Pesquisa personalizada

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Aécio! Torcemos para que o que você chama de ‘oposição construtiva’ não seja, ou se torne, uma oposição omissa e conivente

Aécio Neves, o principal nome da oposição

O principal nome da oposição ao governo Dilma Rousseff, Aécio Neves (PSDB-MG), fez jus ontem a esse título. Em discurso que atraiu muita atenção, Aécio se tornou, na prática, o líder do bloco que tentará marcar diferença em relação ao governo do PT depois de três derrotas consecutivas nas eleições presidenciais.

A maior prova de que Aécio é visto como dono deste papel veio do próprio governo, que escalou alguns de seus principais nomes no Senado, como Marta Suplicy (PT-SP) e Humberto Costa (PT-PE), para “apartear” o ex-governador de Minas Gerais.

Como mostrou ÉPOCA, http://colunas.epoca.globo.com/falabrasil/2011/04/06/em-seu-primeiro-discurso-em-plenario-aecio-neves-promete-oposicao-intolerante/

no conteúdo, o mais importante trecho do discurso de Aécio foi aquele em que ele traçou as diretrizes do que será a atuação da oposição no primeiro mandato de Dilma:

Em seu pronunciamento, o senador avisou que formará uma oposição construtiva, mas já alertou o governo a não esperar o mínimo de tolerância por parte de sua bancada. “Não confundo agressividade com firmeza, não confundo adversário com inimigo. Os que ainda não me conhecem bem e acham que vão encontrar em mim tolerância diante dos erros praticados pelo governo também vão se decepcionar. Não confundo o direito à defesa e ao contraditório com complacência e compadrio”, afirmou.

Alguns trechos do discurso:

“... Os que ainda não me conhecem bem e esperam encontrar em mim ataques pessoais no exercício da oposição vão se decepcionar. Não confundo agressividade com firmeza. Não confundo adversário com inimigo. Os que ainda não me conhecem bem e acham que vão encontrar em mim tolerância diante dos erros praticados pelo Governo também vão se decepcionar. Não confundo o direito à defesa e ao contraditório com complacência e compadrio...

...Um partido se define pelas ações que pratica e pela forma como responde aos desafios da realidade. Em 1985, quando o Brasil se via diante da oportunidade histórica de sepultar o autoritarismo e reingressar no mundo democrático, nós estávamos ao lado do povo brasileiro e do Presidente Tancredo Neves. Os nossos adversários, não. Permanecemos ao lado do Presidente José Sarney, naqueles primeiros e difíceis anos de consolidação da nova ordem democrática. Os nossos adversários, não

Mais à frente, em um momento especialmente delicado da nossa história, quando foi preciso convergir para apoiar a governabilidade e o grande Presidente Itamar Franco, que hoje nos honra aqui no Senado Federal, nós estávamos lá. Os nossos adversários, não. Recusaram, mais uma vez, a convocação da história. Para enfrentar a grave desorganização da vida econômica do País e a hiperinflação que penalizava, de forma especial, os mais pobres, o governo Itamar criou o Plano Real. Nesse momento, o Brasil precisou de nós, e, mais uma vez, nós estávamos lá. Os nossos adversários, não...

... criamos o Bolsa Escola, o Bolsa Alimentação e o Auxílio Gás, que, depois, serviram de base para, ampliados e concentrados, se transformarem no emblemático Bolsa Família. Quando os fundamos, nossos adversários também não estavam lá e, ironicamente, nos criticaram por estarmos criando políticas assistencialistas de perpetuação da dependência e não de superação da pobreza...

Essa é a grande tarefa inconclusa. E se há um erro que juntos não podemos cometer é nos perdermos na grandiloqüência do discurso oficial, como se tivéssemos alcançado o nosso ponto de chegada...”

Para a íntegra do discurso, clique aqui


0 comentários: