Em artigo, FHC afirma que PSDB deve desistir do ‘povão’ e buscar votos na classe média
Abril de 2011 pode entrar para a história como um mês importante para a reestruturação do PSDB. No início do mês, os principais líderes do partido criaram um conselho político cujo objetivo é o de formular idéias para a legenda. Na semana passada, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) fez um discurso importante no Congresso numa tentativa de se tornar o novo grande nome dos tucanos. Nesta semana, foi a vez do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fazer a primeira tentativa de dar aos tucanos “uma nova música para gorjear“, como sugeriu a revista britânica The Economist na semana passada.
Como conta a Folha, FHC publica um artigo no qual propõe uma revisão da postura do PSDB após três derrotas seguidas na eleição presidencial e sugere quais devem ser os rumos do partido durante o governo de Dilma Rousseff. No artigo, FHC lamenta o fato de o legado do seu governo não ter sido defendido pelo PSDB, critica as disputas internas dentro da legenda e afirma que o PSDB não vai conseguir votos nas camadas mais pobres da população, onde reina o PT. Em um dos trechos mais importantes do artigo, o ex-presidente mostra preocupação quanto à possibilidade de Dilma conseguir somar a essas camadas mais pobres setores da classe média que se mantiveram distantes de Lula.
“Enquanto o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT influência sobre os ‘movimentos sociais’ ou o ‘povão’, falarão sozinhos”, diz o ex-presidente. Ele observa que a classe média não participa da vida política do país como no passado, mas está presente em lugares onde os partidos praticamente não existem como as redes sociais da internet. “Se houver ousadia, as oposições podem organizar-se, dando vida não a diretórios burocráticos, mas a debates sobre temas de interesses dessas camadas”.
Clique aqui, para ler a íntegra do artigo do FHC
[a classe média está órfã politicamente, totalmente abandonada e só é lembrada quando tem que contribuir com impostos e sacrifícios. E tal procedimento está fazendo com que a classe média se omita ou deixe se envolver pela corja petista – claro que há exceções, entre as quais me incluo, dos que jamais formarão ao lado dos petistas nem da corja comunista-esquerdista, mesmo que disse dependa nossa própria vida.
Mas, muitos da classe média poderão – em função do abandono a que estão relegados pelos partidos políticos – se aliarem a trupe esquerdista. Os partidos também devem lembrar-se da direita, da verdadeira e fiel direita, já que há uma sistemática ação da esquerda no sentido de tornar politicamente incorreto SER DA DIREITA.
Existem milhões de brasileiros que são da direita ou com ela simpatizam e que necessitam de uma liderança política e partidária, firme e decidida, que os uma e através da UNIÃO a FORÇA surgirá.]

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