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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Ordem do dia do Ministro do Exército em 27 de novembro de 1979 - 44 anos da Maldita Intentona Comunista

Esta postagem pode parecer a alguns desatualizada; a outros, politicamente incorreta.

Mas aos brasileiros do BEM, aos PATRIOTAS está claro que o quadro atual é igual ao que antecedeu 1964.
Os comunistas tentaram em 35 e foram derrotados;
tentaram em 1964 e foram derrotados; e,
se tentarem novamente por agora serão derrotados mais uma vez

Exército Brasileiro

Ordem do dia referente ao 44º aniversário da Intentona Comunista de 1935 e lida em todas as unidades militares do território nacional em 27 de novembro de 1970

É a seguinte a íntegra da ordem-do-dia do ministro do Exército:


"Evocamos, nesta data, os sombrios acontecimentos que, em novembro de 1935, cobriram de luto a nossa Pátria. A época, um grupo de fanáticos, motivados por um credo político totalitário e conduzidos por uma central de subversão instalada distante de nossas fronteiras, proporcionou à nossa gente pacífica a visão terrível de um dos episódios mais dramáticos de nossa história.

"A anterior organização, entre nós, de sua agremiação política e a pertinaz pregação da violência e da luta de classe, que imediatamente se seguiu, não haviam sido suficientes para que o movimento comunista internacional obtivesse o apoio popular necessário à consecução de seus desígnios em nosso País.

"Em 1935, contudo, como pretexto aparente de resistência democrática e de oposição ao fascismo, então ameaçador, os agentes do comunismo, através de peculiar técnica revolucionária, formaram uma aliança política de amplitude nacional, para onde arrastaram ingênuos e oportunistas. Era a cobertura que necessitavam para infiltrar-se em nossas instituições, criando, deste modo, condições favoráveis à implantação de um Estado soviético no Brasil.

"Julgando próximos os resultados almejados e obedientes à palavra de ordem vinda do Exterior, fizeram eclodir a sinistra Intentona. De Natal, a rebelião propagou-se com rapidez até Recife e, na madrugada de 27 de novembro, atingiu o Rio de Janeiro, deixando atrás de si um repugnante rastro de sangue, terror e morte.

"A falsidade, o ódio e a traição, que haviam caracterizado a cruenta ação bolchevista no Nordeste, atingiram proporções inimagináveis no interior do 3° Regimento de Infantaria, na Praia Vermelha, e na antiga Escola de Aviação Militar, no campo dos Afonsos.
"Companheiros de farda, tomados de surpresa durante a noite escura, foram traiçoeiramente abatidos pelos supostos amigos do entardecer. Era uma nova forma de luta que desconheciam, assentada na ação torpe que, na busca dos seus objetivos, não despreza o crime e a desonra, valendo-se da calúnia, da mentira e do covarde assassínio.

"Vidas preciosas foram ceifadas e roubadas à Nação. Numerosas famílias, enlutadas.
"Derrotados pela firme determinação de nossas Forças Armadas e pela repulsa nacional às suas idéias, impuseram-se, os títeres do imperialismo marxistalenisnista, uma breve retirada que propiciasse a reformulação dos seus métodos.

"Reintegrados à vida do País, pela outorga de um perdão que jamais concedem a seus dissidentes e opositores, voltaram a ignorar a inquebrantável vocação de liberdade de nossas Forças Armadas e, outra vez, subestimaram a força emanada do espírito cristão do nosso povo, urdindo nova trama contra as nossas instituições democráticas.

"Assim ocorreu nos primeiros anos da década de 60, quando, aproveitando a complacência de um governo omisso, se infiltraram na administração pública e, após semearem o caos e a corrupção, julgaram chegada a hora da tomada do poder. Nesta nova investida, encontraram inexpugnáveis as muralhas dos nossos quartéis, então já edificadas sobre o sacrifício dos mártires de 1935. Dessa tentativa, resultou o memorável movimento de 31 de março de 1964, quando irmanados em causa comum, povo e Forças Armadas saíram às ruas para restabelecer a ordem e a moralidade, repudiando, de uma vez por todas, qualquer ideologia contrária à nossa índole e às nossas aspirações.

"Vencida a árdua fase pós-revolucionária, cujo esforço se concentrou no combate a persistentes surtos de terror, o Brasil, fiel aos princípios do movimento de março de 1964, voltou-se para a restauração da pela normalidade democrática. "Nesse quadro, em coerência com os compromissos democráticos assumidos pelo excelentíssimo senhor presidente da República e traduzindo a essência da alma brasileira, não poderia faltar um novo perdão.

"Não se tinha ilusão de que o gesto largo da anistia, verdadeira mensagem de conciliação e paz, sensibilizaria os espíritos impregnados de fanatismo ideológico dos contumazes promotores da subversão. Sabia-se, sim, que o ato magnânimo tocaria fundo o nobre sentimento cristão da grande maioria do povo brasileiro, valendo a pena arrostar o risco da tolerância com essa minoria extremada, para levar avante o projeto de normalização da vida democrática do País.

"Acolhidos pelo nosso espírito conciliador, aí estão, entre os que regressam, líderes e comparsas dos amotinados de ontem. alguns trazem a consciência conturbada pelos males causados no passado; outros, um inconfessável espírito de revanchismo; a grande maioria, porém, declaradamente empenhada em promover as pressões das massas, a serviço de seus objetivos.
"Compreendam, no entanto, eles e os seus insanos sequazes - antes que se sintam tentados a uma nova aventura - que aqui encontrarão o Exército com as mesmas convicções de 1935 e 1964, vigilante, coeso e identificado com seus irmãos da Marinha e da Força Aérea e com a imensa maioria do povo brasileiro, que repele os pequenos grupos de radicais e extremados, incapazes de sobreviver fora da baderna ou do arbítrio.

"Hoje, amadurecidos pela dolorosa experiência do passado, não nos deixaremos enganar pela estratégia multiforme da revolução que apregoam. Apontaremos, sem hesitar, o profissional da violência que empunha, perfidamente a bandeira da paz; enfrentaremos, com destemor, a sanha liberticida que se oculta no clamor dos falsos libertários, e desnudaremos, sem vacilar, a face criminosa do detrator que se esconde sob a máscara de pretensa vitima.

"Nesta hora de reverência, com o pensamento voltado para os bravos companheiros tombados em 1935 e inspirados nos seus exemplos, renovemos o nosso juramento de soldados, com a disposição de oferecer a nossa vida, se necessário for, para que as gerações futuras recebam de nossas mãos uma Pátria livre, onde todos possam desfrutar de uma vida digna, em clima de paz, harmonia e Justiça Social".

General Walter Pires - Ministro do Exército

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