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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Depois que guerrilheiros e terroristas se tornaram ministros, a seriedade do cargo acabou

Na presença de Jobim, ministra dos Direitos Humanos fala em 'responsabilidade do Estado' na ditadura

Num discurso longo, a nova ministra da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, deixou para tratar de temas polêmicos que envolve os militares no final de sua fala. A ministra falou sobre desaparecidos políticos, fez um apelo ao Congresso Nacional pela aprovação do projeto que cria a Comissão Nacional de Verdade e Memória e afirmou que o período da ditadura não pode se repetir. À frente de Rosário, entre outros ministros, estava o representante da Defesa, Nelson Jobim, que esteve no centro de uma polêmica com o ex-ministro Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) no debate sobre esses temas. [se for necessário para manter a soberania do Brasil e fazer cumprir uma decisão do Supremo Tribunal Federal (que considerou a Lei da Anistia válida para ambas as partes) é DEVER CONSTITUCIONAL das Forças Armadas intervirem e removerem a causa da agressão a nossa soberania ou do desrespeito a uma decisão do STF; se a ministra considerar isso 'ditadura' é um problema dela.]

- Passados quase 50 anos, é mais que chegada a hora de agir com objetividade. De uma nova cultura. E tratar do reconhecimento da responsabilidade do Estado para sua não repetição (o período do regime militar). O Brasil está pleno de democracia. É preciso enfrentar e conscientizar da necessidade da virada de página. Devemos isso aos que morreram - disse Maria do Rosário. [é pacífico que os vitoriosos da luta contra o terrorismo devem reparação moral aos que pereceram em função da covardia dos derrotados; esta dívida dos vencedores para com os que foram vítimas da covardia dos guerrilheiros e terroristas impõe aos devedores a obrigação de no mínimo cuidarem para que havendo necessidade de uma nova revolução não se repitam os erros do passado, erros esses que permitiram que hoje terroristas e guerrilheiros ocupem cargos no (des)governo.]

A ministra afirmou que "não se trata jamais de revanche" e afirmou que as Forças Armadas é parte desse processo de superação e de entendimento.

- Existe também desejo nas Forças Armadas de ter esse processo concluído - disse a ministra. [os militares que a ministra se referiu são, muito provavelmente, os conhecidos como 'melancia'.]

Sentado na primeira fila, ao lado dos colegas Fernando Haddad (Educação) e Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência), Jobim aplaudiu esses trechos dos discursos de Rosário e, no final do evento, afirmou que o reconhecimento do Estado pelo que ocorreu nos governos militares está ocorrendo com o cumprimento da ação judicial que obrigou a instituição do Grupo de Trabalho do Araguaia.

Sobre suas desavenças com Vannuchi, Jobim afirmou:

- Não houve diferenças. O que há exatamente é um processo democrático de entendimento - disse o ministro.

Em seu discurso de despedida, Vannuchi evitou polemizar e disse que o ex-presidente Lula arbitrou "qualquer tensão que tenha ocorrido".

Fonte: Globo.com

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