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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A ARTE DE DIVIDIR E ATEMORIZAR SEM FAZER FORÇA

Uma das medidas que mais chamaram a nossa atenção no desgoverno do duende nativo” foi a profusão de Ministérios e Secretarias. O lulo – petismo havia descoberto a roda. Os ministérios multiplicaram-se de forma espantosa, e os pessimistas sentenciaram... “foi para acomodar o universo dos petistas e simpatizantes”.

A conclusão era óbvia, porém, aguçando o olhar, concluímos que sob o loteamento de cargos pelos petistas, um fim nobre, de acordo com a visão dos cumpanheiros, camuflam-se outros interesses, mais profundos. Sabe-se que os cumpanheiros pendurados nas tetas da vaca nacional devem recolher o dízimo para os cofres do partido, ou seja, quanto mais apaniguados melhor, fortalecem as finanças da ONG oficial.

Os motivos listados por si são preocupantes, contudo, abrindo-se os dois olhos com visão maquiavélica, percebemos a estratégia de enfraquecer os outros, por meio da divisão das responsabilidades. Portanto, a profusão de ministros mantém incólume a figura do Executivo, pois existe um monte de pára-raios para suportar os desacertos e as maracutaias, sendo que seus respingos, se atingirem o líder, serão de pequena ou nenhuma monta.

Sem contar, que a banalização de “autoridades” provoca, internamente, o seu enfraquecimento e o fortalecimento do amado e “não sei de nada” chefe. Além disso, as possibilidades que se abrem diante de tantas opções de ministérios são enormes. Assistimos como determinados parlamentares eleitos, convidados para assumirem ministérios, secretarias ou autarquias, abrem as suas vagas para os suplentes, em especial do partido, que assim, passam a ocupar o lugar dos eleitos nas Câmaras e no Congresso.

A estratégia é favorável para o PT, sob qualquer ângulo, pois, além de ocupar os postos importantes no desgoverno (quanto mais abonados com recursos orçamentários, melhor), ainda aumentam seus efetivos de parlamentares.

Na prática, sofremos os resultados desta tática, que ocorre nos municípios, nos estados e, principalmente, no âmbito federal. Nos municípios e nos estados, a aprovação de leis que poderiam causar calafrios em democratas convictos, tem sido uma constante. A criação nas Câmaras Estaduais dos Conselhos de Controle da Imprensa, por exemplo, é um fato incontestável. É o trajeto para criar uma nova agência governamental, que teria entre as suas atribuições a regulação do conteúdo veiculado no rádio e na televisão.

Recordem, ainda, que os municípios que atenderem às Diretrizes dos Direitos Humanos preconizados no PNDH-3 serão “recompensados”. O subterfúgio, como vemos, prepara o terreno para aprovação de medidas cerceadoras na esfera federal com a argumentação que já foram aprovadas nos municípios ou nos estados.

Na justiça, com maiores nuances, o mesmo acontece, e chegam ao nosso conhecimento barbaridades nunca dantes imaginadas na história deste País. A votação favorável do STF quanto à violação do sigilo fiscal do contribuinte, por parte da Receita Federal, sem necessidade de autorização judicial (quando houver interesse do governo?), é um pálido exemplo. A intromissão, no entanto, é cheia de falsos pruridos, pois a seguir, “salvaguardando” o cidadão, recomenda, “desde que não divulgue as informações obtidas”.

O caso do Francenildo é sintomático. Bem, depois que violarem o sigilo do cidadão, eles poderão fazer uso do conhecimento como quiserem, e quem poderá se defender?

Se nada de comprometedor houver ou eles fabricam ou partem noutra direção. O inocente ou tolo cidadão, em geral, não ficará sabendo, mas se houver algo a ser explorado, de alguma forma poderá ser divulgado e, se for o caso, um bagrinho da estrutura será sacrificado por ter vazado, a princípio, por imperícia, descuido ou outra desculpa esfarrapada, cujas conseqüências para o inocente agente, serão mínimas, se houver.

A cada dia uma nova cerca. Logo, seremos um bando de javalis selvagens enjaulados e amestrados.

Por: Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Fonte: TERNUMA – Terrorismo Nunca Mais

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