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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Atentados contra comandante e quartel da Rota buscam desmoralizar a segurança pública em São Paulo

Atentados contra comandante e quartel da Rota em São Paulo são ação de guerrilha psicológica na fase eleitoreira


Facções do crime organizado em São Paulo repetem a mesma tática terrorista de sempre, durante a campanha eleitoral. Escalam o chamado “quarto elemento” (a narcoguerrilha urbana) para ações de guerrilha psicológica. Os dois atentados recentescontra o comandante e o quartel da temida “Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar”tiveram duas claras intenções. Primeiro, atacar a política de segurança perante a opinião pública. Segundo, provocar uma reação da Rota, para desmoralizar a Polícia Militar e responsabilizá-la por um eventual aumento de assassinatos que ocorrerem na periferia.

Os seis tiros contra o muro do quartel da Rota, domingo de madrugada, na Luz, simbolizaram o primeiro atentado em 40 anos de existência da tropa de elite da Polícia Militar de São Paulo. Seu efeito psicológico foi amplificado com o atentado contra o comandante da unidade, no sábado. O tenente-coronel Paulo Adriano Telhada, há um ano e três meses no cargo, foi alvo de atiradores, às 11 horas da manhã de sábado, na porta de casa dele, na Rua Fábio Ferreira Veloso, na Zona Norte da capital. A mulher dele teria sido um alvo fácil dos dez disparos, se não tivesse voltado para dentro da residência, para atender a um telefonema.

Incêndios criminosos também destruíram 13 carros na madrugada de ontem na Zona Leste de São Paulo. O Centro de Inteligência Policial da PM e três departamentos da Polícia Civil investigam os incidentes. Os comandos da PM foram orientados a redobrar a vigilância.
Defensivamente, colocaram cones e barreiras na porta dos quartéis –
o que deve deixar os bandidos realmente muito apavorados.

Apesar das evidências de terrorismo, foi curiosa e covardemente defensiva a reação do governador Alberto Goldman. O tucano ponderou que não é possível saber se os ataques são resultantes do crime organizado ou até mesmo do PCC. Goldman opinou que "não existe nenhum perigo que possa colocar em risco a segurança do povo paulista".

Velhinha do Bandeirantes?
Goldmam ponderou que não é possível saber se esses ataques são resultantes do crime organizado ou até mesmo do PCC:

Eu não acredito que haja essa possibilidade. Mesmo que seja possibilidade zero, ou quase zero, eu acho que é obrigação nossa estarmos preparados para qualquer eventualidade. Estamos preparados e não acredito que possa, de qualquer forma, se repetirem os episódios que nós tivemos em 2006.

As autoridades paulistas dão a impressão de que se esqueceram do atentado de maio de 2006, quando o Primeiro Comando da Capital (PCC), com claras intenções políticas, até terceirizou atiradores e especialistas em bombas das Farc e do ETA para aterrorizar São Paulo. Se o governador continuar com esta conversinha, a Velhinha de Taubaté perderá o emprego...

Motivações possíveis
Uma retaliação específica contra a Rota
não está descartada, mas é um fato muito pequeno para justificar o poder simbólico dos ataques. No dia 17 de maio, a tropa de elite da PM matou Fábio Fernandes da Silva, o Vampirinho, um dos líderes do PCC. No último dia 7 de julho, oito homens do PCC foram presos e um morto na Zona Leste da capital paulista.

Marginal terceirizado
A PM identificou como Frank Ligieri Sons, de 33 anos, o bandido morto no ataque contra o quartel da Rota. Com Frank os policiais encontraram um coquetel molotov e uma pistola calibre 40, mesmo tipo usado no atentado fracassado contra o tenente-coronel Telhada.

Frank deixou em fevereiro a prisão em Guarulhos, e sua ficha policial o acusa de dois roubos - um na região da Sé e outro na Lapa, em São Paulo -, um estupro e uma lesão corporal, estes em Guarulhos.

Fonte: Blog Alerta Total – Jorge Serrão


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