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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Algozes da verdade

Queremos a verdade

A Comissão da Verdade, projeto de lei integralmente aprovado pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, não tem mandato persecutório (...)


(...) A proposta de Comissão da Verdade encaminhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso conclui o círculo virtuoso iniciado com a lei nº 9.140, pois visa o esclarecimento circunstanciado e histórico daquelas práticas arbitrárias cometidas sob responsabilidade do Estado na ditadura militar, situando-as no contexto mais amplo de luta política do período.

A Comissão Nacional da Verdade, projeto de lei integralmente aprovado pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, não tem caráter revanchista nem mandato judicial ou persecutório, sendo falso afirmar, como tem sido alegado, que haverá réus sendo julgados.


O projeto acolhe o melhor da experiência de 40 comissões da verdade no mundo, como a composição transparente e pluralista dos membros, nomeados pela presidente da República, Dilma Rousseff, com plena legitimidade. Como ocorreu na Argentina, na Bolívia, no Chile e no Peru, sem participação das partes em causa, vítimas ou agentes do Estado.

[caso consiga aprovar a Comissão da Verdade o (des)governo Dilma não terá a ‘cara de pau’ – pelo menos se espera – de nomear supostas vítimas para participarem e se recusa terminantemente a indicar militares. Mas, com certeza só indicará elementos ligados às esquerdas e que desejam apenas investigar MEIA VERDADE.]

Quanto mais cedo o Congresso discutir e aprovar a Comissão da Verdade, melhores condições teremos de consolidar o passado em passado de verdade.

PAULO SÉRGIO PINHEIRO, 67, é pesquisador associado do Núcleo de Estudos da Violência (NEV/ USP). Foi secretário de Estado de Direitos Humanos no governo Fernando Henrique Cardoso.

Observação do site A Verdade Sufocada:


A Comissão talvez não tenha intenção de perseguir ninguém, mas, certamente, não está em busca da verdade. Se a intenção fosse mostrar o passado de verdade, ambos os lados teriam que depor perante uma comissão formada por pessoas isentas, sem comprometimento com ideologias extremistas. Se aprovada a criação dessa Comissão da Verdade, deveria começar, para dar o exemplo, com o depoimento de ocupantes de altos cargos do governo dos últimos 17 anos, quando se instalaram no poder. Com eles, temos fontes para consulta de várias organizações subversivo-terroristas.

Esses ex-membros da luta armada podem fornecer à Comissão a motivação verdadeira para a luta armada, desde quando vinha sendo programada, seus líderes, as diretrizes, os estatutos de cada organização e algumas diretrizes, como a de Carlos Marighela no documento " Algumas questões sobre as guerrilhas no Brasil" e Mini Manual do Guerrilheiro.


Seria necessário, mesmo que não se nomeasse os autores, que admitissem que lutavam de armas na mão, que admitissem os assaltos a bancos , a quartéis, os atentados a bomba, os sequestros de aviões e de diplomatas , os "justiçamentos", inclusive de companheiros e os assassinatos.


Queremos, como disse o autor do texto acima, que nossos filhos, nossos netos, e as gerações futuras conheçam o passado de verdade.


Basta de doutrinação nas escolas (7.200 milhões de CD-ROM) e de livros escritos por ex-militantes da luta armada indicados para alunos do ensino fundamental, distribuídos pelo MEC. Basta de professores, alguns ex-terroristas, nas faculdades que mostram apenas o lado que lhes interessa.


Basta de filmes heróicos sobre assassinos frios e traidores, como Lamarca .
Basta de sites
como o Portal Memórias Reveladas que se propõe a: "O "Memórias Reveladas" coloca à disposição de todos os brasileiros os arquivos sobre o período entre as décadas de 1960 e 1980 e das lutas de resistência à ditadura militar, quando imperaram no País censura, violação dos direitos políticos, prisões, torturas e mortes. Trata-se de fazer valer o direito à verdade e à memória.(...) ", mas que na realidade nada informa sobre os crimes que "os resistentes" cometeram , nem a sua verdadeira motivação .


Em fim, basta de reescrever a história à moda deles! Vamos exigir que se conte a história vista pelos dois lados!

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