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COMUNICADO - Novo Site

Nota de Esclarecimento

Importante:

Memória: em 8 setembro 2007, começamos as atividades deste Blog, sob o título Blog da UNR e nossos objetivos estão bem destacados no nosso primeiro post, título 'início das atividades...' .

De imediato, constatamos que estando a esquerda no governo, uma dificuldade se apresentava: contar os erros, as traições, as covardias, os assassinatos, as falcatruas cometidos pela esquerda durante o Governo Militar OU contar os crimes que a esquerda, a petralhada à frente, continua cometendo nos dias atuais? (apesar de fragorosamente derrotada pelos militares a esquerda aproveitou-se da generosidade dos vencedores e voltou tal qual serpente e conseguiu PERDER A GUERRA e vencer a Batalha da Comunicação, passando de vilão a heroína).

A famigerada esquerda conseguiu o poder - agindo disfarçada de democrata - e passou a mostrar, de forma descarada, ser pior que antes.

Diversos motivos, que não vem ao caso aqui detalhar, tornaram conveniente alterar o nome do Blog da UNR, que passou a denominação de BLOG PRONTIDÃO, mantendo a URL.

Apesar de ser um Blog pequeno, fruto de um trabalho amadorístico, porém de muita dedicação, contando com poucos seguidores, alguns visitantes fiéis, outros eventuais, tivemos a imensa alegria de constatar que incomodávamos a petralhada - o que foi fácil perceber pela necessidade de 'moderar comentários', pelos xingamentos que recebemos a cada postagem, tentativas de invasão (parcialmente exitosas, com modificações de postagens {o mais odioso foram as vezes que conseguiram mudar palavras, trechos de postagens, títulos, e passar a idéia que defendíamos o desgoverno petralha}).

Para tornar mais dificil que os guerrilheiros da informática à serviço do desgoverno - o ministro da Secom, Traumann, foi demitido por admitir publicamente que o desgoverno Dilma, a exemplo do seu antecessor $talinácio Lula, usam a guerrilha virtual - continuassem a nos incomodar, decidimos suspender, temporariamente, a veiculação de POSTs no Blog Prontidão, passando a veicular no Blog PRONTIDÃO TOTAL, usando outra URL.

Claro que alguns leitores não acessaram o Blog Prontidão Total - o que atribuímos a alguma falta de comunicação da nossa parte - porém, de tudo concluímos que podemos e VAMOS PERMANECER firmes e fortes, protegidos da sanha 'assassina' dos guerrilheiros virtuais do desgoverno, contando a verdade, tudo o que soubermos e o nosso amadorismo permitir, do muito de ruim, de nocivo, de pernicioso, que o atual desgoverno pratica, estimula, esconde e apoia.

Voltar ao Blog PRONTIDÃO seria pretender que nossos poucos leitores ficassem pulando de galho em galho - a manutenção da nossa 'linha editorial', que vem desde 2007, é eloquente e fiel aos fatos ao provar que nossos ideais permanecem firmes, estamos apenas mais fortes.

Vamos continuar com a denominação Blog PRONTIDÃO TOTAL, na URL que atualmente atende àquele Blog, mantendo nossa postura de apresentar sempre a VERDADE - verdade que representa os fatos (aliás, não podemos esquecer, verdade e fato são unos)e não a verdade conveniente (tática usada pela esquerda petralha).

Felizmente, temos dois leitores, afinal, escrevemos e vamos continuar escrevendo para dois leitores: "Ninguém" e "Todo Mundo".

Por favor, nos honre com sua visita, clicando aqui: Blog Prontidão Total ou em qualquer link disponível, em azul, neste texto

ou colando em seu navegador: http://brasil-ameoudeixe.blogspot.com.br/

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quinta-feira, 31 de março de 2011

Muitos dos rebeldes líbios são apenas civis com armas

Análise: Vale a pena armar os rebeldes líbios?

Episódios passados na Bósnia e no Afeganistão guardam semelhanças com crise no país africano

Muitos dos rebeldes líbios são apenas civis com armas. Com a oscilação de resultados das forças oposicionistas líbias, há uma preocupação crescente entre a coalizão de que apenas bombardeios aéreos possam não ser suficientes para impedir a derrota rebelde, levando a temores de atrocidades que possam ser cometidas por Muamar Khadafi.

Dada a disparidade de poder bélico entre os dois lados, alguns países da coalizão já discutem a possibilidade de superar as possíveis restrições do embargo de armas para a Líbia e passar a fornecer treinamento e equipamentos para os rebeldes. Logicamente, já passamos por isso e as lições do passado podem nos oferecer dicas interessantes.

Na Bósnia, durante o começo da década de 1990, as forças muçulmanas foram totalmente superadas em termos militares pelos sérvios. O embargo de armas da ONU serviu apenas para manter essa disparidade. Após Bill Clinton assumir o governo americano, ocorreu um amplo debate, dentro e fora de sua administração, a respeito de assumir uma posição nova na crise. As conclusões foram quatro palavras: "cancelar", "armar", "treinar" e "atacar".

Soa familiar?

A ideia era acabar com o embargo de armas, armar e treinar forças muçulmanas e, enquanto isso ocorria atacar com o poderio bélico americano para manter distantes as forças sérvias. À época, o plano não foi implementado, mas a OTAN se viu cada vez mais envolvida no conflito, primeiro por meio de ataques aéreos para implementar uma zona de exclusão aérea (isso também para familiar?). A crise se tornou uma enorme campanha contra alvos sérvios na Bósnia. Um subsequente acordo de paz foi mantido com a presença de cerca de 60 mil tropas da OTAN no local.

O que aconteceu no Afeganistão recomenda ainda mais cautela. Na década de 1980, os EUA financiaram rebeldes anti-soviéticos. Boa parte do dinheiro para comprar armas chegou ao Afeganistão por meio do Paquistão.

Muitos dos recursos foram para grupos islâmicos radicais que lutavam e em quem o Paquistão confiava para implementar suas metas estratégicas na região.

A decisão americana se transformou em um fantasma que voltou para assombrar administrações futuras. Quando os soviéticos deixaram o Afeganistão, muitos dos grupos armados pelos EUA passaram a se dedicar ao movimento jihadista internacional, tendo os Estados Unidos como alvo. Não espanta, portanto, que a declaração do comandante militar americano na Europa, James Stavridis, de que o serviço secreto dos EUA teria detectado "sinais de possíveis simpatizantes da Al-Qaeda" entre os rebeldes líbios, cause alarme.

Mas além dessas questões políticas a respeito de armar ou não os rebeldes da Líbia, existem questões práticas cruciais também. O tempo pode não estar do lado dos opositores de Khadafi. Mesmo equipamentos relativamente simples precisam ser manejados como um mínimo de técnica para ter algum impacto no campo de batalha.

E além do equipamento, o ponto mais fraco dos rebeldes pode ser organização. Muitos deles são pouco mais do que civis armados. É verdade que eles parecem ter tanques e lançadores de mísseis operados por desertores do regime, mas agrupar todos eles em uma força militar funcional e capaz não é trabalho de semanas, mas sim de meses.

Se existir tempo suficiente, onde deve ocorrer o treinamento e quem deve fornecê-lo? Necessitará de especialistas estrangeiros? Este é o tipo de trabalho que as Forças Especiais americanas realizaram em vários lugares, mas claramente necessita do envio de tropas que atuem no solo. Apenas o fato de que o debate a respeito de armar e treinar a oposição já começou é sinal inequívoco de oscilação na coalizão. Medo de que a derrota das forças de Khadafi possa não ser inevitável mesmo com a aplicação de seu vasto poderio aéreo.

Se as derrotas rebeldes continuarem, o volume do debate só tende a aumentar.


Por: BBC Brasil

Bolsonaro acusa o MEC estimular o homossexualismo e abrir as portas para a pedofilia

Bolsonaro diz que MEC 'abre as portas para pedofilia' e estimula o homossexualismo

[já pensaram aquela professora 'sapatão', que foi presa recentemente no Rio, dando aula com o kig-gay? com certeza ela iria assediar tudo que fosse crianças do sexo feminino e diria que estava dando aulas.]

O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) afirmou nesta quinta-feira, em entrevista à Rádio Estadão/ESPN, que o Ministério da Educação vai estimular o homossexualismo e "abrir as portas para pedofilia" ao distribuir um "kit gay para as escolas de primeiro grau". Segundo Bolsonaro, o kit contém "filmetes pornográficos", que mostram um garoto pintando as unhas na escola e cenas de beijo lésbico, além de cartazes e cartilhas. Na segunda-feira, o deputado já havia provocado polêmica ao dizer que seus filhos não 'correm risco' de namorar negras ou virar gays porque foram 'muito bem educados', no programa CQC, da Band.

- Atenção pais, os seus filhos vão receber um kit que dizem que é para combater a homofobia, mas que na verdade estimula o homossexualismo. Com a mentira de estar combatendo a homofobia, eles estão estimulando o homossexualismo e abrindo as portas para a pedofilia - disse o deputado na entrevista.

Bolsonaro também criticou o Plano Nacional de Promoção à Cidadania e Direitos Humanos, lançado pela ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário. Segundo ele, o plano "cria cotas para professores gays em escolas de primeiro grau", fazendo com que professores gays consigam vagas de emprego apesar de tirarem notas mais baixas. Além disso, Bolsonaro afirma que o plano cria "cota para homossexual" ou uma "bolsa-gay" ao incentivar a qualificação profissional de travestis. O parlamentar disse ser contrário a políticas de cotas.

Questionado sobre se achava que homossexualismo era uma doença, o deputado disse que não admite "apologia ao homossexualismo". - Para mim, é grave. Não admito se fazer apologia ao homossexualismo, idolatrar o homossexual - disse. Para Bolsonaro, homossexualismo passa pela educação da criança, apesar de em outros casos "já vir no gene" da pessoa.

Bolsonaro aproveitou para saudar os militares pelo dia 31 de março, data do golpe militar de 1964 e criticou as pessoas que acham que "tudo é culpa da ditadura". - Se me permite saudar os militares, que junto com a imprensa, com a Igreja Católica, os trabalhadores, as mulheres na rua, proporcionaram o 31 de março, e fizeram com que nós hoje não estivéssemos cortando cana, a exemplo do pessoal de Cuba.

O parlamentar afirmou não ter medo de perder o mandato pelas declarações polêmicas que tem dado sobre homossexualismo e golpe militar. - Eu não estou preocupado em perder o mandato por minhas declarações. Eu tenho imunidade para roubar ou para falar? Para se corromper ou para emitir opiniões? - questionou.

Segundo ele, toda a sociedade pediu que os militares assumissem o poder em 1964, para que o país não ficasse igual a Cuba.

O filho de Jair Bolsonaro, o vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PP), em entrevista ao site da revista Alfa, defendeu o pai das acusações de homofobia. - Nenhum pai tem orgulho de um filho gay - disse Carlos Bolsonaro.

MEC não comenta declarações de Bolsonaro e diz que kit é para Ensino Médio

O Ministério da Educação informou nesta quinta-feira que não vai comentar as declarações do deputado federal Jair Bolsonaro. O MEC esclareceu que o kit de combate a homofobia nas escolas ainda está em análise em uma comissão da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do ministério.

O kit, segundo o ministério, não se destina a crianças de Ensino Fundamental, como afirmou Bolsonaro, mas a 6 mil escolas de Ensino Médio. Ele é composto por três vídeos e um guia de orientação aos professores. "Os vídeos, com duração em média de 5 minutos, tratam dos temas: transexualidade, bissexualidade e a relação de duas meninas lésbicas", disse o ministério, em nota.

Por: Marcelle Ribeiro - O Globo

[que interessa levar para a escola, seja do nível fundamental ou médio, lições sobre homossexualismo; tal prática deve ser combatida e restrita a adultos e entre quatro paredes. Em público, ainda que seja um beijo lésbico ou gay, deve ser punida como crime.]

Coalizão mata dezenas de civis líbios

Ataques a Trípoli deixam ao menos 40 civis mortos, relata bispo do Vaticano na Líbia

No mesmo dia em que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) assumiu todas as operações aéreas sobre a Líbia , um relato do bispo Innocenzo Martinelli, vigário de Trípoli, deu conta de que ao menos 40 civis foram mortos durantes os ataques aéreos das forças aliadas à capital. A OTAN já afirmou que vai investigar o relato de Martinelli, mas disse que não tinha confirmação de baixas em Trípoli. - Os ataques aéreos deveriam proteger civis, mas eles estão matando dezenas deles - informou Martinelli, por telefone. - No bairro de Tajoura, cerca de 40 civis foram mortos, e uma casa foi destruída com uma família inteira dentro - acrescentou.

O religioso afirmou que as informações vieram de pessoas que trabalham junto ao Vaticano "e têm muitos contatos com moradores, que estão em campo e conhecem a situação muito bem". - Eu descarto que eles possam estar me relatando uma versão alinhada com o governo (Kadafi) - explicou. - Eu não vi por mim mesmo, mas conheço bem estas pessoas - completou.

Autoridades líbias levaram repórteres estrangeiros para locais onde eles afirmam ter havido ataques aéreos em Trípoli, mas as evidências de baixas entre civis foram inconclusivas. As potências ocidentais afirmam, por sua vez, que não confirmaram mortes após os confrontos. O comandante das operações da OTAN na Líbia, o tenente-general canadense Charles Bouchard, disse a jornalistas em Naples que a organização vai avaliar as informações do bispo. - Estou ciente deste relato. É uma notícia e eu valorizo a fonte desta informação, mas é importante ressaltar que avaliamos estas questões com seriedade - afirmou Bouchard. - Somos muito cuidadosos no ataque a qualquer possível alvo que tenhamos. Temos regras muito rígidas do compromisso assumido por nós, e estamos operando sob a ordem legal das Nações Unidas - completou.

Martinelli relatou ainda que os bombardeios ocidentais também atingiram áreas próximas a hospitais, citando um em Mizdah, uma cidade a 145 quilômetros da capital. Segundo ele, enfermeiras filipinas afirmaram que o hospital teve que ser evacuado após ataques.

A Fides, a agência de notícias das ações missionárias do Vaticano, afirma que Martinelli está há dez anos na Líbia e tem uma rede de contatos muito grande no país. Atualmente, cerca de 100 mil católicos vivem na Líbia, principalmente estrangeiros que trabalham como enfermeiros em hospitais.

- Bombas nunca resolvem problemas. Os alvos militares muitas vezes estão no meio de áreas civis, e mesmo quando não estão nunca se sabe quem está dentro - afirmou Martinelli, relatando que as condições de vida em Trípoli estão piorando a cada dia, com o racionamento de suprimentos. Segundo ele, moradores precisam enfrentar filas para comprar comida e gasolina.

Martinelli ainda avalia que há um impasse militar no país e que a melhor solução seria um acordo diplomático: - É por isso que digo que uma solução diplomática é a melhor forma de colocar um fim no derramamento de sangue, oferecendo a Kadafi uma saída digna.


Soldados americanos se divertem no Afeganistão matando civis

Como soldados americanos matavam civis no Afeganistão


Entre janeiro e maio de 2010, um grupo de soldados americanos no Afeganistão se divertiu no país matando civis. O grupo ficou conhecido como “esquadrão da morte” (kill team) e alguns soldados foram afastados. No último dia 23, Jeremy Morlock (foto), de 22 anos, assumiu a culpa pela morte de três afegãos desarmados e afirmou que vai testemunhar contra quatro colegas.


No domingo (27), a revista Rolling Stone publicou um relato detalhado de como os soldados planejaram as execuções e como ocultavam a verdade sobre as mortes com tiros e granadas e afirmações de que haviam sido atacados. A reportagem da Rolling Stone mostra ainda evidências de que superiores dos soldados sabiam sobre o esquadrão e os assassinatos.



De acordo com a revista, seria difícil não saber, uma vez que os soldados documentavam abertamente, com fotos.


ATENÇÃO: as imagens e o vídeo linkados abaixo são EXTREMAMENTE PERTURBADORES e contém imagens de mortes violentas.


Clique aqui para fotos


Clique aqui para o vídeo


Fonte: Rolling Stone

Dilma e a competição da desinformação

Dilma e o jornalista português fazem competição de desinformação. Quantos são os desaparecidos? Milhões? Milhares? Centenas? Eu conto!

Publiquei ontem um pequenino trecho, até engraçado, da entrevista da presidente Dilma Rousseff ao jornalista português Sousa Tavares, concedida no Brasil, antes de sua viagem a Portugal. Pouco depois, postei a íntegra do vídeo apresentado na TV portuguesa. É este que segue abaixo. Sugiro que leia primeiro o texto, mas a ordem é livre, hehe. Retomo depois do filme. Clique aqui, para assistir o vídeo da TV Portuguesa

Se a gente se deixar levar apenas pelo vai-da-valsa, sem pôr atenção ao que ela diz, julgará que foi muito bem, que se saiu com desenvoltura. Está, sem dúvida, mais solta, mais leve. É bem verdade que, num determinado momento, a ausência de um intérprete e a pouca intimidade com a língua de Eça podem ter prejudicado o seu entendimento das questões, mas nada que não tenha se resolvido no ambiente da própria conversa. Ainda que enrolando um tantinho, deu até uma resposta razoável sobre a razão por que o Brasil se absteve na votação do Conselho de Segurança da ONU que determinou a intervenção na Líbia. Mas esteve longe de ser a melhor. Poderia ter lembrado que o Brasil não foi voto isolado. Abstiveram-se também, por exemplo, Rússia, China e Alemanha. Preferiu carregar na defesa dos direitos humanos para apagar a má impressão deixada pelo governo do Apedeuta. Muito bem! Hoje é um dia particularmente interessante para escrever este texto.

Pela primeira vez desde 1965, creio (a verificar), o aniversário do movimento militar de 31 de março de 1964 está fora do calendário de comemorações do Exército. Só os clubes militares, comandados por oficiais na reserva, saudaram a data num comunicado comum. [cumpre registrar que o Comando Militar do Nordeste e a 4ª RM do Comando Militar do Leste realizaram solenidades oficiais em comemoração ao 47º Aniversário da Revolução Democrática de 31 março 1964, conforme convites expedidos e que constam de postagens deste Blog.] Na Presidência da República está uma ex-militante de dois movimentos terroristas, que disputou e venceu eleições segundo as regras da democracia, que os movimentos a que ela pertencia repudiava. Os militares se limitam a cumprir o papel que lhes reserva a Constituição democrática. Muito bem!

Sousa Tavares fez a essa presidente, com esse presente e com esse passado, a seguinte pergunta:
Sousa Tavares - O que [a senhora] vai fazer, se é que vai fazer alguma coisa, com relação aos arquivos desse tempo [da ditadura], que estarão guardados aqui a apodrecer em Brasília. Os arquivos onde se julga poder encontrar o destino, o que aconteceu aos 500 brasileiros, mortos sem sepultura, cujas famílias não sabem quando é que morreram, onde, onde é que estão?

Dilma - A Comissão da Verdade, que é a proposta que nós mandamos ao Congresso, ela tem por objetivo resgatar uma coisa que é algo fundamental, qual seja: o direito sagrado de as pessoas enterrarem seus mortos. Enterrar não é um ato físico apenas. Muitas vezes, enterrar é um gesto simbólico, psicológico, moral e ético. Então essas milhões… Milhões não é… centenas de pessoas e algumas milhares que tiveram seus filhos mortos, elas têm todo o direito de enterrá-los, dessa cerimônia. E o estado deve a elas uma explicação”.

Agora eu
Muito bem, muito bem, leitor! Comecemos pelo essencial: os dois estão mal informados, tanto quem pergunta como quem responde. Dilma vê-se, não tem idéia de quantos são os desaparecidos, embora essa história esteja mais perto dela do que de qualquer um de nós. Milhões? Não! Milhões é coisa de grandes psicopatas, assassinos em massa, a maioria de esquerda: Hitler, Stálin, Mao Tse-Tung, Pol Pot… Milhares? Aí já é coisa de alguns gorilas latino-americanos: há os gorilas mais modestos, como Pinochet, que matou três mil. Há os mais robustos, como os ditadores argentinos: 30 mil. E há os gorilaços, como os irmãos Castro: 100 mil.

Sousa Tavares deve uma correção aos telespectadores portugueses, e Dilma Rousseff deu curso a uma mentira histórica. É bem provável que a maioria que me lê agora não saiba, embora eu já tenha publicado essa informação aqui, quantos são os chamados desaparecidos da ditadura militar brasileira. Nem milhões, nem milhares nem centenas: são 133. Não deveria ter havido um único, é claro!, mas as esquerdas brasileiras investem na imprecisão como estratégia de heroicização do próprio passado e de demonização do adversário.

Saiba Sousa Tavares que os “mortos da ditadura” no Brasil, incluindo aqueles que pereceram de arma na mão, são 424e aí se contam 4 justiçamentos, isto é, pessoas assassinadas pelos próprios “tribunais revolucionários” das esquerdas porque supostos traidores. Os dados não são meus, não! Estão no livro “Dos Filhos Deste Solo”, escrito pelo petista Nilmário Miranda. Que se encontrem esses 133 corpos. Não estou me opondo, não! Mas que não se dê curso a uma fantasia. Aliás, num raciocínio puramente comparativo, os esquerdistas conseguiram ser mais letais do que as chamadas forças de repressão, indício de que, se tivessem chegado ao poder, teriam seguido seus ancestrais históricos: juntos, os vários movimentos mataram 119 pessoas. Não há uma só família que receba indenização. Espero que a verdade dos fatos não seja considerada “reacionária”.

Já que a entrevista foi concedida a uma TV portuguesa e agora está disponível na Internet, seria conveniente que a Secretaria de Comunicação da Presidência emitisse uma nota de correção para que uma mentira não prosperasse pela boca da mandatária. O 31 de Março de 1964 saiu do calendário de comemorações do Exército. Cumpre que a mitologia esquerdista abandone as mentalidades. Não há mal nenhum, para ninguém, em se lidar apenas com a verdade. Uma comissão com esse propósito não pode começar sob o signo da mentira.

Para ler mais clique aqui

“A presidenta de mau feitio”
Quando tratavam da questão da segurança, há um momento realmente engraçado, em que Dilma revela a tal falta de intimidade com a língua de Eça. Vejam lá a partir de 16min16s. [Abaixo, destacado em vermelho pelo Reynaldo, está uma parte cômica da entrevista e que pode ser vista/ouvida na íntegra clicando no link do filme.] Falando sobre a necessidade de combater o crime, o jornalista considera:

Sousa Tavares - Para isso será preciso tomar medidas duras. Dizem que a senhora tem mau feitio, coisa que eu só lamento que não seja mais muito feito na política.
Dilma - [ar um tanto espantado] O quê?
Sousa Tavares - Ter mau feitio! Acho que, às vezes, é preciso ter mau feitio.
Dilma - [ainda sem entender nada, sorri, na esperança de que ele dê uma pista] Mau feitio, rá, rá, rá…
Sousa Tavares [achando que está sendo compreendido, não dá pista nenhuma] - Acha que esse mau feitio pode lhe dar melhor força nas medidas duras que vai precisar de impor?
Dilma [finalmente, ela se rende] - É que eu não sei direito o que significa mau feitio… Porque não tem essa expressão no uso…
Sousa Tavares [tentando explicar] - Mau feitio é um feitio complicado, difícil, que é muito dura nas negociações com as pessoas…
Dilma - Ah, entendi! Mau feitio, para nós, sabe o que é que significa?
Souza Tavares - Não!
Dilma - Uma roupa malfeita, mal cortada, sabe, ocê… Uma casa [da blusa] aqui assim, a outra aqui assim…
Sousa Tavares - Não, presidenta! Não estava a falar da sua toalete!

Bem, esse “toalete” poderia dar início a uma nova confusão, não é mesmo?

Por: Reinaldo Azevedo

No Comando Militar do Leste e no Comando Militar do Nordeste ocorreram comemoração ao aniversário da Revolução Democrática de 31 março 1964

Exército abole comemoração do Golpe de 64, mas clubes militares prestam homenagem à data

O aniversário do Golpe Militar de 31 de março de 1964, pela primeira vez, desde 1965, não fez parte do calendário de comemorações do Exército.

Os clubes militares, no entanto, saudaram os 47 anos da tomada do poder em um comunicado conjunto, informando que as "Forças Armadas Brasileiras insurgiram-se contra um estado de coisas patrocinado e incentivado pelo governo, no qual se identificava o inequívoco propósito de estabelecer no país um regime ditatorial comunista". Assinaram o documento o presidente do Clube Militar, general Tibau da Costa, o presidente do Clube Naval, almirante Veiga Cabral, e o presidente do Clube de Aeronáutica, tenente brigadeiro Carlos de Almeida Baptista.

Até novembro de 2010, a comemoração ainda constava do portal do Exército na internet. Os clubes militares, porém, não seguiram na mesma direção e homenagearam, nesta quinta, os oficiais que realizaram o golpe.

"Os clubes militares, parte integrante da reação demandada pelo povo brasileiro em 1964, homenageiam, nesta data, os integrantes das Forças Armadas da época que, com sua pronta ação, impediram a tomada do poder e sua entrega a um regime ditatorial indesejado pela Nação Brasileira", diz o comunicado.

[cumpre registrar que o Comando Militar do Nordeste e a 4ª RM do Comando Militar do Leste realizaram solenidades oficiais em comemoração ao 47º Aniversário da Revolução Democrática de 31 março 1964, conforme convites expedidos e que constam de postagens deste Blog.]

Vaccarezza falta com o decoro e ofende Bolsonaro

Vaccarezza chama Bolsonaro de 'estúpido' e defende discussão sobre imunidade parlamentar no Congresso

Se eu me referisse a ele como estúpido, certamente estaria bombando mais um processo de quebra de decoro contra mim, mas ele falando é liberdade de expressão (Bolsonaro)

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP) disse nesta quinta-feira que a polêmica envolvendo declarações do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) faz parte do debate sobre o limite da imunidade de palavra do parlamentar, garantido pela Constituição, e por isso, deve ser discutido de forma mais ampla, pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa e o próprio plenário, e não no Conselho de Ética da Casa. Vaccarezza classificou as declarações dele como "condenáveis" e chegou a se referir a ele como um deputado de idéias estúpidas. - Bolsonaro tem se caracterizado como um deputado estúpido, mas foi eleito já com essa estupidez. (As declarações) são condenáveis, mas eu defendo o Estado Democrático de Direito que garante a imunidade de palavra ao parlamentar. Sei que a imunidade tem limites e temos que discutir esses limites. Por isso, o debate não pode se restringir ao Conselho de Ética tem que se feito num âmbito mais amplo - disse Vaccarezza, ressalvando que essa é uma posição pessoal sua e que o governo não se envolverá nesse assunto.

No programa CQC da Band, Bolsonaro disse que seus filhos não 'correm risco' de namorar negras ou virar gays porque foram 'muito bem educados'. Na quarta-feira, a OAB - RJ ingressou com uma representação na Câmara dos Deputados contra o deputado por quebra de decoro parlamentar pelas declarações. A cantora Preta Gil também informou que vai processar o deputado. Internautas organizaram no Twitter e no Facebook abaixo-assinado pela cassação de Bolsonaro.

Vaccarezza comentou ainda que alguns deputados já ameaçaram bater no presidente da República ou deram declarações polêmicas neste sentido, e que Bolsonaro é um deles: - Qualquer deputado tem o seu direito à palavra garantido pela Constituição. Qual será o limite da imunidade parlamentar? Será que ela garante que um parlamentar defenda o holocausto? Não sei. (O que Bolsonaro falou) é mais do que racismo. Passa do limite da razoabilidade. Mas a imunidade parlamentar é um dos pilares da democracia, a imunidade e a liberdade de pensamento.

Bolsonaro reagiu ao saber que Vaccarezza tinha se referido a ele como um deputado estúpido. - Me chamar de estúpido? Podíamos ter discutido, eu teria explicado o que falei. Se eu me referisse a ele como estúpido, certamente estaria bombando mais um processo de quebra de decoro contra mim, mas ele falando é liberdade de expressão. Não vou me rebaixar e revidar. Mas digo: Vaccarezza serena um pouco. Hoje é 31 de março e evitamos que o Brasil virasse comunista. O 31 de março deve estar assombrando o Vaccarezza - disse Bolsonaro.

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), enviou cinco representações à Corregedoria da Casa contra Bolsonaro, em razão de declarações dadas por ele no programa CQC, com ataques a negros e homossexuais. Bolsonaro voltou a negar que tenha agido de forma racista, ou que seja racista. Disse que pode ter havido um problema de edição do programa e que ele apenas não entendeu a pergunta.

- Não sou racista. Tenho um cunhado negro, o irmão da minha mulher.


Bota na conta do Obama

Sérgio Cabral cria o primeiro ‘preso político’ do século

A revista Megazine, do jornal O Globo, traz um relato interessante sobre a prisão de João Pedro Accioly Teixeira. O estudante de 16 anos foi detido junto com outras 12 pessoas, no último dia 18, depois que uma bomba incendiária foi jogada contra o Consulado dos Estados Unidos no Rio. O episódio ocorreu em meio a um protesto contra a visita ao Brasil do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que ocorreu nos dias 19 e 20.


Teixeira, que nega ter sido o responsável pelo que chama de “ato ignóbil”, foi colocado em um camburão da polícia – o que é ilegal por ele ser menor de idade – e levado para o 5º DP. Depois, seguiu para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e para o Centro de Triagem e Recepção (CTR), na Ilha do Governador. Nos dois lugares, o adolescente relatou a absurda realidade do sistema carcerário brasileiro:

“Os gritos que eu ouvia de ‘não me bate, por favor!’ eram insuportáveis. Percebi que as agressões físicas e o assédio moral são institucionalizados. Disseram que se eu andasse fora da linha ia tomar porrada”, disse. (…) A cela da DPCA tem um metro quadrado, com um buraco no chão para fazer as necessidades. Um menor que estava comigo teve que beber água da privada, uma espécie de vaso acoplado ao chão. Mas foi no CTR que ele viu a realidade que mais o chocou. Primeiramente, ele foi colocado numa cela com sete adolescentes envolvidos com o tráfico de drogas, que disputavam entre si quem havia cometido mais assassinados. Em pouco tempo o caso de João também ganhou notoriedade entre os presos. “A naturalidade com que eles banalizam a morte é chocante. Os relatos de incendiar corpos são bastante perturbadores. Fiquei famoso como ‘o playboy que tinha jogado uma bomba no Obama’ e mantive a história para ser mais respeitado dentro do presídio”, disse.


Depois que a polícia entendeu que Teixeira era um membro da classe média carioca, ele percebeu uma outra parte da realidade do sistema prisional: os maus-tratos são reservados aos mais pobres.Logo o “preso político” ganhou “regalias” como uma cela só para ele, onde passou a noite de sábado. Antes, dividiu a mesa do refeitório com outros internos. Sempre em silêncio, pois não é permitido conversar durante as cinco refeições diárias. Na primeira refeição, comi com todo mundo, mas depois houve indicação do próprio delegado, e os servidores passavam dizendo que era para me tratar direito porque eu não era vagabundo.

Teixeira, integrante da Juventude do Psol, promete continuar participando de manifestações e reclama que, durante a visita do presidente dos Estados Unidos, foi criado um “estado de exceção” no Rio. Como diria o Capitão Nascimento: bota na conta do Obama.


Conheça o estudante de 16 anos que foi parar na prisão por protestar contra Barack Obama

Barack Obama passou três dias no Brasil, o mesmo tempo em que o estudante João Pedro Accioly Teixeira, de 16 anos, ficou na prisão por participar de um ato contra o presidente norte-americano. Se, na manifestação, o aluno do Pedro II de São Cristóvão segurou cartazes como "Fora Obama" e "Go home", nas duas noites em que passou atrás das grades ele temeu não voltar mais para sua casa, no Cachambi. - Tive medo de não sair da prisão depois de dois pedidos de liberdade assistida negados. Era uma sensação de agonia constante, como se precisasse correr e não tivesse pernas, gritar e não tivesse voz - compara João Pedro, que também ouviu gritos na noite que passou numa cela do Centro de Triagem e Recepção (CTR), na Ilha do Governador. - Os gritos que eu ouvia de "não me bate, por favor!" eram insuportáveis. Percebi que as agressões físicas e o assédio moral são institucionalizados. Disseram que se eu andasse fora da linha ia tomar porrada.

Ele foi preso junto com 12 manifestantes depois que um coquetel molotov foi jogado contra o Consulado dos Estados Unidos, no Centro, e feriu um segurança. [O estudante Teixeira é integrante da juventude do PSOL e há naquele partido certa predileção por incendiários – tanto que Achille Lollo – terrorista e incendiário italiano ao qual o Brasil concedeu asilo e que foi expulso do PT - exerce função de assessoria naquele partido.

Crime do Achille Lollo na Itália: queimou vivo – derramando gasolina pelas frestas da porta de um pequeno apartamento onde dormiam - um casal e duas crianças. Motivo do ato bárbaro: divergências ideológicas.] João diz não saber quem foi o (ir) responsável pela bomba. Como estava próximo do tumulto, foi levado de camburão para a 5 DP, onde passou a noite de sexta. Único menor de idade acabou encaminhado no sábado de manhã à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), de onde foi transferido para o CTR. - O ato foi pacífico, mas, no momento de encerramento, uma ação isolada e ignóbil estragou tudo - lamenta o militante da Juventude do PSOL. - Fui tacado num camburão, o que é ilegal, pois sou menor. Na 5ª DP só comi um sanduíche que minha mãe levou para mim. Ela ficou desesperada e chorou por diversas vezes.

Já o moleque segurou a onda firme e forte. Em fevereiro, ele já havia sido detido e levado à 17DP depois de um protesto dos alunos do Pedro II contra o calor nas salas de aula. [Não restam dúvidas que se trata de um baderneiro contumaz.] Mas nada comparado ao perrengue que ele viu meninos da sua idade passarem na DPCA e no CTR. - A cela da DPCA tem um metro quadrado, com um buraco no chão para fazer as necessidades. Um menor que estava comigo teve que beber água da privada, uma espécie de vaso acoplado ao chão.

Mas foi no CTR que o diretor do grêmio do Pedro II viu a realidade que mais o chocou. Primeiramente, ele foi colocado numa cela com sete adolescentes envolvidos com o tráfico de drogas, que disputavam entre si quem havia cometido mais assassinados. Em pouco tempo o caso de João também ganhou notoriedade entre os presos. - A naturalidade com que eles banalizam a morte é chocante. Os relatos de incendiar corpos são bastante perturbadores. Fiquei famoso como "o playboy que tinha jogado uma bomba no Obama" e mantive a história para ser mais respeitado dentro do presídio. Os próprios servidores do Degase concordaram com as bandeiras do ato - diz. [pelo objeto da disputa dos bandidos que ficaram com Teixeira é possível perceber ser inútil qualquer esforço de tratá-los como seres humanos = não são. Mesmo assim, recebem comida de boa qualidade que com certeza é melhor do que a de muitos trabalhadores honestos e que ‘fornecem’ muitas vítimas para estes bandidos.]

Logo o "preso político" ganhou "regalias" como uma cela só para ele, onde passou a noite de sábado. Antes, dividiu a mesa do refeitório com outros internos. Sempre em silêncio, pois não é permitido conversar durante as cinco refeições diárias. Mas João Pedro aprovou o cardápio: - A comida é de boa qualidade. Comi arroz, feijão, carne e um legume. Na primeira refeição, comi com todo mundo, mas depois houve indicação do próprio delegado, e os servidores passavam dizendo que era para me tratar direito porque eu não era vagabundo.

Não mesmo. Aluno do 3 ano e candidato a uma vaga em Direito, ele já foi aprovado nos vestibulares da UERJ e UFRJ em 2010 e sonha ser procurador da República e combater a improbidade administrativa e a corrupção. Por enquanto, atua na secretaria executiva do Fórum Estadual em Defesa da Educação Pública e organiza uma nova manifestação nesta quinta-feira, às 12h30, na Candelária: - Vamos fazer uma grande passeata em defesa da educação pública com professores e alunos lutando pelo passe livre irrestrito e por uma educação pública de qualidade.

Sem prisões dessa vez, né?

- O estado de exceção que se criou com a visita do Obama não pode se repetir. Liberdade de manifestação e expressão não podem ser desrespeitados, com prisões arbitrárias.

Está dado o recado.

Fonte: Revista MEGAZINE


Bolsonaro esclarece em entrevista o que realmente ocorreu no CQC e Preta Gil, como é habitual no Brasil, quer ser indenizada

Bolsonaro: Meu filho não namoraria Preta Gil por causa do comportamento dela

Após polêmica entrevista ao programa CQC, da Band, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), não recua em seus ataques ao homossexualismo, à presidente Dilma Rousseff e sustenta sua defesa da Ditadura Militar brasileira, a dois dias do aniversário do Golpe [contragolpe que livrou o Brasil de ser transformado por maus brasileiros, por traidores, em uma Cuba.] que derrubou o ex-presidente João Goulart. Em entrevista a Terra Magazine, o parlamentar reitera as críticas que fez ao comportamento da cantora Preta Gil, mas retifica as que foram consideradas racistas: - Eu entendi que ela me perguntou o que eu faria se meu filho namorasse um gay (...). Se eu tivesse entendido assim (da forma como a pergunta foi feita), eu diria: 'meu filho pode namorar qualquer uma, desde que não seja uma com o teu comportamento'. Se eu fosse racista, eu não seria maluco de declarar isso numa televisão - afirma.


Contrário à defesa dos direitos dos homossexuais, o deputado pepista acredita que a adoção por casais homo afetivos é "reserva de mercado". Bolsonaro se vale da máxima determinista, para justificar sua posição: - O homem é produto do meio, imagina se pega essa lei, permitindo que casais homossexuais adotem crianças? Vão fazer reserva de mercado para jovens garotos homossexuais. O filho vai crescer vendo a mãe bigoduda ou careca, o pai andando de calcinha ou a mãe de cueca.

E prossegue:

- Você já viu o novo Programa Nacional de Direitos Humanos da Maria do Rosário voltado à população LGBT? Viu lá professor gay em escola de primeiro grau, livro didático com gravuras homossexuais, bolsa gay pró-jovem homossexual... É legal isso? Meu filho vai ter que dizer que é gay pra ter uma bolsa de estudo? Ou vai ter que queimar a rosquinha pra ter direito a bolsa de estudo para entrar na cota de homossexual, é isso? - questiona.


Confira:


Terra Magazine - O senhor foi questionado pela cantora Preta Gil sobre o que faria caso um filho seu se apaixonasse por uma mulher negra. O senhor respondeu que "não corre o risco" de um filho seu se apaixonar por uma negra por que eles foram "muito bem educados" e não viveram num ambiente "como lamentavelmente" era o dela.
Jair Bolsonaro - A última resposta está causando problemas, eu sei disso. Mas você pode ver que a minha resposta não se encaixa na pergunta, quando falo em promiscuidade no final. Foi como o próprio Marcelo Tas disse, eu não devo ter entendido, ou a pergunta foi outra. Mas não vou acusar a televisão. Eu entendi que ela me perguntou o que eu faria se meu filho namorasse um gay.

Não. A pergunta foi se o filho do senhor se apaixonasse por uma negra.
Se eu tivesse entendido assim, eu diria: 'meu filho pode namorar qualquer uma, desde que não seja uma com o teu comportamento'. Se eu fosse racista, eu não seria maluco de declarar isso numa televisão. Como é feito o programa do CQC? É humorístico, certo? Foi colocado um computador na minha frente e eu não tinha ninguém do programa do Marcelo Tas por perto. Havia apenas um rapaz na câmera e outro no computador. As perguntas passavam na tela e eu respondia. Eu entendi que a pergunta foi sobre o que eu faria se meu filho namorasse um gay.

Como ela perguntou sobre a paixão entre seu filho e uma mulher negra, eu refaço a pergunta: o que o senhor faria?
Sem problema nenhum, desde que não seja alguém com o comportamento da Preta Gil.

Além disso, a defesa do senhor ao (Emílio Garrastazu) Médici, (Ernesto) Geisel e (João Batista) Figueiredo também é polêmica.
Eu tenho orgulho de ter pertencido a esse governo onde generais desse porte eram presidentes da República.

Dia 31, o Golpe Militar faz "aniversário".
Golpe? Golpe?

Sim.
Bom, eu vou discursar na Câmara. Se você quiser te mando todos os jornais da época. A imprensa pedia de joelhos que os militares assumissem. Bem como a Igreja, as mulheres, empresários, ruralistas. Não tem esse "golpe" que você fala. Golpe foi quando Fidel Castro assumiu o poder, colocou 10 mil no paredão e começou a governar.

Como o senhor deve acompanhar, anos depois, fala-se em direitos humanos, retratação histórica às vítimas da Ditadura Militar...
O presidiário não sofre hoje, não? Naquela época, os perigosos que faziam curso de guerrilha em Cuba é que, uma vez detidos, metiam bomba, torturavam tenentes... Você queria que dessem tratamento VIP a esse pessoal quando fossem presos?

A agressão vinha do Estado.
Não vem com essa conversa de Estado. Antes de Estado, são seres humanos embaixo de uma farda, de um uniforme... Hoje, é praxe, linha de defesa, dizer que foi torturado. Quem sofre torturas tem sequelas. Pode ver. Agora, a Dilma (Rousseff, presidente da República) falou que tinha vivido 23 dias sob tortura e não falou nada. Eu não tenho o curso que eles tiveram em Cuba, na China e na Coreia do Norte sobre guerrilha tortura e terrorismo, mas se eu tivesse disposição para isso, em dez minutos a Dilma contaria até como ela nasceu.

Voltando ao assunto inicial, o senhor falou bastante na educação que deu para seus filhos ao CQC. O que eles acharam da entrevista?
Um está na minha frente, se quiser falar com ele... Eu tenho cinco filhos, o mais velho está aqui.

O senhor elogiou muito a ditadura, deseja o retorno dela? O senhor ajudaria um golpe militar hoje no Brasil?
Eu sou a favor de um regime de autoridade, não de corrupção como vemos hoje em dia. Por que o PT, que fala tanto em Comissão da Verdade e Tortura, não quer apurar o sequestro, tortura e execução do prefeito Celso Daniel, do PT.

O senhor colaboraria para o retorno de um regime ditatorial no Brasil?
Com o regime de autoridade, seja quem for a pessoa na Presidência. Eu, até hoje, não consegui ser governo. Quero ser governo de um presidente com autoridade, com moral e princípios éticos. Você já viu o novo Programa Nacional de Direitos Humanos da Maria do Rosário voltado à população LGBT? Viu lá professor gay em escola de primeiro grau, livro didático com gravuras homossexuais, bolsa gay pró-jovem homossexual... É legal isso? Meu filho vai ter que dizer que é gay pra ter uma bolsa de estudo? Ou vai ter que queimar a rosquinha pra ter direito a bolsa de estudo para entrar na cota de homossexual, é isso? O meu filho ou o teu.

Suponho, então, que o senhor seja contrário ao kit que pretendem distribuir nas escolas.
Eu que detonei o kit-gay, subi na Tribuna, fui na Luciana Gimenez, no Ratinho... O homem é produto do meio, imagina se pega essa lei, permitindo que casais homossexuais adotem crianças? Vão fazer reserva de mercado para jovens garotos homossexuais. O filho vai crescer vendo a mãe bigoduda ou careca, o pai andando de calcinha ou a mãe de cueca.

Contra Bolsonaro, Preta Gil vai a MP, Câmara e pede indenização

A cantora Preta Gil entrará com uma representação junto ao Ministério Público contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), pedindo que apurem crime de intolerância racial e homofobia. Em entrevista para o programa CQC, ao responder se aprovaria o relacionamento de seu filho com uma negra, o parlamentar disse que "não corria o risco" por que eles foram "muito bem educados" e não viveram num ambiente "como lamentavelmente" era o dela. [não pode ser apurado a prática de um crime que não existe: homofobia não é crime no Brasil.

Aliás, acreditamos que não é crime em nenhum país.

Ao contrário, alguns países punem severamente a prática de atos homossexuais – que também são condenados pela Bíblia Sagrada. ]

Segundo o advogado da cantora, Ricardo Brajterman, pretendem entrar também com uma ação por danos morais. O valor será afixado pelo juiz, que vai levar em conta o potencial ofensivo. No entender de Brajterman, o potencial foi "de grande conta". A indenização também leva o caráter pedagógico punitivo, para que desestimule o agressor a cometer esse tipo de conduta.

- Quando ela viu a matéria, chorou, ficou perplexa. Abalou bastante, porque ela defende os negros, e sempre tentou enaltecer a posição do negro na sociedade. Quando ela viu um parlamentar com esse tipo de postura, chocou porque vai contra todo o trabalho que ela, o pai dela e o restante da família, sempre fizeram.

Além das medidas criminais e cíveis, Preta Gil pretende notificar a Câmara dos Deputados, tanto a Comissão de Direitos Humanos quanto a de Ética, para que interpelem o deputado e apurem falta de decoro. "Foi uma atitude incondizente com a de um parlamentar dentro de um país democrático, onde o princípio maior é dignidade humana", diz o advogado.


Fonte: Terra Magazine

Outro deputado federal ataca negros e homossexuais

Deputado federal Marco Feliciano faz coro às declarações de Bolsonaro e ataca negros e homossexuais no Twitter

As declarações polêmicas do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), que no programa CQC, da Band, na segunda-feira, atacou negros e homossexuais, causaram repúdio de boa parte da população e de alguns parlamentares. Se por um lado, o líder do governo na Câmara, deputado federal Cândido Vaccarezza, se manifestou e chamou Bolsonaro de estúpido , por outro lado, o deputado do PP parece ter conseguido alguns adeptos. É o caso do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), que nesta quinta-feira publicou, em sua página no Twitter , comentários preconceituosos. "Africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato. O motivo da maldição é a polemica. Não sejam irresponsáveis twitters rsss", disse Feliciano no microblog. " Sou contra atos públicos, a promiscuidade que fere os olhos dos nossos filhos e não contra o ser humano "

Num outro post, o deputado foi ainda mais longe em seu discurso repleto de referências bíblicas e afirmou: "A maldição que Noé lança sobre seu neto, canaã, respinga sobre continente africano, daí a fome, pestes, doenças, guerras étnicas!". Já em relação aos homossexuais, ele publicou o seguinte: "A podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam ao ódio, ao crime, a rejeição".

Em seguida, o deputado postou mensagens afirmando que está sendo mal interpretado e acusado de racismo. E conclama "Bora cristãos! Mostremos nossa união e nossa força. Retuitem isso: Amamos os homossexuais mas abominamos suas praticas promiscuas!"

Nesta quinta, por telefone e por meio de nota, o deputado afirmou que apenas usou a rede para fazer afirmações teológicas e que não é racista, nem fundamentalista em relação aos homossexuais. Apesar de a mensagem ter sido postada na semana da polêmica, ele garante que foi uma triste coincidência. - Não sou homofóbico. Se meu patrão, que é Deus, dá livre arbítrio, quem sou eu para julgar? Sou contra atos públicos, a promiscuidade que fere os olhos dos nossos filhos e não contra o ser humano. Algumas pessoas não sabem dialogar ao nível do intelecto - disse Marco Feliciano.

[é preciso que seja criada urgentemente na Câmara Federal e mesmo no Senado uma bancada antigay.]

Fonte: Globo. com

31 de março de 1964

31 de Março de 1964

31 de março de 1964 é data histórica que merece ser recordada e comemorada pelos verdadeiros brasileiros, por lembrar nossa 2ª Independência. Marca definitivamente a contra-revolução democrática que impediu a implantação do movimento comunista internacional do Brasil e, em conseqüência, na América do Sul.

Foi a Nação, essa sim, que, unida pelo mesmo ideal, exigiu dar-se um paradeiro à desordem generalizada, econômica e social, à preparação do autogolpe, à quebra da disciplina culminando no motim dos marinheiros e na agressão à hierarquia. Só assim se explica que o governante fosse deposto sem um só tiro disparado. Em 19 de março de 1964, na "Marcha da Família com Deus pela Liberdade", cerca de 1 milhão de pessoas de terço na mão, desfilaram em São Paulo, implorando a proteção de Deus e das Forças Armadas contra o comunismo.

A contra-revolução por Minas Gerais. No dia 31 de março de 1964, tropas da 4ª RM (Juiz de Fora) e ID/4 (Belo Horizonte) marcharam para o Rio de Janeiro e Brasília sem encontrar qualquer resistência. Em 02 de abril, no Rio de Janeiro, foi realizada a "Marcha da Família com Deus pela Liberdade" que reuniu espontaneamente milhões de pessoas em agradecimento as Forças Armadas, num movimento popular jamais visto. Com o apoio da população foi deflagrada a contra-revolução por Minas Gerais.

Pela versão dos revanchistas, o movimento revolucionário de 1964 foi sangrento e causou injustamente, a morte de muitas pessoas, tanto assim que hoje os familiares deles estão recebendo pensão do governo. E o reconhecimento das injustiças cometidas pela revolução, dizem.

Querem fazer crer esses revanchistas que eles, naquele tempo, queriam apenas o aperfeiçoamento das liberdades democráticas, que pretendiam fazer reformas de base capazes de modernizar o país e beneficiar os menos favorecidos. Para quem não viveu aquele período esses argumentos parecem verdadeiros. Só que não são O propósito dos revanchistas de hoje era instaurar no Brasil um governo comunista de modelo Cubano

E bom esclarecer que os 300 esquerdistas mortos em combate com as Forças da Ordem, praticaram o terrorismo e mesmo a guerrilha em regiões do Brasil Central, como foi, o caso do Araguaia. Mas essa taxa de violência, que hoje é imputada ao Exército como a maior das manchas, nada representa, por exemplo, em comparação com as 17 mil pessoas assassinadas pelo governo Cubano. Por outro lado os dois mil prisioneiros políticos que o Brasil teria chegado a ter naquela época foram um pingo d'água no mar se comparados aos 100 mil que entupiam os cárceres da pequena Cuba.

Querem dar também a entender os revanchistas que o dilema, em 1964, era entre a democracia e os chamados "anos de chumbo". Quer dizer , os esquerdistas defendiam a democracia e os militares um governo de força que sufocava a democracia. Engano. E coisa de menino, supor que, naqueles dias, a alternativa ao movimento militar fosse a normalidade democrática. Muito ao contrário, o "golpe" - como eles ainda o chamam - foi para defender a democracia daqueles que a queriam trocar por um regime comunista.

Essas deformações de fatos políticos, ainda não muito velhos são feitas por ranço ideológico dos que mesmo anistiados, que ocupando cargos importantes no governo, insistem nessas mentiras e, pior, patrulham os militares como se eles também não tivessem direito à anistia. A discriminação e o facciosismo são tamanhos que, embora muitos integrantes das Forças Armadas tenham morrido em combate com terroristas e guerrilheiros, ou por estes covardemente assassinados, ninguém de suas famílias tiveram direito a indenização, ao passo que as dos terroristas, dos guerrilheiros, dos assassinos frios e covardes, solicitaram e obtiveram indenizações milionárias.

Para eles o crime compensou.

Nós militares, sempre estivemos cientes que "Deus e o soldado só são lembrados nos momentos de perigo".

Por: Raymundo Baraúna Tosta

O Movimento Glorioso de 31 de março de 1964

O CONTRAGOLPE QUE ACABOU COM OS GOLPES


O contragolpe de 31 de março de 1964 deve ser analisado no contexto da Guerra Fria entre os EUA e a URSS, onde se disputava o poder hegemônico global. Foi um conflito indireto, pois as manobras decisivas ocorreram nos campos político, econômico, científico-tecnológico e social, com intenso uso das operações psicológicas e da propaganda dos sistemas capitalista e socialista, respectivamente, pelos EUA e a URSS, líderes dos blocos antagônicos. As bases para o progresso e bem-estar das nações, no pensamento americano, seriam o liberalismo econômico e a democracia e, no pensamento soviético, o dirigismo estatal e a ditadura do proletariado sob o partido comunista.

A visão predominante na sociedade brasileira alinhava-se à democracia e ao liberalismo econômico, este último com adaptações, admitindo a ampla participação do Estado na economia.
Na década de 1950, a URSS, matriz do modelo soviético de promoção do movimento comunista internacional, passou a priorizar a via pacífica para a tomada do poder. A estratégia era a da subversão, com o objetivo de conquistar o apoio da população, empregando ações de cunho político e psicológico para lograr a ruptura entre a nação e as instituições e preparar a sociedade para aceitar uma nova ordem político-social. A luta armada ainda era uma alternativa, como golpe final do processo revolucionário, se fosse preciso.

Nos anos 1960, o Brasil não tinha instituições maduras e fortes para sustentar a democracia, abalada por sucessivas crises político-militares desde 1922. Embora houvesse desenvolvimento, o progresso não satisfazia as necessidades básicas da maioria da população. Essa vulnerabilidade e outras de cunho político, econômico e social facilitaram a ocupação de espaços importantes pela esquerda radical por meio da agitação e propaganda, instrumentos de subversão manejados por agentes infiltrados em alvos prioritários como sindicatos, meio acadêmico, órgãos de governo, Igreja e Forças Armadas (FA).

No início de 1964, a situação político-social no país prenunciava um conflito com potencial para desaguar numa guerra civil de cunho revolucionário. Em 13 de março, o presidente do Partido Comunista Brasileiro (PCB), Luiz Carlos Prestes, declarou que o partido já tinha o governo e só lhe faltava o poder quando discursava no comício da Central do Brasil (Rio de Janeiro). Ao seu lado, o presidente Jango respaldava o dirigente de um partido ilegal e radicalizava o discurso, tentando intimidar as instituições, inclusive o Legislativo, para a aprovação de medidas populistas visando a angariar o apoio ou a neutralidade da população ao golpe em curso. As chamadas reformas de base, cujo slogan era reformas na lei ou na marra, mostra o perfil radical de seus mentores. O processo de quebra da hierarquia e disciplina nas FA, apoiado pelo próprio presidente em flagrante desrespeito à Constituição, reforçava a crença na vitória. Jango era conivente com o golpe comunista e setores do governo, sindicatos e partidos de esquerda se articulavam com o PCB para implantar a República Sindicalista, pela qual o país ingressaria no bloco comunista seguindo os passos de Cuba.

O 31 de Março foi o desfecho de um movimento civil-militar que mobilizou toda nação e impulsionou as FA sem dar condição de reação a um governo que perdera a autoridade moral e o respeito da nação. Nos dias subsequentes, milhões de cidadãos comemoraram a vitória da democracia em todos os estados da Federação como mostrou a mídia nacional.

Os blocos oponentes na Guerra Fria tinham estratégias e planos para influenciar e intervir globalmente na defesa de seus objetivos, como acontece nas relações interpotências. O Brasil, país dotado de recursos valiosos e de posição geoestratégica que o projeta em toda América do Sul, era um ator decisivo tanto para os EUA como para a URSS. A imposição do regime comunista no Brasil levaria à queda de todo subcontinente, sendo previsível que os EUA estivessem preparados para intervir militarmente, escaldados pela então recente adesão de Cuba ao bloco soviético. A esquerda revolucionária recebia recursos, treinamento e respaldo político das matrizes soviética, chinesa e cubana, sendo hipocrisia condenar o apoio político dos EUA ao contragolpe de 31 de março. O apoio se restringiu ao nível político, pois uma intervenção bélica seria inaceitável e as FA reagiriam militarmente a tal afronta à soberania nacional, fiéis ao compromisso de defender a honra da Pátria.

O insucesso da via pacífica levou a esquerda radical a deflagrar a luta armada, que foi neutralizada a um custo de 500 mortos entre guerrilheiros, agentes do Estado e cidadãos comuns. Como exemplo, o preço da luta armada em El Salvador, em doze anos de conflito, foi de 80 mil mortos, 400 mil deslocados de suas propriedades e 1,5 milhão de refugiados nos EUA, sendo El Salvador do tamanho de Sergipe e com 7,5 milhões de habitantes.

De 1922 a 1964, houve mais de uma dezena de crises institucionais onde chefes militares, envolvidos na política partidária, arrastavam consigo parte da tropa num Brasil ainda imaturo para a democracia. Havendo ou não honestidade de propósitos, ficavam prejudicados: o compromisso, que deve ser exclusivo com a nação; a dedicação, que deve ser integral à missão constitucional; e os princípios de hierarquia e disciplina, comprometendo a coesão nas FA e a própria unidade nacional. O regime de 1964 afastou as FA e os militares da ativa da política partidária e criou condições para o fortalecimento das instituições. As crises políticas não tiveram mais o envolvimento militar e, hoje, são resolvidas nos foros apropriados. Os generais presidentes reconheciam a excepcionalidade do regime e manifestavam o objetivo de retorno à normalidade institucional, o que se cumpriu com a revogação do AI-5, a anistia e a abertura democrática após a derrota da luta armada e a aceitação pelos ex-guerrilheiros das regras do jogo democrático.

Por: General da Reserva Luiz Eduardo da Rocha Paiva

Missa em sufrágio dos que tombaram na luta armada

ACADEMIA BRASILEIRA DE DEFESA

O MOVIMENTO DEMOCRÁTICO DE 1964 E A DEFESA DA PÁTRIA

Brigadeiro Ivan Frota


Apesar da retirada pelo Governo do 31 de Março do calendário comemorativo nacional, a lembrança do glorioso Movimento em defesa da Democracia, desencadeado pelo Povo Brasileiro em 1964, permanece mais viva do que nunca na sua memória.

31 de março de 1964 é a data histórica que marcou um “basta” contra os desmandos e a ausência de autoridade que o próprio Governo instalado patrocinava, com o propósito de levar o País ao caos e ao descontrole institucional.

Tal anarquia atendia à estratégia final que levaria à iminente instalação no País de um regime totalitário-sindicalista com inspiração bolchevista.

Instadas pela própria população, as Forças Armadas assumiram o comando das ações, atuando emergencialmente para restaurar a ordem, e, finalmente, dominar a subversão em todas as formas em que se manifestou.

Daí em diante, o controle do Estado foi definitivamente restabelecido e reorganizada a administração nacional, que alcançou um desenvolvimento sustentado com sucessivos recordes de crescimento econômico.

O tempo passou, muita coisa aconteceu nesses quarenta e sete anos, quase meio século, e o País receberam, entre outros, um excepcional legado de infra-estrutura básica, adquirindo, desse modo, energia para garantir a continuidade do progresso econômico.

Infelizmente, uma parcela de inconformados ainda trabalha negativamente, tentando alcançar os mesmos objetivos retrógrados do passado.

Assim, nuvens negras voltam a pairar, ameaçadoramente, nos nossos horizontes.

Eles, hoje, atuam de forma diferente.
Não, pela ameaça do terrorismo ou das guerrilhas e, sim, pela letra do manual “gramsciano” – passo a passo – com paciência e perseverança, procurando anestesiar a opinião pública por meio do favorecimento financeiro e da propaganda insidiosa.

Essa estratégia de “aparvalhamento” da Sociedade apresenta-se com as seguintes faces:

· Ocupação dos cargos públicos (e muitos privados), em todos os níveis, por militantes do partido do Governo;
· Suborno coletivo com dinheiro público, mormente, junto às populações menos favorecidas e sem acesso à informação de qualidade;
· Propaganda governista, por parcela da mídia mercenária, no rádio, nos jornais, na televisão e no cinema.
· Atuação no setor educacional pelo controle dos currículos e dos livros didáticos, incluindo, aqui, a sutil penetração nos estabelecimentos militares de ensino;
· Uma fraca oposição político-parlamentar, caracterizando a figura do “partido único”.

Todo esse aparato, dirigido pelo comando centralizado de uma minoria atuante, tem transformado o regime brasileiro em autêntica ditadura, travestida de democracia virtual.

Dentro desse quadro, as Forças Armadas, como Instituição não cooptável por tais manobras, passaram a ser alvos de irresponsáveis medidas que visam ao seu enfraquecimento ou eventual extinção/substituição. Não só pela prática de sistemática campanha que tenta aviltar a história militar brasileira, como pela gradativa e perigosa redução de sua capacidade operativa.

Com insuficientes orçamentos, protelação das decisões para renovação do material de defesa e constantes reduções do padrão salarial do pessoal militar, tentam atingir o moral e a vontade da Instituição.

É preciso que os neófitos entendam que só existe soberania se ela for respaldada por força de defesa competente, e que sem soberania não pode subsistir o Estado nacional.

No cenário internacional, temos tido freqüentes exemplos de imposição da vontade do mais forte sobre países de expressão militar limitada.

As negociações diplomáticas são desenvolvidas sob aparente igualdade de condições, onde, porém, impera o conhecido adágio, seguido pelos mais fortes: “Seja razoável! Faça como eu quero”.

O argumento final da diplomacia é sempre o da força militar.


Urge, portanto, que a atual Presidente contenha os arroubos dessa minoria inconseqüente, procurando anular-lhes as intenções mesquinhas, que poderão fazer recrudescer animosidades do passado, dificultando as legítimas ações governamentais e, até mesmo, comprometendo o equilíbrio institucional do País.

Por que não trabalharmos todos no sentido único de fazer crescer e desenvolver o Brasil no rumo de seu inexorável destino de grande nação?

O que querem, afinal, esses inconsoláveis perdedores?


Ivan Frota – Presidente

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