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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Rússia está fora da licitação dos caças

Jobim descarta entrada da Rússia na licitação dos caças

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse nesta terça-feira não haver nenhuma deliberação para suspender o processo de escolha dos caças de combate da Força Aérea Brasileira (FAB), e descartou a participação da Rússia na licitação. Segundo ele, as mesmas empresas habilitadas anteriormente (a norte-americana Boeing, a sueca Saab e a francesa Dassault) são as que continuam no disputa para fornecer os aviões de combate ao Brasil.

De acordo com Jobim, no entanto, não deve acontecer uma definição agora, dizendo que o momento atual não é propício devido às tragédias que o Brasil enfrenta. - Os russos foram desclassificados lá atrás, no início do processo - afirmou.

- Esperamos que saia uma definição (sobre a compra dos caças) até este ano. Agora não é o momento. Estamos numa situação, digamos, que o Brasil está vivendo, uma situação de emergências, de chuvas, desastres aqui e acolá. Não é o momento de tomar esse tipo de decisão, porque tem tempo para tomá-la - continuou depois.

O ministro chamou de "balbúrdia" as especulações de que outras empresas entrariam na concorrência e de que haveria uma irritação do governo brasileiro com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, em relação ao episódio do acordo proposto por Brasil e Turquia no caso do Irã, que teria resvalado nas decisões sobre a escolha dos caças:

- Não tem nada disso. Existe toda uma, digamos, balbúrdia. E claro que essa balbúrdia que está sendo criada vem de lobbies das empresas não concorrentes, mas que estão tentando entrar no processo. Mas não vai acontecer nada disso.

Segundo ele, a partir do momento da escolha dos fabricantes dos caças, o processo de aquisição poderá levar mais um ano.

- Uma vez decidido pela solução, há mais, no mínimo, 12 meses de negociações, que são complexas, que envolvem a transferência de tecnologia, os offsets (compensações) diretos e indiretos, e o contrato financeiro, que define a forma como isso será negociado - afirmou.

Fonte: Globo - On Line

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