Polícia investiga com quem Wellington aprendeu a manusear revólveres e carregadores
O homem que provocou a tragédia de ontem entrou na escola com duas armas e mais de 70 projéteis. Um revólver calibre 38 está com a numeração raspada, o que impede a polícia de rastrear sua origem. O outro revólver, um calibre 32, pertence a um homem já falecido.
Um dos filhos dele foi localizado em sua casa, em Botafogo, e levado para depor na Divisão de Homicídios (DH). Ele disse aos policiais que a arma fora roubada em 1993, levando a polícia a praticamente descartar seu envolvimento com o assassino. Wellington Menezes de Oliveira tinha ainda em sua mochila pelo menos 12 speed loaders, um acessório usado para carregar as seis balas de um revólver com rapidez. A peça, segundo especialistas em armas, pode ser comprada por qualquer pessoa em lojas que vendem equipamentos de caça e pesca por até R$ 30, cada.
De acordo com policiais, Wellington teria feito cerca de 50 disparos dentro da escola apenas com o revólver calibre 38 e, por isso, teria usado pelo menos nove speed loaders. A polícia encontrou com Wellington 22 balas intactas. Apesar de não ter formação militar ou policial, Wellington mostrou habilidade incomum para manusear o revólver. A polícia vai investigar se ele recebeu algum tipo de treinamento ou foi ajudado no planejamento do crime.
Os policiais esperam encontrar informações no computador apreendido na casa do assassino, em Sepetiba, mas a tarefa não será fácil, pois ele destruiu o disco rígido. Agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática vão tentar descobrir com quem Wellington se relacionou na internet nos últimos meses e que comunidades no Orkut ele visitou.
Fonte: Folha.com

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