O principal nome da oposição ao governo Dilma Rousseff, Aécio Neves (PSDB-MG), fez jus ontem a esse título. Em discurso que atraiu muita atenção, Aécio se tornou, na prática, o líder do bloco que tentará marcar diferença em relação ao governo do PT depois de três derrotas consecutivas nas eleições presidenciais.
A maior prova de que Aécio é visto como dono deste papel veio do próprio governo, que escalou alguns de seus principais nomes no Senado, como Marta Suplicy (PT-SP) e Humberto Costa (PT-PE), para “apartear” o ex-governador de Minas Gerais.
Como mostrou ÉPOCA, http://colunas.epoca.globo.
no conteúdo, o mais importante trecho do discurso de Aécio foi aquele em que ele traçou as diretrizes do que será a atuação da oposição no primeiro mandato de Dilma:
Em seu pronunciamento, o senador avisou que formará uma oposição construtiva, mas já alertou o governo a não esperar o mínimo de tolerância por parte de sua bancada. “Não confundo agressividade com firmeza, não confundo adversário com inimigo. Os que ainda não me conhecem bem e acham que vão encontrar em mim tolerância diante dos erros praticados pelo governo também vão se decepcionar. Não confundo o direito à defesa e ao contraditório com complacência e compadrio”, afirmou.
Alguns trechos do discurso:
“... Os que ainda não me conhecem bem e esperam encontrar em mim ataques pessoais no exercício da oposição vão se decepcionar. Não confundo agressividade com firmeza. Não confundo adversário com inimigo. Os que ainda não me conhecem bem e acham que vão encontrar em mim tolerância diante dos erros praticados pelo Governo também vão se decepcionar. Não confundo o direito à defesa e ao contraditório com complacência e compadrio...
...Um partido se define pelas ações que pratica e pela forma como responde aos desafios da realidade. Em 1985, quando o Brasil se via diante da oportunidade histórica de sepultar o autoritarismo e reingressar no mundo democrático, nós estávamos ao lado do povo brasileiro e do Presidente Tancredo Neves. Os nossos adversários, não. Permanecemos ao lado do Presidente José Sarney, naqueles primeiros e difíceis anos de consolidação da nova ordem democrática. Os nossos adversários, não
Mais à frente, em um momento especialmente delicado da nossa história, quando foi preciso convergir para apoiar a governabilidade e o grande Presidente Itamar Franco, que hoje nos honra aqui no Senado Federal, nós estávamos lá. Os nossos adversários, não. Recusaram, mais uma vez, a convocação da história. Para enfrentar a grave desorganização da vida econômica do País e a hiperinflação que penalizava, de forma especial, os mais pobres, o governo Itamar criou o Plano Real. Nesse momento, o Brasil precisou de nós, e, mais uma vez, nós estávamos lá. Os nossos adversários, não...
... criamos o Bolsa Escola, o Bolsa Alimentação e o Auxílio Gás, que, depois, serviram de base para, ampliados e concentrados, se transformarem no emblemático Bolsa Família. Quando os fundamos, nossos adversários também não estavam lá e, ironicamente, nos criticaram por estarmos criando políticas assistencialistas de perpetuação da dependência e não de superação da pobreza...
Essa é a grande tarefa inconclusa. E se há um erro que juntos não podemos cometer é nos perdermos na grandiloqüência do discurso oficial, como se tivéssemos alcançado o nosso ponto de chegada...”
Para a íntegra do discurso, clique aqui

0 comentários:
Postar um comentário