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domingo, 17 de outubro de 2010

Trabalhos forçados e prisões na Amazonia resolverão a superlotação dos presídios e reduzirão a criminalidade

Sistema penitenciário explode. E o que pensam os candidatos à presidência ?

[iniciamos expressando o entendimento que a situação prisional no país não é, nem deve ser, assunto prioritário para uma campanha política; os cidadãos de bem, estão submetidos a inúmeros problemas que devem ser resolvidos antes de dar boa vida a bandido.

O que o futuro presidente deve fazer - que DEUS nos ajude e seja o Serra - é cuidar de remover alguns impecilhos a um sistema penal eficiente que estão inseridos no artigo 5º da Constituição. Infelizmente, aquele artigo é uma CLÁUSULA PÉTREA e não pode ser modificado por emenda constitucional. Mas, um jeito tem que ser dado já que aquele artigo inviabiliza a prisão perpétua, a pena de prisão com trabalhos forçados e até mesmo a pena de morte - o nível de criminalidade no Brasil, diga-se de passagem, crescente, impõe que aquelas penas sejam disponibilizadas no Código Penal.]

1. O Departamento Penitenciário Nacional (Sepen) divulgou que as penitenciárias estão superlotadas. O déficit de vagas atinge 65%. Faltam cerca de 195 mil vagas e estão amontoados e sujeitos à subordinação às organizações criminosas, que atuam dentro dos presídios, 494.237 presos. No Rio de Janeito, para que não se matem nos presídios, os presos são separados de acordo com as organizações criminosas de suas predileções. [campos de trabalho forçado na Amazonia resolveriam o problema da superlotação e acabariam com as fugas - tudo a um custo mínimo em termos de segurança (a selva desestimula fugas sem contar que uma simples bola de ferro presa ao tornozelo é extremamente eficiente na contenção do preso) e com retorno da venda do que os presos produzissem.]
Atenção. A disciplina nos presídios não existe. Não só entram celulares, mas continuam, nos grande centros urbanos, as extorsões comandadas, via telefônica, dentro dos presídios. De se lembrar que a lei e a jurisprudência ajudaram a evitar o caos supremo. Melhor explicando, existe a rotatividade. Hoje, saem mais presos dos estabelecimentos fechados do que neles entram. [presos que na quase totalidade cometem novos delitos, mais sérios; portanto o tempo de prisão fechada deve aumentar, sendo inaceitável que se diminua o tempo de reclusão para dar mais conforto ao bandido.]


Nos crimes hediondos e assemelhados, - como o tráfico de drogas ilícitas -, já se admite a progressão prisional. [isso sim, desmoraliza o sistema punitivo; a progressão prisional para crimes hediondos só deveria ser cogitada após o condenado cumprir no mínimo dois terços da penas sendo que no mínimo o primeiro terço seria em regime de trabalhos forçados.] E pequenos traficantes podem receber pena restritiva de direitos, ou seja, não são encarcerados. Com efeito, não fosse isso, a situação estaria infinitamente pior. Mais ainda. Como não existem estabelecimentos em número suficiente para desconto de pena em regime semi-aberto, os condenados são colocados em regime de prisão albergue. Como também não existem casas de albergado, esses condenados vão para prisão albergue domiciliar, ou seja, para as próprias casas e sem vigilância. Em síntese, uma desmoralização do sistema estabelecido na Lei de Execuções Penais (LEP). [a pena de prisão deve ter, prioritariamente, um caráter educativo e didático; portanto deve ser algo que realmente assuste e todo o sistema de progressão deve ser revisto, buscando a que o criminoso - mesmo o que ainda está pensando em cometer o crime - saiba que ficará preso no mínimo metade da pena, em regime fechado.]
Pela nossa Constituição, a pena tem a finalidade ética de emendar, ressocializar. Não temos pena de prisão perpétua, felizmente. Assim, os governos ( são raros os presídios federais e sob o comando dos Estados-federados estão os estabelecimentos prisionais) têm o dever de elaborar e colocar em execução programas voltados à ressocialização. Para se ter idéia, cerca de 80% é o porcentual de reincidência, isto é, de presos colocados em liberdade e que voltam a perpetrar crimes. [a adoção da prisão perpétua é algo que deve ser cogitado seriamente; hoje o bandido sabe que após cometer dois ou três homicidios, fica livre para cometer qualquer outro crime, que ficará 'de graça' haja vista o absurdo inserido na Constituição que proíbe que alguém fique preso por período superior a trinta anos. Vale lembrar que além da proíbição citada o sistema de progressão de pena impede que alguém fique preso mesmo que os trinta anos - sempre a libertação ocorre bem antes.]

No estado de São Paulo, conforme informa o jornal Folha de S.Paulo de hoje, “os presídios têm 72,4 mil presos além da sua capacidade”. Pior situação no cenário nacional é vivida no estado de Pernambuco, que, em face do número de vagas, tem o dobro dos presos.

2. Na campanha presidencial, Serra assumiu o papel de “santarrão”. Mas, o falso beato, não tem compaixão com os sentenciados que cumprem uma pena extra (não prevista em lei) e são escravizados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). O recém eleito Geraldo Alckimin, grande responsável pela superlotação pela péssima gestão no seu longo período de governo, tem um discurso populista e fascista, ou seja, diz que a polícia está a prender mais e a tirar bandidos das ruas. [é DEVER da polícia previnir e reprimir a criminalidade e no cumprimento de qualquer uma dessas missões se torna necessário, imprescindível mesmo, que o criminoso seja preso; não tem sentido é deixar o bandido solto apenas para diminuir o número de presos. O bandido sim, é que deve ser coagido - ainda que mediante tratamento severo - a não cometer crimes.]

Alckimin não fala sobre a reincidência, evidentemente. Aliás, Alckimin finge não perceber o “enxuga gelo” da sua administração, fora o fato de o PCC ter comandado, dos presídios, o maior ataque ao Estado e à população civil: Alckimin deixou essa bomba estourar no colo de Cláudio Lembo, então governador tampão. [a ação do PCC referida ocorreu em maio de 2006 e foi orquestrada por elmentos do PCM com ligações com o Foro de São Paulo e o próprio PT; mesmo assim foi controlada e não mais se repetiu. Já no Rio, comandado por um aliado da Dilma, as ações de arrastão e ataque a policiais continuam ocorrendo fora do controle das autoridades. A política de UPP, defendida como panacéia, não consegue ser eficiente, dada o ritmo lento de ocupação das favelas.]

A candidata Dilma Roussef não tem, no seu programa, um item sobre políticas penitenciárias. No governo Lula, houve a construção, com a velocidade de tartaruga, de poucos presídios de segurança máxima. E o presidente limitou-se a repassar verbas para os Estados, sem que o ministério da Justiça e a secretaria nacional de Direitos Humanas verificassem, nos estados, a situação, os programas de ressocialização e de reinserção social.

Por: Wálter Fanganiello Maierovitch - IBGF

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