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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Deborah Guerner, promotora de Justiça, fez aula para aprender a fingir loucura

Promotora suspeita de envolvimento no mensalão do DEM fez 'aula' para fingir loucura

A promotora de Justiça Deborah Guerner, presa na semana passada junto com o marido sob a acusação de envolvimento no mensalão do DEM, foi orientada por médicos de São Paulo a simular um distúrbio mental e, desta forma, atrapalhar as investigações sobre o esquema de corrupção no Distrito Federal. As informações foram publicadas nesta quarta-feira pelo jornal "O Estado de S. Paulo”, que teve acesso a documentos e imagens que comprovam a armação.


Uma gravação do encontro de Deborah com o psiquiatra paulista Luis Altenfelder Silva Filho mostra os detalhes da simulação que seria feita para que a promotora fosse considerada doente pelos peritos judiciais. As imagens foram captadas pelo circuito interno da casa da promotora e apreendidas com autorização da Justiça. De acordo com a reportagem, durante uma "aula" para ser reprovada no teste de sanidade mental, Deborah pergunta ao psiquiatra: - Posso falar eufórica?

- Pode. Muito excitada, eufórica e com o pavio muito curto - responde Silva. - Não tem erro, e qualquer residente de primeiro ano de psiquiatria, ouvindo você, vai falar assim: "essa menina é bipolar?".

Clique e veja o Vídeo das aulas


As "aulas" foram dadas na sala da casa de Deborah em Brasília e foram acompanhadas pelo marido dela, Jorge, que segue preso, assim como ela e ganharam o apelido de "teatro da loucura" nos bastidores da investigação.


A investigação aponta que a estratégia de Deborah para fingir a doença seria evitar a aplicação de alguma pena por envolvimento no mensalão do DEM, faltar a depoimentos e garantir uma aposentadoria compulsória por invalidez, com um salário de mais de R$ 20 mil. A promotora, aliás, ainda recebe salário.


Entre as acusações contra Deborah está a cobrança de propina do ex-governador do DF José Roberto Arruda, que renunciou ao cargo diante do escândalo. A promotora também responde a um processo disciplinar no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O órgão pode aprovar a demissão de Deborah do serviço público.


Fonte: G1 e o Estado de São Paulo

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