira dos cartéis mexicanos.

Sem capital e fluxos, nenhum negócio prospera. Ou melhor, só os tocados por alguns políticos brasileiros. Aqueles que enriquecem no poder, apesar de terem chegado pobres: Orestes Quércia, Jader Barbalho, Renan Calheiros, etc, etc.

Conforme divulgou ontem o Washington Post, os governos dos EUA e do México acabam de chegar a uma triste conclusão. Ou seja, o tráfico de drogas proibidas que atravessa a fronteira entre os dois países, -- e é operado por ricos e equipados cartéis colombianos--, movimenta (movimento e não lucro) de 20 a 25 bilhões de dólares por ano e apenas 1% dessa pantagruélica dinheirama é apreendia. Aviso: outras fontes, já mencionadas neste blog em comentários, calculam o movimento do tráfico dos cartéis mexicanos em 13 bilhões de dólares por ano.

Pelos dados oficiais revelados, 90% da cocaína, maconha e anfetaminas, consumidas nos EUA ingressam pelo México. Por outro lado, mais de 90% das armas e munições na posse dos cartéis mexicanos foram adquiridas nos EUA. E os cartéis mexicanos têm representação em 200 cidades norte-americanas. De se acrescentar um dado sobre o tráfico planetário: no mundo inteiro, as polícias só conseguem apreender de 8% a 10% das drogas ilícitas em circulação no mercado de oferta.

Como já alertado na Convenção das Nações Unidas realizada em Viena no ano de 1988 (Convenção contra o tráfico ilícito de drogas), as organizações criminosas dedicadas ao tráfico proibido de drogas lavam dinheiro no sistema bancário internacional. De 1988 a 2010, pouco mudou. À época, lembro bem pois participei dessa summit de Viena, os banqueiros se movimentaram e, na Basiléia, firmaram um pacto de reação aos ousados narcos.

Do pacto da Basiléia saiu a determinação para todos os bancos e as agências: “conheça o seu cliente”. Isso queria dizer, conheça o correntista antes de celebrar contratos bancários com ele.

2. PANO RÁPIDO. Como observou Lampedusa, na sua fabulosa obra O Gato Pardo e quase cem anos antes do pacto da Basiléia dos banqueiros, “tudo precisa mudar a fim de que tudo permaneça exatamente como está”. A regra de Tommasi di Lampedusa, pela boca de um dos personagens, é seguida à risca pelos bancos e instituições financeiras.

Walter Fanganiello Maierovitch – IBGF

Chile: pela primeira vez, mineiros falam pelo telefone com familiares

Mineiros falam pela primeira vez com familiares por telefone
Após três semanas de confinamento em mina no norte Chile, os mineiros presos falaram ontem pela primeira vez com seus familiares por telefone. Segundo reportagem do Estadão, os parentes dos 33 mineiros presos fizeram filas para usar uma cabine especial de telefone. Orientados a passar mensagens otimistas aos mineiros, cada um teve cerca de um minuto para conversar com os familiares.


Início de perfuração de túnel que permitirá resgate está previsto para esta segunda-feira

Os mineiros presos em uma mina no norte do Chile por mais de três semanas tiveram neste domingo o primeiro contato telefônico direto com seus familiares. Parentes dos 33 mineiros presos fizeram filas para usar uma cabine especial de telefone. Cada um teve cerca de um minuto para conversar com os familiares.

Psicólogos que acompanham os trabalhadores presos desde o dia 5 na mina San José, no deserto do Atacama, pediram para os parentes dos mineiros que passassem mensagens otimistas. O ministro da Mineração do Chile, Laurence Golborne, confirmou que o resgate dos mineiros deve durar entre três e quatro meses. O início das operações de perfuração de um túnel que permitirá o resgate está marcado para ser iniciado nesta segunda-feira.

Fortalecido

O ministro da Saúde, Jaime Manalich, disse que os ânimos dos mineiros presos foi "fortalecido" graças aos telefonemas com os parentes. Cada mineiro pode falar com um familiar por um período de um minuto. "Foi muito emocionante ouvir a voz dele, forte e nítida, ele está animado. Mas foi uma das conversas mais curtas da minha vida", disse à BBC Antenor Barrios, pai do mineiro Carlos.

"Sinto felicidade, não dá para explicar...que felicidade depois de tanta espera e angústia", disse Maria Segovia, uma da irmãs de Dario. Carola Narvaez, esposa de Raul, afirmou que seu marido se mostrou bem disposto e que os psicólogos aconselharam a ela e outros familiares a permanecerem calmos e não parecer tão emocionados durante as rápidas conversas. Até agora, a troca de informações entre os mineiros e seus familiares vinha sendo feitas apenas através de cartas e alguns vídeos. Os mineiros estão soterrados há 24 dias.

Os contatos em tempo real foram feitos graças a um cabo telefônico enviado através de um dos três tubos introduzidos da superfície e que chegam até o espaço a 700 m de profundidade em que se encontram confinados os mineiros.

A linha foi recebida pelos mineiros e posta em funcionamento uma hora depois.

Perfuração

A máquina perfuradora de 30 toneladas, a Strata 950, que abrirá o buraco para o resgate, já está montada em cima do abrigo onde estão os mineiros, segundo e enviada especial da BBC à mina de San José Valeria Perasso. Mas, ainda falta a chegada de uma parte do motor, que está na Alemanha e o transporte desta peça é demorado.

Golborne admitiu que o início das operações da perfuradora sofreu um atraso de pelo menos 12 horas. "A instalação da máquina (perfuradora) foi completada, ela foi montada e esperamos começar a perfuração amanhã (segunda-feira)", explicou o ministro. A máquina deverá perfurar um túnel que terá entre 60 e 70 centímetros de diâmetro e que deve percorrer os quase 700 metros de distância entre a superfície e o abrigo onde estão os 33 trabalhadores presos desde o dia 5 de agosto. Os trabalhadores então seriam levados um a um em um cesto para a superfície.

Tédio

O governo do Chile decidiu enviar aos 33 trabalhadores novos instrumentos para aliviar o tédio: videogames, DVDs e tocadores de música em MP3 para entretê-los e mantê-los com o moral elevado. A lista de objetos que os mineiros receberão nos próximos dias é bastante ampla, e vai desde consoles de PlayStation e projetores de filmes a meias com fios de cobre que protegem contra infecções de fungos e bactérias. As autoridades acreditam que o envio dos produtos poderá ser um método para que os mineiros lutem contra sintomas de depressão ou moral baixo.

Na sexta-feira, o ministro da Saúde, Jaime Mañalich, afirmou que cinco dos 33 mineiros apresentavam sinais de depressão. No sábado, porém, Mañalich afirmou que os sinais de depressão entre os cinco haviam diminuído. Golborne confirmou que os engenheiros estão trabalhando para ampliar o diâmetro do terceiro túnel vertical de acesso pelo qual se enviam os objetos aos mineiros, dos atuais 10,2 centímetros para 30,5 centímetros, para que se possa baixar à mina objetos maiores. Neste momento existem três sondas em operação para o envio de produtos básicos - uma para oxigênio e as outras duas para alimentos, remédios, produtos de higiene pessoal e mudas de roupa.

Sobrevivência

Os mineiros estão presos desde o dia 5 de agosto, quando o principal acesso ao túnel da mina ruiu. Eles conseguiram se abrigar em um refúgio, com acesso limitado a água e comida, a quase 700 metros de profundidade. A sobrevivência dos 33 mineiros só foi descoberta mais de duas semanas após o acidente, quando uma sonda chegou ao local onde eles estavam e voltou com um bilhete dos trabalhadores.

Segundo o correspondente da BBC James Reynolds, que está na entrada da mina San José, os parentes dos mineiros foram convocados a escrever mensagens aos seus familiares presos com a maior frequência possível, numa tentativa de manter seus ânimos em alta até o resgate. Os mineiros também foram orientados a seguir um programa especial de exercícios e recreação nesse período para mantê-los fisicamente e mentalmente preparados para a longa espera. Eles também receberam instruções para usar luzes para diferenciar o dia e a noite.

Na próxima semana, médicos da Nasa, a agência espacial americana, especialistas em manter astronautas com boa saúde durante longas missões em espaços confinados, devem chegar ao Chile para ajudar os médicos que acompanham os mineiros.

Fonte: BBC Brasil

Família Lula da Silva faz escola no aumento fantástico de patrimônio

Patrimônio da família Kirchner aumentou 710% desde que o casal assumiu o poder


Reportagem do Estadão mostra que apesar das crises econômicas enfrentadas pela Argentina, desde que assumiram o poder a fortuna pessoal de Néstor e Cristina Kirchner aumentou 710%.

Segundo o jornal, quando Néstor foi eleito presidente em 2003, a fortuna do casal era de US$ 1,74 milhão. De lá para cá – e especialmente depois da posse de Cristina como sucessora em 2007 – a fortuna do casal aumentou aceleradamente e alcançou a cifra de US$ 14.167.676.

Driblando as crises econômicas e a disparada da inflação, a presidente Cristina Kirchner e seu marido e ex-presidente Néstor Kirchner prosperaram de forma exponencial desde que chegaram em 2003 à Casa Rosada, o palácio presidencial. Nesse ano, quando Kirchner foi eleito presidente, a fortuna do casal era de US$ 1,74 milhão. De lá para cá – e especialmente depois da posse de Cristina como sucessora em 2007 a fortuna do casal aumentou aceleradamente.

[aumento fantástico, mas mesmo assim superado pelo Lulinha, filho do Lula, que de simples monitor de Jardim Zoológico – salário mensal de R$ 600,00 - tornou-se megaempresário, com atuação em várias áreas empresariais, sendo proprietário de diversas empresas, sendo que uma delas, do setor agropecuário, tem valor superior a R$ 50.000.000,00.- mais de 800.000 vezes o salário que Lulinha ganhava em 2003, ano que o pai se tornou presidente da República.]

No ano passado, segundo a declaração de bens oficial do casal, apresentada ao Departamento Anticorrupção e divulgada recentemente, o patrimônio era de US$ 14,16 milhões, o equivalente a um aumento de 20,65% em relação a 2008. No entanto, no total dos sete anos em que estão no poder, o casal Kirchner registrou um aumento de 710,55% de seu patrimônio.

O enriquecimento dos Kirchners, segundo sua declaração de bens, teria sido conseguida por intermédio da compra, venda e aluguéis de imóveis, além de investimentos em hotelaria na Patagônia e aplicações financeiras em dólares em bancos argentinos. Além disso, acrescentam-se os salários da presidente Cristina (US$ 3,9 mil) e a pensão de Kirchner como ex-presidente (US$ 7,6 mil).

Representantes da oposição indicam que é chamativo o aumento da fortuna dos Kirchners, já que teoricamente os afazeres governamentais não permitiriam tempo de sobra para ocupar-se com os investimentos pessoais.

O escritor francês Albert Camus (1913-1960) colocou na boca de seu personagem Calígula (na peça homônima) as palavras: Governar é roubar, toda a gente sabe. Mas há maneiras e maneiras. Por mim, roubarei francamente”. A frase, cunhada por Camus, já era aplicada por muitos governantes antes da estreia de sua peça, em 1944. E, evidentemente, continuou sendo aplicada por governantes em todo o planeta depois da peça. Integrantes da oposição argentina afirmam que o casal presidencial aplica o teorema de Calígula, pelo menos na primeira parte da frase. O Calígula em questão é o famoso Gaius Julius Caesar Augustus Germanicus (Caio Julio César Augusto Germânico), nascido em 31 de agosto do ano 12 d.C. e morto no dia 24 de janeiro do ano 41. Na profissão de imperador durou um pouco menos do que muitos presidentes, isto é, três anos e 10 meses. Mas, fez o suficiente para ser lembrado ao longo dos séculos. Acima, busto do polêmico imperador em Carlsberg, Alemanha. Embaixo, sestércio com a efígie de Calígula, cunhado ao redor do ano 38.

O PT conseguiu acabar com os Correios

Correios podem romper contrato suspeito
Suspeita de vínculo do diretor de Operações da Empresa de Correios e Telégrafos, coronel Eduardo Artur Rodrigues Silva, com a Master Top Linhas Aéreas (MTA) pode provocar o cancelamento de contrato com os Correios no valor de R$ 44,9 milhões.

Segundo reportagem do Estadão, dias antes de o coronel ser escolhido para a direção de Operações dos Correios, a Master Top Linhas Aéreas arrematou o contrato de uma das principais linhas da estatal, a Linha 12, que opera no trecho Manaus-Brasília-São Paulo. O conflito foi criado quando o coronel assumiu a diretoria nos Correios, em 2 de agosto, e entregou o comando da MTA nas mãos da filha Tatiana Silva Blanco.

Ministro das Comunicações disse que analisará existência de vínculos entre o diretor da estatal e a MTA, que ganhou licitação de R$ 44,9 milhões

Se comprovado o vínculo do diretor de Operações da Empresa de Correios e Telégrafos, coronel Eduardo Artur Rodrigues Silva, com a Master Top Linhas Aéreas (MTA) - ou com consultorias que prestam serviços para companhias do setor aéreo - o ministro das Comunicações, José Artur Filardi, vai recomendar a extinção dos contratos. "Se confirmar que existe (o vínculo), recomendo que esse contrato deva ser rompido", afirmou Filardi, em entrevista ao Estado. O ministro disse que fará a análise para ver "se existe conflito (de interesses)".

[se o coronel Eduardo Artur comandava a MTA dias antes de assumir a Diretoria de Operações da ECT e naquela ocasião a MTA ganhou uma licitação de vulto realizada pela estatal – R$ 44,9 milhões – é indiscutível a existência do vínculo. Afinal, se o coronel passou o comando da MTA para a filha, com certeza ele comandava a empresa não na condição de funcionário e sim de um dos principais acionistas.

Assim, a manutenção da filha no comando da MTA significa estar aquela empresa sob o comando do atual diretor de Operações da MTA.

Temos que lembrar que quando a ex-TELEMAR, atual OI, decidiu investir em empresas de jogos eletrônicos, elegeu a de propriedade do Lulinha, filho do presidente Lula.]

Reportagem publicada na edição de ontem mostrou que 20 dias antes de o coronel ser escolhido para a direção de Operações dos Correios, a Master Top Linhas Aéreas arrematou o contrato de uma das principais linhas da estatal, a Linha 12, que opera no trecho Manaus-Brasília-São Paulo (ida e volta). A empresa, com sede em Campinas (SP), venceu o pregão eletrônico com lance de R$ 44,9 milhões - o equivalente a 13% do valor total da malha e 14% da capacidade de carga da estatal.

Ao assumir a diretoria nos Correios, em 2 de agosto, o coronel entregou o comando da MTA nas mãos da filha Tatiana Silva Blanco. O resultado dessa triangulação é que a empresa tem agora a família Rodrigues da Silva como contratada e contratante. O ministro disse que não conhecia o coronel antes de ele ser empossado diretor dos Correios. Segundo Filardi, na reunião em que foi apresentada a lista dos nomes que assumiriam a presidência e as diretorias de operações e de gestão de pessoas da empresa - que incluía o nome do coronel - apenas foi perguntado aos presentes se havia alguma objeção aos indicados.

O Estado apurou que o nome do coronel foi uma indicação sustentada pela Casa Civil e teve o apoio do advogado Roberto Teixeira, compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Como não houve manifestação contrária às indicações, disse o ministro, foi feita uma checagem para ver se havia algum impedimento legal ou fiscal. Nada foi constatado e os indicados foram empossados.

O ministro das Comunicações disse ao Estado que desconhecia ligações de coronel Artur, também conhecido como "coronel Quaquá", com o setor aéreo. "Se houver, parece incompatível (com o cargo)."

Nomeações.

Dos três nomes indicados para assumir a direção dos Correios, nenhum partiu do Ministério das Comunicações. Uma fonte do governo disse ao Estado que o PMDB, partido que comanda a pasta, não indicou ninguém diante do caos que tomou conta da estatal e da iminência de um apagão postal na véspera das eleições porque "era melhor tirar o ministério do poder do que deixar acontecer o apagão postal". Na gestão anterior, vários integrantes da direção da estatal, incluindo o ex-presidente Carlos Henrique Almeida Custódio, haviam sido indicados pelo PMDB.

Segundo outra fonte do governo, a indicação do coronel Artur para a Diretoria de Operações faz parte do lobby para tirar do papel a criação de uma empresa de logística, dotando os Correios de uma frota própria de aeronaves para fazer o transporte de cargas. Uma das propostas em discussão prevê que a estatal compre ou arrende aviões, em vez de ter participação em uma companhia aérea cargueira. A entrada do coronel nos Correios teria como estratégia usar sua "expertise" do mercado para fazer aquisição de aviões usados, já que, com a crise, muitas empresas não estão dando conta de pagar os financiamentos dessas aeronaves.

A medida provisória que poderá dar aos Correios poderes para ter uma subsidiária de logística ficou para o próximo governo. O presidente Lula já sinalizou que a MP não será editada este ano. O ministro Filardi, então, retirou a proposta do Planalto.

PARA LEMBRAR

Troca de comando
No dia 28 de julho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva demitiu a cúpula dos Correios por temer que o fisiologismo partidário ampliasse a crise administrativa na estatal e respingasse na campanha da ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República. A troca no comando da empresa ocorreu depois que o presidente Lula encarregou a Casa Civil e os ministérios das Comunicações e do Planejamento de fazer uma reestruturação da empresa.

TEMPO DE NULIDADES

Em que pese o grande progresso material atingido pela humanidade no que tange aos avanços da ciência, da tecnologia e dos meios de comunicação, vivemos grandes paradoxos. Entre os absurdos da atualidade se pode observar que, apesar do acesso ao conhecimento e à informação, algo nunca antes existido para as grandes massas populacionais em todo planeta, o ser humano permanece ignorante e desinformado. Por conta disso, aumenta a manipulação dos poderes político e econômico e se vive um tempo de nulidades que são aceitas e projetadas com êxito na literatura, na música, no teatro, nas artes plásticas, no esporte, na economia, na política, enfim, em todas as atividades que se tornam vulgares, artificiais, aviltadas.


No que diz respeito à política não é difícil constatar que o Brasil se tornou o reino das nulidades, algo que se vem acontecendo de forma acentuada há quase oito anos. Como conseqüência, o eleitor sofreu um retrocesso voltando aos tempos que lembram a obra de Victor Nunes Leal, “Coronelismo, Enxada e Voto”. Em novos tempos, novos votos de cabresto, novos currais eleitorais. As causas que contribuíram para a queda de nossa já pouca consciência cívica foram: a propaganda governamental intensiva, a distribuição de caridade oficial para os pobres e de favores espetaculares para os ricos, a perda de valores que faz prevalecer a indiferença da sociedade perante a corrupção dos poderes mais altos, a falta total de oposição ao governo do PT durante seus quase oito anos de poder.


Portanto, foram “encabrestadas” todas as instituições sociais e não houve nenhum partido que fizesse frente aos desmandos, erros ou atitudes inconvenientes do presidente da República. Este, blindado por partidos e grupos de interesse importantes, se fortaleceu no escandaloso culto à sua personalidade, ao ponto de se dar ao luxo de criar uma personagem para sucedê-lo, a qual parece ter como única finalidade esquentar o lugar para que ele volte em 2014, conforme o plano de permanência no poder do PT.


Já não se pode, pois, falar apenas nos grotões das regiões mais pobres do Brasil que, por suas carências são ainda manipuladas pelos chamados “coronéis”. Além das instituições sociais transformadas em “currais” que votam no “coronel” Lula, porque isso lhes é conveniente, senão para o Brasil, mas conforme seus interesses particulares que pensam manterão, em 2014, com o apêndice presidencial; dos partidos de cabresto sequiosos por uma beirada no próximo governo, surgem novas formas de “currais”, frutos da incompetência estatal diante da crescente violência advinda do tráfico de drogas. Sobre isso afirmou nas páginas amarelas da Veja de 21/07/2010, com autoridade e conhecimento de causa, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, desembargador Nametala Machado Jorge: “As áreas mais pobres e violentas do Rio de Janeiro estão tomadas de currais eleitorais sob o domínio de criminosos. As pessoas ali votam à base da coerção e medo. Só os candidatos do tráfico têm vez nas favelas”.


Medo, esperança, ilusão, desinformação são as características do eleitorado nesses tempos em que nulidades ascendem e comandam o espetáculo da política. E esse espetáculo é feito pela TV, o grande palanque eletrônico de onde se manipulam as emoções da massa. Quanto à campanha do PSDB, cujo candidato começou nas alturas da preferência popular e veio caindo, muitos analistas já repisaram os erros havidos. Foram tantos que os tucanos pareciam amadores políticos e não ex-detentores de dois mandados presidenciais e muitos outros estaduais e municipais. Não vale a pena ficar repetindo o que outros já disseram sobre as estratégias erráticas do PSDB.

Mas, dá para comentar algo: quando num dos programas eleitorais gratuitos, Serra apareceu ao lado de Lula da Silva, sua sorte foi selada e um dos erros mais crassos dos tucanos apareceu. Quem é colocada como continuadora de Lula, anunciada há dois anos por ele com tal, é Dilma Rousseff. Serra teria que ter coragem de aparecer como continuador de FHC, o presidente que o PT acusou hipocritamente durante quase oito anos de ser o responsável por uma herança maldita, a qual copiou e sem a qual o PT teria fracassado. Mas os tucanos nunca ousaram isso nem antes nem agora e parecem ter um encantamento impressionante por pelo PT. [até quem não entende e nem gosta de política; também não entende de publicidade, percebeu a mancada, a estupidez mesmo, de colocar o Serra ao lado do Lula; Lula, é o inimigo, e como tal tem que ser tratado o que inclui que ele deve ser abatido politicamente. O Serra tem que ter a coragem de assumir que é o continuador do FHC e ter como meta o desmonte definitivo das esquerdas.

Aliás, a situação hoje está apresentando riscos de o Brasil ser a Cuba continental exatamente por erros cometidos pelos militares no período do “Governo Revolucionário”, quando por excesso de generosidade os militares deixaram passar a oportunidade de eliminar definitivamente os inimigos – se assim tivessem procedido hoje não teríamos essa corja tentando estabelecer no Brasil uma nova Cuba.

Insisto no tentando, pois serão novamente derrotados, como já foram em 35, em 64 e em outras oportunidades.]


Enquanto nos aproximamos das eleições alguns sinais inquietantes já estão claros na economia e na política. As violações de dados sigilosos de tucanos, feitos pela Receita Federal, atraíram críticas duras do ministro e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, que afirmou: “quebra de sigilo é fruto de banditismo político e revela ‘paradigmas selvagens da política sindical’”. E a mídia que se cuide, porque as ameaças de censura são claras.


De modo que
, ou o PSDB se assume como tal ou se tornará com o DEM um partido nanico enquanto o PT e o PMDB, repartindo o pão, imporão sua ditadura disfarçada sob a batuta de Dilma Rousseff. O povo? Ora, o povo quer saber de futebol e cerveja. Pensar, inclusive, sobre política, é algo penoso demais.

Por: Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br

PT! O mau pagador; além de fraudar, não paga

PT deve às gráficas que atendem à campanha de Dilma
Até hoje o PT não pagou pelas dívidas deixadas na reeleição do presidente Lula em 2006 às gráficas que atendem à campanha de Dilma Rousseff.

Segundo reportagem da Folha, Braspor e Mack Color, ambas de São Paulo, são juntas credoras de R$ 4,4 milhões dos R$ 6,2 milhões que o PT ainda deve na praça, quatro anos depois da campanha de reeleição de Lula.

PT deve a gráficas que atenderam a campanha de Lula em 2006 e atendem a campanha de Dilma à Presidência

A campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República mandou produzir seu material impresso nas gráficas que até hoje o PT não pagou pelas dívidas deixadas na reeleição do presidente Lula em 2006. Juntas, Braspor e Mack Color, ambas de São Paulo, são credoras de R$ 4,4 milhões dos R$ 6,2 milhões que o PT ainda deve na praça, quatro anos depois da campanha de reeleição de Lula.

Os valores constam do último balancete do partido entregue ao Tribunal Superior Eleitoral. Em Osasco, sede da Braspor, a campanha de Dilma imprimiu pelo menos 7,5 milhões de panfletos intitulados "13 razões para votar em Dilma" e 50 mil cartazes. O material abastece os principais comitês do país no Sul, Sudeste e em Brasília. O nome da empresa não aparece nos panfletos, que trazem apenas seu CNPJ sombreado na borda.

O mesmo ocorre com a Mack Color, que confeccionou 9,5 milhões de adesivos. O PT deve R$ 1,1 milhão para a empresa desde 2006. Questionadas sobre o conflito entre os novos contratos de fornecimento e as dívidas do PT, as gráficas não se manifestaram.

NEGOCIAÇÃO

Tesoureiro do PT, João Vaccari Neto limitou-se a dizer que o partido "tem negociado com credores os pagamentos de saldos conforme seu orçamento".

Essa dívida foi assumida pelo partido após a eleição de 2006. Como as contas de Lula fecharam no vermelho, o PT herdou o prejuízo usando um mecanismo chamado "novação" (extinção de uma dívida anterior em troca de uma nova dívida).

Esse tipo de recurso é utilizado porque, após a eleição, o CNPJ usado para captar recursos de campanha é obrigatoriamente cancelado. Além de Dilma, outros candidatos do PT usaram a gráfica para produzir material, entre eles os ex-presidentes da sigla, Ricardo Berzoini (SP) e José Genoino (SP) e o candidato do PT ao governo paulista, Aloizio Mercadante (PT).

TOTAL

A dívida total do PT com bancos e fornecedores hoje é de R$ 24,9 milhões. Isso inclui o prejuízo do escândalo do mensalão, em 2005, rombo que já foi três vezes maior. Em 2009, o superávit do PT era de R$ 6,8 milhões. Do episódio do mensalão, empresas e bancos seguem sem receber. A Coteminas, por exemplo, é credora de R$ 9,8 milhões. O Banco Rural, de onde os acusados de envolvimento no escândalo sacavam dinheiro, de R$ 1,6 milhão.

Há ainda dívidas não quitadas há mais de uma década: R$ 222,8 mil referentes à campanha de Lula em 1998, e R$ 13,6 mil, de 1994.

Relembrando: Dilma falsificou seu currículo na plataforma Lattes

Dilma falsificou curriculo na 'plataforma Lattes' - isso é crime

A Ministra e candidata a Presidência da República, Dilma Roussef, já teve que mudar de nome quando lutava na clandestinidade. Hoje, isso aparece como um passado distante. Dilma já não atua na resistência aos porões da ditadura e com constrangimento análogo aos militares, tratora a tudo e todos.

Mas, além do estilo tropa de choque, Dilma parece que herdou deste tempo o gosto por falsificações, tanto que no seu currículo do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) ela aparecia como "mestre em teoria econômica pela Universidade de Campinas (Unicamp) e doutoranda em economia monetária e financeira pela mesma universidade",
sem ter esses títulos.
O Site da Plataforma Lattes, do CNPq, adverte todos os cadastrados em seu banco de dados que fornecer informações falsas é crime passível de punição pelo Código Penal, como falsidade ideológica, com prisão de um a cinco anos.

O currículo de Dilma no Lattes estava errado e só foi corrigido nesta segunda-feira por ela, onde agora os cursos aparecem como "incompletos".

Fonte: Blog Língua Ferina

[qual a razão da Dilma não ter sido processada criminalmente? Ela cometeu um crime e não pode atribuir a terceiro, já que o acesso para modificações nos currículos hospedados no ‘Lattes’ exige senha pessoal.]

O que está em jogo agora é livrar o Brasil de ser uma nova Cuba. Serra tem que vencer

Serra precisa lembrar que Lula é inimigo; Dilma é inimiga e o PT também é inimigo


Setembro, o mês da virada – o que Serra deve denunciar, entre outras coisas, na propaganda eleitoral


Serra precisa divulgar e denunciar: O caos do SUS; a péssima qualidade da Educação, inclusive, as trapalhadas do Enem; não recordou o que dissera com relação à cocaína vinda da Bolívia e a causa da violência urbana ligada ao narcotráfico. Mencionar a famigerada CPMF que Rousseff pretende ressuscitar; a compra de terras brasileiras por estrangeiros como está sucedendo em larga escala através da China;


a censura dos meios de comunicação apresentada no programa de governo da petista; a compra dos caças da FAB, a situação perigosa e calamitosa dos nossos principais aeroportos; o péssimo estado de nossas estradas; a desastrosa política externa que manchou a imagem do Brasil no exterior; gastos com cartões corporativos pelos familiares do presidente; a falsificação pela Dilma do seu próprio curriculum no Lattes; destacar o apagão da era Dilma.

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