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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

DEM entra com ação no STF tentando modificar decisão da AGU no caso Battisti que cassou decisão do Supremo

DEM entra com ação no Supremo contra parecer da AGU favorável a Battisti

O DEM ingressou nesta quarta-feira com ação no STF (Supremo Tribunal Federal) para contestar parecer da AGU (Advocacia-Geral da União) que orientou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do italiano Cesare Battisti. Com base no parecer, Lula decidiu por não extraditar Battisti no último dia de seu mandato.

O partido também pede concessão de medida cautelar para suspender a eficácia do parecer até o julgamento final do caso pelo STF. "Trata-se de orientação que estimula a vinda para o Brasil de outros criminosos em busca de tratamento igualitário", afirma o partido.

Na ação, o DEM diz que o parecer contém falhas jurídicas ao "reformar" uma decisão já tomada pelo STF --por isso o tribunal deve extraditar Battisti para a Itália sem levar em conta a posição da AGU. "Cabe a essa egrégia Corte, e não ao presidente da República, a verificação de caso em que a extradição deve ser denegada", diz a ação.

O DEM acusa a AGU de ter violado princípios constitucionais ao sugerir a não extradição. Além disso, segundo o partido, a negativa do pedido de extradição foi tomada pelo ex-presidente com base em um parecer elaborado com informações retiradas de "matérias jornalísticas".

"Impedir a execução de sentença criminal condenatória contra criminoso que transgrediu direitos e garantias fundamentais da pessoa humana diverge do princípio da prevalência dos direitos humanos na medida em que estimula e protege o autor de tais violações", diz o partido na ação.

O DEM reconhece que o tratado de extradição Brasil-Itália determina a não concessão da extradição se o criminoso será submetido a "atos de perseguição" em seu país de origem. Mas afirma que o parecer da AGU "inverte a lógica dos compromissos internacionais que é o dever de extraditar". "Os elementos extraídos para formar a convicção de que o extraditando será submetido ao agravamento de sua situação decorrem basicamente de informações retiradas de jornais e periódicos italianos", diz a ação.

Na Itália, Battisti foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato de quatro pessoas entre 1978 e 1979. Passou anos foragido na França e, quando estava para ser extraditado, fugiu para o Brasil, onde foi preso em 2007. Desde então, está em um presídio na periferia de Brasília.

1 comentários:

Anônimo disse...

leggere l'intero blog, pretty good