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sábado, 23 de abril de 2011

Comandante do Exército, General Enzo Martins Peri, prega que o Exército deixe o sonho do Brasil ser uma grande potência

General Peri faz discurso pró-globalitário e prega salto ousado para transformação do Exército

Os discursos do dia 19, na comemoração do Dia do Exército, no Forte Apache, em Brasília, deixaram claro, nas entrelinhas, que a Força Terrestre já está pronta para o processo radical de reengenharia planejado pelo Ministério da Defesa. O comandante da Força, General Enzo Martins Peri, sem ser específico, falou na imposição, “para a força terrestre, que se queimem etapas para, de um salto ousado, se chegar à sua transformação, como já propõe a Estratégia Nacional de Defesa”.

As palavras e gestos também tornaram evidente que não haverá qualquer reação dos militares da ativa à criação da polêmica e agora rebatizada “Comissão Nacional da Verdade e da Conciliação” para apurar os supostos “crimes de violação dos direitos humanos” cometidos durante o governo dos presidentes-generais (1964-1985). Teria sido de graça que a ministra dos Direitos Humanos, a radical petista Maria do Rosário, recebeu uma condecoração do EB, junto com outras 200 “personalidades”? [sempre bom lembrar que apesar de ser ministra dos Direitos Humanos e pregar o desarmamento a ilustre petista recebeu das FORJAS TAURUS - a maior fabricante de armas leves do Brasil - para sua campanha eleitoral R$ 75mil.]

Uma interpretação simplória da mensagem lida em nome da chefona-em-comando das Forças Armadas, na presença da própria Dilma Rousseff, indica que o Exército está completamente alinhado com o atual esquema de governo: "As tropas da Força Terrestre, em permanente prontidão, são a garantia indispensável da segurança do país. Um país de vocação pacífica e democrática, que valoriza o diálogo, a justiça, o respeito aos direitos humanos e que vem se consolidando como uma sociedade próspera e fraterna, que busca a igualdade de oportunidades para todos. Na verdade, uma das maiores democracias do mundo".

Mais patético foi o discurso do Comandante do Exército, General Enzo Martins Peri, demonstrando que o alto comando militar caiu mesmo no canto globalitário da sereia. No seu discurso, o General Peri chegou a pregar que é preciso que o Exército deixe para trás o sonho de ser uma grande potência: “Hoje, vivemos um momento singular dessa nossa história. É dada a esta geração a oportunidade - mais que isso, o dever - de cruzar a ponte que nos separou do futuro, deixando para trás, de forma definitiva e irreversível, o sonho de ser potência emergente para linhar-se entre os principais atores globais, credor de respeito internacional, possuidor de voz ativa em foros mundiais e detentor de responsabilidades que ultrapassam nossas fronteiras”.

Em resumo: O 363º aniversário da 1ª Batalha dos Guararapes não poderia ter sido comemorado de forma tão patética.

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