A equipe de policiais da Força Nacional que vai reforçar a segurança em Águas Lindas (GO) chegou na cidade às 19h desta sexta-feira (22/4). Os 43 homens chegaram em um comboio de 12 viaturas e passaram pela avenida principal, próximo ao viaduto. Uma segunda equipe, formada por 35 policiais e 10 viaturas, permaneceu em Luziânia, onde já iniciaram o trabalho.
Os policiais passaram primeiro no 17º Batalhão da PM de Águas Lindas e seguiram para a 35º Companhia da PM, no Jardim Recanto, onde se reuniram para definir quais os locais de atuação. O primeiro é o Jardim América. O trabalho da PM começa já nesta noite, com patrulhamento e abordagens. A Força Nacional terá o apoio de PMs do 17º Batalhão, além da utilização de uma viatura de cada unidade policial na cidade.
Os homens da Força Nacional de Segurança chegaram ao Entorno na última segunda-feira (18/4) e, desde então, estão fazendo um trabalho de inteligência e de reconhecimento de terreno. Além disso, os integrantes da força já fizeram contato com autoridades legais, como delegados e representantes do Judiciário e do Ministério Público, para explicar as diretrizes do trabalho que será desenvolvido nesses municípios.
Um contingente de 70 militares está no Entorno desde segunda-feira. A tropa poderá receber a ajuda de outros 30 e também de policiais civisApós fiasco, Força retorna ao Entorno para tentar reduzir criminalidade
Quatro anos atrás, a corporação tentou, sem sucesso, reduzir a criminalidade no Entorno.
Agora, volta com 70 homens para fazer o policiamento em Luziânia e em Águas Lindas
Marcada por assassinatos em série, pelo tráfico de drogas e por índices de homicídio em alta, o município goiano de Luziânia, a 66km de Brasília, ganhará hoje reforço no policiamento e no combate à violência. A partir das 17h, militares da Força Nacional de Segurança começam a patrulhar a cidade, onde ficarão por pelo menos três meses. Esse prazo de permanência pode ser prorrogado. Além de Luziânia, Águas Lindas vai receber os militares. Até o fim do ano, eles deverão passar por outros municípios do Entorno, como Valparaíso, Novo Gama e Cidade Ocidental. A expectativa é reduzir os índices de criminalidade, especialmente os casos de assassinatos.
Impacto
O chefe do Gabinete de Gestão de Segurança Pública do Entorno, coronel Edson Costa Araújo, conta que a expectativa é obter uma redução expressiva dos índices de violência durante a permanência dos militares. Para ele, o simples anúncio da chegada da Força Nacional serve como instrumento de controle. “Só o anúncio da chegada já reflete nas estatísticas. Vamos fazer um acompanhamento semanal para saber o impacto das ações nos municípios do Entorno”, conta o coronel.
Inicialmente, o trabalho será feito por cerca de 70 militares. A expectativa é que esse número chegue a 100 logo depois do início das ações de policiamento ostensivo. A Força Nacional aguarda ainda a possibilidade de que 25 policiais civis se juntem ao grupo durante o período em que os militares permanecerão no Entorno. O envio da Força Nacional de Segurança aos municípios goianos vizinhos ao Distrito Federal foi aprovado no último dia 14. Depois de uma reunião com o governador de Goiás, Marconi Perillo, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, autorizou a medida. Para amparar o pedido, o estado de Goiás apresentou estatísticas com os dados de criminalidade do Entorno. As informações chamaram a atenção do governo federal.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de Goiás, houve um crescimento de 26% nos casos de assassinatos em 15 dos 19 municípios goianos que formam a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride). No primeiro trimestre deste ano, as autoridades de segurança registraram 173 mortes nessa área — 36 a mais do que as ocorridas no mesmo período do ano passado. A cada 10 dias, em média, 19 pessoas são assassinadas no Entorno. Um levantamento da Polícia Civil goiana revelou que o município de Luziânia representa 41% de todos os homicídios ocorridos no Entorno em 2010. Por esse motivo, a cidade foi escolhida para começar o programa de policiamento com as forças de segurança do governo federal.
Mortes em série
A violência em Luziânia ganhou repercussão nacional após uma série de desaparecimentos suspeitos. Depois, descobriu-se que sete jovens, entre 13 e 19 anos, haviam sido assassinados. O criminoso responsável pelas atrocidades era o pedreiro Ademar de Jesus Silva, 40 anos, que confessou os crimes, mas se suicidou na cadeia.
Fonte: Correio Braziliense

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