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sábado, 9 de outubro de 2010

Para Dilma o que importa é que o CORPO da MÃE ABORTEIRA não seja lesionado

Se eleita, Dilma diz que tratará aborto como questão de saúde

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse na sexta-feira que, se eleita, não tratará a questão do aborto como caso de polícia, mas como um tema de saúde e, nesse contexto, pretende contar com apoio das religiões.

"Eles ficam falando que eu sou a favor do aborto. Eu quero dizer que eu, como pessoa, sou contra o aborto... Agora eu, como presidenta da República, não fecharei os olhos para milhares ou milhões de mulheres adolescentes, mulheres pobres que, em momento de desespero, sem proteção... cometem atos extremos", discursou a petista ante militantes em evento realizado na região central de São Paulo. [em português claro e limpo: as adolescentes e mulheres pobres, terão proteção para assassinar SERES HUMANOS INOCENTES e INDEFESOS.]

"Eu não tratarei essas mulheres como questão de polícia. É uma questão de saúde, e mais, é uma questão de uma política comunitária em que as religiões têm papel fundamental."

Antes do início da campanha eleitoral e da corrida presidencial, Dilma chegou a declarar ser favorável à legalização do aborto. Mas neste ano manifestou-se de forma contrária à liberação dessa prática. O tema, caro a católicos e evangélicos, contribuiu para impedir que Dilma ganhasse a eleição no primeiro turno. No evento, Dilma estava acompanhada do presidente do PT, José Eduardo Dutra, de Antônio Palocci, de Aloizio Mercadante e do deputado Ciro Gomes (PSB-CE).

A candidata mostrou otimismo com o segundo turno. "No dia 31 (de outubro) vamos olhar para aquela urna com alegria porque seremos vitoriosos", afirmou. Ciro Gomes aproveitou o evento para tecer suas críticas ao PSDB, partido do presidenciável José Serra, e ao DEM, legenda de seu vice, Indio da Costa. Ele também explicou porque da aliança entre o PMDB, partido de seu vice Michel Temer, e o PT.

"Há uma contradição, mas eu explico com muita humildade... ninguém governa este país sozinho... se há contradição aqui, nenhuma delas é pior que a imundice que cimenta a tradição do PSDB e do DEM, e eu sei o que estou falando", disse Ciro, que foi do quadro tucano.

Ciro, que pretendia concorrer à Presidência e foi desestimulado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é inimigo político declarado de Serra, que disputa o segundo turno com Dilma.[Ciro não foi desestimulado por Lula; a candidatura do Ciro foi vetada pelo Lula e se Ciro tivesse vergonha na cara com certeza jamais teria aceitado servir ao Lula como ministro e agora ser um pau mandado na campanha da Dilma. Lembrem-se que Ciro Gomes é daqueles que tem o entendimento que a mulher, a esposa ou a pessoa com quem se vive maritalmente, só serve para dormir com o homem.]

Em clara tentativa de recado a Marina Silva (PV), Mercadante disse que a senadora tem o coração dela batendo no lado esquerdo do peito. "A Marina esteve conosco em toda essa caminhada... eu era líder do governo (no Senado), defendendo o mandato dela no Ministério do Meio Ambiente. Contra quem? Contra o PSDB e o DEM", discursou Mercadante.[se a Marina não padecer da mesma falta de vergonha do Ciro vai lembrar que quem a boicotou no ministério do meio ambiente foi a Dilmandona e lembro ao senhor Mercadante que o coração não fica exatamente do lado esquerdo do peito - quando o coração fica do lado esquerdo é uma exceção, sem consequencias fisiológicas, mas uma anormalidade (creio que Mercadante se refere ao coração dos petistas, que já são uma anormalidade.]

No primeiro turno das eleições, Marina obteve cerca de 20 milhões de votos. Com esse patrimônio eleitoral, tanto a candidatura de Serra quanto a de Dilma disputam o apoio da senadora e de sua legenda para o segundo turno, em 31 de outubro. O PV, entretanto, reafirmou que só tomará uma decisão no dia 17. Marina sinalizou que pode optar pela neutralidade.

Fonte: Reuters/Brasil OnLine - Por: Fernando Cassaro

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