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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O)bama quer usar o povo iraniano como 'bucha de canhão' contra o presidente iraniano

Após 2 mortes e 1.500 detenções, Ahmadinejad diz que 'inimigos' vão falhar ao organizar protestos no Irã

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse nesta terça-feira que os "inimigos" que organizaram os recentes protestos contra o governo em Teerã vão falhar. O primeiro - e até aqui único - dia de manifestações, que contam com o apoio declarado dos Estados Unidos, terminou com pelo menos dois mortos e 1.500 detidos. - É claro que a nação iraniana tem inimigos, porque é um país que quer brilhar e muda as relações no mundo. É claro que há bastante animosidade, mesmo contra o governo - disse o presidente iraniano, em entrevista à TV estatal. - Mas eles vão falhar em conseguir seus objetivos.

Também nesta terça, parlamentares iranianos pediram pena de morte para os líderes da oposição que acusam de fomentar um levante. Durante o protesto da véspera, as forças de segurança entraram em confronto com manifestantes, o que ganhou a desaprovação do presidente americano, Barack Obama.

Em entrevista coletiva na Casa Branca, o presidente dos EUA criticou o governo iraniano pela maneira como reprimiu as manifestações populares, e disse que os governos no Oriente Médio estão começando a entender "a fome por mudanças" do povo. - Minha esperança e expectativa é de continuarmos a ver as pessoas do Irã tendo a coragem de ser capaz de expressar o seu anseio por uma liberdade maior e por um governo mais representativo- disse Obama.

A manifestação iraniana reviveu os protestos populares que abalaram o país depois da eleição presidencial de 2009. Obama foi criticado naquele ano por não ter demonstrado de maneira suficiente o apoio dos EUA à oposição iraniana. Nesta terça-feira não houve registro de manifestações nas ruas do país, e o governo Ahmadinejad parece deixar a mensagem de que no Irã não vai acontecer como no Egito, onde um levante popular derrubou o ditador Hosni Mubarak após 30 anos no poder.

Fonte: O Globo

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