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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Nordeste contra o Brasil

Dilma tem sinal verde de governadores [do Nordeste] para discutir a volta da CPMF

[antes que acusem a UNR e este Blog de ser contra o Nordeste, de preonceito contra nordestino - nos dias atuais se algum comportamento é criticado, o alvo da crítica sequer se preocupa em se refutar as acusações, basta se limitar a dizer que está sendo alvo de preconceito - deixamos claro que nada temos contra o Nordeste e/ou contra os nordestinos, mas convenhamos que vez ou outra o eleitor nordestino, (que teve papel importante na eleição e reeleição do Lula, na da Dilma, criaram o Severino Cavalcanti, sustentam a dinastia Sarney e outras escorregadas feias) ou os políticos nordestinos (não podemos esquecer que Sarney é nordestino, Lula idem e muitos outros dinossauros da política e que também são 'DONOS' do Nordeste) aprontam cada uma: esta agora de liderarem um bloco favorável à volta da CPMF, é demais.
Vale destacar que um dos governadores, o do Ceará, sequer é nordestino, pois o Cid Gomes - que adora viajar levando a parentada por conta dos cofres públicos ou de empresários - NÃO É NORDESTINO e sim paulista de Piracibada e irmão do Ciro Gomes.]


Apesar de não ser consenso entre eles, os governadores do Nordeste discutiram com a presidente Dilma Rousseff, durante o XII Fórum dos Governadores do Nordeste, nesta segunda-feira, a recriação de um imposto para financiamento da saúde, uma espécie de nova CPMF. Dilma, no entanto, segundo relatou o governador Marcelo Déda, de Sergipe, não disse nem sim nem não. Mas deu o sinal verde para que o debate sobre o assunto se aprofunde. Os mandatários, preocupados com a capacidade de financiamento e investimento em seus estados, também defenderam uma flexibilização da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), mas Dilma não cedeu nesse ponto.

Enquanto Cid Gomes (PSB), do Ceará, se mostrou favorável a uma nova CPMF (imposto que vigorou até o final de 2008, quando foi derrotado no Senado), Eduardo Campos (PSB), de Pernambuco, disse que não é o momento de se pensar em uma nova tributação. Alguns, como Rosalba Ciarlini (DEM), preferiram defender a Emenda 29, que trata de um repasse mínimo da União para que os estados possam gastar com a saúde - atualmente, os municípios devem destinar 15% da receita para essa finalidade, e os Estados, 12%.

Marcelo Déda disse que o assunto foi discutido na reunião com Dilma, mas destacou que o debate ainda está em andamento e não há uma posição fechada entre os nordestinos. De acordo com ele, Dilma sugeriu que a discussão sobre a saúde fosse aprofundada, inclusive com a participação do governo federal. Para Dilma, segundo Déda, há três níveis de problemas na saúde: uma parte vinculada ao financiamento, outra ligada à gestão e, por fim, definir um foco (saber se a aplicação de recursos está centrada no problema ou diversificada).

- A presidente pautou conosco o debate, mas não adiantou o seu posicionamento com relação à criação de nenhum tipo de contribuição ou tributo. Ela acha que é preciso esgotar esse debate para que possamos concluir se há alternativas do ponto de vista do financiamento, há recursos que podem ser trazidos ou se precisamos construir outros caminhos - informou Déda.

Governadores relatam dificuldades para financiamento e investimento

Os governadores discutiram com Dilma o comprometimento de receitas nos Estados e a dificuldade para financiamento e investimento. Para eles, a LRF foi editada numa conjuntura diferente da atual, quando há crescimento econômico no país e os gastos com funcionalismo estão dentro de padrões aceitáveis. - Naquele momento, algumas restrições ou algumas obrigações criadas pela lei para estados e municípios precisavam estar adequadas. De lá para cá, praticamente uma década se passou, e o conjunto dos estados tem advogado uma discussão que reveja certos limites, em especial aqueles que constrangem o espaço fiscal dos estados - declarou Déda.

Déda esclareceu que os estados não querem fugir da responsabilidade fiscal imposta pela lei. Nas palavras dele, o que os governadores querem é "atualizar" a lei à realidade econômica do país. Dilma não concorda em alterar a LRF, mas sugeriu que se discuta outros meios de facilitar o investimento. - A presidente reafirmou sua intenção de preservar a LRF e reafirmou que considera difícil alterar os princípios contidos na lei. Mas abriu a possibilidade de discutir alternativas que, sem desrespeitar a LRF, permita aos estados - através de operações de crédito, substituição da dívida por outros compromissos assumidos - recuperar a capacidade de investimento.

Fonte: O Globo

Leia também: Governadores defendem a Volta da CPMF

2 comentários:

Notícia em Verso disse...

Com dois meses de mandato, foi a primeira reunião da presidente
Em Sergipe, com os governadores de todo o Nordeste presentes
Discussão sobre as dificuldades da região, trabalhos, intenções
E, como não poderia faltar, os recursos no centro das atenções

Dinheiro público está curto, seja no plano federal ou estadual
Ajustes são fundamentais, dado os abusos. Simplesmente imoral
Com más gestões sucessivas, sem controle, nenhuma rédea
Solução cretina mais fácil? jogar a conta para a classe média!

Isso mesmo, mal saiu, já pensam em trazer ela de volta
Para a CPMF, o imposto do cheque, já abriram as portas
Com a situação da saúde, governadores desesperados
CPMF mudaria para CSS, como se alterasse o resultado

Acham que tirar de quem tem mais é louvável: ação social
Esquecem: perante a constituição, não há diferente, só igual
Ter a sorte de nascer com mais estrutura justifica extorsão?
E punir quem tenha sucesso por luta, talento e dedicação?

Mais uma taxa para a maior carga de impostos do universo
Meses de trabalho para sobreviver a esse sistema perverso
Há décadas que se arrasta uma reforma tributária urgente
Senhores parlamentares, a covardia de vocês é evidente

http://noticiaemverso.com
twitter: @noticiaemverso

Anônimo disse...

Eu no seu lugar retirava do ar o comentário em azul, que denota uma ignorância e mediocridade abaixo de qualquer avaliação.

Achar que o Nordeste é responsável pelo que de ruim a política brasileira produz é ser simplesmente imbecil.

Pode ter certeza de que eleger Maluff sucessivas vezes, além de Pitta não deve ser algo tão louvável assim (pra ficar num exemplo só).

Não seja tolo. Se essa mesma reunião fosse feita com governadores de outras regiões, o resultado não seria diferente.