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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Governo mais uma vez sacrifica as Forças Armadas

Governo não comprará caças, mas dará mais ao BNDES

O governo detalhou hoje quais ministérios serão afetados pelo corte de R$ 50 bi no Orçamento. A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, disse que as despesas vão cair de 18,8% do PIB para 17,8% em 2011, contrariando as previsões de muitos economistas, mas o ministro Guido Mantega, por sua vez, afirmou que será anunciada esta semana uma nova capitalização do BNDES. Não adianta continuar com esse "orçamento paralelo", brilhante expressão usada pelo professor Rogério Werneck para falar da situação confusa das contas públicas. O ministro acertou, no entanto, quando disse que o governo não vai comprar os caças da FAB este ano, porque não há espaço para isso.

Na semana em que o Copom se reúne para decidir a nova taxa de juros, Mantega disse que o objetivo principal do corte de gastos não é controlar a inflação. Fez questão de dizer que a política econômica do governo não está mudando, mas se adaptando para garantir um crescimento sustentado. Apesar de o governo ter dito que os programas sociais passariam longe da tesoura, o projeto Minha Casa, Minha vida, [também conhecido como 'bolsa-cortiço'] que faz parte do PACo, foi afetado: o corte é de mais de R$ 5 bi.

A ministra do Planejamento afirmou ainda que os ministérios da Cidade e da Defesa sofrerão os maiores cortes nominais, mas olhando para os percentuais, Turismo e Esporte serão os mais atingidos. De acordo com o governo, os gastos discricionários dos ministérios terão corte de R$ 36,2 bilhões, enquanto as obrigatórias sofrerão redução de R$ 15,7 bilhões - R$ 3,5 bilhões de gastos com pessoal.

Fonte: Blog da Míriam Leitão

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