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COMUNICADO - Novo Site

Nota de Esclarecimento

Importante:

Memória: em 8 setembro 2007, começamos as atividades deste Blog, sob o título Blog da UNR e nossos objetivos estão bem destacados no nosso primeiro post, título 'início das atividades...' .

De imediato, constatamos que estando a esquerda no governo, uma dificuldade se apresentava: contar os erros, as traições, as covardias, os assassinatos, as falcatruas cometidos pela esquerda durante o Governo Militar OU contar os crimes que a esquerda, a petralhada à frente, continua cometendo nos dias atuais? (apesar de fragorosamente derrotada pelos militares a esquerda aproveitou-se da generosidade dos vencedores e voltou tal qual serpente e conseguiu PERDER A GUERRA e vencer a Batalha da Comunicação, passando de vilão a heroína).

A famigerada esquerda conseguiu o poder - agindo disfarçada de democrata - e passou a mostrar, de forma descarada, ser pior que antes.

Diversos motivos, que não vem ao caso aqui detalhar, tornaram conveniente alterar o nome do Blog da UNR, que passou a denominação de BLOG PRONTIDÃO, mantendo a URL.

Apesar de ser um Blog pequeno, fruto de um trabalho amadorístico, porém de muita dedicação, contando com poucos seguidores, alguns visitantes fiéis, outros eventuais, tivemos a imensa alegria de constatar que incomodávamos a petralhada - o que foi fácil perceber pela necessidade de 'moderar comentários', pelos xingamentos que recebemos a cada postagem, tentativas de invasão (parcialmente exitosas, com modificações de postagens {o mais odioso foram as vezes que conseguiram mudar palavras, trechos de postagens, títulos, e passar a idéia que defendíamos o desgoverno petralha}).

Para tornar mais dificil que os guerrilheiros da informática à serviço do desgoverno - o ministro da Secom, Traumann, foi demitido por admitir publicamente que o desgoverno Dilma, a exemplo do seu antecessor $talinácio Lula, usam a guerrilha virtual - continuassem a nos incomodar, decidimos suspender, temporariamente, a veiculação de POSTs no Blog Prontidão, passando a veicular no Blog PRONTIDÃO TOTAL, usando outra URL.

Claro que alguns leitores não acessaram o Blog Prontidão Total - o que atribuímos a alguma falta de comunicação da nossa parte - porém, de tudo concluímos que podemos e VAMOS PERMANECER firmes e fortes, protegidos da sanha 'assassina' dos guerrilheiros virtuais do desgoverno, contando a verdade, tudo o que soubermos e o nosso amadorismo permitir, do muito de ruim, de nocivo, de pernicioso, que o atual desgoverno pratica, estimula, esconde e apoia.

Voltar ao Blog PRONTIDÃO seria pretender que nossos poucos leitores ficassem pulando de galho em galho - a manutenção da nossa 'linha editorial', que vem desde 2007, é eloquente e fiel aos fatos ao provar que nossos ideais permanecem firmes, estamos apenas mais fortes.

Vamos continuar com a denominação Blog PRONTIDÃO TOTAL, na URL que atualmente atende àquele Blog, mantendo nossa postura de apresentar sempre a VERDADE - verdade que representa os fatos (aliás, não podemos esquecer, verdade e fato são unos)e não a verdade conveniente (tática usada pela esquerda petralha).

Felizmente, temos dois leitores, afinal, escrevemos e vamos continuar escrevendo para dois leitores: "Ninguém" e "Todo Mundo".

Por favor, nos honre com sua visita, clicando aqui: Blog Prontidão Total ou em qualquer link disponível, em azul, neste texto

ou colando em seu navegador: http://brasil-ameoudeixe.blogspot.com.br/

ou Blog Prontidão Total

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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Genro do ministro Ayres Brito, do STF, tenta extorquir RORIZ

Genro de ministro do STF 'pediu' 4,5 MILHÕES DE REAIS a RORIZ

O delegado da antiga coligação encabeçada por Joaquim Roriz (PSC) ao governo do Distrito Federal, Eri Varela, disse ao iG que vai ingressar nesta sexta-feira no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma queixa-crime contra o ministro Carlos Ayres Britto, sua filha, Adriele Ayres de Britto, e seu genro, Adriano Borges. Eri Varela está de posse de uma gravação de video feita no começo do mês mostrando uma conversa entre Adriano Borges e o ex-candidato ao governo do Distrito Federal, Joaquim Roriz. Na gravação, o advogado e o então candidato discutem uma forma de interferir no resultado do julgamento que o STF faria dias depois sobre recurso que o ex-governador moveu contra sua inclusão na lei do Ficha Limpa decidida pela Justiça Eleitoral. Caso sua inclusão no Ficha Limpa fosse mantida pelos ministros do Supremo, Roriz não poderia mais ser candidato. No video, Borges e Roriz falam em honorários na casa de 4,5 milhões de reais para a missão. Eri Varela diz ainda que a representação incluirá o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ricardo Lewandowski, cujo nome é citado num trecho do video.

Nas gravações, o genro do ministro diz que sua assinatura e o papel timbrado de seu escritório na representação feita por Roriz ao STF levariam seu sogro, Ayres Britto, a se declarar impedido. Segundo as regras regras vigentes, ter o genro como advogado de uma das partes é motivo bastante para que um ministro se declare impedido. Roriz dá a entender na gravação que, caso permanecesse na votação, Ayres Britto seria contrário ao seu pleito. A conversa entre os dois não prosperou. Dias depois, na madrugada de sexta-feira 24, o Supremo Tribunal Federal encerrou a sessao de votação do recurso de Roriz com um empate, 5 a 5. Ayres Britto votou contra Roriz. Diante do impasse, na manhã seguinte o candidato ao governo do Distrito Federal renunciou a favor de sua mulher, Weslian.

“[Vamos entrar com uma] Notícia-crime para o STF investigar e chegar a conclusão que se queria sobre a participação de ministro que autoriza seu genro a extorquir um cidadão de 74 anos”, disse ao iG o advogado de Roriz, Eri Varela.

A gravação, realizada no dia três de setembro, antes do julgamento do caso de Roriz no Supremo, foi feita no escritório do político, em sua residência em Brasília. De acordo com Eri, membros da coligação instalaram câmeras no local para a proteção do ex-governador, que não teria conhecimento do fato.

“Para autoproteção, nós, coligação, determinamos que o escritório dele tivesse um esquema lá. Nós colocamos a câmera e o rapaz esteve lá. Depois o governador tomou conhecimento. (...) No escritório o governador só vai ter assuntos mais reservados, algumas vezes a pessoa conversa um assunto e sai dizendo outro”, disse Eri.

Em nenhum momento do vídeo Roriz acena com a possibilidade de fechar negócio com Adriano. Durante as negociações, o advogado sugere um “pró-labore” de R$ 1,5 milhão no começo da ação e R$ 3 milhões com o “êxito”. O genro do ministro argumenta que o êxito seria tornar Ayres Britto impedido de votar no recurso de Roriz contra a Ficha Limpa.

Eri Varela disse que a notícia-crime envolverá Adriele, a filha de Britto, pois ela e Adriano formam uma banca de advogados e, nas gravações, durante a negociação do pagamento, ele diz que precisa conversar com sua sócia. Em nenhum momento do vídeo, contudo, Adriele é citada nominalmente.

Procurado pelo iG, o ministro Britto, afirmou que Adriano contou-lhe que havia conversado com Roriz sobre a possibilidade, mas diz que houve “contato, e não contrato”. Segundo o ministro, Adriano se mostrou ingênuo e está arrependido. “Não tenha nada a ver com isso (...) Adriano que responda pelo que fez”, diz o ministro.

Para Eri Varela, porém: “os dois, [que agiam] com o conhecimento do ministro. O genro (Adriano) disse que ele poderia advogar para qualquer um com exceção do Paulo Maluf”. Segundo ele, durante as negociações, Adriele e Adriano chegaram a ter seus nomes incluídos no recurso extraordinário que seria enviado ao STF. Mas, de acordo com Eri, o advogado da coligação, Eládio Carneiro, retirou os dois após o que ele taxou de “tentativa de extorsão contra Roriz” por parte de Adriano.

Adriano José Borges Silva diz ao iG, por intermédio de sua assessoria de imprensa, que se sente “profundamente chantageado” pela exposição do vídeo de sua conversa com Roriz. Ele destaca que se trata de uma tentativa de incriminá-lo e de prejudicar o ministro Ayres Britto. Segundo a assessoria, uma leitura atenta do vídeo pode mostrar que Adriano se coloca como um profissional para trabalhar nas peças jurídicas.

A assessoria do advogado também destaca que a conversa ocorreu na manhã do dia 3 de setembro, antes de o caso ser distribuído e o ministro Ayres Britto ter sido apontado como relator do processo de Roriz. Adriano preferiu não comentar os valores envolvidos na negociação com Roriz.

Eri diz que amanhã vai notificar o STF da situação como um todo. “Para o STF resolver o problema de Ayres Britto, Lewandowski e seus filhos. Para limpar por dentro o que quer limpar por fora”, disse Eri. Na gravação, quando Roriz diz ter pressa para que o STF julgue logo seu recurso, Adriano afirma, numa referência ao presidente do TSE e ministro do Supremo, Ricardo Lewandowski:

-- É importantíssima uma conversa com o Ministro Lewandowski, para ele imediatamente receber o extraordinário, porque caso contrário, vai demorar... Ele vai passar aí 3, 4, 5 dias com esse.... Ele vai ter que abrir vista para outra parte e já perde aí uma semana, uma semana e meia.

É a única referência ao ministro no vídeo. “Na fita, diz que ele tem intimidade com Lewandowski, para liberar imediatamente. Tem outras situações do Lewandowski que eu explico em petição que vou encaminhar ao Presidente [do STF]”, disse ao iG Eri Varela.

Questionado sobre o motivo de não ter apresentado a notícia-crime antes do julgamento, Eri alegou que não pretendia interferir na dinâmica do Supremo. “Nós não utilizamos em respeito ao STF e porque acreditávamos que teria um julgamento definitivo. Para não dizer que estávamos tentando ganhar no grito. Como a Corte está pacificada nós vamos representar contra o genro, a filha, Ayres e Lewandowski”.

A reportagem do iG entrou em contato com a assessoria de Lewandowski. Ela informou que o ministro não se encontrou e sequer foi procurado por Adriano Borges.

Fonte: IG

Clique aqui e assista o vídeo

[mesmo sem a conivência do ministro Ayres Brito - nada prova que o mesmo estivesse envolvido na tentativa de extorsão - a proposta do genro teria gerado o adiamento da vigência da Lei da Ficha Limpa e Roriz e milhares de outros poderiam concorrer.
Vejamos:
- o fato de ter o genro como advogado de uma das partes do processo, obrigaria o ministro Ayres Brito a se declarar impedido.]
Com isso novo ministro seria designado relator e independenmente da posição que ele assumissa - pró ou contra Roriz - o empate não teria ocorrido.
A composição do STF naquele julgamento passaria a ser de nove ministros - o Supremo pode tomar decisões válidas com um quórum mínimo oito ministros - e a ausência do ministro Ayres Brito resultaria em um placar de 5 a 4, a favor do adiamento para as próximas eleições da vigência da Lei da Ficha Limpa.
Para não ser conivente com bandido RORIZ optou por não aceitar a extorsão.]

Advogados conseguem na Justiça Federal a suspensão do pagamento de indenizações a supostos camponeses

Sobe para 47 o número de pagamentos suspensos dos camponeses anistiados da Guerrilha do Araguaia

Os advogados João Henrique Nascimento de Freitas e Luciana Lauria Lopes conseguiram uma importante vitória na Justiça Federal do Rio de Janeiro: a suspensão de mais três pagamentos de indenizações referentes a supostos camponeses anistiados da Guerrilha do Araguaia, que sobem de 44 para 47. O juiz José Carlos Zebulum deferiu a inclusão de duas anistiadas no polo passivo da ação por se encontrarem em condição idêntica aos demais réus.

Do mesmo modo, deferiu a inclusão de José Moraes Silva como réu, pelo mesmo fundamento. Segundo o autor da ação, advogado João Henrique N. de Freitas, este anistiado é filiado ao PC do B, cujo diretório presidiu por quatro anos, e fundador de uma associação que defende cerca de mil pessoas interessadas em obter pagamentos da União sob a alegação de terem sofrido supostos abusos por integrantes do Exército durante a Guerrilha do Araguaia.

O autor reiterou o pedido para que a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça apresente cópia de todos os procedimentos administrativos que culminaram nas concessões de anistia impugnadas, pedido endossado pelo Ministério Público Federal e acatado pelo magistrado.

“Este mesmo cidadão ingressou com outra ação popular que suspendeu a anistia de Carlos Lamarca, que concedemos em 2007”, revelou à Agência Carta Maior o presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão, que também é réu na ação. Concluiu dizendo que “em mais de 8 anos de existência da Comissão, trata-se dos dois únicos casos em que uma decisão judicial suspendeu decisão da Comissão de Anistia concessiva de direitos” (as indenizações variam de R$ 83 mil a R$ 142 mil).

O autor não discute a condição de anistiado político dos réus, questiona a legalidade nos atos de concessão.


Postado por: João Henrique N. de Freitas – Blog Chivung



[este tal de Paulo Abrão é um verdadeiro aloprado; faz a farra com o DINHEIRO PÚBLICO distribuindo bolsa-ditadura e critica o TCU por investigar como é gasto o DINHEIRO PÚBLICO, o nosso dinheiro.
Agora questiona que decisões judiciais suspendam decisão da Comissão de Anistia = Comissão da Bolsa-Ditadura.
Esquece aquele aloprado que a Constituição vigente permite que qualquer decisão seja apreciada pelo Judiciário, inclusive as decisões da comissão que aquele aloprado preside e que vive dando dinheiro público para bandido.]

Dilma mente quando diz ser contra o aborto. Veja as provas abaixo

Dilma se diz contra ao aborto


Com a indicação de que Marina Silva (PV) está absorvendo os votos de religiosos, Dilma Rousseff (PT) pediu apoio de bispos de congregações evangélicas e de setores da Igreja Católica, ontem, para tentar conter a drenagem de potenciais eleitores. Numa mobilização de olho em viabilizar a vitória em primeiro turno, pastores e missionários gravaram mensagem de apoio à presidenciável petista e prometeram conversar com seus rebanhos para acabar com o que chamaram de “onda de boataria” na corrida pelo Palácio do Planalto.

A equipe do marqueteiro João Santana aproveitou o encontro com 27 representantes religiosos ontem, no escritório político de Dilma, para gravar declarações de cerca de 10 pessoas. Os depoimentos irão ao ar entre hoje e amanhã, e também serão divulgados na internet. Entre os que prometeram apoio, estão o deputado Manoel Ferreira (PR-RJ), “bispo” [este indíviduo é tão bispo quanto eu ou qualquer outro leigo.] do Ministério Madureira, da Assembleia de Deus, e o vereador e missionário católico Gabriel Chalita (PSB-SP), candidato a deputado federal.

A candidata Dilma Rousseff defende suas posições pró-Vida e favorável à família em reunião com representantes católicos e evangélicos

O chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, foi o condutor da reunião. Partiu dele o pedido para os presentes ajudarem a campanha de Dilma. O presidente Lula também se mobilizou em favor de sua candidata. Em vídeo publicado ontem na página de internet de Dilma e também televisionado, Lula diz que “pessoas saíram do submundo da política para falar mentiras”. [a versão do PNDH 3 apresentada por Dilma ao TSE para registro do seu programa de governo defendo o aborto; quando houve a grita geral contra o radicalismo daquele ‘plano de governo’ é que o PT encaminhou um versão mais ‘light’ e também mais confusa e Dilma alegou que não tinha assinado o PNDH 3 e sim apenas rubricado.

É FATO que o PT expulsou dois parlamentares petistas por os mesmos serem contrários ao aborto. O aborto é programa oficial do PT.]

Durante o encontro, os religiosos disseram a Dilma que a posição dúbia sobre o aborto e uma frase que ela teria dito, disseminada via internetna qual afirma que nem Cristo tiraria a vitória dela — estavam causando estragos na campanha. A petista lamentou o que chamou de “fatos do submundo político” e negou a declaração. Dilma reforçou que é contra a prática do aborto e afirmou que, se eleita, não fará nenhuma lei para legalizar o ato. “Sou contra o aborto. É uma violência contra a mulher”, disse, acrescentando que o Estado deve amparar as mulheres que optam por interromper a gravidez. “Quem recorre ao aborto corre risco de morte e elas têm de ser atendidas.” A petista também rejeitou fazer um plebiscito sobre o tema.[em inúmeras entrevistas Dilma tem deixado claro seu interesse em preservar a mulher, em preservar o corpo da mulher. Portanto, para a Dilma o importante é que o corpo da mulher que abortar não sofra danos – inclusive ela chegou a ser contra o uso de ‘agulhas de crochê’ para a prática do aborto, já que havia sérios riscos para a saúde da mulher.

Dilma Roussef quer evitar que o aborto seja uma violência contra a mulher e por isso quer colocar o assunto na saúde pública para que a

criança inocente e indefesa seja assassinada com o menor desconforto possível para a MÃE ABORTEIRA = MÃE ASSASSINA.

Abaixo transcrevemos entrevista da Dilma a revista Marie Claire – revista da Editora Globo e que defende o aborto – e assim fica fora de dúvidas que Dilma é PRÓ ABORTO.]

... A candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou em entrevista à revista Marie Claire, da Editora Globo, que o aborto é uma “questão de saúde pública”. A afirmação endossa a afirmação de que Dilma seja favorável ao aborto, que vinha sendo negado pela candidata desde o ínicio da campanha presidencial. Abaixo, o trecho em que Dilma afirma sua posição em relação ao aborto.


Marie Claire
Uma das bandeiras da Marie Claire é defender a legalização do aborto. Fizemos uma pesquisa com leitoras e 60% delas se posicionaram favoravelmente, mesmo o aborto não sendo uma escolha fácil. O que a senhora pensa sobre isso?

Dilma Rousseff Abortar não é fácil pra mulher alguma. Duvido que alguém se sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser justificativa para que não haja a legalização. O aborto é uma questão de saúde pública. Há uma quantidade enorme de mulheres brasileiras que morrem porque tenta abortar em condições precárias. Se a gente tratar o assunto de forma séria e respeitosa, evitará toda sorte de preconceitos. Essa é uma questão grave que causa muitos mal-entendidos.” [fica bem claro que Dilma não ver nenhuma razão para que hão hava a legalização do aborto = liberação do assassinato de crianças inocentes e indefesas; também mais uma vez ela se preocupa com o que ocorre com a mulheres que morrem por tentar assassinar seus filhos em c ondições precárias.

Na ótica da guerrilheira Dilma o assassinato deve ocorrer em condições ideais para que a assassina sobreviva ilesa e pronta para outra.]


Marina rebate rival do PT

A presidenciável Marina Silva (PV) acusou ontem a rival Dilma Rousseff (PT) de mudar seu discurso sobre a legalização do aborto para ganhar votos. “Eu não faço discurso de conveniência. A ministra Dilma já disse que era a favor e depois mudou de posição. Não acho que em temas como esse se deva fazer um discurso uma hora de uma forma e outra hora de outra só para agradar ao eleitor”, afirmou a candidata, que fez campanha no Rio de Janeiro.


Fonte: Correio Braziliense e Marie Claire

Justiça eleitoral cria suspense nas eleições do DF

Suspense sobre candidatura de Weslian abre várias possibilidades para o GDF

As incertezas sobre as condições de elegibilidade de Weslian Roriz (PSC) abrem a possibilidade para um cenário de indefinição mesmo após as eleições. No domingo, os eleitores irão às urnas, farão uma escolha e no mesmo dia deveriam conhecer o resultado da apuração. Mas há chances de que o desfecho sobre a sucessão no Distrito Federal ocorra depois, após mais uma rodada de julgamentos nos tribunais da Justiça Eleitoral e no Supremo Tribunal Federal (STF).

Uma das hipóteses que pode adiar o resultado das eleições é o registro da candidatura de Weslian ser negado no sábado, data marcada para o julgamento do pedido de inscrição. Se isso ocorrer, o mais provável é que a coligação agora liderada pela ex-primeira dama, que há uma semana substituiu o marido Joaquim Roriz (PSC), entre com recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Como a legislação eleitoral determina que o candidato tem permissão para concorrer mesmo sem o registro até trânsito em julgado, Weslian poderá participar do pleito. Mas como estará concorrendo sub judice, todos os votos a ela atribuídos ficarão resguardados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do DF, que não poderá proclamar oficialmente o resultado do pleito, segundo entendimento do Ministério Público Eleitoral. [lembramos que o entendimento do Ministério Público Eleitoral tem FORÇA ZERO, ou seja, é apenas e tão somente um entendimento que para valer alguma coisa tem que ser acolhido pelo TRE e mesmo assim cabe recurso de tal acolhimento ao TSE e deste ao STF. É público e notório que o procurador eleitoral do DF– o nome que lembro dele agora é alguma coisa ... ‘brill’ ...- quando o possível enquadramento do governador Roriz na Lei da Ficha Limpa sequer havia chegado ao STF o digno procurador já havia anulada a votação que porventura fosse dada ao RORIZ. Não se trata de uma luta a favor do governador RORIZ e sim uma luta para impedir que o MAL, representado pelo ‘encarnado’ de satanás, materializado no PT, chegue ao poder no DF.

WESLIAM RORIZ pode não ser a melhor opção mas é a única para livrar o DF da corja petista.]

O desfecho sobre essa situação se daria a partir do julgamento do recurso pelo TSE. Caso o Tribunal aceitasse o registro de Weslian, então os votos seriam recalculados e o resultado, logo em seguida, anunciado. Na hipótese de a análise de um eventual recurso ocorrer depois de janeiro — o que é improvável, mas pode acontecer em um contexto cheio de situações inusitadas —
aí assumiria o governo, em caráter temporário, o novo presidente da Câmara Legislativa, com posse marcada para 1º de janeiro.

Caráter provisório

Mas se, porventura, o julgamento do pedido de registro da ex-primeira dama não for votado no sábado, Weslian concorrerá com uma inscrição provisória. Essa hipótese é possível se entre hoje e amanhã algum partido político, coligação ou mesmo candidato resolver impugnar a postulante. A iniciativa abriria uma série de prazos processuais que em conjunto somam quase um mês. Assim, seria impossível a análise do caso de Weslian no sábado. [tudo isto poderia ser resolvido se o TER – DF – que de longa data sempre assume postura contra RORIZ – tivesse marcado a análise do registro de Dona WESLIAM RORIZ para segunda-feira, 27. Sabendo da premência de tempo seria perfeitamente possível que a análise do registro ocorresse na segunda; mas não simplesmente suas excelências esqueceram que a eleição é no próximo dia 3 e marcam o julgamento do pedido de registro para a véspera.

Outra mostra inequívoca do quanto a Justiça Eleitoral do DF persegue a candidatura RORIZ foi a proibição de constar em qualquer material de campanha o nome RORIZ – mesmo Dona WESLIAM RORIZ tendo o direito de usar o nome RORIZ, já que não existe nenhuma lei que a proíba de usar como nome eleitoral o sobrenome RORIZ. Esta medida também trouxe prejuízos a centenas de candidatos que em função de exigências motivadas por coligação tiveram que fazer constar em seu material de campanha a palavra RORIZ.

O que mais revolta em tudo isso é que a coligação do governador RORIZ ao substituir JOAQUIM RORIZ por WESLIAM RORIZ exerceu um direito legal e que todo esse ‘imbroglio’ só favorece aos ‘encarnados’ = petistas = satanás.]



Como a candidata do PSC teria registro provisório, os votos dela seriam computados normalmente e, nesse caso, diferentemente da hipótese de negativa por parte do TRE, haveria proclamação do resultado. Mas a confirmação da vitória só se daria após o julgamento do pedido de registro pelo TRE ou pelo TSE, em caso de recurso. Se a inscrição fosse negada em todas as instâncias, haveria o recálculo dos votos e a atualização do resultado. [lembramos que no entendimento do procurador citado os votos dados a RORIZ – quando o registro dele ainda estava ‘sub judice’, portanto provisório, - seriam anulados; a matéria também esquece que da decisão do TSE cabe recurso ao STF.]

A projeção mais próxima da normalidade ocorreria se Weslian tiver o registro aceito no próximo sábado. Uma vez que os magistrados do TRE resolvam autorizar a inscrição para a ex-primeira dama, ela concorrerá com a identidade do marido. O nome e o número de inscrição das urnas eletrônicas serão o de Roriz. Isso porque os equipamentos foram lacrados pela Justiça Eleitoral e a essa altura do campeonato já não é mais possível a alteração.

A ressalva, nesse cenário, é se o Ministério Público Eleitoral entrasse com recurso. Na última terça-feira, a Procuradoria Regional do DF emitiu parecer contrário ao deferimento da candidatura de Weslian. A alegação do MP é de que a coligação perdeu o prazo de 10 dias previsto na lei para fazer a troca. A data a ser considerada, sustenta o MPE, deveria ser a partir da homologação de decisão do TRE contrária a candidatura de Roriz em agosto. Mas a substituição só ocorreu na semana passada. [a lei determina que no caso de renúncia o prazo é também de 10 (dez) e ao que me consta uma renúncia só passa a existir, portanto a ter data, quando é apresentada; mais uma vez o MPE busca dificultar o direito de qualquer pessoa com o sobrenome RORIZ ser candidato.

Também temos que lembrar que a decisão do TRE contrária a candidatura de JOAQUIM RORIZ foi contestada, portanto, a data da mesma não se tornou definitiva, assim, não vale como TERMO INICIAL de qualquer contagem de prazo.]]

Há ainda uma hipótese ainda mais inusitada. Se a soma dos votos nulos com os votos dados a Weslian Roriz for superior a 50%, poderão ser marcadas novas eleições no Distrito Federal, como analisou o Ministério Público em relação ao caso de Joaquim Roriz — quando o ex-governador ainda era candidato. A possibilidade, no entanto, dependeria de uma performance espetacular da ex-primeira dama nas urnas no domingo. Mas se o bom desempenho for o de Agnelo e ele chegar a vencer no 1º turno, a pendência judicial perderia efeito. [essa soma de votos de Dona WESLIAM com os nulos, se superior a 50%, levar a marcação de novas eleições no DF é apenas mais um ENTENDIMENTO do procurardor ... brill... .]

Fonte: Correio Braziliense e O Globo

Pizzaria Planalto

CGU blinda Erenice Guerra às vésperas da eleição

Órgão anunciou fim de auditorias em contratos citados em escândalo que derrubou ex-ministra

A três dias das eleições, a Controladoria-Geral da União (CGU) anunciou a conclusão de auditorias em contratos mencionados no escândalo que derrubou Erenice Guerra da chefia da Casa Civil. O resultado da CGU blinda Erenice, não aprofunda o tráfico de influência de seus parentes, e não aponta qualquer indício de ligação dela com os episódios investigados. No máximo, admite que ela já foi sócia de um escritório contratado pelo governo.

As auditorias da CGU começaram no dia 14 de setembro a pedido do presidente Lula em meio ao movimento para dar respostas políticas durante o escândalo que levou à queda do braço-direito da ex-ministra e presidenciável Dilma Rousseff (PT). Em apenas duas semanas e às vésperas da eleição, o órgão do governo apresentou seus principais resultados, favoráveis para Erenice.

Para a CGU, o episódio que culminou com a queda da ex-ministra não teve qualquer irregularidade contratual. O empresário Rubnei Quicoli acusa integrantes da Casa Civil de tentarem intermediar o pedido de financiamento - para um projeto de usina solar - feito pela empresa ERDB ao BNDES. A CGU não aborda isso e explica: - A CGU concluiu que o pleito de financiamento teve o tratamento técnico previsto nas normas internas do BNDES e que o mesmo não foi aprovado por não atender aos requisitos exigidos pelos normativos internos daquela instituição financeira.

Segundo a controladoria, não houve também qualquer irregularidade na compra do remédio Tamiflu, no ano passado. De acordo com a revista Veja, Vinicius Castro, ex-assessor da Casa Civil, recebeu R$ 200 mil de propina pela compra do medicamento. A CGU também afirma que não houve falhas nas multas aplicadas à Matra Mineração, empresa ligada ao marido de Erenice.

A CGU investigou ainda a contratação - revelada pelo Estado - do escritório Trajano e Silva Associados pela Empresa de Pesquisa Energética, vinculada ao Ministério de Minas e Energia. Uma irmã de Erenice, Maria Euriza, era funcionária do órgão e autorizou, em agosto de 2009, a contratação, sem licitação, do escritório, cujo um dos sócios era um irmão delas, Antônio Alves Carvalho. A CGU afirma que ele entrou oficialmente na sociedade só em novembro. Só que o advogado Márcio Silva, um dos sócios do escritório, informara por escrito ao Estado que o irmão de Erenice era sócio desde fevereiro do ano passado. Márcio Silva, aliás, é o advogado de campanha de Dilma.

A CGU revela que a própria Erenice já foi do quadro societário dessa banca. a auditoria admite falhas no processo de contratação sem licitação, mas minimiza o episódio, fazendo apenas recomendações. "A CGU está recomendando à EPE maior cuidado e precisão no enquadramento das hipóteses de inexigibilidade de licitações e recomendando que a empresa fundamente suas futuras contratações com base em amplas pesquisas de preço". Segundo a CGU, todos os relatórios serão enviados à Polícia Federal.

A auditoria da CGU aponta problemas num contrato entre o Ministério das Cidades e a Fundação da Universidade de Brasília (FUB), que teria o envolvimento de José Euricélio Alves de Carvalho, irmão de Erenice. Diz que há irregularidades de R$ 2,1 milhões pelo pagamento de um produto que não atendeu à demanda do ministério. A CGU, porém, não diz que o irmão de Erenice seria o culpado direto por isso. Faz somente uma ressalva: "O que se tem até o momento é constatação de que ele foi assessor na Secretaria Nacional de Transportes e Mobilidade Urbana (Semob) do Ministério das Cidades, e contratado pela Editora UnB, em períodos próximos e seguidos, na época dos fatos", diz.

Fonte: O Estado de São Paulo

O PT – partido dos traidores – sempre joga sujo. Qual o interesse dele em abolir o Título de Eleitor? Temos que descobrir qual a mutreta.

STF: basta ao eleitor um documento com foto para votar

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram na tarde de hoje (30), por 8 a 2, que basta o eleitor apresentar um documento oficial com foto para poder votar no próximo domingo (3). A decisão de hoje tem como base a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) do PT que contesta a regra que obriga o eleitor a usar dois documentos (título de eleitor e documento com foto) no dia das eleições.

No julgamento, não foi analisado o mérito da constitucionalidade da norma. Os ministros concederam medida cautelar para que a exigência passe a ser interpretada de acordo com a orientação do Supremo.

Contrário à maioria, o presidente do Supremo, Cezar Peluso, lamentou a decisão. “A Corte] acaba de decretar a extinção, a abolição do título eleitoral”, ressaltou. “O título de eleitor é o título jurídico que prova a condição do eleitor. Não é um mero lembrete do lugar de votação”, acrescentou.

Além de Peluso, o ministro Gilmar Mendes também votou contra a ação do PT. Na sessão, Por outro lado, votaram pela dispensa do título de eleitor os ministros: Ellen Gracie (relatora), Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa, Ayres Britto, Marco Aurélio e Ricardo Lewandowski. Celso de Mello.

Entre os documentos que podem ser apresentados - no momento do voto - está a carteira de identidade, carteira de trabalho, passaporte ou carteira de motorista. A ação do PT julgada hoje contesta artigo da minirreforma eleitoral aprovado pelo Congresso no ano passado. No voto, Gilmar Mendes lembrou, no entanto, a contrariedade da iniciativa visto que propostas similares também foram apresentadas na Câmara por deputados do PT.

Entre as propostas que tramitam na Câmara nesse sentido está o Projeto de Lei (PL 1670/03) do deputado Walter Pinheiro (PT-BA) que foi apensado à proposta similar (PL 4658/04) da ex-deputada Terezinha Fernandes (PT-MA). Outra contrariedade que pode ser vista na iniciativa do PT, é o fato de o próprio Lula não ter vetado esse artigo da Lei quando sancionou as novas regras eleitorais da minirreforma.

Na ocasião, Lula vetou apenas três artigos entre eles o que igualava as regras para debates entre os candidatos na web às regras da televisão e rádio.

STF: Gilmar Mendes nega interferência de Serra

Após o pedido de vista feito na véspera pelo ministro Gilmar Mendes, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) retomaram na tarde de hoje (30) o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) do PT.

A ação contesta o uso obrigatório de dois documentos na hora de votar.

Até o momento sete ministros votaram a favor da ação do PT. Gilmar, até o momento, foi o único que votou contra.

Caso nenhum deles altere o voto, não há como reverter o placar, que até o momento é de 7 a 1.Ainda restam votar os ministros Celso de Mello e Cezar Peluso (presidente). Caso nenhum dos dois peça mais tempo para analisar a ação, fica estabelecido que o eleitor precise apresentar apenas um documento oficial com foto no próximo domingo (3). Entre os documentos que podem ser apresentados - no momento do voto - está a carteira de identidade, carteira de trabalho, passaporte ou carteira de motorista.

O julgamento de hoje começou em meio ao mal-estar causado após o jornal Folha de S. Paulo afirmar que Mendes pediu o adiamento do caso, ontem, após receber um telefonema do candidato à presidência José Serra (PSDB). [uma deslavada e aloprada mentira; já que ontem, antes do pedido de vista do ministro Gilmar Mendes o placar já era 6x0 pela apresentação de apenas um único documento (situação típica do Brasil atual, em que um eleitor não poderá votar se portar apenas o Título de Eleitor; fica a pergunta: qual a razão de ainda não ter sido colocado foto digitalizada no título eleitoral?) Assim, para reverter a situação seria necessário que dois votos fossem alterados e não haveria sentido cogitar de tal alteração; portanto, se o ministro Gilmar Mendes estivesse atendendo algum pedido de Serra seria bem mais prático ele prolongar a análise do processo e deixar a decisão para após o próximo dia 3. Esses aloprados do PT acham que todos são tão estúpidos quanto eles.]

O suposto interesse de Serra em tentar adiar o julgamento para depois das eleições deve-se a fato de que muitos dos votos da adversária, Dilma (PT), se concentram nos eleitores com menor nível de escolaridade. E a exigência de dois documentos poderia aumentar a abstenção.

Gilmar negou a interferência de Serra.

“Isso improcede em toda a extensão. Quem me conhece sabe muito bem que jamais me deixei pautar por interesses políticos-partidários”, disse Gilmar, um dos dois votos contrários à ação do PT. “Eu fui autor do pedido de vista que envolvia o pedido de indiciamento nada mais nada menos que Aluizio Mercadante que hoje é o candidato do PT ao governo de SP envolvido na história dos aloprados em São Paulo. Eu sou o autor do pedido de vista que hoje permite a ele ser candidato” lembrou.

Gilmar se referiu ao episódio quando integrantes do PT foram flagrados, antes das eleições de 2006, num esquema de dossiê contra o então candidato ao governo de São Paulo José Serra. Ao proclamar o voto, Gilmar lembrou ainda que o mesmo artigo da minirreforma eleitoral contestado pelo PT hoje foi defendido por deputados do partido na Câmara no passado.

Entre as propostas que tramitam na Câmara nesse sentido está o Projeto de Lei (PL 1670/03) do deputado Walter Pinheiro (PT-BA) que foi apensado à proposta similar (PL 4658/04) da ex-deputada Terezinha Fernandes (PT-MA).

“Parece que fazia parte de uma cartilha de programa partidário” ressaltou o ministro. “A motivação política é legítima. O que a Corte não pode, é se deixar manipular”.

STF decide que título não é essencial para votar; documento oficial com foto, sim

STF decide que falta de título não impedirá eleitor de votar

Por 8 votos contra 2, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira que a falta do título eleitoral não poderá impedir o eleitor de votar este domingo. Segundo o STF, o eleitor só poderá ser impedido de votar caso deixe de apresentar um documento oficial com foto. A ministra Ellen Gracie pediu a palavra após o fim da votação para esclarecer que seu voto, acompanhado pela maioria dos ministros, não extingue o título de eleitor.

O julgamento foi suspenso na última quarta-feira, após o ministro Gilmar Mendes ter pedido vista do caso. Ele negou, em plenário, motivação política para fazer o pedido ontem. 'Jamais me deixei pautar por interesses político-partidários', disse Mendes, referindo-se à notícia de que teria pedido vista depois de ter recebido telefonema do candidato à Presidência da República José Serra (PSDB).

Reportagem do jornal Folha de S.Paulo afirma que flagrou Serra solicitando uma ligação para o ministro do STF horas antes de Mendes pedir vista no julgamento, que naquele momento já tinha sete votos a favor da ação petista. Depois de solicitar a um assessor para que entrasse em contato com o ministro do Supremo, Serra teria recebido um telefone que teria Mendes do outro lado da linha. De acordo com o jornal, o tucano teria até cumprimentado o interlocutor como 'meu presidente'.

Tanto Serra quanto Mendes negaram a existência da conversa. Por volta das 14h50, Mendes apresentava o seu voto sobre o pedido do PT.

Por oito votos a dois, a Corte suspendeu a validade do trecho da minirreforma eleitoral, sancionada no ano passado, que obriga o eleitor a mostrar o título de eleitor e documento com foto no dia da eleição. Com a nova decisão, o título não será mais necessário. No próximo domingo, o eleitor que aparecer só com o título de eleitor em sua seção eleitoral será impedido de votar.

Pobre STF

Lei é lei

Captaram o problema do PT, leitores ? Imaginem, nos currais eleitorais do coroné Lula, onde, em troca de bolsas-família e outras promessas , quantos títulos de eleitor foram tirados de última hora... Analfabetos, desempregados, sem outro documento que não seja a certidão - muitas tiradas de última hora -, tiveram seus títulos de eleitor providenciados para engrossar os votos de cabresto. E agora, que se dane o eleitor, com tanta confusão...Pode ficha suja, pode só o título?

O PT está desesperado. Oh, Deus! Não se pode perder voto ... Tudo, menos voto perdido... É preciso aceitar só o título de eleitor, ainda que sem foto

É preciso novas mudanças urgentes !...O que interessa se o título não tem foto? Se qualquer um que aparente mais ou menos a mesma idade vote por outro? O que interessa se dizem que lei é lei ?

O STF que se vire... ainda que saia arranhado!

A editoria do site: A Verdade sufocada

A NOVA DÚVIDA DO STF: 2º DOCUMENTO
STF NÃO DECIDE SOBRE 2 DOCUMENTOS

Sem decidir se a Ficha Limpa vale nesta eleição o Supremo Tribunal Federal deixou nova dúvida para o eleitor. Ainda não esclareceu se, para votar, é preciso levar, além do título, um documento com foto. Sete ministros votaram pela inconstitucionalidade da exigência, mas Gilmar Mendes pediu vista e suspendeu julgamento.


Depois de não decidir se a Lei da Ficha Limpa vale para a eleição de domingo, o Supremo Tribunal Federal (STF) deixou ontem mais uma dúvida para os eleitores: não esclareceu quais documentos pessoais terão de ser apresentados na hora de votar. A Corte começou a julgar uma ação na qual o PT questiona a validade da lei que obriga a apresentação de dois documentos: o título de eleitor e um documento com foto. Sete dos dez ministros votaram pela inconstitucionalidade da lei, defendendo a obrigatoriedade de apresentar apenas um documento com foto. Mas, a quatro dias da eleição, o ministro Gilmar Mendes pediu vista e suspendeu o julgamento. Ele informou que tentará devolver o caso ao plenário hoje.

Nós estamos vindos de um impasse que desgastou muito, sob a minha ótica, o Supremo.

Um pedido de vista nesse momento gerará um conflito entre a posição do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), com a dupla exigência de documentos, e o STF, com sete votos em sentido contrário alertou o ministro Marco Aurélio Mello. Gilmar não cedeu aos apelos e manteve o pedido de vista. Argumentou que a lei está em vigor desde 2009, e que não tem culpa se a ação só foi proposta esta semana pelo PT.

Disse que a questão tinha urgência pré-fabricada. Já votaram contra a dupla exigência de documentos a relatora, ministra Ellen Gracie, Marco Aurélio, José Antonio Toffoli, Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski e Carlos Ayres Britto. Além de Gilmar, faltam votar Celso de Mello e Cezar Peluso.(...)

Por sete votos a zero, os ministros do STF se posicionaram, nesta quarta-feira, contra exigência de dois documentos nas eleições. Além do título de eleitor, foi exigido um documento com foto para votar nas eleições do próximo domingo. A votação foi interrompida, porque o ministro Gilmar Mendes pediu vista do processo. Indagado pelos demais ministros, Gilmar Mendes afirmou que tentará trazer seu voto-vista na sessão plenária desta quinta-feira.

O pedido de vista do ministro Gilmar Mendes suspendeu o julgamento da medida cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4467, na qual o PT questiona a obrigatoriedade de apresentação de dois documentos no momento da votação. [típica manobra petista para tumultuar o processo eleitoral; tanto que a lei que estabeleceu a exigência de apresentação do título e de um documento com foto é de 2009 e somente na semana passada é que o Partido dos Traidores questionou a exigência.

De qualquer modo a manutenção da exigência de um documento oficial com foto dificultará em muito a fraude, especialmente a que beneficia a trupe pró DILMA.]

Relatora da ação, a ministra relatora, Ellen Gracie, votou pelo deferimento da cautelar, no sentido de que o eleitor que não tiver o título possa votar. O documento indispensável, segundo ela, é o documento com foto.

Seu posicionamento foi acompanhado pelos ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa e Ayres Britto. Esta é a primeira eleição em que há a obrigatoriedade dos dois documentos, mudança introduzida na legislação eleitoral no ano passado.

Mais cedo, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, afirmara que é possível que o STF, flexibilize a exigência dos documentos.

- O que se vai discutir no Supremo é o direito fundamental do eleitor de votar, que está na Constituição. A discussão será: é possível impedir de votar pela falta de um desses dois documentos? - disse o presidente do TSE. Ele disse que percorreu vários estados e que há grande preocupação em alguns tribunais regionais eleitorais sobre a possibilidade de a exigência de dois documentos impedirem a votação de parte dos eleitores. Ele citou os casos de Pernambuco e Alagoas, onde fortes chuvas deixaram milhares desabrigados este ano.

- É possível que hoje o Supremo module o entendimento estabelecido, temperando o rigor desta lei. Não posso adiantar nada, mas vamos aguardar.

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, criticou nesta segunda-feira o PT, partido da sua principal adversária, Dilma Rousseff, por pedir à Justiça a suspensão da exigência de dois documentos para votar no próximo domingo .

Para o tucano, a apresentação de um documento com foto e do título de eleitor é uma garantia para não haver "enganação" no processo eleitoral.

- Os candidatos do Brasil inteiro estão falando para seus eleitores da necessidade de dois documentos. É uma garantia para não ter enganação. Todo o processo eleitoral se organizou em função disso. O presidente da República meses atrás sancionou a lei. Aí vem o PT, de última hora, querendo mudar a regra do jogo. É muito esquisito isso - afirmou o tucano, após participar de um evento promovido por sua mulher, Mônica, e pela militância feminina do PSDB.

Na semana passada, o diretório nacional do PT entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) contra a lei que determina que o eleitor, para votar no próximo dia 3, terá que apresentar, além do título de eleitor, um documento com foto. O partido teme que a obrigatoriedade aumente a abstenção principalmente em regiões como o Norte e Nordeste.

O DEM, partido que compõe a coligação de Serra, entrou com representação nesta segunda contra o pedido do PT junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em discurso para a militância feminina, em evento em São Paulo, Serra pediu foco, nesta reta final, nos eleitores indecisos.

- A meu ver o mais importante é ganhar votos não definidos. E ainda tem muita gente que ainda não se definiu. É preciso que a pessoa transforme sua decisão no trabalho de conquistar mais um voto. Se cada um conquistar mais um, puxa vida, teríamos votos demais - disse o tucano, que reafirmou, mais uma vez, estar convencido de que estará no segundo turno.

O candidato também criticou a decisão de um desembargador do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) que decretou censura a 84 veículos de imprensa , proibindo-os de divulgar qualquer informação sobre investigação do Ministério Público de São Paulo que cita o governador Carlos Gaguim (PMDB) como integrante de organização criminosa para fraudes em licitação. Gaguim é candidato à reeleição com apoio do PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma.

- O Brasil está chegando num ponto que tem quer ter uma mudança do poder. Está se comprometendo a democracia no Brasil. Vocês estão acompanhando essas investidas contra a imprensa, que chegou, agora, no ponto máximo através de uma decisão torta de um desembargador que simplesmente sonegou da opinião pública um dos maiores escândalos desta campanha aprontados pela coligação do PT em Tocantins - comentou Serra.

Fonte: O Globo – Eleições 2010

Menino morre após ser baleado em escola em Embu (SP)

Menino de nove anos é morto em escola de São Paulo
Reportagem da Folha relata que um menino de nove anos morreu na tarde desta quarta-feira após ser baleado em uma escola em Embu, na Grande São Paulo. Segundo o jornal, o aluno chegou a ser atendido no Hospital Family, em Taboão da Serra, mas não resistiu aos ferimentos.

De acordo com boletim médico, o tiro atingiu o menino pelo lado esquerdo, atravessou a cavidade abdominal e se alojou perto das costas. A Polícia Civil informou que ainda não se sabe quem disparou o tiro dentro da sala de aula.

Um menino de nove anos morreu na tarde desta quarta-feira após ser baleado em uma escola em Embu (Grande São Paulo).

A criança chegou a ser atendida no Hospital Family, em Taboão da Serra, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo Marcos David Ferreira, diretor clínico do hospital, o tiro atingiu o menino pelo lado esquerdo, atravessou a cavidade abdominal e se alojou perto das costas. O garoto foi encaminhado para cirurgia por volta das 12h, mas sofreu uma parada cardiorrespiratória e a morte foi constatada às 13h, após tentativas de ressuscitação.

Segundo a Polícia Civil, ainda não se sabe quem disparou o tiro dentro de uma sala de aula da Escola Adventista de Embu - a arma e o autor não foram localizados. A causa do tiro também é investigada. De acordo com informações da delegacia da cidade, a Polícia Militar havia sido acionada para atender a uma ocorrência de explosão, mas, depois, foi constatado que o menino havia sido baleado.

Em nota divulgada pela assessoria de imprensa, a escola afirma que está colaborando com as autoridades. "Esperamos que os fatos sejam elucidados o mais rápido possível." "Neste momento de dor e de grande perda, a equipe de professores e funcionários de nossa escola está procurando dar toda atenção e apoio à família da vítima --um menino de 9 anos-- do terrível acidente ocorrido perto das 12h desta quarta-feira", diz a nota.

A guerra se ganha em batalhas

Diferenças e tendencias

Essas diferenças entre os institutos de pesquisa vão ter que ser estudadas quando acabarem as eleições. O resultado do Ibope/CNI dá Dilma estável com 50% dos votos, enquanto o Datafolha deu a ela 46%, em queda. A única explicação está nos dias em que foram feitas as pesquisas. O Datafolha fez a sua integralmente no dia 27, uma segunda-feira. O Ibope fez a sua nos dias 25 e 26 (sábado e domingo) e 27, mil entrevistas a cada dia. E o Sensus, nos dias 26, 27 e 28 (domingo, segunda e terça).

Embora o Instituto Sensus também mantenha a indicação de vitória de Dilma no primeiro turno, ele capta uma queda da candidata oficial de 3 pontos e uma subida igual de Marina.

As próximas pesquisas até sábado, véspera da eleição, é que mostrarão o que está acontecendo, se Dilma vem realmente caindo, um processo que teve seu início no dia 27 e não foi detectado pelo Ibope, que fez a maior parte de sua pesquisa nos dias 25 e 26, mas foi captado pelo Datafolha e em parte pelo Instituto Sensus.

Tudo indica que a mudança dos ventos é contra Dilma, mas não há indicações seguras de que essa tendência vai se manter, se vai se intensificar o crescimento da candidata do Partido Verde, Marina Silva, ou se as providências da campanha oficial serão suficientes para garantir sua vitória no primeiro turno, estancando esse processo. A reunião de Dilma com lideranças católicas e evangélicas para tentar desmentir uma posição a favor do aborto, por exemplo, é uma dessas medidas que visam a conter um processo de desgaste nesse setor do eleitorado. [ser a favor do aborto é uma POSIÇÃO OFICIAL do PT e as posições oficiais daquele partido são obrigatoriamente aceitas e cumpridas pelos seus militantes. Portanto, a Dilma mente quando diz ser contra o aborto. Aliás, a versão original do PNDH que Dilma rubricou - ela faz diferença entre rubricar e assinar, era nitidamente PRÓ-ABORTO e ela sendo eleita e quando for implantar o ABORTO e cobrarem que ela rubricou a versão contrária o aborto ela simplesmente vai dizer que apenas rubricou, não assinou.]

Dilma ontem disse que é contra o aborto e que não defenderá um plebiscito — como faz a candidata do PV, Marina Silva — e que, mesmo com o PT defendendo uma discussão maior sobre o tema, não proporá nenhuma medida ao Congresso para descriminalizar o aborto.

Mas em maio de 2009, em entrevista à revista "Marie Claire", que defende o aborto, a já então candidata não oficial Dilma Rousseff deu a seguinte resposta sobre o assunto: "Abortar não é fácil pra mulher alguma. Duvido que alguém se sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser justificativa para que não haja a legalização. O aborto é uma questão de saúde pública. Há uma quantidade enorme de mulheres brasileiras que morre porque tenta abortar em condições precárias."

Portanto, a informação de que Dilma é a favor do aborto, que sua campanha está tratando como uma calúnia com objetivos eleitorais, tem base em declarações da própria.

Se, em campanha eleitoral, ela mudou de ideia justamente para não chocar esse nicho do eleitorado, é uma questão política que está sendo discutida pela internet e nas igrejas, e está lhe sendo prejudicial. E provocou uma dura declaração de Marina, que afirmou: "Não faço discurso de conveniência. A ministra Dilma já disse que era a favor e depois mudou de posição. Não acho que em temas como esse se deva fazer um discurso uma hora de uma forma e outra hora de outra só para agradar ao eleitor."

Boato maldoso com objetivos eleitorais parece ser uma frase atribuída a ela, que garante que não disse: "Nem Cristo me tira esta eleição", teria dito Dilma em uma entrevista.

Essas questões que mexem com o voto religioso, mais a corrupção entranhada no Gabinete Civil na gestão de sua indicada e braço-direito, Erenice Guerra, seriam os fatores que estariam corroendo a popularidade de Dilma Rousseff em setores distintos do eleitorado, levando a eleição para o segundo turno. Por mais otimistas que sejam, os estrategistas do PSDB consideram que a realização do segundo turno deve acontecer, mas por uma diferença bastante apertada.

Dilma deve ter, segundo seus cálculos, entre 47% e 49%, muito devido ao crescimento da candidata do Partido Verde, Marina Silva. Mas seria preciso que esse movimento na reta final da campanha fosse uma "tsunami" e não uma simples "onda verde", para levá-la para o segundo turno, superando o candidato tucano. O esforço na reta final parece mais destinado a aumentar a votação de Marina para dar a ela um poder de barganha maior num eventual segundo turno.

Há quem considere a possibilidade de Marina chegar a entre 18% a 20% dos votos válidos no próximo domingo, o que daria ao Partido Verde um poder de barganha excepcional para negociar com Dilma Rousseff ou José Serra. Para ganhar no segundo turno, o que até o momento parece ser muito difícil, Serra teria que fazer esse grande acordo com o Partido Verde, permitindo que a tese da "transversalidade" da questão do meio ambiente vigore em seu futuro governo, interferindo em questões como o projeto de desenvolvimento ou a agricultura.

O futuro governo, seja ele qual for, terá um forte componente ecológico saído do compromisso programático tornado viável pela atuação do partido no primeiro turno. Quem estiver mais disposto a se abrir para essa questão terá mais chance de fazer uma aliança com expressiva parcela do eleitorado. Fora isso, a candidatura oficial terá mais facilidade para atrair boa parte desses eleitores de Marina, que geralmente são petistas desgostosos com os desmandos do PT no governo, mas que, num confronto direto com o PSDB, tendem a voltar às suas origens.

Há ainda uma questão comum a todas as eleições, segundo o cientista político Alberto Carlos de Almeida, que induz a erro as pesquisas eleitorais: o mais comum, segundo ele, é superestimar o percentual de votos do primeiro colocado, fenômeno que se deve ao erro no ato de votar. Almeida diz que os eleitores realmente querem votar no candidato que apontam na pesquisa, mas acabam errando e anulando o voto.

Este ano haverá o agravante de que o voto para presidente é o último de seis votos. Esse fato pode levar a uma grande abstenção para o voto de presidente e dar ao PT uma votação surpreendente para deputado estadual, que é o primeiro voto na urna eletrônica.

Segundo Almeida, muitos eleitores de baixa escolaridade do PT irão digitar o número 13 na urna eletrônica no primeiro voto pensando que estão votando para presidente.

Por: Merval Pereira

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A GRANDE GUERRA

A demissão de Erenice Guerra do cargo de ministra-chefe da Casa Civil não desobriga o governo de investigar o caso. Ele tem indícios escabrosos de tráfico de influência no coração do governo e está ligado a uma pessoa que desde 2002 tem trabalhado diretamente com a candidata Dilma Rousseff. Erenice é o elo entre este governo e o que pode ser o próximo. É preciso entender o que houve.

Há casos que começam simples e só com o tempo se complicam. Esse estourou já num grau de complexidade espantoso. A ex-ministra parecia ser um consórcio: dois filhos, dois irmãos, irmã, ex-cunhada, assessor, mãe de assessor, irmão da mãe de assessor, marido, todos de alguma forma envolvidos em negócios ou conflito de interesses dentro do governo.

Sua primeira reação, quando começaram a ser publicados os abundantes indícios de irregularidades que a cercavam, foi fazer uma nota com timbre e autoridade do Palácio do Planalto acusando o candidato adversário de ser "aético e derrotado". Mais uma inconveniência no meio de tantas, porque o primeiro a fazer era se explicar ao cidadão e contribuinte brasileiro. Mas essa nota foi mais uma prova de que o Brasil não tem mais governo, tem um comitê eleitoral em plena e intensa atividade. A demissão de Erenice, que ninguém se engane, não é um tardio ataque de moralidade. É o resultado de um cálculo eleitoral.

A dúvida era o que poderia atingir a candidata Dilma Rousseff — manter Erenice, insistindo na tese de que ela era vítima de uma jogada eleitoral, ou demiti-la para tentar reduzir o interesse no caso? Nada do que foi divulgado pode acontecer num governo sério. Filhos de ministra não podem intermediar negócios, não podem cobrar "taxas de sucesso"; assessor de ministra não pode ser filho da dona da empresa que faz a defesa de interesses dentro do governo; marido da ministra não pode estar num cargo público que dê a ele o poder de decidir sobre o fechamento do contrato que está sendo negociado.

Ministra não faz essas estranhas reuniões com fornecedores do governo. Há outras impropriedades, mas fiquemos nessas primeiras. A manchete da Folha de ontem trouxe a arrasadora entrevista de um empresário que, munido de e-mails e cópias de contratos, diz que foi vítima de tentativa de extorsão ao pedir um empréstimo no BNDES.

Além das taxas variadas e dos milhões que ele afirma ter sido pedido para a campanha da candidata do governo, chegou a ser pedido 5% num empréstimo de R$ 9 bilhões. Se ele fosse concedido, isso seria R$ 450 milhões. Erenice Guerra trabalhou com Dilma Rousseff desde a transição, foi seu braço-direito, a enviada especial a missões difíceis, a pessoa a quem ela entregou o cargo quando saiu, em quem tinha absoluta confiança.

O vínculo não é criado pela imprensa, não é ilação, são os fatos. Esse não é o caso apenas do filho de uma ex-assessora, como Dilma disse no seu último debate. Esse é um conjunto assustador de indícios de um comportamento totalmente condenável no trato da questão pública. Não é importante quem ganha a eleição. É importante como se ganha a eleição. A democracia estabelece que o vencedor é aquele que tem mais votos e ponto final. Cabe aos eleitores dos outros candidatos respeitar a pessoa eleita, a estrutura de poder que ele representa e torcer pelo novo governo. Portanto, ao vencedor, o poder da República por um mandato.

O problema é quando um grupo, para se manter no poder, usa a máquina pública como se fosse de um partido, quando um governo inteiro se empenha apenas em defender uma candidatura, e não o interesse coletivo, quando sinais grosseiros de mau comportamento são tratados com desleixo pelas maiores autoridades do país, sob o argumento de que se trata de uma briguinha eleitoral.

Nada do que tem acontecido ultimamente é aceitável num país de democracia jovem, instituições ainda não inteiramente consolidadas e desenvolvidas. Não importa quem vai ser eleito este ano, o que não pode acontecer é o país considerar normal esse tipo de comportamento que virou rotina nos últimos dias. As atitudes diárias do presidente da República demonstram que oito anos não foram o bastante para ele entender a fronteira entre o interesse coletivo e o do seu partido; entre ser o governante de todos os brasileiros e o chefe de campanha da sua escolhida; entre popularidade e indulgência plenária para todo o tipo de comportamento inadequado.

O país pode sair desta eleição derrotado em seu projeto, o único projeto que é de todos os brasileiros: o de construir uma democracia sólida, instituições permanentes e a concórdia entre os brasileiros. O caso Erenice Guerra é assustador demais para ser varrido para debaixo do tapete.Os indícios são de que a punição aos envolvidos no escândalo do mensalão, que agora respondem na Justiça por seus atos, não mudaram os padrões de comportamento dentro do governo.

A Casa Civil não pode estar sempre no noticiário de escândalos. É, na definição da candidata Dilma Rousseff, o segundo mais importante cargo do governo. Se é tudo isso, que se faça uma investigação do que havia por lá. Mas que não seja mais um "doa a quem doer" de fantasia; que não seja a apuração que nada apura, que perde prazos, que confunde e acoberta.

Não é uma eleição que está em jogo. Ela pode já estar até definida a esta altura, com tanta vantagem da candidata governista a 15 dias da eleição.O que está em jogo é que país o Brasil escolheu ser, neste momento tão decisivo de sua história.

Essa é a verdadeira guerra.

DILMA PEPINO

Pepino indigesto

Sem levar em consideração o passado terrorista da candidata Dilma, mérito ou demérito de acordo com os sentimentos e propósitos de cada um, ter roubado ou não o cofre do Ademar, valores que alguns não consideram nos dias de hoje, nem os escândalos sucessivos tão próximos do presidente Lula que excretam da cúpula do seu governo, se aromatizam nas narinas das pesquisas e não sujam, como se tenta propagar, os panfletos pouco absorventes com suas faces sorridentes do dever cumprido. Verso e anverso límpidos e mãos sujas da “justificada” expropriação em nome da causa e da bolsa/do bolso.

Roubo, mortes, assassinatos se tornaram tão comuns que o justiçamento virou moda e não incomoda a não ser aos órfãos, viúvas e familiares que por medo fogem das favelas ou do país.

Mas, pepino, por quê?

A ex-ministra Dilma se apresentava sisuda, cara marrada (de marrar, arremeter com os chifres; à feição própria do confronto entre os cornígeros, marrento/a). Depois que foi indicada e bastante divulgada como candidata a presidente, antes de todos, em despudorada afronta à legislação eleitoral, teve um sorriso esculpido, delineado mais do que o da Mona Lisa para temperar a sisudez e torná-la simpática.

Dilma não é só continuidade do governo é a essência desse governo na área interna, reforçada, realimentada e conjugada com os desígnios/projetos de MAG toptop na política externa. Lula obcecado pelo poder deixou o cargo de presidente, abdicou das viagens ao exterior, e não vê outra maneira de manter o seu prestígio, primeiro junto ao PT, ao impor a candidatura de Dilma, etapa já superada, e agora agredindo as normas de boa conduta e a legislação, desrespeita a faixa presidencial e volta ao palanque para se auto-afirmar que é o todo poderoso. Presunçoso e ameaçador.

Dilma representa a continuidade do fracasso registrado no apoio a Zelaia que pretendia se perpetuar no poder ao arrepio da Lei Magna de Honduras; um fiasco da diplomacia dos trapalhões por meses e meses no picadeiro, sem o encantamento e a luz de um Cirque du Soleil.

Será a continuidade do escárnio aos opositores de Fidel Castro que se imolam nas greves de fome, clamando por liberdade em Cuba — Ilha Grande do Caribe. Se algum atleta cubano, como foi com os pugilistas, tentar obter asilo, será naturalmente devolvido com sorriso esculpido e brilho nos olhos. Mas, se outro terrorista condenado tipo Battisti (solução que aguarda o resultado das eleições) aportar neste Brasil, sublinhado de vermelho, será abrigado em colo largo e acolhedor.

Será a continuidade dos elogios à “democracia” de Hugo Chávez que amordaça a imprensa, fecha emissoras e prende seus proprietários e até juízes, como no caso da juíza Maria Lourdes Afiuni, presa em dezembro de 2009, meia hora depois de conceder liberdade ao banqueiro Eligio Cedeño, ex-aliado e acusado de fraude no sistema de câmbio. Chávez já declarou a sua solidariedade à candidata e “correligionária” Dilma. Lula confidencia a Chávez em 26/05/09, globo.com, Salvador/BA, "Se eu conseguir eleger a Dilma ... vou ser o presidente da Petrobrás”. Cheio de boas intenções e se manter na condução das marionetes.

Será a continuidade dos aconchegos a Evo Morales, por palavras, gestos e fotos, dele Morales e Lula com o colar de coca, que havia afrontado o Brasil pela ocupação de refinarias da Petrobras em território boliviano. Cocaína que mata e dilacera o ser humano. Será a repetição da patacoada e do papelão, aos olhos do mundo sério e desenvolvido, na tentativa de lhe impor um acordo com o Irã sobre o controle do seu projeto de uso da energia nuclear. Riram-se nas intimidades.

Será a continuidade do namoro com as FARC e do respeito aos ditames do Foro de São Paulo.

Será a continuidade da rejeição aos valores da religiosidade, do cristianismo das tradições e dos costumes, já repudiada pelos católicos da CNBB, pelos evangélicos, como o Pastor Paschoal Piragine, com um vídeo assistido por mais de um milhão e meio de pessoas e reforçado pelo Pastor Silas Malafaya em resposta a evangélicos, candidatos pelo PT, onde externa: “O PT está na vanguarda da defesa do aborto e da PL 122. Estes são fatos reais, verdadeiros. Inclusive, no último dia antes do recesso parlamentar no senado no ano de 2009, se não fossem os senadores Magno Malta e Demóstenes Torres, a líder do PT teria aprovado na calada da noite, por voto de liderança, a PL 122. Isto é uma vergonha, e vocês querem que a liderança evangélica fique quieta!... O PNDH3 foi enviado ao congresso pelo Sr. Presidente da República no dia 21/12/2009,”

Será a continuidade da remessa de milhões de reais para o exterior em ajuda humanitária, para alimentar a ânsia de popularidade, insano narcisismo, culto da própria personalidade do que vai continuar chefe, impulsionado por sanguessugas, bajuladores, aproveitadores, parasitas, solitárias e candirus, e pouco atendimento aos desastres internos, no caudal das inundações.

Até o filme que vai representar o Brasil na disputa do Oscar é o que endeusa Lula, contrariando a pesquisa feita pelo próprio Ministério da Cultura, que o indicou, quando classificara o filme "Nosso Lar" (70,0%, 88.956 votos), favorito, e que é sucesso de bilheteria, seguido por "Chico Xavier" (12,0%, 14.888 votos), "Os Famosos e os Duendes da Morte", "O Grão" e "Antes que o mundo acabe". "Lula, o Filho do Brasil" ficou em sexto lugar (1,0%, 1.647 Votos).

Que falta está fazendo Yves Hublet, quando reproduziu as bengaladas sobre os vendilhões do templo personificados por José Dirceu no caso do mensalão nas costas e peito do alto escalão do PT. Dirceu era o Chefe da Casa Civil, agora personificada por mãe Erenice, unha e carne com a ex-ministra Dilma. Casa de pai Dirceu, virou casa de mãe Erenice. Dirceu já voltou; está na cúpula da Dilma. Erenice voltará?

O lado melhor da economia não vai superar o pior que é a ameaça à liberdade, nem retocar o retrato da corrupção.

Dilma é a certeza da continuidade do pior.

Um PEPINO indigesto.

Um sorriso enganador.

Por: Ernesto Caruso – A Verdade Sufocada

Lula = será um poder paralelo em um eventual governo Dilma?

"Lula poderá ser um poder paralelo"

Quais são os indícios de que o lulismo assumiu o poder?

Cito o aparelhamento do Estado, o Bolsa-Família e a política externa. Vê-se aí que há uma lógica nesse governo. A confusão entre público e privado sempre existiu no governo Lula. Com o escândalo do mensalão, descobriu-se que, antes de chegar à administração federal, o PT já tinha essa mistura nas prefeituras que comandava. Foi a mesma coisa no controle dos meios de comunicação. Desde o primeiro momento, o governo apareceu com várias propostas de controle, como o Conselho Nacional de Jornalismo e o projeto para controlar a cultura.

O ex-ministro José Dirceu tem o maior destaque em seu livro. Foi com ele que se desenvolveu o lulismo?

Esse é o período do mensalão, quando Lula ficou enfraquecido e quase caiu. Depois que se recuperou, ele acelerou o projeto. Dirceu era e é até hoje fortíssimo no PT. A saída do Dirceu fez com que o lulismo crescesse. Lula passou a ser a figura central. Antes, era o Palocci, era o Dirceu. Claro que Lula nunca foi uma figura decorativa, mas havia personagens que tinham autonomia no governo. A partir da saída desses dois, especialmente do Dirceu, o lulismo cresceu. Lula teve essa sorte, é um homem de sorte. Quando a crise do mensalão veio, começaram a vir também os efeitos dos programas assistencialistas, que transformaram Lula num mito no Nordeste.

Quem constrói o lulismo, os petistas ou também Lula?

Principalmente o Lula. Tem aí uma figura central que é o Patrus Ananias. Porque o Fome Zero/Bolsa-Família, do jeito que estava montado pela turma do Frei Betto, era um projeto de reforma estrutural, da estrutura do Estado. Frei Betto queria fazer comissões regionais sem políticos, para distribuição do Bolsa-Família, e a partir daí fazer educação popular. Era um projeto muito mais de esquerda, muito mais voltado para mudanças estruturais da sociedade. O Bolsa-Família hoje é um programa para manter a dominação do governo sobre esse povo necessitado. Patrus transformou-o num instrumento político espetacular, que foi o começo da força do lulismo.

Em fevereiro de 2004, sua coluna mostrava que Lula estava por baixo e que talvez fosse melhor ele desistir da reeleição para voltar em 2010. Isso mudou. Foi aí que o lulismo disparou?

Deixei no livro vários artigos que foram depois superados pelos fatos justamente para mostrar como é feito o jornalismo político, no dia a dia. Naquele momento, Lula estava morto. Eu me lembro de que, no PSDB, achavam que era só deixar o Lula sangrando até a eleição. Aí a coisa virou. Na recuperação, Lula foi em frente, viu que tinha um respaldo popular, que era muito menor do que hoje.

O lulismo continuaria sem o Lula no poder, com a eventual eleição de Dilma, ou supõe que o Lula voltaria mais tarde?

Eu achava antes que o Lula não ia querer voltar em 2014 e que ia ter uma vida política no exterior, abrir uma ONG ou um instituto, que ia andar pelo mundo fazendo palestras e sendo homenageado. Esse projeto furou um pouco, depois da crise com o Irã, depois das crises internacionais em que se meteu.

Lula então se voltaria mais para o Brasil?

Ele está reagindo muito mal à perspectiva de ficar fora do poder. Vai querer permanecer atuando, vai querer escolher ministros da Dilma, vai querer interferir. Isso previsivelmente provocará uma crise política. Dirceu já disse que a eleição da Dilma é um projeto do PT. Se Dilma for eleita, é por causa do Lula e não por causa do PT. Se o PT está querendo tomar conta do governo tanto quanto o Lula, vai dar confusão. E, se o Lula passar a viajar pelo País, a fazer comícios, será um poder paralelo no governo. Não sei como o PT vai reagir, como a Dilma vai reagir.

Por: Merval Pereira – O Estado de São Paulo

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