Pesquisa personalizada

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Por não ter conseguido poder total e absoluto, Meirelles desiste de ser a Autoridade Pública Olímpica

Meirelles rompe com Cabral e não aceita mais ser “fiscal de obras” da Autoridade Olímpica

Henrique Meirelles não deve mais ocupar o cargo de Autoridade Pública Olímpica. O ex-presidente do Banco Central rompeu, pessoalmente, com o governador do Rio de Janeiro. Um dos motivos da briga de Meirelles com Serginho Cabral foi o esvaziamento de poder do cargo de APO, que viraria um mero fiscal de obras, com a invenção do Conselho Público Olímpico (CPO) – que vai controlar a liberação de recursos para a viabilização da competição esportiva.

Serginho Cabral e o prefeito carioca Eduardo Paes conseguiram convencer a Presidenta Dilma Rousseff a
esvaziar a APO e transferir a responsabilidade de gerir os recursos dos contratos e licitações dos Jogos Olímpicos de 2016 para representantes dos Estados e municípios. Assim, o cargo que Meirelles ocuparia ficou sem graça. E o ex-timoneiro do BC do B já pediu para sair antes mesmo de entrar. Para piorar, a APO perdeu seus cargos subordinados. Seriam 484 na proposta original. Agora serão apenas 171.

O poder real de liberar a grana para os jogos Olímpicos e Paraolímpicos ficará com o Conselho Público Olímpico. Um representante do governo federal, um do estadual e um do municipal dividirão tal responsabilidade. No Conselho, Cabral e Paes, unidos, devem dar as cartas, indicando seus representantes. Meirelles deve inventar uma boa desculpa pública para declinar do cargo de “fiscal de obras”. A tendência é que a “nova” Autoridade Pública Olímpica seja um nome indicado por Cabralzinho com o aval da Presidenta Dilma.

Fonte: Blog Alerta Total – Jorge Serrão

[até as pedras sabem que no Brasil a regra em obras públicas é a corrupção – as exceções podem ser contadas nos dedos da mão esquerda do Lula.

Apesar do respeito que o Henrique Meirelles merece – não consta sobre ele nenhuma nota desabonadora em termos de mau uso do dinheiro público – é extremamente arriscado deixar que uma única pessoa detenha poderes absolutos sobre milhões e milhões de reais – no mínimo, por tal pessoa, por mais honesta que seja, ter que delegar parte de sua autoridade a terceiros.

O ideal mesmo é que a liberação dos recursos destinados à realização da possível Copa do Mundo 2014 e das Olimpíadas 2016 fique a cargo de um colegiado, formado por pessoas indicadas pelas esferas federal, estadual e municipal e de comprovada competência e ilibada reputação – apesar de boa reputação não representar garantia absoluta de honestidade e zelo no trato da coisa pública.

Até mesmo mais importante do que a probidade desse eventual conselho é que haja empenho – ou mesmo vergonha – no sentido de se evitar atrasos que possam no futuro impedir a licitação pública a pretexto de comprovada urgência. Embora, lamentavelmente, o ‘andar da carruagem’ não deixe dúvidas de que os atrasos e, conseqüentemente, as obras sem licitação, serão a tônica neste processo.

Apesar das licitações serem passíveis de fraude, sua realização torna mais complicada a prática da corrupção e deixa mais possibilidades de uma fiscalização séria impedir/detectar fraudes que ocorram.]

0 comentários: