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sábado, 1 de janeiro de 2011

Misericórdia a um assassino terrorista

Esquerda brasileira, especialmente os saudosistas da luta armada, encerram 2010 em festa com o apoio do Lula a um terrorista

A esquerda brasileira, mormente os saudosistas da luta armada, encerra o ano de 2010 em festa. Ao apagar da luzes de seu governo o presidente Lula decide, sob o argumento do refúgio político, pelo não acatamento do pedido de extradição de Cesare Battisti, um homicida terrorista, condenado por quatro homicídios pela justiça italiana em pleno estado de direito. Ou seja um homicida, condenado num país soberano, em que se é desconsiderada uma decisão judicial. O entendimento brasileiro é de crimes conexos a crimes políticos.

Ainda que a decisão seja de competência exclusiva do governo brasileiro e baseada numa brecha do Tratado de Extradição, firmado entre os dois páises (Decreto 863 de 09/07/93), tal decisão, como frisou o Ministro da Defesa da Itália, é "injusta e gravemente ofensiva" ao povo italiano, pois fere direitos humanos das vítimas e afronta seus familiarares. Battisti foi condenado a 30 anos de prisão pela justiça italiana. Não importa se os assassinatos que o refugiado nega ter cometido foram ou não cometidos por ideologia política. A luta armada, objetivando a tomada pela via ilegal do poder, não concede direitos a nenhum ativista de eliminar fisicamente o opositor político. Nem aos opositores torturar os ativistas revolucionários. Isso é fato. Registre-se que no Brasil optou-se pela anistia para ambos os lados.

Estranha-se inclusive que a lamentável decisão tenha sido tomada no último dia de um governo, como se quisesse fazer com que, na véspera da posse da nova presidente e das festas de réveillon, houvesse pouca repercussão. Ledo engano. Caracteriza-se -se o Brasil, com tal perigosa decisão, perante o cenário mundial, como o novo paraíso de assassinos terroristas, como já se não bastasse ser o país do direito penal mínimo, onde criminosos, cometam o crime que cometerem, são beneficiados por progressões de regime, visitas íntimas, saídas para visita ao lar, ociosidadae no cárcere, etc, etc, Dois pesos e duas medidas com relação ao caso dos dois lutadores de boxe que durante o Pan tentaram fugir da ditadura cubana e foram imediatamente devolvidos ao "companheiro Fidel".

Fica o país aberto e receptivo aos terroristas do mundo, inclusive os do ETA, FARC e Al Qaeda, para que aqui também se refugiem sob o argumento de crimes conexos a crimes pólíticos. Profundamente lamentável como último ato decisório de um governo que preferiu manter relações diplomáticas de cordialidade como o Irã, Cuba e Venezuela e se afastar agora da eternamente amiga Itália. A ideologia venceu a diplomacia.

Por: Milton Corrêa da Costa - coronel da PM do Rio na reserva

Transcrito do Blog Repórter do crime

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