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COMUNICADO - Novo Site

Nota de Esclarecimento

Importante:

Memória: em 8 setembro 2007, começamos as atividades deste Blog, sob o título Blog da UNR e nossos objetivos estão bem destacados no nosso primeiro post, título 'início das atividades...' .

De imediato, constatamos que estando a esquerda no governo, uma dificuldade se apresentava: contar os erros, as traições, as covardias, os assassinatos, as falcatruas cometidos pela esquerda durante o Governo Militar OU contar os crimes que a esquerda, a petralhada à frente, continua cometendo nos dias atuais? (apesar de fragorosamente derrotada pelos militares a esquerda aproveitou-se da generosidade dos vencedores e voltou tal qual serpente e conseguiu PERDER A GUERRA e vencer a Batalha da Comunicação, passando de vilão a heroína).

A famigerada esquerda conseguiu o poder - agindo disfarçada de democrata - e passou a mostrar, de forma descarada, ser pior que antes.

Diversos motivos, que não vem ao caso aqui detalhar, tornaram conveniente alterar o nome do Blog da UNR, que passou a denominação de BLOG PRONTIDÃO, mantendo a URL.

Apesar de ser um Blog pequeno, fruto de um trabalho amadorístico, porém de muita dedicação, contando com poucos seguidores, alguns visitantes fiéis, outros eventuais, tivemos a imensa alegria de constatar que incomodávamos a petralhada - o que foi fácil perceber pela necessidade de 'moderar comentários', pelos xingamentos que recebemos a cada postagem, tentativas de invasão (parcialmente exitosas, com modificações de postagens {o mais odioso foram as vezes que conseguiram mudar palavras, trechos de postagens, títulos, e passar a idéia que defendíamos o desgoverno petralha}).

Para tornar mais dificil que os guerrilheiros da informática à serviço do desgoverno - o ministro da Secom, Traumann, foi demitido por admitir publicamente que o desgoverno Dilma, a exemplo do seu antecessor $talinácio Lula, usam a guerrilha virtual - continuassem a nos incomodar, decidimos suspender, temporariamente, a veiculação de POSTs no Blog Prontidão, passando a veicular no Blog PRONTIDÃO TOTAL, usando outra URL.

Claro que alguns leitores não acessaram o Blog Prontidão Total - o que atribuímos a alguma falta de comunicação da nossa parte - porém, de tudo concluímos que podemos e VAMOS PERMANECER firmes e fortes, protegidos da sanha 'assassina' dos guerrilheiros virtuais do desgoverno, contando a verdade, tudo o que soubermos e o nosso amadorismo permitir, do muito de ruim, de nocivo, de pernicioso, que o atual desgoverno pratica, estimula, esconde e apoia.

Voltar ao Blog PRONTIDÃO seria pretender que nossos poucos leitores ficassem pulando de galho em galho - a manutenção da nossa 'linha editorial', que vem desde 2007, é eloquente e fiel aos fatos ao provar que nossos ideais permanecem firmes, estamos apenas mais fortes.

Vamos continuar com a denominação Blog PRONTIDÃO TOTAL, na URL que atualmente atende àquele Blog, mantendo nossa postura de apresentar sempre a VERDADE - verdade que representa os fatos (aliás, não podemos esquecer, verdade e fato são unos)e não a verdade conveniente (tática usada pela esquerda petralha).

Felizmente, temos dois leitores, afinal, escrevemos e vamos continuar escrevendo para dois leitores: "Ninguém" e "Todo Mundo".

Por favor, nos honre com sua visita, clicando aqui: Blog Prontidão Total ou em qualquer link disponível, em azul, neste texto

ou colando em seu navegador: http://brasil-ameoudeixe.blogspot.com.br/

ou Blog Prontidão Total

BRASIL! ACIMA DE TUDO

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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A 'multidão' que apoiou Battisti

Dilma e Battisti

Em carta ao presidente da Itália, Giorgio Napolitano, a presidente Dilma Rousseff classificou de "injustas" as manifestações contra o Brasil por causa da decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de não extraditar o terrorista Cesare Battisti.

"Lamento que esse episódio [o caso Battisti] se tenha prestado a manifestações injustas em relação ao Brasil, a meu governo e ao ex-presidente Lula", escreveu ela. A carta, cujo teor foi antecipado pela Folha.com, é uma resposta à mensagem de Napolitano a Dilma, insistindo na extradição de Battisti e argumentando que a decisão de mantê-lo no Brasil "é um motivo de desilusão e amargura para a Itália".


Atrás de faixas, a "multidão "-70 pessoas , militantes do MTST, Liga Operária, PSOL e PCO, representantes da esquerda radical brasileira, demonstraram a "grande insatisfação brasileira" com a extradição


Napolitano defendeu as instituições democráticas e o Estado de Direito no seu país e considerou que "não são aceitáveis emoções, negociações ou leituras românticas dos derramamentos de sangue, e as responsabilidades não podem ser esquecidas". Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália por assassinatos cometidos quando era terrorista. Na sua resposta, Dilma disse que a posição adotada por Lula foi baseada em parecer da Advocacia-Geral da União e "não envolve qualquer juízo de valor sobre a Justiça italiana, menos ainda sobre a vigência do Estado de Direito no país".


Ela reduziu a tensão entre Brasil e Itália a "divergências jurídicas" e disse que o Supremo Tribunal Federal irá se manifestar sobre a decisão de Lula ao retomar os trabalhos, na próxima semana.
Battisti está preso em Brasília, e o Supremo está dividido quanto à sua extradição. A questão no novo julgamento será exatamente sobre acatar ou não a decisão de Lula, porque parte dos ministros considera que só o Supremo pode decidir em casos de extradição. Neste caso, ao presidente brasileiro caberia unicamente cumprir o Tratado Bilateral com a Itália, decidindo apenas quando e como fazer a entrega de Battisti.


Um ato em defesa de Battisti levou ontem 70 pessoas à calçada em frente ao consulado italiano, na avenida Paulista, em São Paulo. Manifestantes estenderam faixas em frente ao prédio em apoio à libertação do italiano. Os manifestantes eram ligados a grupos da esquerda brasileira, como MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e Liga Operária. Membros de partidos políticos da esquerda, como PSOL e PCO, também estiveram lá.
Cerca de 20 policiais civis e militares, em três carros, acompanharam de perto a manifestação, que não chegou a atrapalhar o trânsito da região e durou uma hora.


Ex-membro do PAC (Proletários Armados pelo Comunismo), organização radical ativa nos anos 70, Battisti foi condenado à prisão perpétua por quatro homicídios na Itália. Ele nega as acusações. Preso no Brasil desde 2007, ele se diz perseguido pelo Estado italiano - motivo que fez Lula optar pela concessão do status de imigrante - e pelo Judiciário do Brasil. Políticos e diplomatas italianos, com grande repercussão na mídia local, atacaram a decisão do ex-presidente.

Por: Eliane Catanhede – Folha de São Paulo

Transcrito do site: A Verdade Sufocada


Comissão da Verdade, parcial, será a comissão da mentira

Sem Imparcialidade a Comissão não será da Verdade

O ministro da Defesa diz que os militares contra a Comissão da Verdade (CV) são da reserva, do grupo que discorda das mudanças no âmbito da Defesa e em número menor do que os favoráveis à apuração dos fatos. Ledo engano! Muitos militares da ativa e da reserva vêem a Comissão facciosa na forma como está sendo criada. Será difícil evitar uma versão maniqueísta e distorcida da história da luta armada, para desgastar as Forças Armadas, pois a Comissão é um instrumento do PNDH-3 em seu objetivo de hipertrofia do Executivo, enfraquecendo as Instituições, a mídia e os demais Poderes da União. O ministro concordou com a forma de criação da CV, contentando-se com a manutenção da anistia.

O trecho do discurso de posse da presidente Dilma, transcrito a seguir, justifica alguns questionamentos e preocupações dos democratas, pois soa faccioso: “Minha geração veio para a política em busca da liberdade, num tempo de escuridão e medo --- Aos companheiros que tombaram nesta caminhada, minha comovida homenagem e minha eterna lembrança”.

Ao dizer “Minha geração”, a presidente tomou a parte pelo todo, pois a imensa maioria de sua geração, e do povo brasileiro, não optou pela luta armada, apoiou o Estado na neutralização da esquerda revolucionária e, ao mesmo tempo, os segmentos políticos e sociais que buscavam a redemocratização pela via legal. Os guerrilheiros eram sempre denunciados pelos cidadãos e, por isso, viviam homiziados, não se sentindo seguros no meio do povo. Não fosse assim, a luta teria sido muito mais dura como mostra a história. Por outro lado, todos presidentes militares reconheciam o regime como de exceção e a necessidade de redemocratizar o País, como foi feito após a neutralização dos grupos armados.

A presidente ainda insiste em que ela e seus companheiros de guerrilha estavam “em busca da liberdade” após tantos deles reconhecerem que o propósito era implantar uma ditadura nos moldes da soviética, chinesa e cubana. É um conceito preocupante sobre liberdade.

Marighella – mestre da luta armada – assim escreveu no Manual do Guerrilheiro Urbano (bíblia da esquerda revolucionária de terroristas em todo mundo), quanto à ação a ser adotada pela guerrilha contra a redemocratização no Brasil: “o guerrilheiro urbano tem que se fazer mais agressivo e violento, girando em torno da sabotagem, terrorismo, expropriações, assaltos, seqüestros e execuções”. Esse ícone da esquerda radical tombou em 1969 e foi chamado de herói pelo ex-presidente Lula. Seria Marighella um dos companheiros homenageados no discurso? Vítimas indiretas e agentes da lei mortos no cumprimento do dever pelos grupos guerrilheiros também mereciam a “comovida homenagem e eterna lembrança” de quem se declarou presidente de todos os brasileiros e sem rancor. Assim faria uma estadista. Muitos brasileiros defenderam o Estado por missão e idealismo, atributo não exclusivo da esquerda como alguns hipócritas propagam. As vítimas indiretas (mortos, mutilados e famílias) atingidas nas ações de guerrilheiros e terroristas, estejam estes vivos, mortos ou desaparecidos, são mais dignas de homenagem, pois pagaram alto preço numa guerra em que não estavam empenhadas. Elas não foram indenizadas. Guerrilheiros e terroristas, hoje anistiados – vivos, mortos ou desaparecidos – ao contrário, escolheram voluntariamente seu caminho e aceitaram os riscos. Estes, no entanto, foram regiamente indenizados bem como as famílias de seus companheiros mortos e desaparecidos.

A ministra da Secretaria dos Direitos Humanos, ao tomar posse, declarou, com relação à criação da CV: “devemos dar seguimento ao processo de reconhecimento da responsabilidade do Estado por graves violações de Direitos Humanos, com vistas à sua não repetição, com ênfase no período 1964-1985 --- devemos aos que viveram aquele período e empenharam suas vidas generosamente, porque acreditavam na liberdade e na democracia”.

Por que enfatizar o período 1964-1985, quando o projeto determina 1946-1988? Está explícita a disposição para se apurar, de fato, apenas as violações cometidas pelos agentes do Estado, pois guerrilheiros e terroristas, que mataram e mutilaram em ações muitas delas nunca totalmente esclarecidas, são vistos pela ministra como credores e enaltecidos “porque acreditavam na liberdade e na democracia”. Isso é surrealismo!

Os discursos indicam a nítida tendência à parcialidade, que compromete a credibilidade do processo de criação e condução da CV, a ser integrada por sete membros designados pela presidente da República. A Comissão deveria ser composta por pessoas de pensamento ideológico distinto e sem vínculo político-partidário, indicadas em igual efetivo, sem a ingerência do governo, por representantes dos segmentos a serem ouvidos e ser presidida por um membro aceito em comum acordo por aqueles segmentos.

Na África do Sul houve uma Comissão da Verdade logo após a mudança de governo, com o fim do apartheid, num quadro de grave cisão social. A anistia seria concedida a quem relatasse seus crimes à Comissão, desde que fossem relacionados a crimes políticos. Portanto, havia uma motivação para comparecer à Comissão ao contrário do Brasil onde os agentes da lei, já anistiados, serão com certeza alvos de revanchismo.

A Nação não anseia pela CV, pois a história da luta armada será conhecida por pesquisas não ideológicas em arquivos já abertos e relatos voluntários de participantes dos eventos. A história não reflete verdades absolutas e sim versões de fatos ocorridos, cabendo a cada um formar sua ideia. Assim, as obras escritas e a opinião de quem apoiou o Estado não deveriam continuar sob patrulhamento. A propalada necessidade de reconciliação nacional é uma falácia, pois não há cisão social remanescente do regime militar ou as Forças Armadas não seriam instituições da mais alta credibilidade e reputação no País.

Por: Gen Rocha Paiva - Pesquisador pela Fundação Marechal Trompowski, realizando trabalhos no Centro de Estudos Estratégicos do Exército.

OS BILONTRAS

Na sua obra, “Os Bestializados”, o historiador mineiro José Murilo de Carvalho volta aos primórdios da República para apresentar uma visão história, política e social cuja essência, no meu entender, se repete nos dias atuais. A essência está no modo de ser bilontra ou tribofeiro, característica do brasileiro como um todo. Explicando melhor, na revista O Bilontra, citada por Carvalho e editada em 1886, por Artur Azevedo, esse tipo é o espertalhão, o velhaco, o gozador ou tribofeiro.


Em 1891, ainda conforme o autor citado, Artur Azevedo lança outra revista, O Tribofe, termo ligado à trapaça e que caracteriza a capital da República onde tribofeiros estavam por toda parte: “na política, na bolsa, no câmbio, na imprensa, no teatro, nos bondes, nos aluguéis e no amor”. “Como diria o próprio tribofe: ‘Ah, minha amiga, nesta boa terra os mandamentos da lei de Deus são como as posturas municipais, ninguém respeita”. José Murilo mostra que no Brasil “normas legais e hierarquias sociais foram aos poucos se desmoralizando, constituindo-se em um mundo alternativo de relacionamentos e valores onde predominam o deboche, a irreverência, a malícia”.


Essa mentalidade com toque carnavalesco me parece perfeita para explicar o porquê da popularidade do ex-presidente Lula da Silva. O povo consagrou um rei bilontra com o qual se identificou, um monarca debochado, irreverente, malicioso, piadista, informal, populista, dotado de oratória tosca e tarimba adquirida em palanques de sindicatos, adepto do “deixa a vida me levar”.
Lula da Silva também é um homem de rara sorte. Escapou da origem simples e ingressou no mundo de poder e riqueza sempre apoiado por compadres e companheiros. Recebeu, ao chegar à presidência o para-casa pronto do governo anterior, coisa que espertamente seu partido chamou de “herança maldita”, mas que foi copiada e tocada para frente sob as facilidades do céu de brigadeiro da situação externa, até 2009, quando adveio a crise internacional que aqui foi alcunhada de “marolinha”, bem ao estilo gozador do “salvador da pátria”.


A propaganda intensificou trapaças que alteraram a visão de realidade da infraestrutura, da Educação, da Saúde. Criativamente truques contábeis foram utilizados pelo Tesouro. A corrupção governamental foi tida como normal. Os exorbitantes privilégios do “rei e da família real”, que contrastaram com a oratória do “pobre operário” não chocaram os bilontras que nas pesquisas afirmaram: “se eu estivesse lá faria a mesma coisa”.


Quando de novo as eleições chegaram, bilontras hipnotizados pela arenga do líder dirigiram-se às urnas e, obedientes, elegeram Dilma Rousseff. Era a maneira de manter Lula lá. E Lula continuou. Remontou o ministério à sua imagem e semelhança, conversa com sua comandada diariamente, conforme a imprensa. Estrategicamente, porém, o ex-presidente não se expõe, sendo que a presidente é mostrada com bastante parcimônia.


O ocultamento da sucessora pode se dar por dois motivos: primeiro, esconder aquela certa dificuldade de raciocinar com fluência que era evidente durante a campanha. Segundo, tentar evitar ao máximo a vinculação da verdadeira herança maldita à presidente. Naturalmente, os marqueteiros dirão que a blindagem se deve a uma estratégia premeditada para construir uma imagem da própria Rousseff. Não precisava. Ela não é Lula.


A herança maldita não inclui somente a vergonhosa manutenção em nosso território do terrorista Cesare Battisti, a compra de aviões franceses, o valor do salário mínimo, a insatisfação do PMDB com a distribuição de cargos, as críticas à política externa brasileira que apoia regimes de déspotas violadores de direitos humanos. A herança maldita, que emblematicamente começou com a “tragédia das pedras” na região serrana do Rio, inclui o único fator que os bilontras são capazes de perceber, pois, se estão cada vez mais cínicos, corrompidos, indiferentes à imoralidade pública reinante, logo começarão a se ressentir e a se inquietar quando perceberem a inflação descontrolada que corrói seu poder aquisitivo. Para eleger sua sucessora o governo Lula não mediu consequências e no último ano bateu recorde de gastos. Despesas do Tesouro, INSS e Banco Central, que em 2003 representavam 15,14% do PIB, atingiram 19,14% oito anos depois. A escalada de gastos públicos continua e dificultará o trabalho do Banco Central para conter a inflação.

Contudo, quando o relatório oficial do Fundo Monetário Internacional (FMI) denunciou a deterioração das contas públicas brasileiras, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, se limitou a ironizar de forma grosseira e arrogante dizendo: “Acho que o diretor-gerente (Dominique Strauss Kahn) saiu de férias e algum velho ortodoxo deve ter escrito esse relatório com essas bobagens sobre o Brasil”.


Ainda é cedo para julgar o governo Rousseff, mas pelo andar da carruagem, quando o ano começar depois do carnaval, os bilontras saberão se é bobagem ou não a escalada inflacionária.


Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.

No ritmo que vamos o imortal José Sarney acabará Presidente do Céu

Educação, Educação e Educação

O símbolo do franciscanismo na política tupiniquim foi para o saco!

Veio à tona a informação de que até o senador Pedro Simon, que sempre posou de paladino da defesa da coisa pública e se apresenta como dado a hábitos franciscanos, recebe aposentadoria de ex-governador. São Francisco de Assis deve estar envergonhado. Neste ritmo, o imortal José Sarney acaba Presidente do Céu. Deus acabará exilado para os confins miseráveis do Maranhão... Se der sorte, com direito a uma bolsa família...

Diante de tantas denúncias comprovadas de uso e abuso do poder do Estado, os brasileiros deviam se revoltar. No entanto, ocorre o contrário. Ficam cada vez mais passivos e inertes diante das coisas erradas. Só faltam imitar os ignorantes do Egito. Mortos de vontade de derrubar a ditadura que se eterniza por lá, não sabem como atacar o governo. Assim, tacam fogo em duas múmias que nada têm a ver com a história atual. A revolta contra os falecidos faraós é uma alegoria da ignorância, do analfabetismo político dos subdesenvolvidos, incapazes de pensar e agir com correção.

O triste é que a maioria dos brasileiros também raciocina com o intestino. Sofremos da síndrome da múmia paralítica. Somos fruto de um processo histórico que nos tornou assim. Uma sociedade que não inventou o Estado, mas que foi inventada e moldada, sem educação, por um Estado criado para explorar. Por ignorância sobre a própria verdade histórica e incapacidade de analisar informações relevantes, aceitamos viver, passivamente, como escravos em uma rica colônia de exploração pós-moderna, mantida artificialmente na miséria pelos poderes globalitários que nos controlam, há séculos, daqui extraindo tudo que lhes convém.

O brasileiro foi adestrado a saber tudo de libertinagem. Mas nunca aprendeu a lidar com a liberdade. Por isso, não conseguimos ser livres. E aceitamos sobreviver na senzala da ignorância libertina, concedendo à privilegiada classe política o “direito” de dirigir nossa subcidadania. Por instinto de autoperpetuação, esta classe dominante – que usa e abusa do poder estatal - colabora o processo de manutenção do status quo ignorante. Eis por que os poderosos só tratam da Educação na retórica discurseira. E povo, que desconhece a liberdade, faz pouco caso da Educação.

Para nossa triste sina, quem percebe a importância da Educação também age na contramão da história, segregando o processo educacional a uma minoria privilegiada. Vide o lamentável episódio de dois pais na cidade de Serra Negra, no interior de São Paulo. Considerando o ensino brasileiro muito fraco, o norte-americano Philip Ferrara, de 48 anos, e sua esposa brasileira Leila Brum Ferrara, de 44,
optaram por ensinar os filhos em casa. As irmãs Vitória, de 11 anos, e Hannah, de 9, foram tiradas da escola. Agiram corretamente os pais ao aplicarem o “homeschooling”? Tal prática é muito difundida nos Estados Unidos. Teria mais de 1 milhão de adeptos por lá. Só que é proibida no Brasil! Os pais radicalizaram para exercer a liberdade de educar os filhos, em tese, com qualidade. Acontece que o ensino exclusivamente no lar não é permitido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Muito menos pela Lei de Diretrizes e Bases. O ECA e a LDB determinam que as crianças devem frequentar escolas.

Em tese, o principio é correto. Todo espaço de convivência e socialização de conhecimento e troca de vivências é essencial ao desenvolvimento pleno do ser humano. A pergunta fatal é: nossas escolas, em sua maioria, cumprem tal papel? A resposta é um “não rotundo” – como diria o velho Leonel Brizola, um dos poucos políticos brasileiros, com todos os seus defeitos, que teve a virtude de defender a importância da educação para o desenvolvimento do Brasil.

Solução imediata. O brasileiro precisa acordar para a importância de Educação. A História da Humanidade comprova que só se desenvolver as nações em que os cidadãos têm acesso à Educação desde a infância. Sem um processo que viabilize a liberdade de escolha, o livre pensamento e o acesso a múltiplas experiências artísticas, o pleno desenvolvimento de outros fatores produtivos fica dificultado ou inviabilizado.

Educação. Educação e Educação. Ou adotamos estas três prioridades, ou tudo continuará como dantes na escolinha do Abrantes. Temos de superar e revogar a “vocação” historicamente maldita para sermos meros súditos ou escravos colonizados pelas nobres realezas globalitárias.

Fonte: Blog Alerta Total – Jorge Serrão

Novo homem forte no Egito

Egito. Mubarack já era. Família do ditador foge para Londres. Novo homem forte é Omar Suleiman.

1. Uma lenda está a circular no Egito, cujo número de mortos, até as 12 horas deste domingo, chegou a 150. As mortes estão ligadas aos protestos populares e às violências que eclodiram na terça 25.

Conta a lenda ter um comum do povo formulado pergunta ao antigo faraó. A pergunta foi considerada embaraçosa pelos circunstantes.: “Como o senhor faraó conseguiu tornar-se tão poderoso ? A resposta do faraó foi direta, sem rodeios ou leguleios: “ Ninguém nunca tentou me parar”.

2. Horni Mubarack chegou ao poder em outubro de 1981. Depois do assassinato por parte de extremistas islâmicos do presidente Anwar Sadat. O general Mubarack era herói nacional. Lutara no Sinai e em Gaza (Guerra dos 6 dias) e, também, na chamada guerra do Kippur de 1973. Quando do assassinato de Sadat, Mubarack era o vice-presidente e se tornou o sucessor natural. Com apoio em eleições plebiscitárias marcadas pela fraude, Mubabarack, — como na lenda do faraó–, foi ficando e nem vice-presidente quis ter mais.


3. A resistência do povo egípcio começa quando o octagenário Mubarack resolveu a preparar a sua sucessão. Tudo em face das eleições marcadas para outubro de 2011. O nome tirado do bolso do colete pelo ditador foi o do filho mais novo, Gamal Mubarack, de 47 anos de idade e casado com a filha de um megaconstrutor.

Diante da reação popular desta semana e da proporção conquistada, — na verdade um efeito dominó iniciado com a revolta na Tunísia e que legou à deposição do ditador Ben Ali (fugiu para a Arábia Saudita)—, Mubarack tenta não jogar a toalha, ou melhor, luta para salvar alguns anéis, em especial ter de se exilar. Por cautela e a seguir os passos do tunisiano Bem Ali,
o presidente Mubarack despachou a família para Londres.

Como se percebe, começou a fuga. E isto corre entre os revoltosas nas ruas, praças e casas. Com efeito, os revoltosos já sabem da fuga e, hoje, receberam a adesão de juízes e clérigos. Juízes e clérigos saíram às ruas em apoio aos revoltosos.

PANO RÁPIDO. Não há mais dúvida. Mubarack perdeu.

A nomeação de um vice-presidente militar, o general Omar Suleiman (74 anos), representa uma tentativa de retomar o controle da situação. Para isso, o poder, de fato, já foi entregue ao Exército. Aliás, um Exército que deixou claro, pelos seus chefes, que não aceitaria Gamal Mubarack como sucessor, como desejado por Mubarack para a eleição de outubro.

Omar Suleiman, com 20 anos na chefia do serviço secreto, teve papel importante como mediador entre palestinos e israelenses. O Exército quer Omar Suleiman na chefia do estado e
é o único nome capaz de evitar que o Egito saia da ditadura de Mubarack e cai numa islâmica radical.

Segundo dados do Instituto Georgáfico de Agostini, edição de 2010, a defesa de Mubarack estava a cargo de dois corpos de segurança: (1) Força de Segurança Central ( 232 mil homens) e (2) a Guarda Nacional ( 60 mil homens). Apesar do grande um número de homens de segurança presidencial, a história se repete. Ou seja, muitos agentes dos dois corpos de segurança já mudaram de lado e engrossam os protestos populares.

Omar Suleiman, no momento, conta com o apoio dos chefes militares e estes comandam 468.500 homens. Estão sendo anunciadas reformas e promessas de reformas constitucionais democráticas: a Constituição é de 11 de setembro de 1971 e a última modificação, para aumentar os poderes de Mubarack, deu-se em 26 de março de 2007.

Por: Wálter Fanganiello Maierovitch – IBGF

Proibição de acumular cargos chega ao Ministério Público

Promotores e procuradores terão de ocupar apenas um cargo público

O Conselho Nacional do Ministério Público vai dar um ultimato aos promotores e procuradores com outros cargos na administração pública. Eles receberão um aviso para voltar à função original ou abandonar a carreira. A medida terá impacto direto entre quem ocupa secretarias de Estados e cargos no governo federal. E, por isso, coloca o órgão contra parte da categoria que defende ocupar postos em outras esferas da administração.

A determinação tem como alicerce uma resolução baixada em 2004 que proibiu o exercício de atividade político-partidária a integrantes do Ministério Público que tiverem entrado na carreira a partir daquele ano. Ela vetou ainda afastamento dos que tomaram posse após 1988 para assumir outros cargos. A ofensiva é fruto de despacho do conselheiro Almino Afonso, na sexta, em análise de liminar que reivindicava o retorno de três membros da Promotoria do Paraná às funções originais. Os alvos haviam ingressado no Ministério Público antes de 1988 e não poderiam ser atingidos pela resolução.

Mas, no despacho, Afonso pediu que a Comissão de Controle Administrativo do conselho solicitasse informações a "todas as unidades do Ministério Público, a fim de saber quais e quantos integrantes da instituição encontram-se licenciados para atividades alheias". O presidente da comissão, Bruno Dantas, acolheu o pedido e determinou que todos os procuradores-gerais enviem, em até cinco dias, a lista de membros liberados do Ministério Público, a data de ingresso na carreira e o período da liberação.

Fonte: Folha.com

Congresso Nacional ou circo?

Tiririca quer integrar Comissão de Educação da Câmara
O palhaço e agora deputado federal Tiririca afirmou ontem que pretende participar da Comissão de Educação e Cultura da Câmara.
“Quero trabalhar na área de educação e cultura. É o que o partido também quer”, afirmou o humorista ao sair do hospital Sírio Libanês, em São Paulo. De acordo com reportagem da Folha, o deputado eleito não quis falar dos projetos que tem para a área.”Já mostrei alguma coisa para a galera. Mas, tem que chegar primeiro na Câmara, conversar, marcar reuniões, aquela coisa toda.”

[depois de um analfabeto ser eleito e reeleito presidente da República tudo é possível; não será surpresa se Dilma nomeá-lo reitor de alguma das universidades federais inaugurada por Lula.]


Tiririca diz querer vaga na Comissão de Educação da Câmara

O deputado eleito Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), 45, o palhaço Tiririca, afirmou ontem que tem planos de participar da Comissão de Educação e Cultura da Câmara. "Quero trabalhar na área de educação e cultura. É o que o partido também quer", afirmou o humorista ao sair do hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

No entanto, deputado eleito não quis falar dos projetos que tem para a área. "Já mostrei alguma coisa para a galera. Mas, tem que chegar primeiro na Câmara, conversar, marcar reuniões, aquela coisa toda." O PR tem dois deputados na comissão de 32 membros. A única ideia que apresentou foi um projeto para incentivar a adoção de animais.

Após ser eleito com votação recorde de 1,3 milhão de votos, Tiririca teve que passar por um teste de alfabetização aplicado pela Justiça Eleitoral. Ele leu uma notícia de jornal e fez um ditado com uma frase de 10 palavras. Segundo ele, o episódio está superado. [lembrem-se que estamos no país que elegeu o Juruna, o Lula, o Agnaldo Timóteo e outros do mesmo naipe.]

Tiririca deixa hospital após cirurgia na vesícula

Na sexta-feira, o deputado operou para retirar a vesícula. A cirurgia ocorreu sem problemas. "Foi tirada a vesícula fora. Estava inflamadíssima", afirmou o deputado eleito na saída do hospital. Segundo Tiririca, a cirurgia foi decidida depois de um exame.

O médico Raul Cutait chegou a sugerir que a operação fosse feita no sábado. Mas, Tiririca quis fazer no mesmo dia. "Eu sai do consultório dele direto para o hospital fazer a operação", afirmou Tiririca, ao lado da mulher Nana Magalhães. Na terça-feira, ele toma posse como deputado federal. Ele diz que não sabe ainda como será o seu discurso de posse. Com mais de 1,3 milhão de votos, Tiririca foi o mais votado do país. No final de dezembro, Tiririca foi internado no hospital São Mateus, em Fortaleza (CE), após sentir uma indisposição gástrica. De acordo com a assessoria dele, a operação não teve relação com a internação.

Vergonha Nacional: Sarney volta a presidir o Senado

Aliados de Sarney mantém cargos, mesmo após todos os escândalos

Aliados do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), continuam empregados na Casa mesmo após os escândalos administrativos de 2009. Um dos órgãos usados para abrigar esses apoiadores é o Conselho Editorial do Senado. Lá estão lotadas, por exemplo, as jovens Nathalie Rondeau e Gabriela Aragão Mendes, segundo o site do Senado. A primeira - aspirante a modelo - é filha do ex-ministro Silas Rondeau, afilhado político de Sarney. A outra é filha de Aluizio Mendes, secretário de Segurança Pública da governadora Roseana Sarney (PMDB) no Maranhão.

Em 2009, o Estado revelou que Nathalie foi nomeada por ato secreto em agosto de 2005 e que Gabriela era funcionária fantasma do Conselho Editorial, órgão que cuida da avaliação de publicações da gráfica do Senado. Sarney preside o conselho. O vice-presidente é um velho amigo do senador, Joaquim Campelo Marques, lotado no gabinete da presidência do Senado.

Também nomeada por ato secreto para o Conselho Editorial, Alba Leite Nunes Lima hoje está lotada no gabinete do senador. Ela é mulher de Chiquinho Escórcio, uma espécie de faz-tudo da família Sarney e hoje suplente de deputado federal. A filha do casal, Juliana, é funcionária do gabinete de Mauro Fecury (PMDB-MA), que era suplente de Roseana Sarney no Senado.

Aliado de Sarney, o senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA) emprega, segundo o site da Casa, Rosângela Terezinha Michels Gonçalves. Candidata a miss Brasília em 1980, ela é ex-namorada de Fernando Sarney, filho do presidente do Senado. Desse relacionamento nasceu João Fernando Michels Gonçalves, ex-funcionário fantasma exonerado, por ato secreto, em outubro de 2008.

O presidente do Senado também mantém como seu assessor Jorge Nova da Costa, ex-governador do Amapá e suplente de seu mandato.

Sarney reassume Senado sem tê-lo reformado

Presidente do Congresso resiste ao escândalo dos atos secretos e seguirá no comando da Casa, apesar de não ter cumprido promessas como redução no número de diretores e de cargos comissionados; mudanças propostas por FGV estão paradas

Sarney caminha para nova gestão à frente do Senado sem fazer reformas

Prestes a assumir a presidência do Senado pela quarta vez, José Sarney (PMDB-AP) encerra hoje sua atual gestão sem aprovar a prometida reforma administrativa na Casa. O Senado mantém velhos vícios, estrutura inchada, falta de controle de funcionários fantasmas, excesso de mão de obra terceirizada e de cargos de diretores, além de apadrinhados do senador e de colegas espalhados em gabinetes e secretarias.

Em 2009, no auge do escândalo dos atos secretos revelados pelo Estado, Sarney prometeu aprovar uma reforma interna e entregar uma Casa "modernizada". "O Senado está cumprindo o que prometeu à nossa sociedade", afirmou, em plenário, no dia 29 de outubro daquele ano.

Era uma resposta à avalanche de irregularidades reveladas na época, crise que levou a dez pedidos de processo por quebra de decoro parlamentar contra o senador. Sarney salvou-se com o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A turbulência passou e as mudanças administrativas andam a passos lentos. Por outro lado, os senadores ganharão um novo plenário após uma reforma - ainda não concluída - de R$ 5 milhões. Anunciada com pompa, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) foi contratada para propor mudanças estruturais no Senado. Recebeu, em um primeiro contrato em 2009, R$ 250 mil. Uma recontratação pelo mesmo valor foi anunciada no ano passado.

Mas o projeto da entidade, que prevê corte nas chefias, entre outras medidas, não agradou a servidores e senadores. Foi alterado e está parado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Em compensação, os funcionários que, em sua maioria, sempre apoiaram Sarney, ganharam novo plano de carreira em 2010. Perderam gratificações, mas tiveram salários aumentados em 25%, na média. A remuneração de um servidor pode chegar a R$ 24 mil. Na prática, ninguém perdeu dinheiro. O impacto desse reajuste deve ser de R$ 468 milhões na folha de pagamento de 2011, orçada em R$ 2,8 bilhões.

Diretores. A promessa de reduzir o número de diretorias a sete não saiu do papel. Segundo o site do Senado, há pelo menos 44 servidores na função de "diretor", sendo sete para a área de Comunicação Social, um para Expediente, outro para Serviços Gerais e um para Informação e Documentação, entre outros. O quadro total de funcionários - efetivos, comissionados e terceirizados - segue em cerca de 10 mil. Um terço continua sendo de confiança, nicho que nenhum senador aceita abrir mão.

Com isso, também marcaram a gestão Sarney denúncias de servidores fantasmas e fragilidade no controle das horas extras. Surgiu então a promessa - ainda não cumprida - de um mecanismo de acompanhamento biométrico de frequência. Antes, a Casa instalou um controle eletrônico. Não deu certo. Senadores dispensaram funcionários de prestarem contas de frequência. Cerca de 500 estão, oficialmente, livres da obrigação, segundo o site do Senado.

A pressão dos funcionários terceirizados também foi bem-sucedida. O Senado comemora redução de gastos na área, mas mantém cerca de 3 mil empregados desse tipo. São, por exemplo, 462 "auxiliares de execução" e 300 "vigilantes".

Esse contingente foi um dos alvos da campanha eleitoral do ex-diretor-geral da Casa e hoje deputado distrital Agaciel Maia. Apontado como mentor dos atos secretos e apadrinhado de Sarney, Agaciel escapou da demissão e recebeu suspensão temporária. Uma eventual demissão depende de decisão judicial em processo que ele responde por improbidade administrativa.

Fontes: Folha de São Paulo e o Estado de São Paulo

Não caibo em um único ministério

Batalha perdida

“Eu sou um piano de cauda. Não caibo num único ministério”, observou Ulysses Guimarães, então presidente do PMDB e da Câmara dos Deputados, em conversa com o presidente eleito Tancredo Neves no início de 1985. Ulysses emplacou três ministros de uma vez – Pedro Simon, Renato Archer e Waldyr Pires. Tancredo morreu em abril sem tomar posse.

Em agosto de 1961, quando Jânio Quadros renunciou à presidência da República, João Goulart, seu vice, só tomou posse depois que o Congresso trocou o regime presidencialista pelo parlamentarista. Foi a maneira encontrada pelos políticos para contornar o veto dos militares a Goulart. Tancredo elegeu-se primeiro ministro.

Tão logo encontrou Goulart, ouviu dele: “Você tem um longo parecer de sua assessoria que lhe garante todo o poder. Mas eu também tenho um da minha que me assegura todo o poder. Precisamos nos entender”. Não foi tão difícil. Tancredo respondeu: “O senhor me dá Minas e fica com o resto do país”.

Quer dizer: caberia a Tancredo indicar os ocupantes de todos os cargos federais que tivessem ligações com Minas, seu Estado natal. “É, mas também quero algumas coisas em Minas”, rebateu Goulart. Tancredo retrucou: “Então você me dá os ministérios dos Transportes e do Trabalho e fica com os demais”. E assim se fez.

Quando governou Minas nos anos 80, Tancredo foi procurado certo dia por seu secretário Ronaldo Costa Couto com a proposta de demitir 22 mil servidores para enxugar despesas. Tancredo hesitou. Não gostava de demitir. Cedeu, mas pediu ao secretário que contratasse cerca de mil pessoas com as quais tinha dívidas de gratidão.

No dia seguinte, ao ler na capa do jornal Estado de Minas que o governo dera a largada para um “novo trem da alegria”, Costa Couto reapresentou-se irritado a Tancredo. “Como a gente demite 22 mil servidores e a notícia que sai é sobre contratados?” Tancredo ensinou: “Mineiro gosta de nomeação. Fui eu que dei a notícia para o jornal”.

Tempos relativamente ingênuos, aqueles, onde os políticos competiam por cargos para empregar amigos, parentes e afilhados. Os empregados retribuíam com pequenos favores. Havia algum tipo de roubalheira, sim, sempre houve. Mas nada que se parecesse com o que ganharia corpo mais tarde. Com o que existe hoje.

A presidente Dilma Rousseff está empenhada em evitar que o loteamento de cargos entre partidos abra espaço em excesso para trambiques que resultem em futuros escândalos. Ao contrário de Lula, ela não parece ser muito tolerante com desvios de conduta. E, de resto, carece de lábia para enfrentar dificuldades só na base do gogó.

Determinadas áreas do governo foram reservadas por Dilma para ser entregues a técnicos de reconhecida competência. Ora, sem problemas. Os partidos dispõem de nomes para toda obra. Quer um técnico? Solta um técnico! E uns mais, outros menos, todos acabarão por servir a interesses nada republicanos dos seus patrocinadores. Vem sendo assim. E nada sugere que deixará de ser assim.

Parlamentares fazem emendas ao Orçamento da União destinando recursos para entidades e prefeituras que os ajudaram a se eleger. Em seguida, precisam que os ministérios liberem a grana prevista nas emendas. Aí costumam ocorrer os pequenos e médios trambiques. Os maiores, que dependem de pessoas bem situadas nos escalões mais elevados de ministérios, empresas estatais e bancos públicos, passam por licitações viciadas, isenções de tributos, pagamento de comissões – e sabe-se lá mais o quê. Os beneficiados contribuem para engordar o caixa de campanha dos partidos.

Um ministro do governo Lula, obrigado a lidar diretamente com deputados e senadores, decidiu escrever um diário. Por quase 30 dias, registrou tudo o que ouviu dos seus interlocutores. Imaginava manter o diário inédito até a sua morte. Por fim, achou mais seguro tocar fogo nas anotações. “Aquilo tudo era impublicável”, lamentou.

Fonte: Blog do Noblat

domingo, 30 de janeiro de 2011

Fim de privilégios é dívida herdada por novo Congresso

Congresso não tem interesse em extinguir privilégios. Afinal o orivilégio extinto hoje não será recebido amanhã pelo parlamentar que votou pela extinção

Projetos que limitam ou acabam com prerrogativas de parlamentares empacam há anos no Legislativo, sem perspectiva de ir a plenário

O Congresso que será empossado na terça-feira receberá como herança da legislatura anterior uma série de projetos "empacados" que limitam ou acabam com privilégios de deputados e senadores. Sem perspectiva de votação em plenário, são propostas que tramitam há anos, a maioria fruto de iniciativas individuais e sem respaldo das cúpulas do Senado e da Câmara. Segundo levantamento feito pelo Estado, a legislatura 2007-2010 termina com pelo menos quatro projetos em tramitação nas duas Casas que proíbem a posse de suplentes durante os recessos legislativos.

A aprovação de uma dessas propostas teria evitado a "farra das suplências" registrada no fim de 2010, quando tomaram posse quase duas dezenas de substitutos de deputados que deixaram a Câmara para assumir cargos no governo federal e nos Estados. Cada um desses suplentes recebe, em pleno período de férias do Congresso, salário integral e um pacote de benefícios que, caso utilizado na íntegra, pode custar até R$ 114 mil para os cofres públicos. Há outros exemplos: 12 projetos estabelecem novas regras para evitar que o Senado emposse suplentes sem votos - atualmente eles são eleitos na mesma chapa dos titulares, sem passar diretamente pelo crivos dos eleitores. A "bancada dos sem-voto" chegou a ocupar 20 das 81 vagas do Senado em determinado momento da legislatura passada.

O fim do foro privilegiado, que assegura a deputados e senadores o direito de ser julgados apenas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e não por instâncias inferiores da Justiça, é o objetivo de cinco propostas que tramitam no Congresso - a mais antiga é de 2005. Também está parada há quatro anos - depois de ser aprovada em primeiro turno na Câmara - a proposta de emenda constitucional que acaba com o voto secreto em todas as deliberações do Congresso. Atualmente, não há como saber, por exemplo, como os parlamentares se posicionam sobre cassações de mandato e eleição de integrantes das Mesas.

Mobilização. Cientistas políticos consultados pelo Estado manifestaram ceticismo quanto à possibilidade de o Congresso limitar seus próprios privilégios - a menos que haja forte pressão externa. "A lei que ficou conhecida como Ficha Limpa jamais seria aprovada, nem sequer debatida, se não viesse de iniciativa popular e do clamor das ruas", disse Lúcio Rennó, professor da Universidade de Brasília (UnB). "Mudanças moralizadoras da atuação do Poder Legislativo só ocorrerão com pressão da sociedade civil."

"O principal privilégio dos parlamentares é poder definir seus próprios privilégios, o que exige responsabilidade redobrada", observou Bruno Speck, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), lembrando que os legisladores definem seus próprios salários e até a forma de financiamento de partidos e candidatos. "Os parlamentares devem ponderar o que é razoável em nome da independência e do exercício do cargo e começar a definir limites para os privilégios."

Para Carlos Melo, do Insper, cada congressista "parece mais motivado por estratégias individuais" do que pela defesa da imagem do Congresso. "Quando cada um procura o melhor apenas para si, pode acabar construindo o pior coletivo."

Ressalvas. O deputado Flávio Dino (PC do B-MA), autor de um dos projetos que proíbem a posse de suplentes durante os recessos parlamentares, disse discordar das críticas de que o Congresso é incapaz de se reformar. Ele citou a Lei da Ficha Limpa como exemplo de iniciativa aprovada que contraria os interesses de políticos fisiológicos. "Mas isso só acontece quando há uma grande mobilização externa e interna."

Luiza Erundina (PSB-SP), uma das líderes da frente parlamentar que se mobilizou para derrubar o voto secreto em 2006, também contestou a tese de que os congressistas não tomam iniciativas que os contrariem. "O problema é que são iniciativas individuais, que não prosperam por falta de respaldo da Mesa e do colégio de líderes", afirmou. Para a deputada, há uma "ditadura" da cúpula parlamentar na Câmara. "Não há democracia interna, os líderes decidem tudo e nem sequer discutem a pauta com seus partidos."

Fonte: O Estado de São Paulo

Pensão vitalícia para o Lula já

Somos favoráveis a uma pensão vitalícia para o Lula. JÁ

"Acho ótimo o PT pagar salário para o Lula. Se dessa forma o ex-presidente se comprometer a não fazer palestras, defendo, inclusive, uma pensão vitalícia para ele.

Carlos Sampaio (PSDB-SP), sobre o pagamento de R$ 13 mil mensais a Lula, que reassumirá o cargo simbólico de presidente de honra do PT.


Somos favoráveis a que o valor da pensão seja igual ao salário atual do presidente da República. A única exigência é que o Lula não faça palestras, não dê entrevistas, ou seja: CALA A BOCA, LULA.

UNIÃO NACIONAL REPUBLICANA - UNR

Lixo no DF causa nova crise no Ministério Público

Acúmulo de lixo nas ruas do DF causa nova crise no Ministério Público

Integrante do Conselho Nacional do Ministério Público designa promotor de Defesa do Consumidor para atuar em processos de limpeza urbana.
Medida representa intervenção nas Promotorias de Patrimônio

[o usual é que cidades administradas pelo PT, a turma do Executivo e do Legislativo se envolvam com o lixo - lembram da ex-prefeita de Fortaleza? Maria Luiza Fontenelle... se envolveu com o lixo; tem o caso do Palocci em Ribeirão Preto; Celso Daniel e por aí vai - mas no DF há o envolvimento também de membros do Ministério Público. Agora é que a roubalheira vai ser grande: executivo + legislativo + mpdft]

O afastamento dos promotores de Justiça Leonardo Bandarra e Deborah Guerner do trabalho não encerrou a crise interna no Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT). A pedido das procuradoras de Justiça Ruth Kicis e Suzana Toledo, o conselheiro Almino Afonso, do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), decretou uma espécie de intervenção nas seis Promotorias de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep) do DF no que se refere à análise dos contratos de coleta de lixo. O conselheiro designou o promotor Guilherme Fernandes, que atua na área de Defesa do Consumidor, para assumir um inquérito civil público relacionado às contratações emergenciais de empresas prestadoras de serviço de limpeza urbana, aberto em 2008.Depois de afastar Leonardo Bandarra e Deborah Guerner, o CNMP vai decidir em plenário se mantém liminar do conselheiro Almino Afonso que interveio na designação de promotores para atuar nos contratos de lixo do MPDFT

Afonso avaliou que a decisão possibilitará “atuação desgarrada de paixões e vaidades, e baseada no interesse público”. Na avaliação do conselheiro, os seis promotores que atuam na área do Patrimônio Público não têm isenção para tratar dos contratos de lixo porque estariam em conflito com as determinações das duas procuradoras autoras do pedido de intervenção decretada pelo CNMP. Ruth Kicis e Suzana Toledo integram a 1ª Câmara de Coordenação e Revisão das Promotorias de Patrimônio Público, com a competência de exercer controle interno sobre a atuação dos promotores designados para trabalhar em processos relacionados a desvios de recursos públicos, dano ao Erário, corrupção e improbidade administrativa.

Pela decisão em caráter liminar do conselheiro Almino Afonso, o promotor Guilherme Fernandes terá obrigatoriamente de ajuizar uma ação civil pública relacionada aos contratos de lixo, pela qual terá de responsabilizar alguém por falhas na prorrogação de contratos sem licitação. “Nesse caso, o promotor designado em lugar do primeiro agirá por delegação, de forma que não poderá recusar-se à propositura da ação que lhe foi cometida (…)”, sustentou na decisão, citando trecho de autoria do procurador de Justiça aposentado Hugo Nigro Mazzili, de São Paulo.

Assim que o escândalo envolvendo o então procurador-geral de Justiça do DF, Leonardo Bandarra, e a promotora Deborah Guerner veio à tona, com as denúncias feitas por Durval Barbosa na Operação Caixa de Pandora, Ruth Kicis e Suzana Toledo decidiram passar uma lupa sobre os procedimentos do Ministério Público local relacionados aos contratos de lixo. Uma das acusações de Durval na delação premiada é que Bandarra e Deborah recebiam dinheiro de empresários do lixo em troca de uma suposta camaradagem na atuação do MPDFT. Bandarra e Deborah são alvo de três ações penais, por extorsão, formação de quadrilha e concussão. Bandarra responde ainda por advocacia administrativa. O caso do lixo ainda está sob investigação no Ministério Público Federal.

Arquivamento
Ao requisitar os procedimentos da 5ª Promotoria de Defesa do Patrimônio, as procuradoras Ruth Kicis e Suzana Toledo apontaram como uma das falhas da atuação do promotor responsável pelo caso, Ivaldo Lemos Júnior, a transformação de um inquérito civil público em procedimento interno. A diferença entre um e o outro é que o primeiro tem o poder de coletar informações preparatórias para basear uma futura ação civil pública. O segundo tem a função apenas de fiscalizar o Poder Público. No caso específico, acompanhar a licitação em curso no Serviço de Limpeza Urbana (SLU) para contratação de empresas de coleta de lixo, sem necessidade de levar o tema ao Poder Judiciário. Para as procuradoras, a medida representou um arquivamento do trabalho de investigação, sem que a decisão fosse submetida à Câmara de Revisão.

Com a decisão do conselheiro Almino Afonso, tomada na última sexta-feira e sem precedentes no Ministério Público do DF, a procuradora-geral de Justiça do DF, Eunice Carvalhido, terá 24 horas, a partir da notificação, para fazer a designação do promotor Guilherme Fernandes. Almino Afonso, numa decisão dura, lamenta que o MPDFT supostamente não tenha tomado providências judiciais contra irregularidades praticadas nos contratos de lixo do DF que vêm sendo prorrogados de forma emergencial desde 2006. “Os autos estão a revelar que o Ministério Público do Distrito Federal até agora pretendeu colocar o lixo do DF debaixo do tapete”, afirma o conselheiro.

Advogado no CNMP
O conselheiro Almino Afonso é um dos 14 integrantes do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Advogado em Mato Grosso, ele ocupa uma das vagas designadas à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no órgão responsável pelo controle externo da atuação de promotores de Justiça e procuradores da República do país. Tem mandato até agosto de 2011.

Apoio de colegas
A intervenção no trabalho de promotores de Justiça é tema controverso no Ministério Público do DF (MPDFT). Assim que a Câmara Revisora do Patrimônio Público decidiu afastar Ivaldo Lemos Júnior, promotor que atua na 5ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público (Prodep), do procedimento relacionado aos contratos do lixo, a procuradora-geral de Justiça do DF em exercício, Zenaide Souto Martins, designou a promotora Cátia Martins Vergara como responsável pelo inquérito civil público relacionado às empresas de limpeza urbana. Cátia foi considerada a substituta natural, por ser a titular da 6ª Prodep. A promotora concordou com a linha de trabalho do colega, que também tem o apoio dos demais integrantes das Promotorias de Patrimônio Público do MPDFT.

Por considerarem que o substituto de Ivaldo Lemos Júnior deveria apenas acatar as determinações da Câmara de Revisão, as procuradoras de Justiça Ruth Kicis e Suzana Toledo consultaram os promotores do Núcleo de Combate às Organizações Criminosas (NCOC), responsáveis pelos processos relacionados à Operação Caixa de Pandora — entre os quais as ações de improbidade administrativa e de bloqueio dos bens dos deputados distritais envolvidos na denúncia do suposto mensalão do governo Arruda. Os promotores do NCOC avaliaram que a competência para dar prosseguimento aos processos do lixo é de uma das seis Promotorias de Defesa do Patrimônio Público. A escolha de Guilherme Fernandes, da Promotoria de Defesa do Consumidor, partiu, então, das duas integrantes da Câmara de Revisão e foi referendada pelo conselheiro Almino Afonso, do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Ivaldo Lemos Júnior disse ontem que propôs sete ações penais e de improbidade administrativa relacionadas à questão do lixo. O promotor sustenta que a transformação de inquérito civil público em procedimento interno é uma rotina. Levantamento feito por ele indica que isso ocorreu pelo menos 370 vezes nas Promotorias da Ordem Urbanística, da Saúde, Consumidor e de Meio Ambiente, desde que o instituto do procedimento interno foi criado pela Resolução 78/2005.

Fonte: Correio Braziliense

Realizações do governo Agnello - PT/DF - nos primeiros 30 dias

Trinta dias de Agnello Queiroz como governador do Distrito Federal

Realizações, melhor dizendo, realização:

- Demissão de 18.500 comissionados, herdados do governo anterior, que serão substituídos por 22.000 comissionados oriundos do PT.

O gigantesco aparelhamento da máquina do GDF além da total ineficiencia representará um acréscimo na arrecadação do PT superior a R$ 2 MI mensais - é praxe que o petista ocupante de qualquer cargo em comissão pague ao partido o 'dízimo'.

Outras realizações, se ocorrerem, ficarão para o restante do mandato. Por enquanto, é só arrumar emprego para os 'cumpanheros'.

sábado, 29 de janeiro de 2011

As asquerosas aposentadorias inconstitucionais dos ex-governadores. Com destaque para as da 'famiglia' Sarney

O vexame das aposentadorias

Os benefícios concedidos a ex-governadores e a seus herdeiros são um roubo e desmoralizam os políticos
Causam asco as aposentadorias inconstitucionais, milionárias e vitalícias de ex-governadores e seus herdeiros. Esses benefícios são um roubo e desmoralizam a profissão de político. Em toda a sua vida ativa, o cidadão comum e assalariado é chamado de “contribuinte”. O nome é correto. Contribuímos ao pagar impostos. No Brasil, infelizmente, os impostos são escorchantes e não servem para seu fim mais nobre.

Em países civilizados, essa contribuição tem um sentido público claro. Medicina e educação costumam ter qualidade e ser gratuitas. Quantos de nós pagaríamos impostos com mais alegria se o dinheiro descontado mensalmente do salário financiasse serviços para os mais carentes e a classe média.

A aposentadoria máxima é de R$ 3.200 por mês para quem trabalha 35 anos. Mas os ex-governadores estão acima das regras. Mesmo que governem um Estado por apenas alguns dias, podem ganhar aposentadoria de R$ 10 mil a R$ 24 mil. Para sempre, até morrer. E, após a morte, as viúvas assumem integralmente o benefício.

O Supremo Tribunal Federal, em 2007, considerou inconstitucional a aposentadoria de Zeca do PT, ex-governador de Mato Grosso do Sul. Mas o STF é mais lento quando a ação se destina a derrubar a mesma lei no Maranhão. Essa ação “está tramitando” no Supremo. O alvo é o clã Sarney: José e a filha Roseana ganham pensão vitalícia de R$ 24 mil. São tantos os penduricalhos na conta do magnata da política José Sarney que, durante um ano, ele não percebeu que depositaram irregularmente o auxílio-moradia de R$ 3.800. Foram R$ 45 mil de “equívoco”, que depois ele afirma ter devolvido.

O senador, ex-presidente e ex-governador do Maranhão ganha subsídio de R$ 26 mil, verba para passagens, casa, gasolina, e ainda por cima uma pensão eterna. Como descobrir aquilo a que não tem direito? Sarney tem direito a tudo, mesmo que seu Maranhão tenha indicadores sociais lamentáveis. Como disse o ex-presidente Lula, Sarney “não pode ser julgado como um homem comum”.

A OAB entrou no Supremo, na sexta-feira, com ações de inconstitucionalidade contra as aposentadorias de ex-governadores de dois Estados: Sergipe e Paraná. As pensões são descritas como “grave ofensa ao princípio republicano”. Os benefícios concedidos a ex-governadores e a seus herdeiros são um roubo e desmoralizam os políticos. [qual a razão da OAB não ter ingressado com a mesma ação contra as aposentadorias do Sarney e de sua filha? Será temor de questionar os ganhos ilegais e imorais de um homem 'incomum'?]

O Paraná é um caso especial e curioso de hipocrisia. Não contente com os R$ 18 mil mensais que recebeu de pensão nos últimos meses, o senador tucano Álvaro Dias pediu à Justiça mais de R$ 1,5 milhão de benefícios retroativos pelo período em que governou o Paraná, de 1987 a 1991. Depois de flagrado, disse que a dinheirama seria para doar a uma instituição assistencial que mantém uma creche em Curitiba. “Centavo por centavo”, diz ele. Você acredita?

Digamos que sim. Que Álvaro Dias seja um senador beneficente, em busca de uma vaga no reino dos céus. Mas o senador por acaso sabe que caridade se faz com o próprio dinheiro, e não com o dinheiro de seus eleitores? Eles podem preferir doar para cegos, órfãos, idosos. Ou simplesmente não doar o que não têm, porque ainda sonham com impostos menores e mais justos no Brasil. Como disse o presidente da OAB, Ophir Cavalcante, “queremos estancar essa sangria com dinheiro público”.[ pergunta ao presidente da OAB: as aposentadorias do Sarney e da filha não são pagas com dinheiro público??? parece que não pois a OAB nada fez nem pretende fazer para estancar a sangria pelos lados Maranhão.]

É estranho que uma imoralidade como essa seja praticada em vários Estados há anos, sem que ninguém se rebele. Ninguém sabia de nada? Fala-se tanto de rombo na Previdência. Nós pagamos mais de R$ 30 milhões por ano de pensões para ex-governadores de todos os partidos. São os mesmos políticos que, no Senado, querem a volta da CPMF porque a saúde está em frangalhos.

Por que o STF não cria uma regra para todo o país? Regrinha básica: “Ex-governadores não podem violar a Constituição nem meter a mão no bolso dos outros”. Dá para entender?

Queria dar voz a um leitor de Belo Horizonte, Luiz Antonio Mendes Ribeiro: “Pura safadeza! Esses políticos desrespeitam as leis, engendram mutretas para se locupletar e não se envergonham de nada. Vamos dar um choque de decência nisso”.

Vamos mesmo?

Por: Ruth Aquino - Revista ÉPOCA

[aliás quando a irregularidade envolve o clá Sarney tudo é possível; e dificil de acreditar mas é verdade: Roseana Sarney foi autorizada a disputar a reeleição para o governo do Maranhão sem ter sido eleita para o mesmo cargo.]

Piadas do VASCO DA GAMA sem ponto

O Vasco não fez um ponto sequer ainda na Taça Guanabara.

Prato cheio para os piadistas de plantão.

- Qual a diferença entre a letra i e o Vasco? O i tem um ponto

- Se até o trema, com dois pontos, caiu, imagina o Vasco...

- Tumulto nos arredores de São Januário: os ônibus não estão mais parando no local. Não tem ponto...

- Se o vasco precisar pegar um ônibus, onde vai achar um ponto?

- Novo domínio do site do Vasco: wwwcrvgcombr

- Qual a diferença entre o Vasco e a dívida? A dívida um dia vence...

- 1º Reticências - 3 pontos
2º Trema - 2 pontos
3º Exclamação - 1 ponto
4º Vasco - 0 ponto

Battisti debocha da Itália

Battisti diz que a Itália sempre foi um blefe

Em entrevista ao jornal Brasil de Fato, o ex-ativista italiano Cesare Battisti disse não acreditar em retaliação da Itália contra o Brasil em função da decisão de não extraditá-lo. “A Itália sempre foi um blefe. É a Itália quem precisa do Brasil. O que a mídia passa é muita mentira”, disse. Parte da entrevista já havia sido antecipada no dia 21,quando circulou a declaração de Battisti de que ‘me derrotar é derrotar o Lula”.

Battisti é acusado de assassinatos na Itália na década de 70, quando integrava o grupo Proletários Armados pelo Comunismo. Ele nega todas as acusações. Está preso no Basil desde março de 2008. Em 2009, o então ministro da Justiça, Tarso Genro, concedeu asilo político.

No mesmo ano, o Supremo anulou a decisão de Tarso, mas definiu que a decisão final sobre a extradição de Battisti caberia ao presidente da República. Em seu último dia de mandato, Luiz Inácio Lula da Silva negou a extradição. A defesa de Battisti pediu em janeiro de 2011 sua libertação, o que deverá ser decidido pelo pleno do STF em fevereiro.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista:

Itália

A Itália nunca teve força para estar entre os países mais ricos do mundo. Já teve por causa da Otan [Organização do Tratado Atlântico Norte] e da máfia que enche os cofres dos bancos do mundo. A Itália sempre foi um blefe. É a Itália quem precisa do Brasil. O que a mídia passa é muita mentira. Na Itália tem muita gente que me defende. Se eu for para lá, vai ter bagunça e o Berlusconi sabe disso.

Já não é meu país. Eu me formei como cidadão do mundo. Quando abandonei a Itália, eu ainda era muito jovem. Então, para mim, essa coisa de pátria não cola. Para mim, essa coisa da pátria não tem sentido. Perdeu sentido, digamos.

Inimigos

Meus inimigos são os que querem esconder os anos de chumbo. A mídia faz de tudo para apagar o contexto histórico. Governo e oposição são os mesmos dos anos de chumbo: democracia cristã e PCI, Partido Comunista Italiano. O PCI era partido mais stalinista, mas que não podia controlar o poder. Eles foram os mais cruéis para nós. Torturadores. E hoje eles seriam a oposição ao Berlusconi. Mas não existe oposição, o PCI não tem nenhum programa político. Quando Berlusconi, que sabemos quem é, fala que a oposição quer ganhar as eleições com um golpe do Judiciário, está falando a verdade. Como já aconteceu uma vez. Eles chegaram uma vez, entre dois mandatos do Berlusconi, com um golpe. Porque o Judiciário era controlado pelo PCI, o PCI controlava os magistrados italianos. Nos anos de chumbo, os melhores magistrados eram do PCI e continuaram sendo, alguns deles são candidatos. Na ditadura eles organizavam e assistiam sessões de tortura. Torturavam o movimento revolucionário, desde as Brigadas Vermelhas até a autonomia, os PAC. Um deles era Armando Spataro, que não era filiado, mas tem relações com o PCI. Ele era o torturador de Milão. Na Anistia Internacional, tem documentação sobre isso. E ele é o procurador que hoje me persegue. Ele é o procurador geral de Milão e ainda é o procurador europeu-italiano de terrorismo.

Vida no Brasil

Cheguei aqui, não conhecia ninguém e se criou um movimento a meu favor. Isto acalenta muito o coração. Quando cheguei já tinha minha foto por todos os lados. Sabia que estava sendo monitorado; então não tomei nenhum contato com os italianos refugiados aqui, nem com nenhum movimento. Tentava preservar a eles e a mim. Mas como eu não posso ficar longe de problemas, subia os morros todos os dias. Sentava no boteco, tomava uma cervejinha e a dona do boteco tinha um filho preso. Ela era analfabeta e me pedia para ler as cartas do filho e também responder. E assim, eu estava aí em três morros, tinha contato excelente com todo mundo. [existe no Brasil, especialmente no governo federal desde 2003, uma propensão a acolher bandido, valorizar criminosos e até mesmo premia-los. Vejam o caso de ex-terroristas que são ministros, guerrilheiros assessorando ministérios, terrorista presidindo o Brasil. Qualquer bandido que venha para o Brasil será bem recebido e terá apoiadores entre os partidos da esquerda.]

Santa Marta, Tabajara e Cantagalo. Virei o escrivão dos morros. E eu sempre trabalhei com isso. Na França eu tinha permissão do Ministério da Polícia e do Ministério do Interior para fazer oficinas de redação. Para mim foi Naturale todas as viaturas da PM me conheciam, porque em todo morro do Rio tem uma viatura lá embaixo. “Aí vai o gringo”, falavam. Subia o morro para poder me sentir vivo.

[Recebi apoio]De muita gente, do PT e até do PSDB. Quando eu fui preso, o Fernando Gabeira chegou com alguns deputados do PSDB. Claro, eles não sabiam muito bem o que estava acontecendo e logo se afastaram, inclusive o Gabeira. (…) Quando ele se deu conta de quem era eu, ou melhor, do que a mídia fez de mim, ele tomou distância. [o Gabeira é perfeitamente natural que apoie o Battisti. Afinal o Gabeira foi terrorista, sequestrador e inlcusive ele, assim como o Franklin Martins, não podem pisar em território americando pois serão imediatamente presos. E ao se afastar do terrorista italiano o Gabeira praticou apenas a 'lealdade' terrorista.]

Ideologia

Sou anarco-comunista desde sempre, por considerar leninismo acabado. Mas sou do anarquismo organizado, um anarco-marxista, porque existe um outro núcleo forte do anarquismo que é individualista.

Acredito que estamos criando condições para o socialismo. A social-democracia no norte da Europa, com políticas de bem estar social, avançou. Mas está caindo porque o bloco liderado pelos Estados Unidos, de liberalismo selvagem, que não tem custo com seguridade social, é uma concorrência muito difícil, cruel. A Venezuela está fazendo o melhor que pode. Não avançou mais porque o país não permitia. Era quase feudal. Não se pode achar que trocando de presidente o país vai mudar do dia para a noite. E Cuba, se não fosse o embargo, poderia ser a melhor democracia do mundo.

Luta armada

O Estado nos empurrou para a luta armada, porque só assim poderia derrotar o fortíssimo movimento cultural que havia. O movimento revolucionário italiano chegou a ter mais de um milhão de pessoas. Mas caímos na armadilha e acabamos fazendo o jogo do poder. Eu não posso dizer que a luta armada não é viável no mundo inteiro,l mas no mundo que eu conheço não é mais. Acho que a revolução é eliminar as classes, mas não passa pelas armas, mas sim pela cultura e educação.

Vida em liberdade

Não sei fazer outra coisa além de escrever e trabalhar com coletividades. Pretendo fazer um trabalho social a partir da escrita. Talvez não tenha o direito de fazer política, mas vou fazer cultura. (…) Se acontecer algo comigo, Berlusconi terá de prestar conta.

Fonte: Estadao.com.br

Dilma desautoriza Lula no caso Battisti

Em carta ao presidente italiano, Dilma Rousseff diz que decisão sobre extradição de Cesare Battisti caberá ao STF

Dilma Rousseff enviou carta ao presidente da Itália, Giorgio Napolitano, na última segunda-feira, na qual lamenta as críticas daquele governo ao Brasil no episódio envolvendo Cesare Battisti. Na carta, Dilma faz uma defesa da atuação de Luiz Inácio Lula da Silva em negar a extradição e informa que caberá ao Supremo Tribunal Federal (STF) se manifestar sobre a decisão do ex-presidente brasileiro. Dilma afirmou que o Brasil foi alvo de críticas injustas dos italianos.

"Lamento igualmente que esse episódio se tenha prestado a manifestações injustas em relação ao Brasil, ao meu governo e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sei que essas manifestações não correspondem à percepção que Vossa Excelência tem do tema", afirmou Dilma Rousseff na carta.

No texto, Dilma sinaliza que, caso tenha que decidir sobre o destino de Battisti, acompanhará a posição de Lula. Na defesa do ex-presidente, Dilma diz que Lula seguiu a orientação da Advocacia Geral da União (AGU) e negou que a não concessão da extradição tenha relação com qualquer crítica à Justiça italiana.

"A posição que o presidente Lula adotou, em dezembro último, baseado no detalhado parecer da AGU, não envolve qualquer juízo de valor sobre a Justiça italiana, menos ainda sobre a vigência do Estado de Direito em seu país. Trata-se de parecer jurídico, fundada na interpretação soberana que a AGU realizou do tratado bilateral sobre extradição". [curioso é que quando se trata do terrorista Battisti Dilma, Lula e toda a trupe petista-esquerdista invoca à soberania do Brasil; mas quando se refere à Lei da Anistia querem que uma decisão de um tribunal da OEA prevaleção sobre a decisão da Suprema Corte do Brasil = um País soberano.]

Dilma afirma ainda ter certeza que o caso Battisti não irá afetar as relações entre Brasil e Itália, posição esta também de Napolitano. "Compartilho e fico feliz com sua afirmação de que uma divergência jurídica, ainda que importante, não irá entorpecer um relacionamento secular, como o de Itália e Brasil".

A presidente agradeceu ao colega italiano os votos de felicidade quando da sua eleição e diz: "sei que expressam a grande amizade que nossos povos e governos e refletem a opinião de um homem público de extensa e respeitada trajetória política".

Fonte: O Globo

[Dilma está na realidade buscando 'matar dois coelhos com uma só cajadada'.Ao não dar cumprimento ao decidido por Lula no última dia do seu (des)governo - soltar Battisti - ela sinaliza que Lula NÃO MANDA MAIS, JÁ ERA, sendo o principal destinatário dessa sinalização o "ex-Nosso guia"; ao mesmo tempo, ao mandar a bola para o Supremo satisfaz sua índole terrorista e aos esquerdistas e comunistas = não extradita um ex-colega de atividades e decidindo o STP pela extradição Dilma ficará bem com sua posição favorável ao Battisti e com toda a corja esquerdista, comunista e petista.]

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Uma família nojenta. Pai traidor da Pátria e filho ladrão

TCU condena filho de Prestes por desvio de R$ 1 milhão

O filho de Luís Carlos Prestes (1898 -1990), principal dirigente comunista da história brasileira, foi condenado na quarta-feira por desvios de R$ 1 milhão dos cofres públicos.

Os ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) condenaram Antônio João Ribeiro Prestes por irregularidades num patrocínio de R$ 10,5 milhões dos Correios ao Instituto da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, com sede em Joinville (SC) e ligado ao teatro russo de mesmo nome.

O patrocínio ocorreu entre 2002 e 2004, e já foi alvo de investigações cíveis e criminais em Santa Catarina. Mas só agora o TCU decidiu condená-lo. Antônio Prestes era o representante do Instituto Bolshoi no Brasil na época do fechamento do patrocínio dos Correios. É acusado de "desvio de recursos do patrocínio sob o disfarce de pagamento por serviços de agenciamento". "O valor contratado foi de R$ 10.500.000,00 e foram pagos à empresas ligadas ao sr. Antônio João Ribeiro Prestes o montante de R$ 1.050.000,00 por serviços de agenciamento. É incabível o pagamento por esse tipo de serviço", diz trecho do processo do TCU.

Pelo menos quatro empresas vinculadas a Antônio Prestes receberam os recursos. O TCU quer a devolução do dinheiro aos cofres públicos. A condenação inclui dois ex-dirigentes dos Correios envolvidos no patrocínio. Ex-presidente do instituto do Bolshoi, Sylvio Sniecikovski também aparece no acórdão. O TCU determina que todos devolvam os recursos desviados. Procurado pelo Estado, o Instituto da Escola do Teatro Bolshoi informou que o filho de Prestes deixou a entidade em 2005 e a nova gestão ainda não foi informada da decisão. A reportagem não conseguiu localizar Antônio Prestes.

Por: Leandro Colon, O Estado de S.Paulo

Procuradoria Geral da República é contra a conferência do voto eletronico

Procuradoria pede ao STF que proíba conferência da urna eletrônica usando voto impresso

O eleitor brasileiro fica cada vez mais distante de poder confiar, plenamente, no resultado proclamado, em alta velocidade, pelas urnas eletrônicas. A Procuradoria Geral da República resolveu brigar contra a possibilidade de auditoria do resultado eleitoral por meio do voto impresso. A Procuradoria pede que o Supremo Tribunal Federal decrete a inconstitucionalidade do art. 5º da lei 12.034/2009 que prevê a auditoria do resultado eleitoral por meio independente do software.

O engenheiro Amilcar Brunazo Filho critica a
manobra da Procuradoria, em conluio com o Judiciário. Membro do Comitê Multidisciplinar Independente (Cmind), que defende uma apuração rápida dos votos junto com a conferência pela sociedade, Brunazo lamenta que a Procuradoria use dois falsos argumentos para forçar o STF a proibir a conferência da urna eletrônica via voto impresso: a identificação dos eleitores votantes numa possível recontagem de votos e a brecha para que uma mesma pessoa vote duas ou mais vezes”.

Urnas eletrônicas como as brasileiras, que não possibilitam a uma conferência da apuração eletrônica por meio independente do software da própria urna, são abandonadas e até proibidas no resto do mundo. Brunazo lembra que o voto impresso (ou escrito e escaneado) tem se tornado obrigatório em todos os países que estão aperfeiçoando seus sistemas de voto eletrônico.

Amilzar Brunazo detona: “Os juízes do STF, que todos são ou foram ou serão presidentes do TSE, sempre se manifestaram publicamente contra o voto impresso como meio de conferência da apuração eletrônica. O Colégio de presidentes dos TRE pediu que tal ADIN fosse apresentada pelo MP. Certamente estão mais que predispostos a proibir que o resultado da eleição que eles próprios publicam possa ser conferido pela sociedade”.

Compras coletivas

Usuário vai achar descontos no Google

Como a entrada de Google e Facebook pode mudar o mercado de compras coletivas, dominado pelo Groupon


A febre das compras coletivas começou nos Estados Unidos, quase como uma resposta à crise: consumidores com pouco dinheiro e lojas com poucos fregueses gostaram da ideia das promoções-relâmpago para grupos de clientes. O Groupon nasceu em Chicago, em novembro de 2008, criado por um músico de 29 anos chamado Andrew Mason. Tornou-se o negócio de crescimento mais rápido da história – ele entra em 2011 com mais de 30 milhões de usuários, faturamento anual próximo de US$ 500 milhões e valor de mercado ao redor de US$ 15 bilhões. Vendo um mercado lucrativo e promissor, Google e Facebook se mexem para lançar os próprios serviços. O Google Offers e o Buy with friends (“Compre com amigos”) certamente vão ameaçar a supremacia do Groupon, um líder isolado – por enquanto. “Diferente de redes sociais, os sites de compras coletivas geram receita muito rápido. Por isso as empresas de tecnologia estão tão interessadas”, afirma David Reck, sócio e fundador do agregador de ofertas Comune, lançado há pouco mais de uma semana.

O Google, reconhecido como uma empresa pioneira em serviços online, desta vez demorou para agir (pelos padrões da internet, ao menos). Só no final de 2010 o gigante de buscas tentou entrar nesse segmento. Fez uma oferta de US$ 6 bilhões para comprar o Groupon. Não deu certo, e a partir daí o Google começou a correr. Criou a própria ferramenta de compras coletivas, batizada de Offers. Há uma semana, o site de tecnologia Mashable informou que o serviço já estava sendo testado. Outros sites disseram que dava até para usar a ferramenta. Mas o programa que aparece com o nome de Offers no agregador de serviços iGoogle segue o modelo de desconto tradicional nos Estados Unidos. O internauta (em algumas cidades americanas) imprime os cupons que dão direito a um abatimento determinado no preço em um estabelecimento específico. Num site de compras coletivas, o desconto só é dado caso haja um número mínimo de compradores e o cliente paga pelo cupom antes de usá-lo, como se fosse um crédito.

Depois que a notícia vazou, o Google confirmou que está mesmo fazendo um “teste com vouchers/cupons de ofertas pré-pagos”, mas não deu detalhes. Por enquanto, os testes ocorrem em algumas poucas cidades americanas, como São Francisco e Los Angeles. De acordo com uma pesquisa no próprio buscador do Google, existem mais de 42 mil ofertas cadastradas.

O serviço do Facebook, chamado de “Compre com os amigos”, funciona de um jeito diferente. Também em fase de teste, a ferramenta dá descontos em produtos já comprados por amigos, depois que o primeiro comprador recomenda a oferta. O serviço já é usado dentro de jogos da rede. “Não faz parte da estratégia do Facebook negociar ofertas próprias. É mais provável que eles agreguem de outros sites”, afirma Reck.


Groupon, Google e Facebook têm trunfos diferentes. O primeiro conta com a vantagem de ter saído na frente e hoje colecionar mais de 30 milhões de clientes em 35 países, 7 milhões no Brasil. "Não somos uma empresa de programadores. Somos uma organização de vendas, e fazemos isso muito bem", diz Florian Otto, um dos sócios no Brasil. O Facebook tem a maior rede de usuários dos três, e pode usá-la para impulsionar as vendas. O Google, por sua vez, tem uma diversidade de serviços que podem ajudar o Offers, como o Google Maps (os usuários poderiam achar as ofertas mais próximas de onde estão) e os links patrocinados (as pequenas empresas que anunciam também poderiam oferecer pacotes de descontos). Esse pode ser o primeiro grande desafio de Larry Page, um dos fundadores do Google, em seu novo cargo de presidente-executivo da companhia.


Compras coletivas no Brasil

O primeiro site de compras coletivas a funcionar no Brasil nasceu aqui mesmo. O Peixe Urbano, lançado em março do ano passado, tem mais de 1 milhão de usuários e alcança pelo menos 25 cidades. Liderou o mercado até a chegada do Groupon, em junho. Quem trouxe o site americano para o país foram dois sócios alemães. Em poucos meses, a empresa chegou a 33 cidades e planeja expandir para mais 10 no começo deste ano. Eles começam a perceber como é o estilo brasileiro de usar as compras coletivas. As mulheres adotaram a novidade mais rapidamente do que no resto do mundo. Como no resto do mundo, elas são a maioria e também as que mais recomendam ofertas.

Enquanto os americanos gostam de cupons de valores em dinheiro, por aqui fazem mais sucesso as ofertas de produtos ou serviços específicos, como um “alisamento japonês” para cabelos ou “uma caipirinha mais um prato de feijoada”. Com mais de 500 opções de sites de compras, incluindo aqueles que só atendem a regiões ou nichos, o mercado deve crescer em velocidade estonteante em 2011. Por aqui, começam a ser explorados os serviços mais caros (como cruzeiros e viagens) e a oferta por local (dividindo São Paulo em regiões, por exemplo). Com a atuação concentrada no Sul e Sudeste, ainda há muito que expandir.


Os cuidados na hora de fazer uma compra coletiva

Comprar bem em lojas virtuais, incluindo sites de compras coletivas, exige mais atenção com segurança, prazos e regulamentos

A estudante carioca Solange Gonçalves, de 21 anos, tem uma conta de e-mail só para receber mensagens com promoções. Por esse e-mail ela viu duas ofertas que pareceram bons presentes de Natal: um tratamento estético para a irmã e um jantar para o namorado. Ela pagou pelos serviços em um site de compras coletivas. "Sai muito mais barato, e eu posso passar tudo no cartão de crédito. É bem mais fácil do que ir até a loja", afirma. Preço, variedade e comodidade atraem os consumidores para o mundo das lojas virtuais. As vendas pela internet devem crescer 40% em 2010, na estimativa da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Câmara-e.net). Eis um roteiro de como aproveitar esse shopping center digital:

- Proteja seus dados. "Evite comprar em computadores de lan houses, cibercafés e em ambientes com Wi-Fi (rede local sem fio). É mais fácil roubarem seus dados nesses locais", afirma Valéria Cunha, do Procon-SP. Ao entrar num site de loja virtual, grande ou pequena, confira se ele exibe o desenho de um pequeno cadeado. Um duplo clique sobre o símbolo precisa mostrar um endereço igual ou similar ao da loja que está no navegador. O endereço da página em que o internauta informa dados pessoais precisa começar com o código https, com o "s" de seguro no fim. Se a compra for num site menos conhecido, é necessário também buscar opiniões de outros compradores (fóruns virtuais podem ajudar) e checar sua avaliação em sites de comparação de preços. Se o navegador oferecer a opção de aba "anônima", mais segura
, use-a para fazer a compra;

- A existência física da loja é uma garantia adicional, mas o cliente não pode simplesmente levar para a internet as regras que usa na rua. Deixar compras para a última hora pode até ajudar na busca de pechinchas em lojas físicas,
mas nas virtuais cria o risco de não recebimento da entrega no prazo pretendido;

- Se for o caso, assuma o arrependimento. Pelo Código de Defesa do Consumidor, compras feitas na internet podem ser canceladas em até sete dias, mesmo que não haja nenhum problema com o produto;

Para saber mais, incluindo relatos de insatisfações de usuários, clique aqui


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