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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Exército ficará no Alemão até julho

Rio quer permanência de 2 mil militares no Alemão até julho
O governador Sérgio Cabral solicitou ao governo federal que militares continuem o policiamento na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão até que seja possível instalar duas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) nas comunidades.

De acordo com reportagem do Estadão, a expectativa é que 2 mil homens das Forças Armadas garantam a segurança das áreas de conflito pelos próximos seis ou sete meses.


Governador Sergio Cabral quer que 2 mil homens das Forças Armadas permaneçam na cidade até meados de 2011

Mesmo contrariado, o Exército vai permanecer no Complexo do Alemão e na Vila Cruzeiro até julho de 2011. As tropas federais substituirão as Polícias Civil e Militar nas duas comunidades ocupadas. A avaliação da cúpula da Força é que há um consenso político, irradiado a partir do Planalto, que prega a permanência das tropas e torna a ampliação da missão irreversível. Acrescente-se ainda o clamor da população, que apoiou maciçamente a operação contra o tráfico.

A pressão política já era notada pela manhã, quando o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), anunciou a instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro, na zona norte, para 2011. Todo o processo deve levar de seis a sete meses. Esse é o tempo estimado para a realização de concursos públicos e treinamento dos policiais militares que vão atuar nas comunidades. [dizer que em seis ou sete meses dá tempo realizar concurso para PM e realizar o curso preparatório é mais uma mentira do ‘seu’ Cabral, especialmente para ver; refiro-me aos que com certeza deixarão de vir ao Brasil para assistir a Copa em virtude as insegurança.]

A Secretaria de Estado de Segurança está elaborando nova requisição ao Ministério da Defesa, com o estabelecimento das previsões legais para a operação. “Como nós temos a previsão de formar 7 mil homens em 2011, temos um cronograma. E a presença das forças do Ministério da Defesa no Complexo do Alemão e na Vila Cruzeiro nos dará a garantia dessa nossa cronologia”, explicou Cabral. “É, na verdade, uma antecipação enorme de datas e de conquistas, mas, ao mesmo tempo, uma tranquilidade para que possamos continuar fazendo, sem comprometer nosso calendário de UPPs.”

De acordo com o governador, o ministro Nelson Jobim já teria aceitado a permanência das tropas, faltando apenas detalhes técnicos. O Estado apurou que a Defesa editará uma nova Diretriz Ministerial para resguardar as tropas de complicações legais, em casos de eventual e necessário uso da força.

[nada contra a participação das Forças Armadas na segurança pública do Rio e de qualquer outra cidade brasileira em que a criminalidade esteja fora do controle das forças policiais. Defendemos inclusive uma maior participação das Forças Armadas – os leitores mais assíduos deste Blog já tiveram oportunidade de ler e reler a estratégia que defendemos para um efetivo combate ao narcotráfico. Estratégia esta que, modéstia a parte, foi parcialmente utilizada na ocupação das favelas e se revelou exitosa. Só que na estratégia que defendemos não há espaço para ‘acordão’. Mas no parece, a um exame superficial da matéria, que a utilização das Forças Armadas da forma solicitada por Cabral e ‘abençoada’ por Jobim é flagrantemente inconstitucional.

Também entendemos que o Comando do Exército deve resistir energicamente à utilização de seus efetivos de forma indevida e que resulte em desmoralização para a nossa Força Terrestre – sabemos que com a trupe que nos governa esse risco é real.]

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